ANASTASIA
Me levantei do meio deles enquanto Christian se inclinava para frente a fim de pegar a sua sacola de presente para o Jack.
— Esse é o meu, amor... – Christian disse então joguei, uma das almofadas da poltrona próxima a mim, e ele se assustou, logo percebendo o seu erro – ...Ursinho.
— Assim está bem melhor – resmunguei baixo.
Jack abriu a sacola e tirou quatro caixinhas de dentro, abrindo-as em seguida. Eram gravatas com abotoaduras e lenços, tudo combinando.
— Eu amei, Mozão – Jack agradeceu o abraçando e lhe dando um selinho.
— Agora é o meu – falei mega ansiosa, pegando o pequeno embrulho, porém pedi que ambos se levantassem e se aproximasse de mim e assim eles fizeram, meio confusos, é claro.
— Não sei pra quê esse suspense todo por causa de um Rolex.
— E quem te iludiu dizendo que isso aqui é um Rolex?
— Eu vi você babando no mostruário da loja.
— Ah... Era só para te despistar, porque o meu é um presente muito especial, mas ele não é só para o Ursinho, é também para você, Mozão – eles se entreolharam e eu sorri entregando o embrulho para Jack – Abri, Ursinho.
Ele então abriu, revelando assim as três delicadas pulseiras folheadas a ouro.
— Que lindo, Bonequinha. É uma pulseira para cada um de nós? – perguntou Jack e eu assenti já o abraçando.
— Feliz aniversário, Ursinho – desejei me desvencilhando em seguida – As pulseiras são para simbolizar e agradecer a amizade que vocês têm comigo. Eu sei que em parte é por causa da bebê, mas mesmo assim eu agradeço muito por ter encontrado... – a voz me faltou e um nó surgiu na minha garganta à medida que meus olhos se turvaram com as lágrimas então respirei fundo e continuei – ...por ter encontrado pessoas maravilhosas como vocês, que marcarão minha vida para sempre.
Eles me agradeceram com um abraço triplo e para evitar que eu desabasse no choro, tratei logo de voltar nossa atenção para o bolo assim que coloquei as pulseiras neles e eles, juntos, colocaram a minha em meu pulso. Entretanto, mal chegamos a tocar no bolo porque me ocorreu uma ideia e eu pedi para irmos logo para a surpresa do Jack.
Me encontrava sentada na beirada da cama, com Jack ao meu lado, enquanto esperávamos Christian terminar de se vestir. Eu estava usando minha fantasia, que era de Diabinha com chifrinhos, cauda e tridente. Bem sexy, porém tinha ficado levemente apertada na parte de baixo da barriga devido ao tamanho da minha.
— Ursinho, o plano do Mozão é te prender na cama, mas que tal nós o prendermos no seu lugar? – cochichei e Jack sorriu travesso.
— Eu distraio ele e você o prende, ok?
Assenti sorrindo, mas tirei logo o sorriso dos lábios quando Christian abriu a porta, saindo do banheiro, já fantasiado de Bombeiro Sexy.
— Que tal? – ele disse dando uma volta ao redor de si mesmo.
— Você tá uma delícia, Mozão – escutei Jack comentar enquanto eu admirava aquele corpo e quando o marido dele começou a cantar “Striptease”, eu o segui no coro, batendo palmas também, porém Christian se recusou a fazer, alegando que nunca tinha feito isso na vida – Tudo bem, Mozão. Agora vem cá, Sr. Bombeiro Sexy. Vem apagar o fogo desse aniversariante.
Jack o chamou com o dedo e eu me levantei da cama quando ele se aproximou.
— Não vai participar não, Bonequinha? – Christian perguntou confuso.
— Não. Estou de Diabinha e o serviço do diabinho é atiçar e assistir o circo pegando fogo, mas no caso, aqui vai ser a cama. Vamos, meu povo! Eu quero ver sexo! Andem logo! – exclamei me afastando um pouco para perto da janela e eles riram.
Christian puxou o marido para um beijo e Jack logo se levantou acariciando o outro e rapidamente o colete da fantasia estava no chão, ao pé deles. Christian empurrou Jack que caiu, parcialmente deitado, apoiando-se pelos cotovelos.
— É disso que eu gosto! – falei animada vendo os dois bolar na cama, se despindo.
Ver eles se pegando daquele jeito, tão intensamente, já estava surtindo o efeito “cachoeira” na minha bocetinha. Enquanto Jack distraía o Christian na cama, me aproximei devagar e puxei as amarras debaixo do colchão esperando o momento certo, que logo apareceu quando Jack conseguiu esticar um dos braços do Christian.
— Ei! O que estão fazendo? – ele inquiriu à medida que eu corria para o outro lado da cama e prendia o outro pulso dele que estava sendo segurado fortemente por Jack – Ana, o nosso trato era prender ele e não eu.
Jack saiu de cima do Christian então eu subi assumindo seu lugar, me sentando encaixada sobre o quadril dele.
— A diabinha aqui assinou um novo trato com o seu marido. Agora você é todinho meu – ressaltei passando meus dois dedos indicadores pela extensão de seu abdômen, sobre os gominhos – Vou me divertir muito com esse corpinho gostoso e vou dar o melhor presente de aniversário para o nosso Ursinho.
— Nosso?
— Sim. Quando fizemos o trato, a alma dele passou a ser minha. O corpo dele é seu, mas a alma é minha, então o Ursinho é nosso.
— Você é louca! Me tira daqui! – ele exclamou assustado e olhou para Jack – Amor, para de brincadeira.
— Desculpe, Mozão, mas eu estou adorando. E te ver amarrado nessa cama está me deixando muito excitado. Quero ver a Bonequinha brincando com você. Isso vai ser interessante – Jack disse travesso e me encarou um pouco mais sério – Só não machuca ele, ok?
— Sou uma diabinha, Ursinho, então não prometo nada – respondi com um sorriso sapeca nos lábios e olhei para Christian que me encarou de volta, com raiva – Mas antes de eu começar a brincar com você, o nosso Ursinho precisa comer o bolo de aniversário e ele vai comer no melhor estilo. Pega lá o bolo para mim, Ursinho.
Jack foi até a mesinha e retornou trazendo o bolo e arrastando uma poltrona.
— Aqui está. O que pretende fazer, Bonequinha?
— O nosso Mozão...
— Não existe “nosso” não – Christian resmungou emburrado.
— Os dois venderam as almas para a diabinha aqui então você é meu também. Agora fica quieto porque prato não fala – ressaltei, então tirei três fatias do bolo e dividindo-as em pequenos pedaços, os distribui por toda a extensão do abdômen e do tórax dele.
— Isso é nojento e anti-higiênico.
Rolei os olhos e fui pegar o chicote com tirinhas do kit de Dominação que Christian havia comprado.
— Já mandei você fechar o bico porque prato não fala. E da próxima vez que reclamar, o couro vai esquentar, e pode apostar que não será o meu e muito menos o do Ursinho – avisei mostrando o chicote para ele que estava de olhos arregalados desde que eu tinha pegado o negócio da sacola – Estamos entendidos, Mozão?
Christian concordou só com um aceno de cabeça então convidei Jack para subir na cama e se servir dos seus pedaços de bolo.
Me levantei do meio deles enquanto Christian se inclinava para frente a fim de pegar a sua sacola de presente para o Jack.
— Esse é o meu, amor... – Christian disse então joguei, uma das almofadas da poltrona próxima a mim, e ele se assustou, logo percebendo o seu erro – ...Ursinho.
— Assim está bem melhor – resmunguei baixo.
Jack abriu a sacola e tirou quatro caixinhas de dentro, abrindo-as em seguida. Eram gravatas com abotoaduras e lenços, tudo combinando.
— Agora é o meu – falei mega ansiosa, pegando o pequeno embrulho, porém pedi que ambos se levantassem e se aproximasse de mim e assim eles fizeram, meio confusos, é claro.
— Não sei pra quê esse suspense todo por causa de um Rolex.
— E quem te iludiu dizendo que isso aqui é um Rolex?
— Eu vi você babando no mostruário da loja.
— Ah... Era só para te despistar, porque o meu é um presente muito especial, mas ele não é só para o Ursinho, é também para você, Mozão – eles se entreolharam e eu sorri entregando o embrulho para Jack – Abri, Ursinho.
Ele então abriu, revelando assim as três delicadas pulseiras folheadas a ouro.
— Feliz aniversário, Ursinho – desejei me desvencilhando em seguida – As pulseiras são para simbolizar e agradecer a amizade que vocês têm comigo. Eu sei que em parte é por causa da bebê, mas mesmo assim eu agradeço muito por ter encontrado... – a voz me faltou e um nó surgiu na minha garganta à medida que meus olhos se turvaram com as lágrimas então respirei fundo e continuei – ...por ter encontrado pessoas maravilhosas como vocês, que marcarão minha vida para sempre.
Eles me agradeceram com um abraço triplo e para evitar que eu desabasse no choro, tratei logo de voltar nossa atenção para o bolo assim que coloquei as pulseiras neles e eles, juntos, colocaram a minha em meu pulso. Entretanto, mal chegamos a tocar no bolo porque me ocorreu uma ideia e eu pedi para irmos logo para a surpresa do Jack.
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Me encontrava sentada na beirada da cama, com Jack ao meu lado, enquanto esperávamos Christian terminar de se vestir. Eu estava usando minha fantasia, que era de Diabinha com chifrinhos, cauda e tridente. Bem sexy, porém tinha ficado levemente apertada na parte de baixo da barriga devido ao tamanho da minha.
— Eu distraio ele e você o prende, ok?
Assenti sorrindo, mas tirei logo o sorriso dos lábios quando Christian abriu a porta, saindo do banheiro, já fantasiado de Bombeiro Sexy.
— Você tá uma delícia, Mozão – escutei Jack comentar enquanto eu admirava aquele corpo e quando o marido dele começou a cantar “Striptease”, eu o segui no coro, batendo palmas também, porém Christian se recusou a fazer, alegando que nunca tinha feito isso na vida – Tudo bem, Mozão. Agora vem cá, Sr. Bombeiro Sexy. Vem apagar o fogo desse aniversariante.
Jack o chamou com o dedo e eu me levantei da cama quando ele se aproximou.
— Não vai participar não, Bonequinha? – Christian perguntou confuso.
— Não. Estou de Diabinha e o serviço do diabinho é atiçar e assistir o circo pegando fogo, mas no caso, aqui vai ser a cama. Vamos, meu povo! Eu quero ver sexo! Andem logo! – exclamei me afastando um pouco para perto da janela e eles riram.
Christian puxou o marido para um beijo e Jack logo se levantou acariciando o outro e rapidamente o colete da fantasia estava no chão, ao pé deles. Christian empurrou Jack que caiu, parcialmente deitado, apoiando-se pelos cotovelos.
— É disso que eu gosto! – falei animada vendo os dois bolar na cama, se despindo.
Ver eles se pegando daquele jeito, tão intensamente, já estava surtindo o efeito “cachoeira” na minha bocetinha. Enquanto Jack distraía o Christian na cama, me aproximei devagar e puxei as amarras debaixo do colchão esperando o momento certo, que logo apareceu quando Jack conseguiu esticar um dos braços do Christian.
— Ei! O que estão fazendo? – ele inquiriu à medida que eu corria para o outro lado da cama e prendia o outro pulso dele que estava sendo segurado fortemente por Jack – Ana, o nosso trato era prender ele e não eu.
Jack saiu de cima do Christian então eu subi assumindo seu lugar, me sentando encaixada sobre o quadril dele.
— A diabinha aqui assinou um novo trato com o seu marido. Agora você é todinho meu – ressaltei passando meus dois dedos indicadores pela extensão de seu abdômen, sobre os gominhos – Vou me divertir muito com esse corpinho gostoso e vou dar o melhor presente de aniversário para o nosso Ursinho.
— Nosso?
— Sim. Quando fizemos o trato, a alma dele passou a ser minha. O corpo dele é seu, mas a alma é minha, então o Ursinho é nosso.
— Você é louca! Me tira daqui! – ele exclamou assustado e olhou para Jack – Amor, para de brincadeira.
— Desculpe, Mozão, mas eu estou adorando. E te ver amarrado nessa cama está me deixando muito excitado. Quero ver a Bonequinha brincando com você. Isso vai ser interessante – Jack disse travesso e me encarou um pouco mais sério – Só não machuca ele, ok?
— Sou uma diabinha, Ursinho, então não prometo nada – respondi com um sorriso sapeca nos lábios e olhei para Christian que me encarou de volta, com raiva – Mas antes de eu começar a brincar com você, o nosso Ursinho precisa comer o bolo de aniversário e ele vai comer no melhor estilo. Pega lá o bolo para mim, Ursinho.
Jack foi até a mesinha e retornou trazendo o bolo e arrastando uma poltrona.
— Aqui está. O que pretende fazer, Bonequinha?
— O nosso Mozão...
— Não existe “nosso” não – Christian resmungou emburrado.
— Os dois venderam as almas para a diabinha aqui então você é meu também. Agora fica quieto porque prato não fala – ressaltei, então tirei três fatias do bolo e dividindo-as em pequenos pedaços, os distribui por toda a extensão do abdômen e do tórax dele.
— Isso é nojento e anti-higiênico.
Rolei os olhos e fui pegar o chicote com tirinhas do kit de Dominação que Christian havia comprado.
— Já mandei você fechar o bico porque prato não fala. E da próxima vez que reclamar, o couro vai esquentar, e pode apostar que não será o meu e muito menos o do Ursinho – avisei mostrando o chicote para ele que estava de olhos arregalados desde que eu tinha pegado o negócio da sacola – Estamos entendidos, Mozão?
Christian concordou só com um aceno de cabeça então convidei Jack para subir na cama e se servir dos seus pedaços de bolo.

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