CHRISTIAN
— Oi, meu dorminhoco lindo – escutei enquanto gradativamente eu ia despertando, com uma sensação gostosa de beijinhos em minha nuca à medida que uma mão descia pela minha barriga rumo ao meu pau.
— Bom dia, amor. Adoro quando você me acorda assim – falei, abrindo os olhos, já sorrindo, então me virei, deitando-me de costas, para facilitar uma masturbação mútua entre nós dois.
Tínhamos dormido pelados, o que não era muito comum, mas ontem havia sido um dia especial, pois tínhamos comemorado seis anos de casados, então sair fora da rotina estava liberado.
Tava indo tudo bem naquela manhã. Nossas mãos em quase total sincronia, massageando-nos simultaneamente. Carícias trocadas. E o nosso beijo, que a cada segundo nos incendiava mais e mais, porém fomos interrompidos pelo som de chamada de um dos celulares, que pelo toque, logo deduzi ser o do meu companheiro.
— Deixa tocar, Jack – resmunguei, mas ele me beijou e disse que precisava atender, antes de rolar para o lado dele na cama e pegar o telefone sobre a mesinha de cabeceira – Era do hospital? – indaguei segundos depois quando o mesmo desligou o celular.
— Sim, querido.
— Mas você não estava de folga hoje?
— Sim, Chris, mas teve um acidente grave envolvendo um ônibus e uma van escolar e estão precisando de mim lá no hospital.
— Espero que as crianças estejam bem – comentei, já ficando preocupado e pensando no sofrimento dos pais daqueles anjinhos.
— Também queria pensar assim, mas provavelmente algumas estarão bem graves – ele disse me encarando.
— Vai lá, amor. E salva aqueles anjinhos – murmurei e nos beijamos, antes dele se levantar da cama e ir para o banheiro.
O dia seguiu tranquilo para mim. De manhã, fui para o meu estúdio de fotografia e a tarde, eu tinha uma sessão de fotos para fazer como modelo.
Quando voltei para casa, lá pelas cinco e meia, passei no mercado e fiz algumas compras, pois iria preparar um dos pratos preferidos do Jack, para quando o mesmo chegasse do hospital comesse. Entretanto, quando estacionei o meu carro na garagem, vi o dele ali.
— Amor? – o chamei à medida que ia para a cozinha, com as mãos cheia de sacolas e o encontrei sentado à mesa, mexendo em seu notebook, lindo, vestido apenas com a calça-moletom cinza que ele usava para dormir – Pensei que ficaria o dia todo lá no hospital.
— Cheguei umas duas da tarde. Vim descansar um pouco, porque vou ter que voltar às sete. E o porquê dessas compras todas? – ouvi ele perguntar enquanto começava a guardar as coisas.
— Se esqueceu que hoje é o meu dia de fazer o jantar, querido? E adivinha quem vai comer risoto de camarão com salsichas empanadas? – indaguei colocando os ingredientes sobre a bancada.
— Sério? Não acredito, Chris. O que será que eu fiz para ganhar um mimo desse?
Sorri revirando os olhos, me aproximei dele, que ainda permanecia sentado à mesa, e o abracei por sobre os ombros.
— Eu poderia dizer que foi pela noite maravilhosa ontem, mas o motivo é por você ter dito “Sim” quando eu lhe pedi em casamento, naquela gôndola lá em Veneza – sussurrei em seu ouvido, então ele virou o rosto para nos beijarmos – Vou lá fazer o nosso jantar, e deixar você trabalhando sossegado – comentei, aprumando-me, já me desvencilhando de Jack e o mesmo me olhou confuso, porém fazendo um beicinho, então apontei para a tela do notebook dele, que se encontrava com várias guias abertas sobre uma doença infantil.
Ficamos conversando sobre o nosso dia-a-dia, pois adorávamos saber o que cada um fazia quando estávamos longe um do outro, à medida que eu ia preparando a comida e ele fazia algumas anotações de sua pesquisa.
Quando a campainha tocou, Jack disse que ia abrir e se levantou, indo primeiro até a área de serviço para pegar uma blusa antes de ir atender a porta.
— Quem é, amor!? – gritei segundos depois, mas ele não me respondeu então abaixei o fogo da panela e me dirigi até o hall da entrada, encontrando Jack encarando um jovem de no máximo dezessete anos, eu diria, de cabelos achocolatados, bem maltrapilho e usando óculos escuros, o que era estranho porque estava quase de noite e não tinha sol para justificar os óculos – Pois não, rapaz?
— É uma moça, querido. Ela disse que viu o nosso anúncio do jornal.
Fiquei desconfiado, pois ela poderia ser uma ladra, uma drogada ou coisa parecida, e porque não fazia nem dois dias que tínhamos mandado publicar o anúncio nos classificados do Seattle Times, onde expressávamos o desejo de adotar um bebê ou tentar uma barriga de aluguel para realizar o nosso sonho de sermos pais.
Olhei meio receoso para o meu companheiro que encarou-me e deu de ombros.
— Olha gente, estou pouco me importando se vocês são gays ou não. Vocês estão querendo adotar, não é? Pois então... – a jovem disse chamando nossa atenção e a mesma levantou a blusa e ficou meio de lado, fazendo com que víssemos o pequeno volume em seu ventre – ...eu estou grávida. Não quero esse bebê e estou precisando de dinheiro. Vão querer ou não?
— Entra, vamos conversar com mais calma – disse Jack recebendo um olhar reprovativo de mim.
— Bonita casa – a garota disse olhando ao redor, admirada.
— E se ela for uma ladra? – cochichei enquanto fechava a porta.
— Sem paranoia, Chris, por favor – Jack sussurrou de volta e se virou sorrindo para a moça – Obrigado... Como se chama senhorita?
— Anastasia, mas podem me chamar de Ana.
— Ok, Ana. Vamos nos sentar naquele no sofá. E amor, acho que o seu risoto deve está pronto.
— Se ela te atacar, tu grita – pedi num sussurro e olhei, por cima do ombro dele, mais uma vez para a garota que nos observava então encarei Jack de novo – Não esquece de gritar, amor – falei antes de sair rumo a cozinha para terminar o jantar.
— Oi, meu dorminhoco lindo – escutei enquanto gradativamente eu ia despertando, com uma sensação gostosa de beijinhos em minha nuca à medida que uma mão descia pela minha barriga rumo ao meu pau.
— Bom dia, amor. Adoro quando você me acorda assim – falei, abrindo os olhos, já sorrindo, então me virei, deitando-me de costas, para facilitar uma masturbação mútua entre nós dois.
Tínhamos dormido pelados, o que não era muito comum, mas ontem havia sido um dia especial, pois tínhamos comemorado seis anos de casados, então sair fora da rotina estava liberado.
Tava indo tudo bem naquela manhã. Nossas mãos em quase total sincronia, massageando-nos simultaneamente. Carícias trocadas. E o nosso beijo, que a cada segundo nos incendiava mais e mais, porém fomos interrompidos pelo som de chamada de um dos celulares, que pelo toque, logo deduzi ser o do meu companheiro.
— Deixa tocar, Jack – resmunguei, mas ele me beijou e disse que precisava atender, antes de rolar para o lado dele na cama e pegar o telefone sobre a mesinha de cabeceira – Era do hospital? – indaguei segundos depois quando o mesmo desligou o celular.
— Sim, querido.
— Mas você não estava de folga hoje?
— Sim, Chris, mas teve um acidente grave envolvendo um ônibus e uma van escolar e estão precisando de mim lá no hospital.
— Espero que as crianças estejam bem – comentei, já ficando preocupado e pensando no sofrimento dos pais daqueles anjinhos.
— Também queria pensar assim, mas provavelmente algumas estarão bem graves – ele disse me encarando.
— Vai lá, amor. E salva aqueles anjinhos – murmurei e nos beijamos, antes dele se levantar da cama e ir para o banheiro.
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O dia seguiu tranquilo para mim. De manhã, fui para o meu estúdio de fotografia e a tarde, eu tinha uma sessão de fotos para fazer como modelo.
Quando voltei para casa, lá pelas cinco e meia, passei no mercado e fiz algumas compras, pois iria preparar um dos pratos preferidos do Jack, para quando o mesmo chegasse do hospital comesse. Entretanto, quando estacionei o meu carro na garagem, vi o dele ali.
— Amor? – o chamei à medida que ia para a cozinha, com as mãos cheia de sacolas e o encontrei sentado à mesa, mexendo em seu notebook, lindo, vestido apenas com a calça-moletom cinza que ele usava para dormir – Pensei que ficaria o dia todo lá no hospital.
— Cheguei umas duas da tarde. Vim descansar um pouco, porque vou ter que voltar às sete. E o porquê dessas compras todas? – ouvi ele perguntar enquanto começava a guardar as coisas.
— Se esqueceu que hoje é o meu dia de fazer o jantar, querido? E adivinha quem vai comer risoto de camarão com salsichas empanadas? – indaguei colocando os ingredientes sobre a bancada.
— Sério? Não acredito, Chris. O que será que eu fiz para ganhar um mimo desse?
Sorri revirando os olhos, me aproximei dele, que ainda permanecia sentado à mesa, e o abracei por sobre os ombros.
— Eu poderia dizer que foi pela noite maravilhosa ontem, mas o motivo é por você ter dito “Sim” quando eu lhe pedi em casamento, naquela gôndola lá em Veneza – sussurrei em seu ouvido, então ele virou o rosto para nos beijarmos – Vou lá fazer o nosso jantar, e deixar você trabalhando sossegado – comentei, aprumando-me, já me desvencilhando de Jack e o mesmo me olhou confuso, porém fazendo um beicinho, então apontei para a tela do notebook dele, que se encontrava com várias guias abertas sobre uma doença infantil.
Ficamos conversando sobre o nosso dia-a-dia, pois adorávamos saber o que cada um fazia quando estávamos longe um do outro, à medida que eu ia preparando a comida e ele fazia algumas anotações de sua pesquisa.
Quando a campainha tocou, Jack disse que ia abrir e se levantou, indo primeiro até a área de serviço para pegar uma blusa antes de ir atender a porta.
— Quem é, amor!? – gritei segundos depois, mas ele não me respondeu então abaixei o fogo da panela e me dirigi até o hall da entrada, encontrando Jack encarando um jovem de no máximo dezessete anos, eu diria, de cabelos achocolatados, bem maltrapilho e usando óculos escuros, o que era estranho porque estava quase de noite e não tinha sol para justificar os óculos – Pois não, rapaz?
Fiquei desconfiado, pois ela poderia ser uma ladra, uma drogada ou coisa parecida, e porque não fazia nem dois dias que tínhamos mandado publicar o anúncio nos classificados do Seattle Times, onde expressávamos o desejo de adotar um bebê ou tentar uma barriga de aluguel para realizar o nosso sonho de sermos pais.
Olhei meio receoso para o meu companheiro que encarou-me e deu de ombros.
— Olha gente, estou pouco me importando se vocês são gays ou não. Vocês estão querendo adotar, não é? Pois então... – a jovem disse chamando nossa atenção e a mesma levantou a blusa e ficou meio de lado, fazendo com que víssemos o pequeno volume em seu ventre – ...eu estou grávida. Não quero esse bebê e estou precisando de dinheiro. Vão querer ou não?
— Entra, vamos conversar com mais calma – disse Jack recebendo um olhar reprovativo de mim.
— Bonita casa – a garota disse olhando ao redor, admirada.
— E se ela for uma ladra? – cochichei enquanto fechava a porta.
— Sem paranoia, Chris, por favor – Jack sussurrou de volta e se virou sorrindo para a moça – Obrigado... Como se chama senhorita?
— Anastasia, mas podem me chamar de Ana.
— Ok, Ana. Vamos nos sentar naquele no sofá. E amor, acho que o seu risoto deve está pronto.
— Se ela te atacar, tu grita – pedi num sussurro e olhei, por cima do ombro dele, mais uma vez para a garota que nos observava então encarei Jack de novo – Não esquece de gritar, amor – falei antes de sair rumo a cozinha para terminar o jantar.

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