CHRISTIAN
Acordei com o celular tocando, então virei o rosto e olhei a hora no relógio da mesinha de cabeceira. Passava da meia-noite. Estiquei o braço, peguei o telefone e atendi a ligação, pois talvez fosse algo de importante.
— Grey.
— Me... ajuda...
Ao ouvir a voz de Lydia, me desvencilhei bem devagar da Anastasia para não acordá-la e levantei da cama saindo logo do quarto sem fazer barulho.
— Ly é você?
— Me... ajuda... por... favor... – ela falava com dificuldade e ainda chorava.
“Mas que merda era aquela? O que será que estava acontecendo com ela?”
— Onde você está?
— Meu... aparta...
— Ly? – perguntei, mas ela não respondeu, parecia que o telefone havia ficado mudo – Lydia?
Como não houve resposta, desliguei o telefone, voltei para o quarto e comecei a me vestir. Estava terminando de colocar uma camisa quando escutei Ana me chamar então me virei.
— O que houve, Christian? – ela disse meio sonolenta enquanto se sentava.
— Não é nada querida, volte a dormir – falei indo me sentar na beirada da cama para colocar os sapatos.
— Então por que está vestido? Você vai sair? Que hora é essa?
“E agora?”
Não poderia simplesmente dizer o que estava acontecendo para ela devido seu estado, mas também eu não queria mentir para Anastasia. Só que infelizmente teria que fazer isso, depois com calma eu diria a ela toda a verdade.
— Natasha me ligou. Ela está precisando de ajuda então vou até o apartamento dela.
— Eu vou com você.
— Não, Ana – falei sério e ela me olhou com raiva – Você vai ficar aqui deitada.
— Mas...
— Nada de “mas”, Sra. Grey. Me obedeça ou sua lista de motivos para um bom castigo aumentará ainda mais.
— Não sabia que você estava fazendo uma lista.
— Agora já sabe. Volte a dormir.
— Taylor, vai com você? – ela perguntou assim que eu abri a porta.
— Não. Por quê?
— Por que a companhia dele é mais agradável que a sua.
— Mais um motivo para a lista: Flertar com os empregados – falei então ela rolou os olhos – Outro motivo para a lista: Desviar o olhar do olhar do seu Mestre.
— Vai ficar aí falando ou vai ajudar a sua querida secretária? – indagou Anastasia, bastante sarcástica, e logo se deitou puxando o cobertor por cima do rosto
Sai do quarto, peguei as chaves do carro e fui rumo ao elevador.
Por mais que morresse de ciúmes em deixar aqueles dois sozinhos eu confiava que Taylor era mais competente para proteger a Anastasia em uma eventual situação do que qualquer outro segurança de sua equipe.
Por esse motivo, eu não iria chamá-lo para me acompanhar até o apartamento de Lydia, ao invés disso chamaria Anthony Basshill.
Enquanto o elevador rompia os andares rumo ao estacionamento, liguei para o segurança e o informei de que precisava de seus serviços.
Assim que as portas do elevador se abriram, me deparei com Anthony, que já me esperava então joguei as chaves do Tesla para ele.
Eu e Anthony entramos no prédio e fomos direto até um balcão, mas eu não ousei tocar naquele pedaço de madeira cheio de mofo. Aliás, todo aquele lugar fedia a mofo.
Bati palmas e uma porta nos fundos se abriu. Avistei uma mulher baixinha e gorducha sentada numa cadeira com uma vassoura nas mãos, provavelmente ela devia ter aberto a porta com ela.
— Boa noite. A senhora poderia...
— Fora! – ela ralhou vindo até o balcão – Não temos vagas para gays!
— Olha aqui, minha senhora! Em primeiro lugar, eu não sou homossexual. Em segundo lugar, não estou aqui para me hospedar neste prédio, se é que se pode dizer que isso aqui é considerado digno de moradia. E por último lugar, eu quero saber em que andar fica o apartamento da Srta. Adams? – perguntei já com raiva e a velha me olhou de cima a baixo.
— Quinto andar.
— E qual é o número do apartamento? – indaguei impaciente e a mulher me olhou zangada.
— 308. Agora pare de torrar minha paciência – falou a velha que logo retornou para sua cadeira.
— Vamos – disse a Anthony que sacou sua arma e foi na frente.
Enquanto subíamos a escada e passávamos pelos andares notei vários moradores que abriam suas portas e em seguida as fechavam com medo.
Minutos depois finalmente encontramos o apartamento de Lydia e a porta estava entreaberta. Anthony fez um sinal simbolizando que iria entrar primeiro e eu assenti.
— Tudo limpo, senhor – ele informou segundos depois.
— Ly? – a chamei assim que entrei, mas não obtive resposta.
O apartamento estava todo revirado, parecia até que alguém procurava por algo. De repente um gemido vindo de uma porta nos chamou a atenção então Anthony apontou a arma enquanto eu me posicionava para abrir a porta.
— Lydia! – exclamei assustado assim que vi o corpo dela caído no chão ao pé da cama.
Corri até onde ela estava e me ajoelhei ao seu lado tirando alguns fios de cabelos do seu rosto. Em sua face existia um pequeno corte na boca e outro um pouco maior sobre a sobrancelha direita já seu corpo estava com algumas escoriações e hematomas.
O choque inicial que tive ao vê-la caída no chão se intensificou ao constatar o que realmente havia acontecido ali. Alguém tinha invadido o apartamento e ela acabou sendo estuprada.
— Quer que eu chame uma ambulância, Sr. Grey?
— Não, Anthony. Fique na porta do apartamento vigiando.
— Sim, senhor.
Puxei o lençol da cama e a cobri, depois peguei Lydia no colo e ela gemeu de dor. A coloquei lentamente na cama e fui pegar seu celular que estava quase debaixo de uma cômoda.
— Sr. Grey?
— Oi, Ly – falei me sentando na beirada da cama – Me diz quem fez isso com você? – perguntei sério.
— Eu estava dormindo quando escutei um barulho na sala então eu abri a porta do quarto devagar e vi dois homens mascarados. Quando percebi que dava para correr até o banheiro, pois é o único lugar além da porta de entrada que possui fechadura, eu tentei correr, mas eles me viram e um deles conseguiu me segurar então me trouxeram para cá e... e... e... – Lydia parou de falar e começou a chorar.
— Não se preocupe. Vou te levar para o hospital...
— Não, por favor! Hospital não! – ela choramingou assustada e me abraçou.
— Você precisa de cuidados médicos.
— Não, por favor! Se eu for para lá vão me encher de perguntas, vão querer que eu vá até a delegacia e não quero relembrar isso de novo. Por favor, Sr. Grey, não me leva para o hospital.
— Tudo bem – falei, passando a mão pelos seus cabelos bagunçados – Você consegue andar?
— Acho que sim – ela se desvencilhou de mim e me encarou – Por quê?
— Então se vista e pegue algumas roupas.
— Por quê?
— Você vai comigo para o meu apartamento e nada de recusar, por que não vou deixar você aqui sozinha. Agora faça o que eu mandei e deixe para banhar quando chegarmos ao Escala. Estarei lá fora te esperando. Não demore.
Assim que regressamos para o prédio residencial, entrei na minha cobertura fazendo o mínimo de barulho possível para não acordar a Ana. Mostrei o quarto de hóspede para Lydia e a mandei tomar um banho enquanto ligava para a Dra. Greene.
— Alô.
— Oi, Dra. Greene.
— Sr. Grey? O que houve? Sua esposa está bem?
Clarice fazia parte da equipe médica contratada por mim para auxiliar Anastasia durante a gravidez dos gêmeos.
A equipe de profissionais era composta pelo Dr. Brian Dickens (o ginecologista da Ana), pela Dra. Clarice Greene (a melhor em obstetrícia e ginecologia da cidade de Seattle), pela Dra. Michelly Roberts (pediatra e amiga da minha mãe) e pela Dra. Eve Hanky (a melhor nutricionista de Vancouver).
— A Anastasia está bem, mas eu liguei porque quero que a senhora venha até o meu apartamento para examinar outra paciente.
— Outra paciente?
— Sim.
— Tudo bem, Sr. Grey. Chego aí em quinze minutos.
Desliguei e sai do quarto indo em direção ao meu para ver a Ana, mas assim que entrei não encontrei ninguém. Vi seu celular jogado em cima do tapete ao pé da cama então fui até o banheiro para ver se ela estava lá e nada também.
Me dirigi até o quarto do Taylor e para minha surpresa ele também não estava. Liguei para ele duas vezes, mas chamou até cair na caixa-postal.
“Onde diabos esses dois se meteram?” pensei irritado então de repente uma ideia me passou pela cabeça.
“Será que a Anastasia está me traindo com o Taylor?”
— Ela não teria coragem, teria? – perguntei a mim mesmo enquanto parava no meio da sala de estar.
— O que foi, Sr. Grey?
Me virei e encarei Ly, já vestida com um roupão branco.
— Não é nada. A médica chegará em alguns minutos. Está com fome? – perguntei e ela acenou um “Não” com a cabeça – Então sente-se aqui no sofá.
Fui até o meu banheiro e peguei um kit de primeiro-socorros, depois voltei para sala de estar me sentando ao lado de Lydia.
— Ai!
— Desculpe. Vou achar um novo apartamento para você – informei enquanto cuidava do corte sobre a sobrancelha dela.
— Não será necessário, senhor. Só preciso comprar algumas fechaduras para minha casa.
— Ly, aquele lugar não pode ser considerado como uma casa. É horroroso e fede a mofo. Vou te dar um apartamento sim e nada de recusar. Pense nisso como um investimento. Eu lhe dou um lugar confortável para morar, você se sentirá bem e acabará sendo mais eficiente no trabalho.
Ela sorriu, mas em seguida fez uma careta de dor ao mesmo tempo em que a campainha tocou.
— Coloque isto sobre o corte da sua boca. Eu já volto – falei e fui abrir a porta.
A Dra. Greene me olhou assustada quando viu Lydia então rapidamente tratei de apresentá-las. As duas seguiram para o quarto enquanto eu fui tomar um banho para esfriar a cabeça.
— Então doutora? – perguntei assim que a médica apareceu na sala.
— Dei um analgésico e receitei mais alguns para ela. Aqui está a receita. Aparentemente a Srta. Adams está bem, mas seria importante que ela fosse até o meu consultório para eu poder examiná-la melhor.
— Claro.
Após a doutora ir embora passei um e-mail para Natasha a informando de que não iria trabalhar mais tarde devido a alguns imprevistos. Depois me deitei, mas não consegui dormir direito, pois estava muito preocupado com o sumiço do Taylor e da Ana.
Acordei escutando a voz da minha esposa, seguida da voz de Taylor.
Olhei a hora no relógio e era sete e meia da manhã então me levantei da cama, mas quando abri a porta do quarto dei de cara com Taylor só de calça no corredor carregando Anastasia no colo, que estava só de camisa. Ambos estavam sorrindo o que me fez ficar morrendo de ciúme.
— Onde vocês estavam? – perguntei com raiva e eles se entreolharam.
Acordei com o celular tocando, então virei o rosto e olhei a hora no relógio da mesinha de cabeceira. Passava da meia-noite. Estiquei o braço, peguei o telefone e atendi a ligação, pois talvez fosse algo de importante.
— Grey.
— Me... ajuda...
Ao ouvir a voz de Lydia, me desvencilhei bem devagar da Anastasia para não acordá-la e levantei da cama saindo logo do quarto sem fazer barulho.
— Ly é você?
— Me... ajuda... por... favor... – ela falava com dificuldade e ainda chorava.
“Mas que merda era aquela? O que será que estava acontecendo com ela?”
— Onde você está?
— Meu... aparta...
— Ly? – perguntei, mas ela não respondeu, parecia que o telefone havia ficado mudo – Lydia?
Como não houve resposta, desliguei o telefone, voltei para o quarto e comecei a me vestir. Estava terminando de colocar uma camisa quando escutei Ana me chamar então me virei.
— O que houve, Christian? – ela disse meio sonolenta enquanto se sentava.
— Não é nada querida, volte a dormir – falei indo me sentar na beirada da cama para colocar os sapatos.
— Então por que está vestido? Você vai sair? Que hora é essa?
“E agora?”
Não poderia simplesmente dizer o que estava acontecendo para ela devido seu estado, mas também eu não queria mentir para Anastasia. Só que infelizmente teria que fazer isso, depois com calma eu diria a ela toda a verdade.
— Natasha me ligou. Ela está precisando de ajuda então vou até o apartamento dela.
— Eu vou com você.
— Não, Ana – falei sério e ela me olhou com raiva – Você vai ficar aqui deitada.
— Mas...
— Nada de “mas”, Sra. Grey. Me obedeça ou sua lista de motivos para um bom castigo aumentará ainda mais.
— Não sabia que você estava fazendo uma lista.
— Agora já sabe. Volte a dormir.
— Taylor, vai com você? – ela perguntou assim que eu abri a porta.
— Não. Por quê?
— Por que a companhia dele é mais agradável que a sua.
— Mais um motivo para a lista: Flertar com os empregados – falei então ela rolou os olhos – Outro motivo para a lista: Desviar o olhar do olhar do seu Mestre.
— Vai ficar aí falando ou vai ajudar a sua querida secretária? – indagou Anastasia, bastante sarcástica, e logo se deitou puxando o cobertor por cima do rosto
Sai do quarto, peguei as chaves do carro e fui rumo ao elevador.
Por mais que morresse de ciúmes em deixar aqueles dois sozinhos eu confiava que Taylor era mais competente para proteger a Anastasia em uma eventual situação do que qualquer outro segurança de sua equipe.
Por esse motivo, eu não iria chamá-lo para me acompanhar até o apartamento de Lydia, ao invés disso chamaria Anthony Basshill.
Enquanto o elevador rompia os andares rumo ao estacionamento, liguei para o segurança e o informei de que precisava de seus serviços.
Assim que as portas do elevador se abriram, me deparei com Anthony, que já me esperava então joguei as chaves do Tesla para ele.
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Eu e Anthony entramos no prédio e fomos direto até um balcão, mas eu não ousei tocar naquele pedaço de madeira cheio de mofo. Aliás, todo aquele lugar fedia a mofo.
Bati palmas e uma porta nos fundos se abriu. Avistei uma mulher baixinha e gorducha sentada numa cadeira com uma vassoura nas mãos, provavelmente ela devia ter aberto a porta com ela.
— Boa noite. A senhora poderia...
— Fora! – ela ralhou vindo até o balcão – Não temos vagas para gays!
— Olha aqui, minha senhora! Em primeiro lugar, eu não sou homossexual. Em segundo lugar, não estou aqui para me hospedar neste prédio, se é que se pode dizer que isso aqui é considerado digno de moradia. E por último lugar, eu quero saber em que andar fica o apartamento da Srta. Adams? – perguntei já com raiva e a velha me olhou de cima a baixo.
— Quinto andar.
— E qual é o número do apartamento? – indaguei impaciente e a mulher me olhou zangada.
— 308. Agora pare de torrar minha paciência – falou a velha que logo retornou para sua cadeira.
— Vamos – disse a Anthony que sacou sua arma e foi na frente.
Enquanto subíamos a escada e passávamos pelos andares notei vários moradores que abriam suas portas e em seguida as fechavam com medo.
Minutos depois finalmente encontramos o apartamento de Lydia e a porta estava entreaberta. Anthony fez um sinal simbolizando que iria entrar primeiro e eu assenti.
— Tudo limpo, senhor – ele informou segundos depois.
— Ly? – a chamei assim que entrei, mas não obtive resposta.
O apartamento estava todo revirado, parecia até que alguém procurava por algo. De repente um gemido vindo de uma porta nos chamou a atenção então Anthony apontou a arma enquanto eu me posicionava para abrir a porta.
— Lydia! – exclamei assustado assim que vi o corpo dela caído no chão ao pé da cama.
Corri até onde ela estava e me ajoelhei ao seu lado tirando alguns fios de cabelos do seu rosto. Em sua face existia um pequeno corte na boca e outro um pouco maior sobre a sobrancelha direita já seu corpo estava com algumas escoriações e hematomas.
O choque inicial que tive ao vê-la caída no chão se intensificou ao constatar o que realmente havia acontecido ali. Alguém tinha invadido o apartamento e ela acabou sendo estuprada.
— Quer que eu chame uma ambulância, Sr. Grey?
— Não, Anthony. Fique na porta do apartamento vigiando.
— Sim, senhor.
Puxei o lençol da cama e a cobri, depois peguei Lydia no colo e ela gemeu de dor. A coloquei lentamente na cama e fui pegar seu celular que estava quase debaixo de uma cômoda.
— Sr. Grey?
— Oi, Ly – falei me sentando na beirada da cama – Me diz quem fez isso com você? – perguntei sério.
— Eu estava dormindo quando escutei um barulho na sala então eu abri a porta do quarto devagar e vi dois homens mascarados. Quando percebi que dava para correr até o banheiro, pois é o único lugar além da porta de entrada que possui fechadura, eu tentei correr, mas eles me viram e um deles conseguiu me segurar então me trouxeram para cá e... e... e... – Lydia parou de falar e começou a chorar.
— Não se preocupe. Vou te levar para o hospital...
— Não, por favor! Hospital não! – ela choramingou assustada e me abraçou.
— Você precisa de cuidados médicos.
— Não, por favor! Se eu for para lá vão me encher de perguntas, vão querer que eu vá até a delegacia e não quero relembrar isso de novo. Por favor, Sr. Grey, não me leva para o hospital.
— Tudo bem – falei, passando a mão pelos seus cabelos bagunçados – Você consegue andar?
— Acho que sim – ela se desvencilhou de mim e me encarou – Por quê?
— Então se vista e pegue algumas roupas.
— Por quê?
— Você vai comigo para o meu apartamento e nada de recusar, por que não vou deixar você aqui sozinha. Agora faça o que eu mandei e deixe para banhar quando chegarmos ao Escala. Estarei lá fora te esperando. Não demore.
★ ★ ★ ★ ★
Assim que regressamos para o prédio residencial, entrei na minha cobertura fazendo o mínimo de barulho possível para não acordar a Ana. Mostrei o quarto de hóspede para Lydia e a mandei tomar um banho enquanto ligava para a Dra. Greene.
— Alô.
— Oi, Dra. Greene.
— Sr. Grey? O que houve? Sua esposa está bem?
Clarice fazia parte da equipe médica contratada por mim para auxiliar Anastasia durante a gravidez dos gêmeos.
A equipe de profissionais era composta pelo Dr. Brian Dickens (o ginecologista da Ana), pela Dra. Clarice Greene (a melhor em obstetrícia e ginecologia da cidade de Seattle), pela Dra. Michelly Roberts (pediatra e amiga da minha mãe) e pela Dra. Eve Hanky (a melhor nutricionista de Vancouver).
— A Anastasia está bem, mas eu liguei porque quero que a senhora venha até o meu apartamento para examinar outra paciente.
— Outra paciente?
— Sim.
— Tudo bem, Sr. Grey. Chego aí em quinze minutos.
Desliguei e sai do quarto indo em direção ao meu para ver a Ana, mas assim que entrei não encontrei ninguém. Vi seu celular jogado em cima do tapete ao pé da cama então fui até o banheiro para ver se ela estava lá e nada também.
Me dirigi até o quarto do Taylor e para minha surpresa ele também não estava. Liguei para ele duas vezes, mas chamou até cair na caixa-postal.
“Onde diabos esses dois se meteram?” pensei irritado então de repente uma ideia me passou pela cabeça.
“Será que a Anastasia está me traindo com o Taylor?”
— Ela não teria coragem, teria? – perguntei a mim mesmo enquanto parava no meio da sala de estar.
— O que foi, Sr. Grey?
Me virei e encarei Ly, já vestida com um roupão branco.
— Não é nada. A médica chegará em alguns minutos. Está com fome? – perguntei e ela acenou um “Não” com a cabeça – Então sente-se aqui no sofá.
Fui até o meu banheiro e peguei um kit de primeiro-socorros, depois voltei para sala de estar me sentando ao lado de Lydia.
— Ai!
— Desculpe. Vou achar um novo apartamento para você – informei enquanto cuidava do corte sobre a sobrancelha dela.
— Não será necessário, senhor. Só preciso comprar algumas fechaduras para minha casa.
— Ly, aquele lugar não pode ser considerado como uma casa. É horroroso e fede a mofo. Vou te dar um apartamento sim e nada de recusar. Pense nisso como um investimento. Eu lhe dou um lugar confortável para morar, você se sentirá bem e acabará sendo mais eficiente no trabalho.
Ela sorriu, mas em seguida fez uma careta de dor ao mesmo tempo em que a campainha tocou.
— Coloque isto sobre o corte da sua boca. Eu já volto – falei e fui abrir a porta.
A Dra. Greene me olhou assustada quando viu Lydia então rapidamente tratei de apresentá-las. As duas seguiram para o quarto enquanto eu fui tomar um banho para esfriar a cabeça.
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— Então doutora? – perguntei assim que a médica apareceu na sala.
— Dei um analgésico e receitei mais alguns para ela. Aqui está a receita. Aparentemente a Srta. Adams está bem, mas seria importante que ela fosse até o meu consultório para eu poder examiná-la melhor.
— Claro.
Após a doutora ir embora passei um e-mail para Natasha a informando de que não iria trabalhar mais tarde devido a alguns imprevistos. Depois me deitei, mas não consegui dormir direito, pois estava muito preocupado com o sumiço do Taylor e da Ana.
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Acordei escutando a voz da minha esposa, seguida da voz de Taylor.
Olhei a hora no relógio e era sete e meia da manhã então me levantei da cama, mas quando abri a porta do quarto dei de cara com Taylor só de calça no corredor carregando Anastasia no colo, que estava só de camisa. Ambos estavam sorrindo o que me fez ficar morrendo de ciúme.
— Onde vocês estavam? – perguntei com raiva e eles se entreolharam.

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