quinta-feira, 26 de março de 2020

Maliciosamente Obsessivos - Capítulo 37


CHRISTIAN

TRÊS SEMANAS DEPOIS

Acordei e olhei para o lado suspirando triste. Fazia duas semanas que tínhamos voltado de Paris onde passamos apenas uma semana em lua de mel.

Ana havia sugerido que para evitarmos uma possível e inevitável foda era melhor que dormíssemos em quartos separados.

Não gostei muito da ideia, pois queria dormir e acordar ao lado dela, mas se era para o bem dos bebês eu faria esse grande sacrifício então Anastasia começou a dormir no quarto que antigamente era dela e que futuramente seria dos gêmeos.

O despertador tocou e eu o desliguei me sentando na cama, depois levantei e fui para o banheiro. Estava terminando de banhar quando senti alguém me abraçar por trás.

Imediatamente desliguei o chuveiro e virei me deparando com uma Ana completamente nua a minha frente. Aquilo era tentação demais.

— O que está fazendo aqui? – falei saindo do box.

— Não aguento mais ficar longe de você. Vou me contentar em ter apenas seus dedos dentro de mim.

— Não sei não. Prefiro não arriscar.

— Christian Grey não quer se arriscar? Isso é uma novidade – ela falou em tom de deboche, mas não me virei, apenas peguei uma toalha, enrolei na cintura e fui para o closet sendo seguido por ela – Christian, por favor.

— Anastasia, é a vida dos nossos filhos que está em risco.

— Eu sei muito bem o que está em risco e uma delas é a minha sanidade mental, Christian! – ela gritou.

— Já disse que não! – gritei de volta.

— Vou ficar louca se não transar em menos de vinte e quatro horas. Eu te chupo e você me chupa, e assim vamos levando até os gêmeos nascerem.

— Não.

— Por favor, Christian... – ouvi ela choramingar.

“Mais que droga! O que eu faço?” pensei com raiva, pois a verdade é que eu também não queria mais ficar afastado dela.

Fui pego de surpresa quando ela me abraçou por trás, desatou o nó da toalha pegando meu pau com suas delicadas mãos e começando a me masturbar.

— Anastasia... – tentei repreendê-la, mas seu nome saiu como um gemido aprisionado.

— Eu quero o senhor, Mestre – ela sussurrou sedutoramente bem próximo ao meu ouvido e aquilo foi a gota d’água para mim.

Me virei e a beijei ferozmente. O nosso beijo era desesperado e intenso, retratando a saudade que tínhamos um do outro. Ana se ajoelhou a minha frente e começou a me explorar com sua maravilhosa boca me fazendo gemer.

Ela beijava, apertava, lambia, massageava e dava leves mordidas em meu pau então não consegui me aguentar por muito tempo e gozei na boca dela.

Vi um pouco do meu sêmen escorrer pelo canto de sua boca e ela o limpou com a mão enquanto sorria para mim.

— Agora é a minha vez – ela disse me levando para a cama onde pude me divertir com seus lindos seios e a fiz gozar por duas vezes seguidas – Vamos tomar um banho? – ela perguntou minutos depois.

— Eu não posso chegar atrasado na empresa.

— Pode sim – ela exclamou já me puxando para o banheiro – Você é o chefe e pode chegar a hora que quiser.

— Não é bem assim – murmurei enquanto a via entrar no box e ligar o chuveiro.

— Vem, Christian. Aqui está tão vazio sem você.

Suspirei me dando por vencido. Assim que entrei, ela me puxou para um beijo. Minhas mãos percorreram cada centímetro daquele corpo e quando dei por mim já estava excitado novamente.

Anastasia se afastou e apoiou-se na parede de costas para mim empinando aquela bunda gostosa na minha direção, como se eu pudesse resistir à uma tentação dessa.


★ ★ ★ ★ ★


— Queria tanto que você não fosse trabalhar hoje – ela disse manhosa, ainda deitada na cama, enquanto eu terminava de abotoar meu terno cinza em frente ao espelho de corpo inteiro.

— Infelizmente não posso faltar no trabalho – falei indo até a cama e a beijando.

— Te acompanho até a porta.

— Não precisa.

— Mas eu quero – Ana falou já se levantando e vestindo sua camisola então me lembrei do dia que ela havia fugido.

— Você não vai me deixar, vai? – perguntei meio angustiado e ela me enlaçou pela cintura encostando sua barriguinha saliente contra a minha.

— Nunca mais vou te deixar, Sr. Grey.

Saímos do quarto abraçados e quando passamos pela cozinha demos um “Bom dia” para a Sra. Jones que havia acabado de chegar.

Taylor, como sempre, já estava me esperando em frente às portas do elevador e nos cumprimentou. Me despedi da minha linda esposa com um demorado beijo e adentrei o elevador.


★ ★ ★ ★ ★


— Bom dia, garotas.

— Bom dia, Sr. Grey – as três responderam ao mesmo tempo.

Natasha e Amber se levantaram, pegaram alguns papéis e me seguiram até o escritório.

— Minha agenda – pedi, desabotoando os dois botões do terno e me sentando em minha cadeira.

Amber puxou o pequeno tablet do paletó do seu terninho e começou a informar minhas atividades do dia.

— ...e após o almoço de negócios com o Sr. Tamashiro, o senhor tem uma hora marcada com o Dr. Flynn.

“Droga! Havia me esquecido dessa consulta”

— Para que horas está marcada a minha consulta?

— Para... – ela olhou rapidamente o tablet – Às duas da tarde, senhor.

— Obrigada, Amber. Informe a Lily que ela irá me acompanhar no almoço com o Sr. Tamashiro.

— Sim, senhor. Deseja mais alguma coisa?

— Deixe-me a sós com a Natasha – ordenei.

— Sim, Sr. Grey. Com licença.

Amber saiu da sala em passos acelerados então pedi para que Natasha se sentasse. Ela me entregou alguns papéis que necessitavam de minha assinatura enquanto me informava sobre o andamento dos serviços da Corporação Grey.

— ...e aqui estão as pastas das candidatas para a vaga de secretária pessoal, que o senhor me pediu semana passada.

— Muitas candidatas?

— Sim, senhor. As entrevistas ficaram marcadas para hoje no período da tarde.

— Quero que você entreviste as candidatas – informei começando a assinar os papéis.

— Eu, senhor?

— Sim, Natasha. Você está aqui na empresa já faz alguns anos e eu confio plenamente em você.

— Tudo bem, Sr. Grey. O senhor tem alguma preferência?

Parei de assinar e a encarei com uma sobrancelha erguida.

— Que tipo de preferência, Natasha?

Percebi ela estremecer por causa do meu tom de voz.

— É... – ela pigarreou nervosa um pouco e se endireitou na cadeira – É que eu sou latina, a Amber é escocesa e a Lily é japonesa. Então, pensei que o senhor quisesse uma secretária afrodescendente, russa ou talvez alemã.

— Por mim não faz diferença – comuniquei, voltando a atenção para o documento à minha frente – Espero apenas que seja competente, profissional e bastante experiente assim como vocês três.

— Ok, senhor. Mais alguma coisa?

— Não. Apenas quero que uma de vocês me lembre da consulta com o Dr. Flynn quando estiver perto do horário.

— Sim, senhor.

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