ANASTASIA
Acordei de repente e pela estreita janela do quarto notei que já era noite. Estranhei um pouco, pois quando me sentei na cama não senti dor, nenhuma dorzinha sequer, mas resolvi deixar isso para lá e procurei pelo meu celular olhando a hora assim que o achei.
Oito e quarenta da noite.
“Droga! Droga! Droga! Christian vai me castigar de novo, só porque me atrasei para o jantar”
Rapidamente fui para o closet e procurei por uma roupa. Com certeza, ele deveria estar furioso então escolhi uma roupa que talvez o agradasse. Fiz uma maquiagem básica e passei um pouco de batom rosa claro.
Coloquei o vestido preto de renda meio rodado que ia até o meio da minha coxa e ele tinha um pequeno laço preto em cetim abaixo do busto que valorizava ainda mais meus seios além do decote em V. Calcei um sapato azul de salto alto e soltei meus cabelos os deixando cair por sobre os ombros.
Dei uma última olhada no espelho do closet e sai do quarto. Acho que Christian iria gostar do resultado. Como não sabia exatamente aonde iríamos jantar apenas segui o cheiro da comida e acabei chegando à enorme cozinha do iate.
O encontrei de costas para mim e pelo movimento do seu braço parecia que ele cortava algo. Notei que ele havia trocado de roupa. De novo.
— Oi – falei e ele se virou.
— Oi, Bela Adormecida. Está tentando me agradar vestida desse jeito? – ele perguntou com uma expressão séria no rosto.
— Me desculpe. Acabei dormindo e perdi a hora – dei alguns passos em sua direção – Estou muito atrasada para o jantar?
Christian começou a sorrir enquanto pegava uma tigela no armário depois colocou os tomates dentro dela e quando passou por mim pegou gentilmente minha mão me conduzindo para a mesa de jantar.
— Você está um dia atrasada, minha querida – ele informou e deu um sorriso divertido enquanto puxava a cadeira para que eu pudesse me sentar.
— Como assim?
— Hoje já é sábado à noite – ele disse se sentando à minha frente.
— Eu dormi uma noite e um dia inteiro?
— Sim – confirmou Christian então começamos a jantar em silêncio.
Ele havia preparado uma salada e uma lasanha que por sinal estava maravilhosa. De vez em quando eu o observava e às vezes ele me pegava em flagrante.
— O que andou fazendo enquanto eu dava uma de Bela Adormecida?
— Ontem jantei sozinho, recebi algumas ligações do trabalho depois fui dormir. Preferi fazer isso em outro quarto para não te incomodar e hoje pela manhã, Taylor veio aqui para me trazer uma encomenda especial depois eu passei o dia lendo.
— O que estava lendo?
— Um livro chamado Luxúria. Bem interessante. Gostei muito dele. Por que está sorrindo?
— Já li esse livro e posso afirmar que você não precisa ler este tipo de leitura – levantei e circulei a mesa parando ao seu lado – Você já é uma literatura erótica ambulante.
Dei um beijo em sua bochecha, mas quando fiz menção de me afastar, Christian me puxou fazendo com que eu caísse sentada em seu colo, e em seguida ele passou seus braços ao redor da minha cintura.
Nossos rostos estavam a poucos centímetros de distância e eu podia sentir seu cheiro, o que estava me fazendo ficar muito excitada. Um horrível conflito logo surgiu dentro de mim.
Meu lado viciado gritava para que eu tomasse logo aqueles lábios e deixasse me levar pelo caminho do prazer. Em contrapartida havia meu lado racional que me advertia dizendo que ele poderia me machucar outra vez assim como fez durante o castigo de ontem.
Ignorei meu lado racional, pois Christian era minha droga e eu precisava dela urgentemente. Enfiei minhas mãos no cabelo dele trazendo seus lábios para mim em um beijo desesperado. Quando nos separamos, segundos depois, ambos respiramos fundo à procura de ar.
— Me perdoa? – ele disse, olhando-me intensamente.
— Por?
— Pelo castigo de ontem. É que às vezes você me tira do sério – ele admitiu com um meio sorriso.
— Sei que tenho um gênio forte e adoro te provocar – murmurei acariciando sua bochecha – Mas se você me prometer que nunca mais vai me dar uma surra de pau, eu te perdoo e também me comportarei melhor.
— Prometo. Sabia que você é ótima em fazer acordos?
— É, eu sei – falei, convencida, enquanto brincava com o lóbulo de sua orelha o que o fez sorrir – E por falar em acordo. Depois que Elena rasgou aquele contrato, você nunca me deu um novo para que eu pudesse assinar.
— Isso já não importa mais. Sei que você é minha. Só minha.
— Se já sabe disso então porque ficou irritado quando me viu com o Jason? Não estávamos fazendo nada demais.
— Estava com raiva porque você dispensou a proteção do Taylor. Então quando entrei naquele restaurante e te vi bebendo com o Hughes, sorrindo para ele, minha raiva aumentou e eu fiquei consumido de ciúmes. Eu gosto muito de você, Ana, e não quero te ver flertando com ninguém.
— Não estava flertando com o Jason. Estávamos apenas comemorando o fechamento de um contrato bilionário que eu e ele conseguimos, mas vamos esquecer isso, ok? E eu também gosto de você – admiti com sinceridade – Sou como uma viciada e você é minha droga especial. Não consigo ficar muito tempo distante.
— Se sou tão especial assim por que me rejeitou ontem?
Infelizmente eu teria que descumprir uma das regras de convivência mais importante entre um Dominador e sua submissa: A sub nunca deve mentir para seu Senhor.
Entretanto, se eu contasse a verdade para Christian, ele ficaria bravo comigo por não ter lhe avisado antes e acabaríamos brigando, o que não mudaria em nada a situação, pois o ato já havia sido consumado.
— É por que... – parei, pensando numa boa desculpa – É porque pensei que iria menstruar ontem.
— E ela veio?
— Não. Foi apenas um alarme falso. Acabei errando as contas.
Christian pareceu acreditar, pois sorriu e me deu um beijo. Ele bateu de leve na minha coxa num sinal para que me levantasse então sai de seu colo. Christian se levantou pedindo que eu o esperasse, pois ele tinha uma surpresa para mim.
Bebi um pouco de vinho enquanto estava sozinha para me acalmar, já que surpresas me deixavam um pouco nervosa. Assim que Christian retornou trazia consigo uma caixinha cinza. O vi se ajoelhar a minha frente e abrir a tal caixa me fazendo engolir em seco.
— Anastasia Kartell Steele, aceita casar-se comigo?
Acordei de repente e pela estreita janela do quarto notei que já era noite. Estranhei um pouco, pois quando me sentei na cama não senti dor, nenhuma dorzinha sequer, mas resolvi deixar isso para lá e procurei pelo meu celular olhando a hora assim que o achei.
Oito e quarenta da noite.
“Droga! Droga! Droga! Christian vai me castigar de novo, só porque me atrasei para o jantar”
Rapidamente fui para o closet e procurei por uma roupa. Com certeza, ele deveria estar furioso então escolhi uma roupa que talvez o agradasse. Fiz uma maquiagem básica e passei um pouco de batom rosa claro.
Coloquei o vestido preto de renda meio rodado que ia até o meio da minha coxa e ele tinha um pequeno laço preto em cetim abaixo do busto que valorizava ainda mais meus seios além do decote em V. Calcei um sapato azul de salto alto e soltei meus cabelos os deixando cair por sobre os ombros.
Dei uma última olhada no espelho do closet e sai do quarto. Acho que Christian iria gostar do resultado. Como não sabia exatamente aonde iríamos jantar apenas segui o cheiro da comida e acabei chegando à enorme cozinha do iate.
O encontrei de costas para mim e pelo movimento do seu braço parecia que ele cortava algo. Notei que ele havia trocado de roupa. De novo.
— Oi – falei e ele se virou.
— Oi, Bela Adormecida. Está tentando me agradar vestida desse jeito? – ele perguntou com uma expressão séria no rosto.
— Me desculpe. Acabei dormindo e perdi a hora – dei alguns passos em sua direção – Estou muito atrasada para o jantar?
Christian começou a sorrir enquanto pegava uma tigela no armário depois colocou os tomates dentro dela e quando passou por mim pegou gentilmente minha mão me conduzindo para a mesa de jantar.
— Você está um dia atrasada, minha querida – ele informou e deu um sorriso divertido enquanto puxava a cadeira para que eu pudesse me sentar.
— Como assim?
— Hoje já é sábado à noite – ele disse se sentando à minha frente.
— Eu dormi uma noite e um dia inteiro?
— Sim – confirmou Christian então começamos a jantar em silêncio.
Ele havia preparado uma salada e uma lasanha que por sinal estava maravilhosa. De vez em quando eu o observava e às vezes ele me pegava em flagrante.
— O que andou fazendo enquanto eu dava uma de Bela Adormecida?
— Ontem jantei sozinho, recebi algumas ligações do trabalho depois fui dormir. Preferi fazer isso em outro quarto para não te incomodar e hoje pela manhã, Taylor veio aqui para me trazer uma encomenda especial depois eu passei o dia lendo.
— O que estava lendo?
— Um livro chamado Luxúria. Bem interessante. Gostei muito dele. Por que está sorrindo?
— Já li esse livro e posso afirmar que você não precisa ler este tipo de leitura – levantei e circulei a mesa parando ao seu lado – Você já é uma literatura erótica ambulante.
Dei um beijo em sua bochecha, mas quando fiz menção de me afastar, Christian me puxou fazendo com que eu caísse sentada em seu colo, e em seguida ele passou seus braços ao redor da minha cintura.
Nossos rostos estavam a poucos centímetros de distância e eu podia sentir seu cheiro, o que estava me fazendo ficar muito excitada. Um horrível conflito logo surgiu dentro de mim.
Meu lado viciado gritava para que eu tomasse logo aqueles lábios e deixasse me levar pelo caminho do prazer. Em contrapartida havia meu lado racional que me advertia dizendo que ele poderia me machucar outra vez assim como fez durante o castigo de ontem.
Ignorei meu lado racional, pois Christian era minha droga e eu precisava dela urgentemente. Enfiei minhas mãos no cabelo dele trazendo seus lábios para mim em um beijo desesperado. Quando nos separamos, segundos depois, ambos respiramos fundo à procura de ar.
— Me perdoa? – ele disse, olhando-me intensamente.
— Por?
— Pelo castigo de ontem. É que às vezes você me tira do sério – ele admitiu com um meio sorriso.
— Sei que tenho um gênio forte e adoro te provocar – murmurei acariciando sua bochecha – Mas se você me prometer que nunca mais vai me dar uma surra de pau, eu te perdoo e também me comportarei melhor.
— Prometo. Sabia que você é ótima em fazer acordos?
— É, eu sei – falei, convencida, enquanto brincava com o lóbulo de sua orelha o que o fez sorrir – E por falar em acordo. Depois que Elena rasgou aquele contrato, você nunca me deu um novo para que eu pudesse assinar.
— Isso já não importa mais. Sei que você é minha. Só minha.
— Se já sabe disso então porque ficou irritado quando me viu com o Jason? Não estávamos fazendo nada demais.
— Estava com raiva porque você dispensou a proteção do Taylor. Então quando entrei naquele restaurante e te vi bebendo com o Hughes, sorrindo para ele, minha raiva aumentou e eu fiquei consumido de ciúmes. Eu gosto muito de você, Ana, e não quero te ver flertando com ninguém.
— Não estava flertando com o Jason. Estávamos apenas comemorando o fechamento de um contrato bilionário que eu e ele conseguimos, mas vamos esquecer isso, ok? E eu também gosto de você – admiti com sinceridade – Sou como uma viciada e você é minha droga especial. Não consigo ficar muito tempo distante.
— Se sou tão especial assim por que me rejeitou ontem?
Infelizmente eu teria que descumprir uma das regras de convivência mais importante entre um Dominador e sua submissa: A sub nunca deve mentir para seu Senhor.
Entretanto, se eu contasse a verdade para Christian, ele ficaria bravo comigo por não ter lhe avisado antes e acabaríamos brigando, o que não mudaria em nada a situação, pois o ato já havia sido consumado.
— É por que... – parei, pensando numa boa desculpa – É porque pensei que iria menstruar ontem.
— E ela veio?
— Não. Foi apenas um alarme falso. Acabei errando as contas.
Christian pareceu acreditar, pois sorriu e me deu um beijo. Ele bateu de leve na minha coxa num sinal para que me levantasse então sai de seu colo. Christian se levantou pedindo que eu o esperasse, pois ele tinha uma surpresa para mim.
Bebi um pouco de vinho enquanto estava sozinha para me acalmar, já que surpresas me deixavam um pouco nervosa. Assim que Christian retornou trazia consigo uma caixinha cinza. O vi se ajoelhar a minha frente e abrir a tal caixa me fazendo engolir em seco.
— Anastasia Kartell Steele, aceita casar-se comigo?

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