ANASTASIA
— Vão me dizer onde estavam ou não? – Christian perguntou, cruzando os braços.
— Me leva até a cama depois pode me deixar a sós com o Sr. Grey.
— Sim, senhora.
Taylor continuou o caminho, mas quando chegamos à porta do quarto, Christian não quis dar passagem.
— Quanto mais rápido você sair do meio, mais rápido estarei fora dos braços do Taylor, se é isso que está te incomodando tanto, Christian – falei séria e deu certo, pois ele saiu da frente, então entramos e Taylor me colocou cuidadosamente sentada sobre a cama – Obrigada por tudo. Você foi ótimo esta noite. Pode ir descansar se quiser, pois o estou liberando dos seus afazeres por hoje. Se meu marido for precisar de motorista, ele que chame o Andrew.
— Não vou trabalhar hoje – resmungou Christian, segurando a porta.
— Não se preocupe, senhora. Já dormi o suficiente por uma noite lá no hospital.
— Hospital? O que aconteceu? Você está bem?
Ignorei Christian, que tinha se aproximado da cama, e olhei para o Taylor com um sorriso.
— Mais tarde te entrego sua blusa e quando Gail chegar, peça para ela vir aqui, por favor.
— Sim, senhora.
Ele pediu licença e saiu do quarto fechando a porta atrás de si. Respirei fundo, me recostando mais ainda no macio travesseiro e encarei meu marido, que estava com uma cara de preocupado.
Me deu uma vontade enorme de mentir para ele e dizer que tinha perdido os nossos filhos, mas eu tinha que evitar emoções fortes.
— Temos que conversar sério – informei batendo com a mão ao meu lado, o convidando para sentar e assim ele o fez.
— Ana, me des... – ele começou a falar, mas levantei a mão o impedindo de continuar.
— Me deixa falar primeiro, por favor – pedi e Christian assentiu – Essa noite, minutos depois que você saiu, eu comecei a sangrar e ter contrações então pedi ao Taylor para me levar até o hospital.
— Você não... – ele parou de falar, me olhou triste e tocou na minha barriga então repousei minhas mãos sobre a dele.
— Eles ainda estão aqui dentro. Segundo o Dr. Dickens eu sofri um leve deslocamento de placenta, que aparentemente não é grave, mas se eu tiver outra crise igual à que tive essa noite, com certeza perderei um dos bebês.
— Fui eu que causei essa crise em você?
— Não sabemos, mas Brian pediu, ou melhor, me mandou ficar em abstinência total. Não podemos mais fazer sexo, nem do jeito que fazíamos antes, também não posso em hipótese nenhuma passar por mais situações estressantes, não posso carregar peso e nem fazer exercício físico. Ele me liberou no máximo uma caminhada de quinze minutos por dia e mais nada. Será que posso contar com você para me ajudar?
Christian se inclinou e beijou minha barriga, depois levantou o rosto, dando-me um selinho.
— A partir de hoje sempre poderá contar comigo – ele falou, roçando seus lábios nos meus, em seguida me encarou e acariciou minha bochecha – Depois que eu fechar esse novo investimento, vou tirar alguns meses de férias, pois quero ficar de olho em você vinte e quatro horas por dia, os sete dias da semana.
— Assim vou acabar enjoado da sua cara – murmurei, fazendo um bico.
— Que nada, querida. Eu sou bonito demais para alguém enjoar de mim – Christian comentou, sorrindo.
— Tão convencido – exclamei rindo, então ouvimos uma batida na porta e a voz de Gail em seguida.
— Pode entrar, Sra. Jones – falou Christian.
— Com licença. Você está bem, menina? Taylor, me contou que você passou mal durante a noite.
— Nós estamos bem, Gail, mas eu ficaria melhor se comece aqueles waffles que só você sabe fazer.
Gail assentiu sorrindo e perguntou o que mais era para fazer para o café da manhã. Assim que ela saiu pedi ao meu marido que me ajudasse a chegar até o banheiro, pois queria banhar.
Após o banho, notei que a sonolência já havia melhorado um pouco. Peguei um dos roupões felpudos no armário embaixo da pia e o vesti depois sai do banheiro.
Escutei a voz de Christian vindo do interior do closet, mas as portas estavam fechadas. Parecia que ele estava ao telefone conversando com alguém.
— ...e não Amber, eu não sei da Natasha. Liga para o apartamento, acho que ela deve estar lá.
“Como assim ele não sabia da Natasha? Se ele saiu essa noite dizendo que ia para o apartamento dela. Só se... ele mentiu para mim” pensei, já cruzando os braços.
Parei em frente à porta do closet esperando que Christian abrisse a mesma e assim que o fez, ele se assustou quando me viu.
— Você não foi ajudar a Natasha, não é? Onde realmente você estava, Christian? – perguntei calmamente, ele desviou o olhar do meu e passou por mim, então me virei para olhá-lo – Se não quer me contar porque acha que vou me exaltar. Aproveite que ainda estou calma por causa do sedativo e me conta a verdade.
Ele pareceu avaliar a situação antes de se aproximar de mim e pegar minhas mãos entre as suas.
— Está bem – Christian respirou fundo depois me encarou – Eu não sai essa noite para ir até o apartamento da Natasha ajudá-la.
— Isso eu sei.
— Vai me deixar contar ou...
— Ok. Continue.
— Ontem à tarde eu recebi uma visita inusitada no meu escritório, era uma moça chamada Lydia Adams. Ela disse que era a irmã gêmea da Leila – ele parou de falar e ficou me olhando, provavelmente esperava alguma reação minha.
— E?
— E que eu não sabia que Leila tinha uma irmã, ainda por cima gêmea. Então Ly...
— Ly? – indaguei o olhando desconfiada.
— É assim que ela gosta de ser chamada.
— Sei... Continue.
— Então ela me contou sua história. Parece que Ly foi sequestrada quando era apenas uma recém-nascida, mas semanas atrás a mãe que ela sempre pensou ser a biológica lhe contou toda a verdade antes de morrer de câncer de pulmão. Ly quis conhecer sua verdadeira família então saiu do Japão e foi para Chicago, onde morava os pais dela e da Leila, mas quando descobriu que eles também haviam morrido, ela veio para Seattle atrás do último contato que ainda restava da irmã.
— Você.
— Isso mesmo. Enquanto a gente conversava aconteceu um imprevisto lá na empresa e Ly acabou me ajudando então...
— Você acabou contratando ela para a vaga de secretária pessoal, não foi? – perguntei me afastando dele.
— Fica calma, Anastasia. Por favor.
— Eu estou calma, Christian – falei dando de ombros – Mas se você tivesse me dito isso em outro momento com certeza a gente teria brigado feio, mas vamos a essa noite... foi ela que te ligou?
— Sim, mas não foi pelo que você está pensando.
— Não estou pensando em nada. Continue.
— Ly me ligou pedindo ajuda então eu e Anthony fomos até onde ela morava e a encontramos desmaiada no chão. Quando Ly acordou me contou que dois homens haviam invadido o apartamento e acabaram abusando dela sexualmente.
— E o que você fez?
— Eu não ia deixar ela sozinha naquele lugar depois do que tinha acontecido então a trouxe para cá.
— Por que não a levou para o hospital?
— Ela não quis, mas chamei a Dra. Greene para dar uma olhada nela.
— Foi por isso que Brian não conseguiu falar com ela – murmurei pensativa depois olhei para Christian – Então... quando é que eu vou conhecer pessoalmente minha rival? – perguntei.
— Ana, ela não é e nunca será sua rival.
— Mas ela é igual à Leila e...
— E nada. Eu gosto de você. Eu me casei foi com você, Anastasia – Christian me abraçou, colando nossos lábios num beijo apaixonado – Agora, Sra. Grey, vamos nos vestir para tomarmos café da manhã.
— Vão me dizer onde estavam ou não? – Christian perguntou, cruzando os braços.
— Me leva até a cama depois pode me deixar a sós com o Sr. Grey.
— Sim, senhora.
Taylor continuou o caminho, mas quando chegamos à porta do quarto, Christian não quis dar passagem.
— Quanto mais rápido você sair do meio, mais rápido estarei fora dos braços do Taylor, se é isso que está te incomodando tanto, Christian – falei séria e deu certo, pois ele saiu da frente, então entramos e Taylor me colocou cuidadosamente sentada sobre a cama – Obrigada por tudo. Você foi ótimo esta noite. Pode ir descansar se quiser, pois o estou liberando dos seus afazeres por hoje. Se meu marido for precisar de motorista, ele que chame o Andrew.
— Não vou trabalhar hoje – resmungou Christian, segurando a porta.
— Não se preocupe, senhora. Já dormi o suficiente por uma noite lá no hospital.
— Hospital? O que aconteceu? Você está bem?
Ignorei Christian, que tinha se aproximado da cama, e olhei para o Taylor com um sorriso.
— Mais tarde te entrego sua blusa e quando Gail chegar, peça para ela vir aqui, por favor.
— Sim, senhora.
Ele pediu licença e saiu do quarto fechando a porta atrás de si. Respirei fundo, me recostando mais ainda no macio travesseiro e encarei meu marido, que estava com uma cara de preocupado.
Me deu uma vontade enorme de mentir para ele e dizer que tinha perdido os nossos filhos, mas eu tinha que evitar emoções fortes.
— Temos que conversar sério – informei batendo com a mão ao meu lado, o convidando para sentar e assim ele o fez.
— Ana, me des... – ele começou a falar, mas levantei a mão o impedindo de continuar.
— Me deixa falar primeiro, por favor – pedi e Christian assentiu – Essa noite, minutos depois que você saiu, eu comecei a sangrar e ter contrações então pedi ao Taylor para me levar até o hospital.
— Você não... – ele parou de falar, me olhou triste e tocou na minha barriga então repousei minhas mãos sobre a dele.
— Eles ainda estão aqui dentro. Segundo o Dr. Dickens eu sofri um leve deslocamento de placenta, que aparentemente não é grave, mas se eu tiver outra crise igual à que tive essa noite, com certeza perderei um dos bebês.
— Fui eu que causei essa crise em você?
— Não sabemos, mas Brian pediu, ou melhor, me mandou ficar em abstinência total. Não podemos mais fazer sexo, nem do jeito que fazíamos antes, também não posso em hipótese nenhuma passar por mais situações estressantes, não posso carregar peso e nem fazer exercício físico. Ele me liberou no máximo uma caminhada de quinze minutos por dia e mais nada. Será que posso contar com você para me ajudar?
Christian se inclinou e beijou minha barriga, depois levantou o rosto, dando-me um selinho.
— A partir de hoje sempre poderá contar comigo – ele falou, roçando seus lábios nos meus, em seguida me encarou e acariciou minha bochecha – Depois que eu fechar esse novo investimento, vou tirar alguns meses de férias, pois quero ficar de olho em você vinte e quatro horas por dia, os sete dias da semana.
— Assim vou acabar enjoado da sua cara – murmurei, fazendo um bico.
— Que nada, querida. Eu sou bonito demais para alguém enjoar de mim – Christian comentou, sorrindo.
— Tão convencido – exclamei rindo, então ouvimos uma batida na porta e a voz de Gail em seguida.
— Pode entrar, Sra. Jones – falou Christian.
— Com licença. Você está bem, menina? Taylor, me contou que você passou mal durante a noite.
— Nós estamos bem, Gail, mas eu ficaria melhor se comece aqueles waffles que só você sabe fazer.
Gail assentiu sorrindo e perguntou o que mais era para fazer para o café da manhã. Assim que ela saiu pedi ao meu marido que me ajudasse a chegar até o banheiro, pois queria banhar.
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Após o banho, notei que a sonolência já havia melhorado um pouco. Peguei um dos roupões felpudos no armário embaixo da pia e o vesti depois sai do banheiro.
Escutei a voz de Christian vindo do interior do closet, mas as portas estavam fechadas. Parecia que ele estava ao telefone conversando com alguém.
— ...e não Amber, eu não sei da Natasha. Liga para o apartamento, acho que ela deve estar lá.
“Como assim ele não sabia da Natasha? Se ele saiu essa noite dizendo que ia para o apartamento dela. Só se... ele mentiu para mim” pensei, já cruzando os braços.
Parei em frente à porta do closet esperando que Christian abrisse a mesma e assim que o fez, ele se assustou quando me viu.
— Você não foi ajudar a Natasha, não é? Onde realmente você estava, Christian? – perguntei calmamente, ele desviou o olhar do meu e passou por mim, então me virei para olhá-lo – Se não quer me contar porque acha que vou me exaltar. Aproveite que ainda estou calma por causa do sedativo e me conta a verdade.
Ele pareceu avaliar a situação antes de se aproximar de mim e pegar minhas mãos entre as suas.
— Está bem – Christian respirou fundo depois me encarou – Eu não sai essa noite para ir até o apartamento da Natasha ajudá-la.
— Isso eu sei.
— Vai me deixar contar ou...
— Ok. Continue.
— Ontem à tarde eu recebi uma visita inusitada no meu escritório, era uma moça chamada Lydia Adams. Ela disse que era a irmã gêmea da Leila – ele parou de falar e ficou me olhando, provavelmente esperava alguma reação minha.
— E?
— E que eu não sabia que Leila tinha uma irmã, ainda por cima gêmea. Então Ly...
— Ly? – indaguei o olhando desconfiada.
— É assim que ela gosta de ser chamada.
— Sei... Continue.
— Então ela me contou sua história. Parece que Ly foi sequestrada quando era apenas uma recém-nascida, mas semanas atrás a mãe que ela sempre pensou ser a biológica lhe contou toda a verdade antes de morrer de câncer de pulmão. Ly quis conhecer sua verdadeira família então saiu do Japão e foi para Chicago, onde morava os pais dela e da Leila, mas quando descobriu que eles também haviam morrido, ela veio para Seattle atrás do último contato que ainda restava da irmã.
— Você.
— Isso mesmo. Enquanto a gente conversava aconteceu um imprevisto lá na empresa e Ly acabou me ajudando então...
— Você acabou contratando ela para a vaga de secretária pessoal, não foi? – perguntei me afastando dele.
— Fica calma, Anastasia. Por favor.
— Eu estou calma, Christian – falei dando de ombros – Mas se você tivesse me dito isso em outro momento com certeza a gente teria brigado feio, mas vamos a essa noite... foi ela que te ligou?
— Sim, mas não foi pelo que você está pensando.
— Não estou pensando em nada. Continue.
— Ly me ligou pedindo ajuda então eu e Anthony fomos até onde ela morava e a encontramos desmaiada no chão. Quando Ly acordou me contou que dois homens haviam invadido o apartamento e acabaram abusando dela sexualmente.
— E o que você fez?
— Eu não ia deixar ela sozinha naquele lugar depois do que tinha acontecido então a trouxe para cá.
— Por que não a levou para o hospital?
— Ela não quis, mas chamei a Dra. Greene para dar uma olhada nela.
— Foi por isso que Brian não conseguiu falar com ela – murmurei pensativa depois olhei para Christian – Então... quando é que eu vou conhecer pessoalmente minha rival? – perguntei.
— Ana, ela não é e nunca será sua rival.
— Mas ela é igual à Leila e...
— E nada. Eu gosto de você. Eu me casei foi com você, Anastasia – Christian me abraçou, colando nossos lábios num beijo apaixonado – Agora, Sra. Grey, vamos nos vestir para tomarmos café da manhã.

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