ANASTASIA
Parei o carro na minha vaga no estacionamento subterrâneo do condomínio e sai para pegar a bagagem, mas Christian me impediu antes que eu pudesse abrir o porta-malas do Volvo.
— Deixe-as aí. Venha.
Ele saiu me puxando para o elevador privativo, então o vi digitar seu código e logo as portas se abriram. Mal entrei no cubículo e as imagens da nossa transa vieram à mente.
Fechei os olhos mordendo o lábio inferior com força para poder me concentrar na dor ao invés daquelas lembranças, mas voltei a abrir os olhos quando senti Christian me abraçar por trás. Lentamente ele afastou meu cabelo para o lado e beijou-me a curva do pescoço.
— Adoraria te foder de novo aqui – ele sussurrou e subiu suas mãos da minha cintura até tocar-me o busto, me fazendo arfar – Mas eu te quero na minha masmorra.
Estremeci e engoli em seco.
— Taylor? – chamou Christian assim que adentramos o apartamento minutos depois.
— Sr. Grey. Srta. Steele – ele nos cumprimentou.
— Taylor, desça até o estacionamento, pegue as malas da Srta. Steele que estão no carro dela e coloca-as em seu apartamento. Depois está liberado pelo resto do dia.
— Sim, senhor. As chaves, senhorita? – pediu-me Taylor.
— Meu carro é um Volvo...
— Ele sabe qual é seu carro e o código do seu apartamento – Christian me interrompeu, sorrindo – Vamos.
— Cadê a Sra. Jones? – indaguei depois que passamos pela cozinha e a mesma encontrava-se vazia.
— Tirou o final de semana de folga.
Estanquei no meio do corredor.
— Es-Estamos so-sozinhos? – gaguejei abraçando a mim mesma e dando alguns passos para trás, me distanciando dele.
— Não irei te machucar, Ana. Nunca mais – ele falou com um semblante triste dando um passo, mas eu recuei – Confie em mim, por favor.
Christian estendeu a sua mão em minha direção e fiquei olhando-a por alguns segundos até que me aproximei e a segurei.
Seguimos ao longo do corredor, em seguida paramos em frente à porta do quarto de jogos, ou como ele gostava de chamar “sua masmorra particular”, então respirei fundo antes de entrarmos.
Quando Christian ligou a luz, foi como se eu tivesse voltado no tempo, tudo ali parecia igual a oito anos atrás, com exceção de alguns instrumentos de castigo que haviam sido retirados.
Andei lentamente até o centro do quarto vasculhando o local com o olhar para ver se conseguia encontrar algum vestígio do tal instrumento ao qual me atormentava o sono até hoje.
— Me livrei das varas depois do que aconteceu com você – informou Christian, me fazendo respirar mais aliviada – Ainda quer ser minha submissa?
Me virei e o encarei. Ele estava parado perto da porta com os braços cruzados e sua expressão era indecifrável. Está ali, naquele quarto, o encarando à distância, me fez sentir extasiada assim como na primeira vez que o vi.
Sua presença já era o bastante para eu querer voltar a ser totalmente dele. Não havia mais volta. Me ajoelhei, sentando-me sobre as pernas, meio entreabertas, com a postura ereta e com os braços rente ao corpo.
— Estou novamente aqui, porque confio plenamente no senhor, Mestre. Aceitarei seu treinamento de muito bom grado e a partir de hoje entrego-lhe meu corpo e minha alma – declarei sem desviar o olhar do dele, sentindo cada poro se dilatar e cada pelo do meu corpo se arrepiar.
Christian deu um leve sorriso, fechou a porta, se aproximou a passos lentos e se ajoelhou à minha frente.
— Tem certeza disso?
Sinceramente não tinha certeza se queria fazer aquilo. Estava com medo de que ele em algum momento se transformasse no monstro e começasse a me espancar, mas ao mesmo tempo eu o queria e ansiava para ter o corpo dele sobre mim.
Era como se eu fosse uma viciada e ele a última droga existente no mundo. Queria urgentemente aquilo.
— Sim, Mestre.
— Levante os braços – ele ordenou e o obedeci – Boa menina.
Christian se levantou e puxou o meu vestido, depois retirou minhas sandálias.
— Venha – ele pegou minha mão e conduziu-me até a cama – De bruços.
Me deitei na posição comandada então ele amarrou meus pulsos com os braceletes de couro que existiam na cabeceira da cama. Estava presa e totalmente vulnerável.
Christian tirou minha calcinha e após alguns segundos se deitou fazendo questão de não distribuir o peso do seu corpo só para que eu pudesse senti-lo sobre mim.
— Quero uma prova de que seu corpo é só meu – ele cochichou e beijou minha nuca.
Mexi meu quadril e o ergui um pouco, esfregando meu bumbum contra o quadril dele.
— Realmente quer fazer isso?
— Sim, Mestre. Ele e todos os buracos do meu corpo são novamente seus.
Escutei quando Christian abriu o pacote de camisinha então fechei os olhos e me preparei para a penetração. Mordi o lábio com força quando o senti entrar bem devagar. Havia me esquecido de como o sexo anal doía tanto.
O gosto de sangue logo veio à minha boca então soltei o lábio ferido assim que me acostumei com seu membro. Ele beijou minha costa enquanto lentamente começava a se movimentar.
Da dor ao prazer. Christian sabia exatamente o que estava fazendo e isso me excitava ainda mais. Choraminguei baixo contra o travesseiro quando ele intensificou as estocadas ficando cada vez mais forte até que desabou em cima de mim, cansado e ofegante.
— Adoro a sua bunda – Christian sussurrou no meu ouvido e deu um tapa nela.
Ele saiu da cama e quando retornou abriu os braceletes me libertando.
— Vire-se – ordenou.
Christian se posicionou entre minhas pernas, se inclinou e começou a sugar os meus seios, em seguida seus lábios subiram traçando uma linha de fogo e desejo até chegar à minha boca.
— Foi uma boa menina me dando aquela prova simbólica de total entrega e submissão então te recompensarei com um orgasmo que nunca imaginou sentir. Vou restringir sua respiração e quando...
— Vai me sufocar? – perguntei assustada.
— Calma – ele disse passando a mão no meu rosto – Só irei amplificar a sensação do seu orgasmo, mas para isso acontecer terá que confiar em mim e fazer exatamente o que eu disser. Confia em mim?
— Sim, Mestre.
— Vai me obedecer?
— Sim, Mestre.
— Ótimo. Quero que me avise quando estiver prestes a gozar.
Assenti então ele me penetrou e começou a se movimentar. Meu interior, úmido e acolhedor, se contraia ao redor do membro dele fazendo-o gemer alto e quando minutos depois senti que estava chegando ao clímax o informei.
— Respire fundo – ordenou e assim o fiz.
De repente ele cobriu minha boca e nariz com a mão e intensificou o vai e vem. Passados alguns segundos já não conseguia mais prender a respiração então fiquei apavorada e tentei tirar a mão dele do meu rosto, foi quando aconteceu.
Fechei os olhos enquanto meu corpo se contraia para logo em seguida explodir como um big bang. Forte e avassalador. Senti o ar voltando aos meus pulmões então abri os olhos lentamente e encontrei Christian me encarando meio ofegante e molhado de suor.
— Como foi? Gostou? – ele perguntou.
— Esse foi o orgasmo mais incrível que eu já tive em toda a minha vida. Obrigada, Mestre.
— Se tivesse confiado plenamente em mim teria sido mais intenso.
O olhei assustada e ele riu se deitando às minhas costas.
— Mais intenso – saboreei as palavras em minha boca.
— Durma. Você está exausta e precisa descansar, mas mais tarde praticaremos um pouco mais – ele sussurrou no meu ouvido, então fechei os olhos e logo adormeci com milhares de pequenos choques elétricos estalando por dentro de mim.
“Panquecas...”
“Será que isso é um sonho ou realmente estou sentindo o cheiro de panquecas?” pensei enquanto me espreguiçava.
Abri os olhos lentamente e logo reconheci o lugar. Virei em direção da porta do quarto de jogos e a mesma estava aberta então sentei e automaticamente meu rosto se contraiu pela dor em minhas nádegas.
Levantei devagar e vasculhei o lugar à procura do meu vestido e da calcinha, mas ao invés de encontrá-los achei algumas peças de roupa em cima do sofá e um papel dobrado.
Peguei então a folha e constatei que era um bilhete do Christian, me pedindo para vestir aquela roupa e depois ir até a cozinha para tomar café da manhã com ele.
Me enrolei no lençol de seda vermelha da cama, peguei a roupa e fui para o quarto dele que era ao lado. Ele não iria se importar se eu usasse o banheiro. Depois de banhada, procurei por um secador e por incrível que pareça encontrei um no armário dele.
Com os cabelos já secos e vestida com a minha nova lingerie, coloquei o vestido branco estampado com pequenos desenhos em cinza, marquei a cintura dando um laço na faixa preta que vinha com o vestido, botei as meias 5/8 pretas e calcei a botinha preta de cano curto.
Por fim, coloquei o colar com a foto da minha mãe e sai do quarto. O cheiro que pairava no ar parecia ser de panquecas e a cada passo que dava em direção a cozinha eu tinha certeza de que era isso mesmo.
— Oi, Mestre – falei assim que cheguei à cozinha e Christian se virou com um prato na mão.
— Oi. Não precisa me chamar assim.
— Porque? – inquiri, franzindo o cenho.
— Eu falei que iria ser diferente dessa vez. Serei seu Mestre apenas dentro da masmorra.
Mesmo achando aquilo estranho, assenti.
— Hum... panquecas.
— Espero que esteja com fome.
— Estou faminta – exclamei me sentando numa cadeira da bancada, mas acabei não conseguindo evitar uma expressão de dor.
— Está muito machucada?
— Nada que deva se preocupar.
Fiquei observando-o se movimentar pela cozinha à medida que terminava de preparar o nosso café da manhã.
— Vem, vamos para a mesa.
Assim que sentei fiz outra careta de dor e logo tratei de acalmar a preocupação de Christian.
— Nossa. Não acredito que você cozinha, ainda por cima, cozinha muito bem – comentei enquanto cortava o segundo pedaço da panqueca.
— Só porque a Sra. Jones trabalha aqui, não quer dizer que eu não sei fazer nada na cozinha – ele disse, ligeiramente emburrado, então resolvi mudar de assunto.
— Então... você tem tara por colegiais é? – indaguei.
Christian inesperadamente se engasgou e eu comecei a ri dele.
— Não entendi seu comentário, Srta. Steele.
— Ui... Voltamos para o senhorita, então vamos lá – falei baixinho olhando para o meu prato, mas depois o encarei – Sr. Grey, tenho uma leve desconfiança de que o senhor tem um fetiche por meninas do colegial, já que me mandou vestir essa roupa e a meu ver, estou parecida com uma estudante.
Ele estreitou os olhos, com a cara fechada, depois sua expressão se normalizou.
— Não tenho tara nenhuma por garotas de colégio.
Continuamos a refeição em silêncio, mas depois de alguns minutos aquilo já estava me incomodando. De repente, como se o cara lá de cima tivesse ouvido minhas preces, meu telefone começou a tocar.
— Alô?
— Oi, Anastasia. Sou eu a Olivia.
— Oi, Olivia – olhei para Christian, que estava me encarando com uma das sobrancelhas erguida – Como você está?
— Super feliz.
— Por quê?
— Encontrei o amor da minha vida e vamos nos casar.
— Meus parabéns! – falei, sorrindo.
— Sei que é em cima da hora, mas preparei um almoço para apresentá-lo à minha família e eu gostaria que você viesse. Christian poderia te trazer como companhia dele. Vou ligar para ele e já te retorno.
— Espera, Olivia. Vou passar para o Christian.
— Meu irmão está com você?
— Sim.
Sorri e passei o telefone para ele que saiu da mesa indo rumo à varanda. Terminei meu café e fui lavar a louça que tínhamos sujado. Estava secando a última xícara quando Christian apareceu, sorrindo, e me entregou o celular.
— O que foi?
— Nada. Só minha irmã que é hilária. São dez e quarenta – ele disse olhando para o relógio de pulso – Acho melhor partimos agora para chegarmos antes do almoço.
Parei o carro na minha vaga no estacionamento subterrâneo do condomínio e sai para pegar a bagagem, mas Christian me impediu antes que eu pudesse abrir o porta-malas do Volvo.
— Deixe-as aí. Venha.
Ele saiu me puxando para o elevador privativo, então o vi digitar seu código e logo as portas se abriram. Mal entrei no cubículo e as imagens da nossa transa vieram à mente.
Fechei os olhos mordendo o lábio inferior com força para poder me concentrar na dor ao invés daquelas lembranças, mas voltei a abrir os olhos quando senti Christian me abraçar por trás. Lentamente ele afastou meu cabelo para o lado e beijou-me a curva do pescoço.
— Adoraria te foder de novo aqui – ele sussurrou e subiu suas mãos da minha cintura até tocar-me o busto, me fazendo arfar – Mas eu te quero na minha masmorra.
Estremeci e engoli em seco.
— Taylor? – chamou Christian assim que adentramos o apartamento minutos depois.
— Sr. Grey. Srta. Steele – ele nos cumprimentou.
— Taylor, desça até o estacionamento, pegue as malas da Srta. Steele que estão no carro dela e coloca-as em seu apartamento. Depois está liberado pelo resto do dia.
— Sim, senhor. As chaves, senhorita? – pediu-me Taylor.
— Meu carro é um Volvo...
— Ele sabe qual é seu carro e o código do seu apartamento – Christian me interrompeu, sorrindo – Vamos.
— Cadê a Sra. Jones? – indaguei depois que passamos pela cozinha e a mesma encontrava-se vazia.
— Tirou o final de semana de folga.
Estanquei no meio do corredor.
— Es-Estamos so-sozinhos? – gaguejei abraçando a mim mesma e dando alguns passos para trás, me distanciando dele.
— Não irei te machucar, Ana. Nunca mais – ele falou com um semblante triste dando um passo, mas eu recuei – Confie em mim, por favor.
Christian estendeu a sua mão em minha direção e fiquei olhando-a por alguns segundos até que me aproximei e a segurei.
Seguimos ao longo do corredor, em seguida paramos em frente à porta do quarto de jogos, ou como ele gostava de chamar “sua masmorra particular”, então respirei fundo antes de entrarmos.
Quando Christian ligou a luz, foi como se eu tivesse voltado no tempo, tudo ali parecia igual a oito anos atrás, com exceção de alguns instrumentos de castigo que haviam sido retirados.
Andei lentamente até o centro do quarto vasculhando o local com o olhar para ver se conseguia encontrar algum vestígio do tal instrumento ao qual me atormentava o sono até hoje.
— Me livrei das varas depois do que aconteceu com você – informou Christian, me fazendo respirar mais aliviada – Ainda quer ser minha submissa?
Me virei e o encarei. Ele estava parado perto da porta com os braços cruzados e sua expressão era indecifrável. Está ali, naquele quarto, o encarando à distância, me fez sentir extasiada assim como na primeira vez que o vi.
Sua presença já era o bastante para eu querer voltar a ser totalmente dele. Não havia mais volta. Me ajoelhei, sentando-me sobre as pernas, meio entreabertas, com a postura ereta e com os braços rente ao corpo.
— Estou novamente aqui, porque confio plenamente no senhor, Mestre. Aceitarei seu treinamento de muito bom grado e a partir de hoje entrego-lhe meu corpo e minha alma – declarei sem desviar o olhar do dele, sentindo cada poro se dilatar e cada pelo do meu corpo se arrepiar.
Christian deu um leve sorriso, fechou a porta, se aproximou a passos lentos e se ajoelhou à minha frente.
— Tem certeza disso?
Sinceramente não tinha certeza se queria fazer aquilo. Estava com medo de que ele em algum momento se transformasse no monstro e começasse a me espancar, mas ao mesmo tempo eu o queria e ansiava para ter o corpo dele sobre mim.
Era como se eu fosse uma viciada e ele a última droga existente no mundo. Queria urgentemente aquilo.
— Sim, Mestre.
— Levante os braços – ele ordenou e o obedeci – Boa menina.
Christian se levantou e puxou o meu vestido, depois retirou minhas sandálias.
— Venha – ele pegou minha mão e conduziu-me até a cama – De bruços.
Me deitei na posição comandada então ele amarrou meus pulsos com os braceletes de couro que existiam na cabeceira da cama. Estava presa e totalmente vulnerável.
Christian tirou minha calcinha e após alguns segundos se deitou fazendo questão de não distribuir o peso do seu corpo só para que eu pudesse senti-lo sobre mim.
— Quero uma prova de que seu corpo é só meu – ele cochichou e beijou minha nuca.
Mexi meu quadril e o ergui um pouco, esfregando meu bumbum contra o quadril dele.
— Realmente quer fazer isso?
— Sim, Mestre. Ele e todos os buracos do meu corpo são novamente seus.
Escutei quando Christian abriu o pacote de camisinha então fechei os olhos e me preparei para a penetração. Mordi o lábio com força quando o senti entrar bem devagar. Havia me esquecido de como o sexo anal doía tanto.
O gosto de sangue logo veio à minha boca então soltei o lábio ferido assim que me acostumei com seu membro. Ele beijou minha costa enquanto lentamente começava a se movimentar.
Da dor ao prazer. Christian sabia exatamente o que estava fazendo e isso me excitava ainda mais. Choraminguei baixo contra o travesseiro quando ele intensificou as estocadas ficando cada vez mais forte até que desabou em cima de mim, cansado e ofegante.
— Adoro a sua bunda – Christian sussurrou no meu ouvido e deu um tapa nela.
Ele saiu da cama e quando retornou abriu os braceletes me libertando.
— Vire-se – ordenou.
Christian se posicionou entre minhas pernas, se inclinou e começou a sugar os meus seios, em seguida seus lábios subiram traçando uma linha de fogo e desejo até chegar à minha boca.
— Foi uma boa menina me dando aquela prova simbólica de total entrega e submissão então te recompensarei com um orgasmo que nunca imaginou sentir. Vou restringir sua respiração e quando...
— Vai me sufocar? – perguntei assustada.
— Calma – ele disse passando a mão no meu rosto – Só irei amplificar a sensação do seu orgasmo, mas para isso acontecer terá que confiar em mim e fazer exatamente o que eu disser. Confia em mim?
— Sim, Mestre.
— Vai me obedecer?
— Sim, Mestre.
— Ótimo. Quero que me avise quando estiver prestes a gozar.
Assenti então ele me penetrou e começou a se movimentar. Meu interior, úmido e acolhedor, se contraia ao redor do membro dele fazendo-o gemer alto e quando minutos depois senti que estava chegando ao clímax o informei.
— Respire fundo – ordenou e assim o fiz.
De repente ele cobriu minha boca e nariz com a mão e intensificou o vai e vem. Passados alguns segundos já não conseguia mais prender a respiração então fiquei apavorada e tentei tirar a mão dele do meu rosto, foi quando aconteceu.
Fechei os olhos enquanto meu corpo se contraia para logo em seguida explodir como um big bang. Forte e avassalador. Senti o ar voltando aos meus pulmões então abri os olhos lentamente e encontrei Christian me encarando meio ofegante e molhado de suor.
— Como foi? Gostou? – ele perguntou.
— Esse foi o orgasmo mais incrível que eu já tive em toda a minha vida. Obrigada, Mestre.
— Se tivesse confiado plenamente em mim teria sido mais intenso.
O olhei assustada e ele riu se deitando às minhas costas.
— Mais intenso – saboreei as palavras em minha boca.
— Durma. Você está exausta e precisa descansar, mas mais tarde praticaremos um pouco mais – ele sussurrou no meu ouvido, então fechei os olhos e logo adormeci com milhares de pequenos choques elétricos estalando por dentro de mim.
★ ★ ★ ★ ★
“Panquecas...”
“Será que isso é um sonho ou realmente estou sentindo o cheiro de panquecas?” pensei enquanto me espreguiçava.
Abri os olhos lentamente e logo reconheci o lugar. Virei em direção da porta do quarto de jogos e a mesma estava aberta então sentei e automaticamente meu rosto se contraiu pela dor em minhas nádegas.
Levantei devagar e vasculhei o lugar à procura do meu vestido e da calcinha, mas ao invés de encontrá-los achei algumas peças de roupa em cima do sofá e um papel dobrado.
Peguei então a folha e constatei que era um bilhete do Christian, me pedindo para vestir aquela roupa e depois ir até a cozinha para tomar café da manhã com ele.
Me enrolei no lençol de seda vermelha da cama, peguei a roupa e fui para o quarto dele que era ao lado. Ele não iria se importar se eu usasse o banheiro. Depois de banhada, procurei por um secador e por incrível que pareça encontrei um no armário dele.
Com os cabelos já secos e vestida com a minha nova lingerie, coloquei o vestido branco estampado com pequenos desenhos em cinza, marquei a cintura dando um laço na faixa preta que vinha com o vestido, botei as meias 5/8 pretas e calcei a botinha preta de cano curto.
Por fim, coloquei o colar com a foto da minha mãe e sai do quarto. O cheiro que pairava no ar parecia ser de panquecas e a cada passo que dava em direção a cozinha eu tinha certeza de que era isso mesmo.
— Oi, Mestre – falei assim que cheguei à cozinha e Christian se virou com um prato na mão.
— Oi. Não precisa me chamar assim.
— Porque? – inquiri, franzindo o cenho.
— Eu falei que iria ser diferente dessa vez. Serei seu Mestre apenas dentro da masmorra.
Mesmo achando aquilo estranho, assenti.
— Hum... panquecas.
— Espero que esteja com fome.
— Estou faminta – exclamei me sentando numa cadeira da bancada, mas acabei não conseguindo evitar uma expressão de dor.
— Está muito machucada?
— Nada que deva se preocupar.
Fiquei observando-o se movimentar pela cozinha à medida que terminava de preparar o nosso café da manhã.
— Vem, vamos para a mesa.
Assim que sentei fiz outra careta de dor e logo tratei de acalmar a preocupação de Christian.
— Nossa. Não acredito que você cozinha, ainda por cima, cozinha muito bem – comentei enquanto cortava o segundo pedaço da panqueca.
— Só porque a Sra. Jones trabalha aqui, não quer dizer que eu não sei fazer nada na cozinha – ele disse, ligeiramente emburrado, então resolvi mudar de assunto.
— Então... você tem tara por colegiais é? – indaguei.
Christian inesperadamente se engasgou e eu comecei a ri dele.
— Não entendi seu comentário, Srta. Steele.
— Ui... Voltamos para o senhorita, então vamos lá – falei baixinho olhando para o meu prato, mas depois o encarei – Sr. Grey, tenho uma leve desconfiança de que o senhor tem um fetiche por meninas do colegial, já que me mandou vestir essa roupa e a meu ver, estou parecida com uma estudante.
Ele estreitou os olhos, com a cara fechada, depois sua expressão se normalizou.
— Não tenho tara nenhuma por garotas de colégio.
Continuamos a refeição em silêncio, mas depois de alguns minutos aquilo já estava me incomodando. De repente, como se o cara lá de cima tivesse ouvido minhas preces, meu telefone começou a tocar.
— Alô?
— Oi, Anastasia. Sou eu a Olivia.
— Oi, Olivia – olhei para Christian, que estava me encarando com uma das sobrancelhas erguida – Como você está?
— Super feliz.
— Por quê?
— Encontrei o amor da minha vida e vamos nos casar.
— Meus parabéns! – falei, sorrindo.
— Sei que é em cima da hora, mas preparei um almoço para apresentá-lo à minha família e eu gostaria que você viesse. Christian poderia te trazer como companhia dele. Vou ligar para ele e já te retorno.
— Espera, Olivia. Vou passar para o Christian.
— Meu irmão está com você?
— Sim.
Sorri e passei o telefone para ele que saiu da mesa indo rumo à varanda. Terminei meu café e fui lavar a louça que tínhamos sujado. Estava secando a última xícara quando Christian apareceu, sorrindo, e me entregou o celular.
— O que foi?
— Nada. Só minha irmã que é hilária. São dez e quarenta – ele disse olhando para o relógio de pulso – Acho melhor partimos agora para chegarmos antes do almoço.

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