segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Um Jeito Estranho de Amar - Capítulo 26


ANASTASIA

Me levantei do meio deles enquanto Christian se inclinava para frente a fim de pegar a sua sacola de presente para o Jack.

— Esse é o meu, amor... – Christian disse então joguei, uma das almofadas da poltrona próxima a mim, e ele se assustou, logo percebendo o seu erro – ...Ursinho.

— Assim está bem melhor – resmunguei baixo.

Jack abriu a sacola e tirou quatro caixinhas de dentro, abrindo-as em seguida. Eram gravatas com abotoaduras e lenços, tudo combinando.
— Eu amei, Mozão – Jack agradeceu o abraçando e lhe dando um selinho.

— Agora é o meu – falei mega ansiosa, pegando o pequeno embrulho, porém pedi que ambos se levantassem e se aproximasse de mim e assim eles fizeram, meio confusos, é claro.

— Não sei pra quê esse suspense todo por causa de um Rolex.

— E quem te iludiu dizendo que isso aqui é um Rolex?

— Eu vi você babando no mostruário da loja.

— Ah... Era só para te despistar, porque o meu é um presente muito especial, mas ele não é só para o Ursinho, é também para você, Mozão – eles se entreolharam e eu sorri entregando o embrulho para Jack – Abri, Ursinho.

Ele então abriu, revelando assim as três delicadas pulseiras folheadas a ouro.
— Que lindo, Bonequinha. É uma pulseira para cada um de nós? – perguntou Jack e eu assenti já o abraçando.

— Feliz aniversário, Ursinho – desejei me desvencilhando em seguida – As pulseiras são para simbolizar e agradecer a amizade que vocês têm comigo. Eu sei que em parte é por causa da bebê, mas mesmo assim eu agradeço muito por ter encontrado... – a voz me faltou e um nó surgiu na minha garganta à medida que meus olhos se turvaram com as lágrimas então respirei fundo e continuei – ...por ter encontrado pessoas maravilhosas como vocês, que marcarão minha vida para sempre.

Eles me agradeceram com um abraço triplo e para evitar que eu desabasse no choro, tratei logo de voltar nossa atenção para o bolo assim que coloquei as pulseiras neles e eles, juntos, colocaram a minha em meu pulso. Entretanto, mal chegamos a tocar no bolo porque me ocorreu uma ideia e eu pedi para irmos logo para a surpresa do Jack.


★ ★ ★ ★ ★


Me encontrava sentada na beirada da cama, com Jack ao meu lado, enquanto esperávamos Christian terminar de se vestir. Eu estava usando minha fantasia, que era de Diabinha com chifrinhos, cauda e tridente. Bem sexy, porém tinha ficado levemente apertada na parte de baixo da barriga devido ao tamanho da minha.
— Ursinho, o plano do Mozão é te prender na cama, mas que tal nós o prendermos no seu lugar? – cochichei e Jack sorriu travesso.

— Eu distraio ele e você o prende, ok?

Assenti sorrindo, mas tirei logo o sorriso dos lábios quando Christian abriu a porta, saindo do banheiro, já fantasiado de Bombeiro Sexy.
— Que tal? – ele disse dando uma volta ao redor de si mesmo.

— Você tá uma delícia, Mozão – escutei Jack comentar enquanto eu admirava aquele corpo e quando o marido dele começou a cantar “Striptease”, eu o segui no coro, batendo palmas também, porém Christian se recusou a fazer, alegando que nunca tinha feito isso na vida – Tudo bem, Mozão. Agora vem cá, Sr. Bombeiro Sexy. Vem apagar o fogo desse aniversariante.

Jack o chamou com o dedo e eu me levantei da cama quando ele se aproximou.

— Não vai participar não, Bonequinha? – Christian perguntou confuso.

— Não. Estou de Diabinha e o serviço do diabinho é atiçar e assistir o circo pegando fogo, mas no caso, aqui vai ser a cama. Vamos, meu povo! Eu quero ver sexo! Andem logo! – exclamei me afastando um pouco para perto da janela e eles riram.

Christian puxou o marido para um beijo e Jack logo se levantou acariciando o outro e rapidamente o colete da fantasia estava no chão, ao pé deles. Christian empurrou Jack que caiu, parcialmente deitado, apoiando-se pelos cotovelos.

— É disso que eu gosto! – falei animada vendo os dois bolar na cama, se despindo.

Ver eles se pegando daquele jeito, tão intensamente, já estava surtindo o efeito “cachoeira” na minha bocetinha. Enquanto Jack distraía o Christian na cama, me aproximei devagar e puxei as amarras debaixo do colchão esperando o momento certo, que logo apareceu quando Jack conseguiu esticar um dos braços do Christian.

— Ei! O que estão fazendo? – ele inquiriu à medida que eu corria para o outro lado da cama e prendia o outro pulso dele que estava sendo segurado fortemente por Jack – Ana, o nosso trato era prender ele e não eu.

Jack saiu de cima do Christian então eu subi assumindo seu lugar, me sentando encaixada sobre o quadril dele.

— A diabinha aqui assinou um novo trato com o seu marido. Agora você é todinho meu – ressaltei passando meus dois dedos indicadores pela extensão de seu abdômen, sobre os gominhos – Vou me divertir muito com esse corpinho gostoso e vou dar o melhor presente de aniversário para o nosso Ursinho.

— Nosso?

— Sim. Quando fizemos o trato, a alma dele passou a ser minha. O corpo dele é seu, mas a alma é minha, então o Ursinho é nosso.

— Você é louca! Me tira daqui! – ele exclamou assustado e olhou para Jack – Amor, para de brincadeira.

— Desculpe, Mozão, mas eu estou adorando. E te ver amarrado nessa cama está me deixando muito excitado. Quero ver a Bonequinha brincando com você. Isso vai ser interessante – Jack disse travesso e me encarou um pouco mais sério – Só não machuca ele, ok?

— Sou uma diabinha, Ursinho, então não prometo nada – respondi com um sorriso sapeca nos lábios e olhei para Christian que me encarou de volta, com raiva – Mas antes de eu começar a brincar com você, o nosso Ursinho precisa comer o bolo de aniversário e ele vai comer no melhor estilo. Pega lá o bolo para mim, Ursinho.

Jack foi até a mesinha e retornou trazendo o bolo e arrastando uma poltrona.

— Aqui está. O que pretende fazer, Bonequinha?

— O nosso Mozão...

— Não existe “nosso” não – Christian resmungou emburrado.

— Os dois venderam as almas para a diabinha aqui então você é meu também. Agora fica quieto porque prato não fala – ressaltei, então tirei três fatias do bolo e dividindo-as em pequenos pedaços, os distribui por toda a extensão do abdômen e do tórax dele.

— Isso é nojento e anti-higiênico.

Rolei os olhos e fui pegar o chicote com tirinhas do kit de Dominação que Christian havia comprado.

— Já mandei você fechar o bico porque prato não fala. E da próxima vez que reclamar, o couro vai esquentar, e pode apostar que não será o meu e muito menos o do Ursinho – avisei mostrando o chicote para ele que estava de olhos arregalados desde que eu tinha pegado o negócio da sacola – Estamos entendidos, Mozão?

Christian concordou só com um aceno de cabeça então convidei Jack para subir na cama e se servir dos seus pedaços de bolo.

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