ANASTASIA
Acordei em meio a lençóis brancos, o que refletia ainda mais a luz vinda da janela, então joguei o edredom por sobre o rosto.
Aos poucos meus olhos foram se acostumando com a claridade, depois estiquei os braços me espreguiçando e sentei segurando firme o lençol que cobria meus seios.
Observei o lugar, meio confusa, até que lembrei do que acontecera ontem à noite. Sorri mordendo o lábio inferior enquanto as imagens da minha noite com Ethan dançavam como bailarinas em meu subconsciente, pois ele tinha finalmente dormido comigo.
Olhei para o lado e vi o meu celular sobre a escrivaninha, próxima a enorme cama, então ainda enrolada no lençol me levantei e fui até lá.
— Droga! Vou chegar atrasada! – esbravejei ao olhar a hora no visor.
Corri para o banheiro e após um banho rápido, peguei o meu vestido que estava sobre o divã branco em um dos cantos do quarto e comecei a me arrumar às pressas.
Coloquei o colar e os brincos de diamantes dentro de estojo, peguei minha bolsa de mão, os sapatos e desci. Ethan encontrava-se, devidamente vestido em um terno preto, sentado à mesa, tomando seu café da manhã enquanto lia o jornal.
— Bom dia, minha querida.
— Bom dia, Ethan – me inclinei e dei um beijo rápido nele, despedindo-me em seguida.
— Não vai comer?
— Estou atrasada demais para tomar café.
— E você vai trabalhar com esse vestido? – indagou ele, com um sorriso travesso.
— É claro que não. Comprarei alguma roupa na loja do pré... – calei-me de repente quando lembrei de que não havia trazido minha carteira – Merda!
— O que foi, Ana? – Ethan perguntou, curioso.
— Esqueci a minha carteira e não estou com dinheiro na bolsa.
Observei ele deixar o jornal de lado e tirar sua carteira do bolso da calça.
— Tome – Ethan disse, me estendendo um cartão de crédito – A senha é a data do meu aniversário invertido. Ano, mês e dia. Ele é sem limite, então compre o que desejar, minha querida.
— Você é um doce – falei, o beijando novamente.
— Peça para o Tyler te levar primeiro, depois ele vem me buscar.
— Ok. Tchau, querido.
— Tchau. Bom trabalho para você, Ana.
Acenei um tchauzinho para ele e quase acabei esbarrando em uma das empregadas que ia entrando na sala de refeições com uma bandeja de suco.
Tyler estava polindo o carro quando cheguei no pátio de entrada da mansão, então o informei das ordens de Ethan, fazendo ele guardar o pano e se apressar logo em entrar no carro, pois eu já havia entrado.
O trânsito estava ao meu favor hoje e não enfrentamos nenhum congestionamento enquanto saíamos de Richmond e íamos rumo à Vancouver.
Eu não precisava trabalhar, pois além da pequena herança que minha mãe havia deixado para mim, tinha também os pagamentos dos clientes, mas eu não queria ser igual às minhas irmãs que só pensavam em compras, piscinas e homens.
O prédio onde eu trabalhava possuía trinta andares e ficava localizado bem no centro de Vancouver. O térreo e o primeiro andar funcionavam as dependências de uma loja filial da marca Chanel enquanto que os outros andares serviam de escritórios para diversas empresas.
Assim que Tyler estacionou em frente ao edifício, saltei do carro e adentrei na loja à procura de uma roupa. Dez minutos depois, devidamente vestida em uma saia lápis na cor preta e em uma camisa social branca, apertei o botão do elevador.
Enquanto esperava as portas se abrirem, guardei o meu presente e a bolsa de mão dentro da Chanel que havia comprado e entrei no elevador, apertando já o botão de número 16, pois este era o andar onde funcionava a W. Design.
— Bom dia – cumprimentei Emma assim que passei pela recepção e ela me olhou com uma cara que dizia: “Garota, você está ferrada”.
— Angela está te esperando – ela me informou – E boa sorte para você.
“Mais que droga!”
Deixei a sacola com o meu vestido e a bolsa em cima da minha mesa, peguei a agenda e a caneta dentro da gaveta e fui correndo para a sala de Angela Wright, dona da W. Design, uma empresa especializada em design de interiores e também em paisagismo.
— Está atrasada – ela repreendeu-me assim que entrei.
Olhei para o lado e vi Luke Sawyer, o outro designer da empresa, sentado em uma das poltronas brancas em frente à mesa.
— Me desculpe pelo atraso, Angela, mas o trânsito de Vancouver está caótico – menti dando um leve sorriso.
— Espero que seja a primeira e última vez, Anastasia.
— Com certeza.
— Ótimo. Sente-se. Tenho um projeto para você.
— Novo cliente? – perguntei me sentando na outra poltrona ao lado de Luke e cruzando as pernas.
— Sim e ele é muito exigente.
Enquanto Angela mexia em sua mesa à procura de algo, talvez fosse da pasta do tal projeto, Luke se inclinou, piscou para mim e sussurrou um “Gostei da sua roupa, gata”, o que me fez sorrir.
Trabalhar em um novo projeto, ocuparia a minha mente o suficiente para não pensar em Christian.
— Emma? – Angela falou ao telefone – Traga até a minha sala a pasta do projeto da Mansão Grey que eu deixei com você.
— Mansão Grey? – sussurrei pensativa.
“Por favor, que não seja do Grey que estou pensando” recitei este mantra até quando Emma entrou na sala e me entregou a pasta, mas para a minha infelicidade lá no nome do proprietário estava em letras maiúsculas: CHRISTIAN GREY.
— Sra. Wright, a reunião com o Sr. Grey está marcada para hoje às três e meia da tarde – informou Emma antes de sair.
— Posso passar este projeto para o Luke? – perguntei, torcendo para que Angela dissesse sim.
— Não – ela falou e me olhou de um jeito estranho – Não sei o motivo, mas quando o Sr. Grey me ligou ontem a noite e contratou os nossos serviços, ele exigiu que você fosse a designer responsável pela decoração da mansão dele.
“É claro que ele exigiu. Como sempre, Christian Grey não media esforços para conseguir o que desejava”
— Está bem. Ficarei com o projeto – suspirei desanimada tentando aceitar a situação.
— Tem algo que eu deva saber, Anastasia? – Angela indagou desconfiada e eu neguei rapidamente – Você precisará ficar em Seattle até que o projeto esteja concluído. A empresa do Sr. Grey cobrirá todas as suas despesas, então peça para Emma providenciar um hotel...
— Não será necessário – murmurei, interrompendo-a – Ficarei no meu próprio apartamento.
— Você tem um apartamento em Seattle? – Luke indagou, me olhando surpreso.
— Sim, pois já morei lá anos atrás – respondi, dando de ombros.
— Ótimo. Se organize para a reunião de hoje à tarde. Está dispensada agora. Luke, vamos continuar de onde paramos. Mostre-me aqueles esboços que você falou.
— Aqui estão.
Sai da sala e segui para a minha mesa, mentalmente furiosa com Christian pelo que ele tinha feito. Apenas terminei dois relatórios e fui para casa levando comigo a pasta do maldito projeto.
Acordei em meio a lençóis brancos, o que refletia ainda mais a luz vinda da janela, então joguei o edredom por sobre o rosto.
Aos poucos meus olhos foram se acostumando com a claridade, depois estiquei os braços me espreguiçando e sentei segurando firme o lençol que cobria meus seios.
Observei o lugar, meio confusa, até que lembrei do que acontecera ontem à noite. Sorri mordendo o lábio inferior enquanto as imagens da minha noite com Ethan dançavam como bailarinas em meu subconsciente, pois ele tinha finalmente dormido comigo.
Olhei para o lado e vi o meu celular sobre a escrivaninha, próxima a enorme cama, então ainda enrolada no lençol me levantei e fui até lá.
— Droga! Vou chegar atrasada! – esbravejei ao olhar a hora no visor.
Corri para o banheiro e após um banho rápido, peguei o meu vestido que estava sobre o divã branco em um dos cantos do quarto e comecei a me arrumar às pressas.
Coloquei o colar e os brincos de diamantes dentro de estojo, peguei minha bolsa de mão, os sapatos e desci. Ethan encontrava-se, devidamente vestido em um terno preto, sentado à mesa, tomando seu café da manhã enquanto lia o jornal.
— Bom dia, minha querida.
— Bom dia, Ethan – me inclinei e dei um beijo rápido nele, despedindo-me em seguida.
— Não vai comer?
— Estou atrasada demais para tomar café.
— E você vai trabalhar com esse vestido? – indagou ele, com um sorriso travesso.
— É claro que não. Comprarei alguma roupa na loja do pré... – calei-me de repente quando lembrei de que não havia trazido minha carteira – Merda!
— O que foi, Ana? – Ethan perguntou, curioso.
— Esqueci a minha carteira e não estou com dinheiro na bolsa.
Observei ele deixar o jornal de lado e tirar sua carteira do bolso da calça.
— Tome – Ethan disse, me estendendo um cartão de crédito – A senha é a data do meu aniversário invertido. Ano, mês e dia. Ele é sem limite, então compre o que desejar, minha querida.
— Você é um doce – falei, o beijando novamente.
— Peça para o Tyler te levar primeiro, depois ele vem me buscar.
— Ok. Tchau, querido.
— Tchau. Bom trabalho para você, Ana.
Acenei um tchauzinho para ele e quase acabei esbarrando em uma das empregadas que ia entrando na sala de refeições com uma bandeja de suco.
Tyler estava polindo o carro quando cheguei no pátio de entrada da mansão, então o informei das ordens de Ethan, fazendo ele guardar o pano e se apressar logo em entrar no carro, pois eu já havia entrado.
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O trânsito estava ao meu favor hoje e não enfrentamos nenhum congestionamento enquanto saíamos de Richmond e íamos rumo à Vancouver.
Eu não precisava trabalhar, pois além da pequena herança que minha mãe havia deixado para mim, tinha também os pagamentos dos clientes, mas eu não queria ser igual às minhas irmãs que só pensavam em compras, piscinas e homens.
O prédio onde eu trabalhava possuía trinta andares e ficava localizado bem no centro de Vancouver. O térreo e o primeiro andar funcionavam as dependências de uma loja filial da marca Chanel enquanto que os outros andares serviam de escritórios para diversas empresas.
Assim que Tyler estacionou em frente ao edifício, saltei do carro e adentrei na loja à procura de uma roupa. Dez minutos depois, devidamente vestida em uma saia lápis na cor preta e em uma camisa social branca, apertei o botão do elevador.
Enquanto esperava as portas se abrirem, guardei o meu presente e a bolsa de mão dentro da Chanel que havia comprado e entrei no elevador, apertando já o botão de número 16, pois este era o andar onde funcionava a W. Design.
— Bom dia – cumprimentei Emma assim que passei pela recepção e ela me olhou com uma cara que dizia: “Garota, você está ferrada”.
— Angela está te esperando – ela me informou – E boa sorte para você.
“Mais que droga!”
Deixei a sacola com o meu vestido e a bolsa em cima da minha mesa, peguei a agenda e a caneta dentro da gaveta e fui correndo para a sala de Angela Wright, dona da W. Design, uma empresa especializada em design de interiores e também em paisagismo.
— Está atrasada – ela repreendeu-me assim que entrei.
Olhei para o lado e vi Luke Sawyer, o outro designer da empresa, sentado em uma das poltronas brancas em frente à mesa.
— Me desculpe pelo atraso, Angela, mas o trânsito de Vancouver está caótico – menti dando um leve sorriso.
— Espero que seja a primeira e última vez, Anastasia.
— Com certeza.
— Ótimo. Sente-se. Tenho um projeto para você.
— Novo cliente? – perguntei me sentando na outra poltrona ao lado de Luke e cruzando as pernas.
— Sim e ele é muito exigente.
Enquanto Angela mexia em sua mesa à procura de algo, talvez fosse da pasta do tal projeto, Luke se inclinou, piscou para mim e sussurrou um “Gostei da sua roupa, gata”, o que me fez sorrir.
Trabalhar em um novo projeto, ocuparia a minha mente o suficiente para não pensar em Christian.
— Emma? – Angela falou ao telefone – Traga até a minha sala a pasta do projeto da Mansão Grey que eu deixei com você.
— Mansão Grey? – sussurrei pensativa.
“Por favor, que não seja do Grey que estou pensando” recitei este mantra até quando Emma entrou na sala e me entregou a pasta, mas para a minha infelicidade lá no nome do proprietário estava em letras maiúsculas: CHRISTIAN GREY.
— Sra. Wright, a reunião com o Sr. Grey está marcada para hoje às três e meia da tarde – informou Emma antes de sair.
— Posso passar este projeto para o Luke? – perguntei, torcendo para que Angela dissesse sim.
— Não – ela falou e me olhou de um jeito estranho – Não sei o motivo, mas quando o Sr. Grey me ligou ontem a noite e contratou os nossos serviços, ele exigiu que você fosse a designer responsável pela decoração da mansão dele.
“É claro que ele exigiu. Como sempre, Christian Grey não media esforços para conseguir o que desejava”
— Está bem. Ficarei com o projeto – suspirei desanimada tentando aceitar a situação.
— Tem algo que eu deva saber, Anastasia? – Angela indagou desconfiada e eu neguei rapidamente – Você precisará ficar em Seattle até que o projeto esteja concluído. A empresa do Sr. Grey cobrirá todas as suas despesas, então peça para Emma providenciar um hotel...
— Não será necessário – murmurei, interrompendo-a – Ficarei no meu próprio apartamento.
— Você tem um apartamento em Seattle? – Luke indagou, me olhando surpreso.
— Sim, pois já morei lá anos atrás – respondi, dando de ombros.
— Ótimo. Se organize para a reunião de hoje à tarde. Está dispensada agora. Luke, vamos continuar de onde paramos. Mostre-me aqueles esboços que você falou.
— Aqui estão.
Sai da sala e segui para a minha mesa, mentalmente furiosa com Christian pelo que ele tinha feito. Apenas terminei dois relatórios e fui para casa levando comigo a pasta do maldito projeto.

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