quinta-feira, 26 de março de 2020

Maliciosamente Obsessivos - Capítulo 28


ANASTASIA

Mal descemos do carro e Christian pegou no meu braço arrastando-me a bordo do enorme iate. Uma vez dentro, ele conduziu-me até a cabine do piloto e me fez sentar em uma cadeira.

— Fique sentada aqui e não mexa em nada – ele ordenou.

“Será que ele pensa que está falando com alguma criança pequena?” pensei com raiva.

É claro que antes eu não iria mexer em nada, mas já que Christian disse aquilo eu ia mexer sim, só para provocá-lo.

Tempo depois tirei os sapatos, me levantei e fui para o seu lado fingindo interesse em como ele guiava o iate para longe da costa então minutos depois eu me estiquei um pouco para frente e o olhei com a cara mais inocente que consegui fazer.

— O que acontece se eu apertar isso aqui? – indaguei apertando um pequeno botão vermelho no enorme painel, fazendo soar alertas no painel.

— Mais que droga, Ana! Mandei você não mexer em nada! – ele gritou furioso.

Christian se aproximou de mim pegando bruscamente meu braço e me deu um tapa forte na coxa, como se eu fosse uma criança malcriada, em seguida me jogou na cadeira novamente.

— Meu vestido – exclamei atônita, mas era tarde demais, pois ele já o havia rasgado e tirado o resto dele me deixando apenas de calcinha.

— Não precisará dele. Agora, se você mover um músculo sequer dessa poltrona, eu juro que vai se arrepender.

— Como descobriu onde eu estava? – indaguei, minutos depois.

— GPS – Christian respondeu curto e grosso, seu olhar ia do painel para a janela da frente e vice e versa.

— Mas eu desliguei o celular.

— Se o aplicativo do GPS já estiver incluído na configuração do celular, pode se localizar a pessoa mesmo que o aparelho esteja desligado. Acho que aqui é um bom lugar para atracarmos – anunciou enquanto apertava um botão no painel – Longe o suficiente da costa. Assim ninguém vai nos incomodar.

— Agora você vai me matar e jogar meu corpo no mar? – perguntei em deboche então Christian me olhou inexpressivo e como um felino pronto para dar o bote em sua presa, ele se aproximou de mim bem devagar se postando a minha frente.

— Nessas águas não há tubarões que possam ocultar um corpo então em alguns dias alguém encontraria seu corpo boiando e me fariam perguntas – ele disse tão sério que quase acreditei nele, mas depois Christian riu o que me fez sorri aliviada.

— Está com raiva de mim?

— Muita.

— Quer me bater? – perguntei com medo.

— Estou com uma vontade enorme de te bater, mas não o farei.

Ele então me levantou puxando-me de encontro ao seu peito e me beijou, mas quando senti sua excitação me lembrei de que na quinta-feira eu havia ido ao ginecologista e Brian tinha me receitado umas novas pílulas anticoncepcionais.

O problema da troca de pílula era que tinha que ficar em abstinência sexual por alguns dias até que meu corpo se acostumasse com o novo medicamento ou eu teria sessenta por cento de chance de engravidar.

— Christian. Espera. Eu não quero.

— Está me rejeitando? – ele me olhou incrédulo.

— Estou – exclamei, mas ele insistiu novamente e eu acabei dando um tapa no rosto dele o que me deu tempo suficiente para escapar da cabine, porém não consegui ir muito longe, pois Christian me agarrou fortemente por trás.

— Nunca mais fuja de mim – sussurrou em meu ouvido e seu tom de voz estava mais autoritário do que o de costume.

Aquele não era mais o Christian que eu conhecia e sim o Mestre Grey... meu Mestre Grey de nove anos atrás. Parei de me debater em seus braços e permaneci quieta com a cabeça abaixada, uma verdadeira submissa então ele me soltou.

— Levante a cabeça ou ficará com o pescoço doendo – Christian disse ríspido e assim o fiz olhando diretamente para aqueles olhos azuis que agora estavam mais escuros, ele havia se postado à minha frente, inexpressivo como sempre – Não quero te ver com dor... a não ser nos lugares que eu causar.

Um sorriso pervertido brincou em seus lábios.

Tentei avisá-lo sobre a minha troca de pílula, mas ele me mandou calar a boca. Não havia como fugir, a única coisa que eu poderia fazer era rezar para que os quarenta por cento fossem o suficiente para que eu não ficasse grávida, pois nem eu e nem Christian queríamos filhos.

Ele me conduziu para uma espécie de deck onde havia dois sofás, uma mesa de jantar redonda e mais atrás havia três espreguiçadeiras.

— Eu ia apenas te dá uma surra de pau...

Ao ouvir aquilo estanquei no meio do lugar e implorei que ele não fizesse aquilo. Surra de pau não era uma surra com um pedaço de madeira e sim uma surra de pênis. Preferiria mil vezes ser chicoteada a receber aquele tipo de castigo.

— Vou te dar uma surra de pau sim e já que você me desobedeceu, me deu um tapa, me rejeitou e fugiu de mim, além da surra eu vou te foder a noite toda.

Gelei até os ossos com a súbita ameaça. Já havia sido castigada assim uma vez há nove anos e ainda me lembrava perfeitamente de que depois do castigo eu não conseguiria aguentar uma outra foda muito menos uma noite inteira de sexo.

Christian puxou uma espécie de elástico do bolso de sua calça e me mandou virar. Ele amarrou meu cabelo num rabo de cavalo e em seguida o enrolou em sua mão dando um puxão forte fazendo com que minha cabeça arqueasse para trás e que meu couro cabeludo formigasse.

Me vi sendo empurrada para um dos sofás do deck onde caí de joelhos ao pé do mesmo e fiquei de bruços. Apenas a parte superior do meu corpo estava recostada no sofá.

Então segundos se passaram até que senti Christian se ajoelhando atrás de mim, pois o mesmo desceu bruscamente minha calcinha, afastou mais minhas pernas e se enfiou dentro de mim inesperadamente.

O macio assento acolchoado do sofá abafou meu grito de dor. Ainda não estava preparada para a penetração, pois nem havia conseguido me lubrificar direito. Algumas mulheres dizem que quando passamos algum tempo sem transar o canal vaginal se estreita um pouco, e isto está puramente correto.

Meu interior ardia e doía muito enquanto ele estocava rapidamente duro em mim. Eu gemia, não de prazer e sim de dor, o sentindo ir bem fundo, me alargando a cada investida.

Minha pequena tortura se seguiu por mais alguns minutos até que ele apertou meu quadril me puxando de encontro ao seu enquanto gozava em meio a seus próprios gemidos.

— Chupe. Quero que sinta o sabor do seu castigo – ele ordenou e saiu de dentro de mim.

Passei a mão pelo meu rosto limpando os vestígios das lágrimas que haviam parado de descer e me virei evitando olhar para Christian enquanto me sentava sobre as pernas e o tomava em minhas mãos.

Tive a certeza de que estava machucada quando o gosto do seu membro, uma mistura de sêmen com um pouco de sangue, tomou conta do interior da minha boca.

— Desça e descanse um pouco enquanto preparo o nosso jantar – ele mandou minutos depois se afastando de mim.

— Sim, Mestre – murmurei, porém, acho que ele não ouviu.

Reuni todas as forças restante do meu corpo e me levantei. Minhas pernas estavam um pouco trêmulas, mas consegui andar até a escada e descer para o andar onde segundo Christian ficava as suítes.

Havia um corredor longo com várias portas então abri a primeira e para o meu espanto vi uma réplica perfeita da masmorra particular existente no apartamento dele.

Dei um passo para trás e acabei esbarrando em algo, melhor dizendo, em alguém. Christian me encarava com ar de diversão então notei que ele havia voltado a ser o Christian de agora.

— Por que existe uma masmorra aqui no iate?

— Por que a Leila às vezes gostava de sair da rotina baunilha.

— Ah claro... A Leila – falei e soou meio que um deboche.

Christian fechou a porta do quarto num baque forte, me assustando, depois ele me encarou.

— Quer se castigada de novo? – neguei rapidamente com a cabeça – Pois então pare de debochar de tudo que eu falo. Venha – ele pegou na minha mão e me levou até uma porta a alguns metros à frente.

O quarto era todo decorado em tons de branco, cinza e vermelho. Na parede em frente à porta havia uma cama enorme onde caberiam facilmente cinco pessoas, os lençóis eram de seda vermelha, já as almofadas eram cinzas e brancas com detalhes em preto.

Do lado esquerdo possuía uma escrivaninha branca e um sofá cinza com almofadas brancas e vermelhas e brancas, em ambos dos lados da cabeceira da cama encontrava-se uma porta que Christian me explicou ser uma do closet e a outra do banheiro.

— Gostou do nosso quarto?

— Vamos dormir juntos? – o olhei incrédula.

— Sim, porque o espanto?

— Por que não é costume de um Dominador dormir no mesmo quarto ou dividir a mesma cama com a sua sub – lembrei enquanto o encarava desconfiada.

— Farei uma exceção este final de semana – Christian falou abrindo uma porta que notei ser a do closet.

Entrei no banheiro e estava enchendo a banheira quando Christian rompeu o lugar e me informou que no closet tinha tudo de que eu precisaria. Quando ele saiu entrei na banheira me deliciando com a sensação de alívio que a água morna me proporcionava.

Depois do banho, me enrolei numa toalha e fui para a cama a fim de descansar o corpo por alguns minutos antes de começar a me arrumar para o jantar, mas acabei adormecendo.

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