sexta-feira, 27 de março de 2020

Maliciosamente Sedutores - Capítulo 08


ANASTASIA

Acordei bem cedo no outro dia, saí da cama bem devagar para não acordar Christian e fui arrumar a surpresa.

Depois de tudo preparado saí do closet e deitei de novo fingindo que dormia, minutos depois escutei quando o despertador tocou e Christian saiu rumo ao banheiro. Quando ele entrou no closet esperei alguns minutos e fui até lá.





CHRISTIAN

O som do despertador me acordou e rapidamente o desliguei para que não acordasse a Ana. Me levantei e segui para o banheiro. Após a ducha, enrolei uma toalha na cintura, escovei os dentes e me barbeei.

Quando sai do banheiro me dirigi até o closet, vesti o terno cinza que tinha separado na noite anterior e fui para o armário onde ficavam meus sapatos e assim que o abri vi dois pares de sapatinhos de bebês na cor azul, um em cada lado do meu sapato.

Franzi o cenho então peguei o pequeno envelope que estava sob meu calçado e reconheci imediatamente a letra da minha esposa que havia escrito “PARA CHRISTIAN” no verso do envelope.

Fiquei meio receoso em abrir, pois da última vez que Anastasia tinha me deixado um bilhete, ela havia fugido, mas respirei fundo, tomando-me de coragem e abri o envelope tirando de dentro um pequeno papel.


Olá papai...

Eu e meu irmãozinho estamos ansiosos, porque daqui a cinco meses nós estaremos bem juntinhos do senhor e da mamãe. E papai, por favor, quando nós crescermos, não nos coloque num colégio interno. Prometemos ser os melhores filhos do mundo, o que não será difícil, pois temos o melhor pai do mundo.

Os futuros bad boys de Seattle


Li aquilo três vezes até que notei uma gota d’água molhar o bilhete e percebi que meu rosto estava molhado, mas não pela água do banho e sim pelas lágrimas que escorriam sutilmente.

— Gostou da surpresa, querido?

Olhei para o lado e vi Ana parada na porta, sorrindo.

— São... meninos? Os dois?

— Sim, Christian – ela disse, já começando a chorar também.

Me aproximei dela e a beijei intensamente. Queria tanto poder dizer que a amava muito, mas eu havia feito uma promessa de que só diria aquelas palavras quando ela conseguisse dizer primeiro.

Aquele foi o melhor jeito de começar o dia. Saber que seria pai de dois meninos me deixou muito feliz, mas em contrapartida eu tinha medo de não ser um bom pai, mas vamos ver o que o futuro nos reservava.


★ ★ ★ ★ ★


TRÊS MESES DEPOIS

Havia saído cedo de casa e passei a manhã na minha cobertura no Escala, pensando numa forma de terminar com Ly sem que a magoasse.

Então, depois do almoço, eu fui para o apartamento dela a fim de terminar o nosso caso que havia começado há dois meses, mas quando dei por mim já tinha passado a tarde toda transando com ela.

— Isso foi um erro – exclamei enquanto vestia minha camisa.

— Não foi um erro, meu amor.

— Não me chame assim. Eu não sou e nunca serei o seu amor, Lydia. Eu amo a minha esposa.

— Mas ela não te ama, Christian. Eu que te amo – Ly disse, saindo da cama enrolada no lençol.

— O que existiu entre a gente foi apenas atração carnal, nada mais que isso.

— Para mim não foi apenas sexo! Eu te amei de verdade! Te dei tudo o que ela te negou, Christian! Sexo, amor e submissão! Você é mais feliz comigo, do que com ela!

Tirei a carteira do bolso e peguei um cheque, preenchendo-o enquanto a ouvir gritar.

— Acabou, Lydia. Pegue isto, volte para o Japão e recomece sua vida – falei, entregando o cheque com uma quantia extremamente alta e rapidamente sai do apartamento, antes de esperar por alguma resposta dela.

Eu precisava ir para casa e tentar consertar a merda que eu tinha feito.





ARCHIE

Finalmente tinha tido o prazer de conhecer a mente geniosa e maléfica por trás de toda a sabotagem e vingança contra o Grey.

Samantha Simmons, esse era o nome da minha deusa, mas eu estava mais que conformado de que ela nunca iria me querer, pois o único que Sam ansiava em ter era seu ex, ou seja, Christian Grey. Principalmente agora, após ele acabar com o casinho deles.

— Sam, eu já disse que não! – J.S, ou melhor, Jhimmy Simmons exclamou autoritário.

Já me encontrava alguns minutos naquele escritório, escutando Jhimmy e sua filha discutirem sobre a morte de Anastasia Grey e isso já estava torrando a minha preciosa paciência.

— Por que não a sequestramos depois dela ter tido os malditos filhos – falei, interrompendo a discussão deles que logo me olharam – Assim será mais fácil, pois antes de matá-la eu quero me divertir um pouquinho com ela, e transar com uma mulher grávida não me excita em nada. Também podemos aproveitar o plano do sequestro e roubar as crianças para vender. Sei de muitos casais que pagariam uma boa grana por eles.

Jhimmy e Samantha acabaram concordando com a minha ideia então começamos a planejar o sequestro para que nada saísse errado.

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