CHRISTIAN
Depois do tapa que Anastasia me deu ontem a noite, meu lado Dominador que estava adormecido por cinco anos, despertou por completo. Se era para eu voltar a praticar BDSM, então eu queria a minha primeira submissa ao meu lado.
Ontem mesmo, durante o caminho de volta ao Escala, liguei para Elena e perguntei onde Ana trabalhava e a mesma, depois de tentar me interrogar sobre o meu interesse pelo local de trabalho da Anastasia, me deu o nome da empresa.
Então pesquisei e consegui o contato da chefe dela, ligando para contratar os serviços de decoração para uma mansão que eu tinha comprado para Leila e a mesma havia decorado há dois anos, mas nunca tínhamos tido a oportunidade de ir morar lá.
Estava um pouco ansioso para a nossa reunião, porém quando chegou a hora marcada e ela não apareceu, fiquei maluco, pois eu teria que arrumar outro jeito para nos encontrarmos.
Todavia, vinte minutos depois do horário combinado, Natasha adentrou minha sala para informar que Ana havia chegado. Como castigo por ter me feito pensar que tinha desistido, eu a deixei esperando por vinte minutos também.
Anastasia não era mais aquela menina que abaixava a cabeça como uma verdadeira submissa, agora ela estava bem audaciosa, tanto que não se intimidou quando a encurralei no canto do elevador, depois que a mesma me provocou fazendo aquele gesto que eu odiava tanto, o de revirar os olhos.
Entretanto, a ousadia dela era um faca de dois gumes para mim. Tanto me deixava instigado a tê-la novamente sob meu controle, quanto me deixava com raiva por ser desafiado e isso eu não queria aparentar ter, pois assim poderia perder a chance de ter Ana comigo de novo, mas fiquei feliz por saber que ela iria morar a dois andares abaixo do meu.
“Uma chance para começarmos de novo... ou perdê-la de vez para sempre” pensei enquanto guiava o carro pelas ruas de Seattle.
ANASTASIA
Enquanto seguíamos por uma estrada, observei de relance Christian que se mantinha atento à direção. Ele mudara pouca coisa de oito anos atrás. Christian era alto e tinha cabelos castanhos escuros.
Sua pele contrastava super bem com seus olhos azuis meio acinzentados, seu rosto anguloso já lhe dava um ar mais velho, mas sua barba crescida, o envelhecia ainda mais e seu corpo era uma harmonia de formas que qualquer garota se apaixonaria perdidamente.
Meus lábios se curvaram em um leve sorriso quando acabei lembrando da primeira vez que nós nos conhecemos.
“Será que o Mestre vai gostar de mim?” pensei comigo mesma enquanto o elevador vencia os andares do prédio em direção à cobertura.
Estava muito nervosa e apertava as mãos em frente ao corpo, discretamente, para que minha Mentora não visse tal movimento. Quando finalmente as portas se abriram nós duas saímos para uma espécie de hall então Elena pegou seu celular.
— Boa noite, Christian. Feliz aniversário de 22 anos! – ela falava ao telefone com meu futuro Mestre – Está em casa? Então venha abrir a porta, pois tenho um presente para você. Tsc... Tsc... Tsc... Nada de recusar. Sei que vai adorar.
Imediatamente iniciei minha posição de submissa e baixei a cabeça segundos antes da porta se abrir.
— Eu disse que não queria presente, Elena – uma voz forte ecoou pelo hall e só de ouvi-la eu já me sentia dominada, mas pelo meu limitado campo de visão não pude ver o dono dela.
“Deve ser ele. Meu Mestre”
— Nossa que grosseria, Christian. Eu vim aqui lhe parabenizar e é assim que me trata?
— Desculpe – o ouvi respirar fundo – Entrem, por favor.
— Não posso, querido. Tenho uma festa para ir. Só vim para lhe trazer seus presentes. O primeiro está aqui dentro desta caixa, use-os esta noite. Já o segundo presente é esta linda moça – ela disse, então a sentir tocar levemente o meu braço, me puxando para sua frente.
— Porque está me dando esta garota – a voz do Mestre soou incrédula.
“Ah não! O Mestre não gostou de mim? Por quê? O que eu fiz de errado?” pensei apreensiva.
— Ela será sua submissa, Christian.
— Uma submissa?
— A primeira de muitas, eu espero. Você já possui bastante conhecimento sobre a liturgia BDSM, então a partir de hoje, você será um Dominador. Coloque em prática tudo o que aprendeu e cuide bem dessa menina, pois a considero como se fosse minha própria filha. Divirtam-se, queridos. Até mais, Christian.
Ouvi o som dos saltos de Elena se afastando, as portas do elevador se abrir e depois se fechando.
— Qual seu nome? – ele me perguntou.
— Anastasia, Mestre.
— Pode olhar para mim, Anastasia?
— Não devo, Mestre.
— Vejo que Elena já te ensinou algumas coisas. Entre – ele ordenou e eu o obedeci – Me acompanhe.
Quando o Mestre passou por mim senti o cheiro de loção pós-barba e pela minha visão observei que ele estava apenas de calça jeans e se encontrava descalço. O segui até uma enorme sala onde ele me fez sentar num sofá meio acinzentado em forma de L.
— Não está com calor?
— Um pouco, Mestre.
— Então tire seu casaco.
Levantei e comecei a desabotoar lentamente meu casaco preto. Quando o tirei, ouvi o meu Mestre arfar e internamente pulei de felicidade. Por baixo do casaco estava usando apenas uma lingerie rendada e meias 7/8, ambas pretas, pois esta cor destacava-se muito bem sobre minha pele alva.
— O que farei com você? – escutei ele murmurar.
— O que o Mestre desejar – falei esperando as ordens dele, mas elas não vieram e só percebi que meu Mestre havia se aproximado de mim quando vi inicialmente seus pés, depois sua calça e por fim seu tórax.
— Ordeno que olhe para mim.
Não tinha escolha. Ele havia mandado e eu deveria obedecê-lo. Lentamente levantei meu rosto e o olhei nos olhos, que eram de um azul claro indo para o cinza. Uma cor simplesmente linda.
— Assim está melhor. A dor no seu pescoço melhorou?
— Sim, Mestre.
— Enquanto for minha submissa poderá olhar para mim, mas se desviar o olhar será castigada. Entendeu?
— Sim, Mestre.
— Ótimo. Vamos sentar. Bom... Por onde eu começo? – ele indagou passando a mão entre os fios úmidos de seu cabelo – Me fale um pouco sobre você – subitamente enruguei a testa em sinal de confusão então ele deu um sorriso lindo – Como você deve ter escutado, eu sou novo na posição de Dominador – o Mestre se explicou colocando sua mão sobre meu joelho, instantaneamente meu corpo reagiu ao seu toque – Elena era minha Mentora.
“Por isso que ele sabia sobre a dor no pescoço. Provavelmente, já tinha passado por isso em algum momento, pois para ser um Dominador, alguns preferem primeiro ser um submisso para poder assim aprender a respeitar os limites do corpo”
— Também sou nova como submissa. O senhor é meu primeiro Mestre – informei timidamente.
— Então ganharemos experiência juntos – ele disse com um sorriso no rosto.
O Mestre se levantou do sofá e saiu da sala.
Enquanto ele ia se distanciando, me permiti admirar os músculos de sua bela costa nua e acabei por notar uma cicatriz que começava um pouco abaixo do ombro direito e ia até próximo à linha da coluna, algo bem sutil que provavelmente só poderia ser vista com o jogo de luzes certo de um ambiente, como agora.
Logo o Mestre retornou com o presente que Elena havia lhe dado e se sentou no chão com a caixa em cima de suas pernas que estavam cruzadas então rapidamente deslizei do sofá para o tapete meio felpudo.
— Por que está sentada no chão?
O Mestre me olhava confuso, pois o mesmo não tinha me dado ordens para fazer tal movimento.
— Não posso ficar superior ao senhor, Mestre – me expliquei e ele assentiu.
Quando o Mestre abriu a caixa um sorriso pervertido se formou em seus lábios. De dentro da caixa ele tirou três tipos de máscaras para os olhos, um chicote de couro com diversas tiras e duas algemas: uma para as mãos e outra para os pés.
O Mestre me encarou por alguns segundos e era como se pudesse sentir a intensidade emanada do seu olhar. Entreabri os lábios enquanto meu cérebro fazia o serviço dele e mandava estímulos para que meus pulmões voltassem a trabalhar.
Respirei fundo sentindo o ar voltar a circular, totalmente extasiada pelo meu Mestre e naquele momento, compreendi o real sentido da submissão. Eu faria de tudo para agradá-lo. Entregaria meu corpo somente para saciar o prazer luxurioso do meu Mestre.
Suportaria todos os castigos a mim impostos apenas para vê-lo feliz e mesmo que minha pele se encontrasse vermelha e estivesse pegando fogo, eu também me sentiria feliz e agradecida com tudo aquilo. Seria sempre leal ao Mestre Grey.
Depois do tapa que Anastasia me deu ontem a noite, meu lado Dominador que estava adormecido por cinco anos, despertou por completo. Se era para eu voltar a praticar BDSM, então eu queria a minha primeira submissa ao meu lado.
Ontem mesmo, durante o caminho de volta ao Escala, liguei para Elena e perguntei onde Ana trabalhava e a mesma, depois de tentar me interrogar sobre o meu interesse pelo local de trabalho da Anastasia, me deu o nome da empresa.
Então pesquisei e consegui o contato da chefe dela, ligando para contratar os serviços de decoração para uma mansão que eu tinha comprado para Leila e a mesma havia decorado há dois anos, mas nunca tínhamos tido a oportunidade de ir morar lá.
Estava um pouco ansioso para a nossa reunião, porém quando chegou a hora marcada e ela não apareceu, fiquei maluco, pois eu teria que arrumar outro jeito para nos encontrarmos.
Todavia, vinte minutos depois do horário combinado, Natasha adentrou minha sala para informar que Ana havia chegado. Como castigo por ter me feito pensar que tinha desistido, eu a deixei esperando por vinte minutos também.
Anastasia não era mais aquela menina que abaixava a cabeça como uma verdadeira submissa, agora ela estava bem audaciosa, tanto que não se intimidou quando a encurralei no canto do elevador, depois que a mesma me provocou fazendo aquele gesto que eu odiava tanto, o de revirar os olhos.
Entretanto, a ousadia dela era um faca de dois gumes para mim. Tanto me deixava instigado a tê-la novamente sob meu controle, quanto me deixava com raiva por ser desafiado e isso eu não queria aparentar ter, pois assim poderia perder a chance de ter Ana comigo de novo, mas fiquei feliz por saber que ela iria morar a dois andares abaixo do meu.
“Uma chance para começarmos de novo... ou perdê-la de vez para sempre” pensei enquanto guiava o carro pelas ruas de Seattle.
ANASTASIA
Enquanto seguíamos por uma estrada, observei de relance Christian que se mantinha atento à direção. Ele mudara pouca coisa de oito anos atrás. Christian era alto e tinha cabelos castanhos escuros.
Sua pele contrastava super bem com seus olhos azuis meio acinzentados, seu rosto anguloso já lhe dava um ar mais velho, mas sua barba crescida, o envelhecia ainda mais e seu corpo era uma harmonia de formas que qualquer garota se apaixonaria perdidamente.
Meus lábios se curvaram em um leve sorriso quando acabei lembrando da primeira vez que nós nos conhecemos.
“Será que o Mestre vai gostar de mim?” pensei comigo mesma enquanto o elevador vencia os andares do prédio em direção à cobertura.
Estava muito nervosa e apertava as mãos em frente ao corpo, discretamente, para que minha Mentora não visse tal movimento. Quando finalmente as portas se abriram nós duas saímos para uma espécie de hall então Elena pegou seu celular.
— Boa noite, Christian. Feliz aniversário de 22 anos! – ela falava ao telefone com meu futuro Mestre – Está em casa? Então venha abrir a porta, pois tenho um presente para você. Tsc... Tsc... Tsc... Nada de recusar. Sei que vai adorar.
Imediatamente iniciei minha posição de submissa e baixei a cabeça segundos antes da porta se abrir.
— Eu disse que não queria presente, Elena – uma voz forte ecoou pelo hall e só de ouvi-la eu já me sentia dominada, mas pelo meu limitado campo de visão não pude ver o dono dela.
“Deve ser ele. Meu Mestre”
— Nossa que grosseria, Christian. Eu vim aqui lhe parabenizar e é assim que me trata?
— Desculpe – o ouvi respirar fundo – Entrem, por favor.
— Não posso, querido. Tenho uma festa para ir. Só vim para lhe trazer seus presentes. O primeiro está aqui dentro desta caixa, use-os esta noite. Já o segundo presente é esta linda moça – ela disse, então a sentir tocar levemente o meu braço, me puxando para sua frente.
— Porque está me dando esta garota – a voz do Mestre soou incrédula.
“Ah não! O Mestre não gostou de mim? Por quê? O que eu fiz de errado?” pensei apreensiva.
— Ela será sua submissa, Christian.
— Uma submissa?
— A primeira de muitas, eu espero. Você já possui bastante conhecimento sobre a liturgia BDSM, então a partir de hoje, você será um Dominador. Coloque em prática tudo o que aprendeu e cuide bem dessa menina, pois a considero como se fosse minha própria filha. Divirtam-se, queridos. Até mais, Christian.
Ouvi o som dos saltos de Elena se afastando, as portas do elevador se abrir e depois se fechando.
— Qual seu nome? – ele me perguntou.
— Anastasia, Mestre.
— Pode olhar para mim, Anastasia?
— Não devo, Mestre.
— Vejo que Elena já te ensinou algumas coisas. Entre – ele ordenou e eu o obedeci – Me acompanhe.
Quando o Mestre passou por mim senti o cheiro de loção pós-barba e pela minha visão observei que ele estava apenas de calça jeans e se encontrava descalço. O segui até uma enorme sala onde ele me fez sentar num sofá meio acinzentado em forma de L.
— Não está com calor?
— Um pouco, Mestre.
— Então tire seu casaco.
Levantei e comecei a desabotoar lentamente meu casaco preto. Quando o tirei, ouvi o meu Mestre arfar e internamente pulei de felicidade. Por baixo do casaco estava usando apenas uma lingerie rendada e meias 7/8, ambas pretas, pois esta cor destacava-se muito bem sobre minha pele alva.
— O que farei com você? – escutei ele murmurar.
— O que o Mestre desejar – falei esperando as ordens dele, mas elas não vieram e só percebi que meu Mestre havia se aproximado de mim quando vi inicialmente seus pés, depois sua calça e por fim seu tórax.
— Ordeno que olhe para mim.
Não tinha escolha. Ele havia mandado e eu deveria obedecê-lo. Lentamente levantei meu rosto e o olhei nos olhos, que eram de um azul claro indo para o cinza. Uma cor simplesmente linda.
— Assim está melhor. A dor no seu pescoço melhorou?
— Sim, Mestre.
— Enquanto for minha submissa poderá olhar para mim, mas se desviar o olhar será castigada. Entendeu?
— Sim, Mestre.
— Ótimo. Vamos sentar. Bom... Por onde eu começo? – ele indagou passando a mão entre os fios úmidos de seu cabelo – Me fale um pouco sobre você – subitamente enruguei a testa em sinal de confusão então ele deu um sorriso lindo – Como você deve ter escutado, eu sou novo na posição de Dominador – o Mestre se explicou colocando sua mão sobre meu joelho, instantaneamente meu corpo reagiu ao seu toque – Elena era minha Mentora.
“Por isso que ele sabia sobre a dor no pescoço. Provavelmente, já tinha passado por isso em algum momento, pois para ser um Dominador, alguns preferem primeiro ser um submisso para poder assim aprender a respeitar os limites do corpo”
— Também sou nova como submissa. O senhor é meu primeiro Mestre – informei timidamente.
— Então ganharemos experiência juntos – ele disse com um sorriso no rosto.
O Mestre se levantou do sofá e saiu da sala.
Enquanto ele ia se distanciando, me permiti admirar os músculos de sua bela costa nua e acabei por notar uma cicatriz que começava um pouco abaixo do ombro direito e ia até próximo à linha da coluna, algo bem sutil que provavelmente só poderia ser vista com o jogo de luzes certo de um ambiente, como agora.
Logo o Mestre retornou com o presente que Elena havia lhe dado e se sentou no chão com a caixa em cima de suas pernas que estavam cruzadas então rapidamente deslizei do sofá para o tapete meio felpudo.
— Por que está sentada no chão?
O Mestre me olhava confuso, pois o mesmo não tinha me dado ordens para fazer tal movimento.
— Não posso ficar superior ao senhor, Mestre – me expliquei e ele assentiu.
Quando o Mestre abriu a caixa um sorriso pervertido se formou em seus lábios. De dentro da caixa ele tirou três tipos de máscaras para os olhos, um chicote de couro com diversas tiras e duas algemas: uma para as mãos e outra para os pés.
O Mestre me encarou por alguns segundos e era como se pudesse sentir a intensidade emanada do seu olhar. Entreabri os lábios enquanto meu cérebro fazia o serviço dele e mandava estímulos para que meus pulmões voltassem a trabalhar.
Respirei fundo sentindo o ar voltar a circular, totalmente extasiada pelo meu Mestre e naquele momento, compreendi o real sentido da submissão. Eu faria de tudo para agradá-lo. Entregaria meu corpo somente para saciar o prazer luxurioso do meu Mestre.
Suportaria todos os castigos a mim impostos apenas para vê-lo feliz e mesmo que minha pele se encontrasse vermelha e estivesse pegando fogo, eu também me sentiria feliz e agradecida com tudo aquilo. Seria sempre leal ao Mestre Grey.

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