quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Solicitação de Amizade - Capítulo 20


ANASTASIA

Mesmo eu tendo pedido à ele, Christian sumiu, mas dessa vez foi por mais tempo que nas últimas vezes. Fiquei até preocupada, porque poderia ter acontecido algo, mas quando liguei para a mãe dele, ela me disse que ele estava fazendo um intensivão nos estudos, pois a prova dele seria por esses dias.

Então, parei de mandar mensagem perguntando se o mesmo estava bem e deixei Christian estudar em paz. Quando ele tivesse um tempo, o mesmo com certeza iria responder às diversas mensagens que eu havia mandado nesses últimos dias e que ele só tinha visualizado e me ignorado.

A semana passou e já era sexta-feira, e até agora nenhum sinal de vida dele, mas como hoje tinha festa na casa da Kate, em comemoração ao niver de um dos nossos amigos, eu iria procurar saber notícias do Christian através da prima dele.

Acabei saindo bem tarde do trabalho e de lá, eu fui direto para a festa. Me encontrava um pouco cansada, mas mesmo assim eu vim dar um abraço no nosso amigo e ficar alguns minutos na festa para não fazer desfeita com a Kate.

Estacionei o meu carro, um pouco mais a frente da casa da minha amiga, pois já havia alguns veículos por ali. Peguei então minha bolsa e sai do Volvo, já me dirigindo pela calçada, rumo a casa.
— Ana! Que bom que você veio! – Isak exclamou, assim que eu entrei, já vindo me dar um abraço à medida que eu o felicitava pelo seu aniversário – Fica a vontade. Venha beber.

Tentei recusar por está dirigindo, mas por fim peguei uma garrafa de cerveja e fiquei sentada no canto do sofá. Enquanto a festa rolava, alegre pelo menos por parte dos meus amigos, eu conversei um pouco com a Kate e a mesma me disse que não tinha notícias do primo dela desde ontem.

Decidi então que ficaria por mais alguns minutos, antes de ir embora. De repente, minha bolsa vibrou ao meu lado no sofá. A abri e vi que era o meu celular que havia recebido uma mensagem, então o peguei, já vendo que a mensagem era do Christian.


Oi.
Desculpa eu sumir.


Oi, Christian.
Você me deixou preocupada.


Não fica preocupada.
Eu só queria espairecer
um pouco. E tinha a prova
hoje também. Estava
precisando estudar mais.
Como está a festa do Isak?


Está boa.
Como sabe que eu estou aqui?


Eu vi uma foto que a Kate
postou quase agora.
Queria tá aí.


E eu também queria que
você estivesse aqui.


Eu nem estaria na festa.
Só queria uma cama para
deitar com você e ficar
sentindo o seu cheiro e
o seu corpo.


Eu também.
Estou precisando muito
de você.


Eu sei.
Você pretende sair daí
que horas?


Não sei.
Talvez eu encha a cara.rs


Não, amor.


Estava com saudade de
você me chamando assim.


Mas você nunca deixou
de ser o meu amor.


— Ana, pode atender a porta? A campainha tocou – um dos meus amigos disse, chamando minha atenção.

— Posso sim. Eu já estou indo também – anunciei, me levantando e pegando minha bolsa.

— Ah, não! – eles reclamaram mutuamente.

— Christian pode esperar para o hot virtual dessa noite – Kate comentou, rindo, já um pouquinho bêbada, eu diria.

Apenas sorri, meio triste, já me despedindo de todos e indo até a porta, abrindo-a e me sobressaltando ao ver quem se encontrava ali.

— Oi – murmurei, vendo ele sorrir para mim.

— Oi, amor.

Quando finalmente a ficha caiu, segundos depois, me joguei nos braços dele, abraçando Christian, bem forte.

— Está tudo bem, vida? – ouvi ele perguntar e eu neguei com a cabeça, pois naquele momento minha voz havia sumido, devido ao nó pré-choro instalado em minha garganta.

Christian me desvencilhou um pouco e segurou meu rosto entre suas mãos, fazendo com que eu olhasse para ele.

— Que foi? Não gostou da surpresa?

— Eu não aguento mais essa Era Glacial que está entre a gente. Eu quero voltar para o que éramos antes... – confidenciei, já deixando o choro vir.

Christian apenas me abraçou, esperando que eu me acalmasse um pouco, depois de alguns minutos ele perguntou se eu estava de carro, fazendo-me assentir e entregar a chave para o mesmo. Christian então me conduziu até o meu Volvo e saímos rumo ao hotel que ele se encontrava hospedado.

— Não se preocupe, vida. Nós vamos voltar ao que éramos antes. Basta só a gente se trancar por uma hora no meu quarto de hotel que seremos o Christian e a Ana de antes – ele disse, dando rapidamente um sorriso safado para mim, já voltando a olhar para o trânsito.

— A gente tem que primeiro conversar, amor – comentei e o vi suspirar, profundamente.

— Tudo bem, meu amor.

— Mas antes, vamos passar em minha casa primeiro. Preciso pegar uma muda de roupa, porque estou com essa roupa e essa calcinha desde cedo. O cheiro não deve está dos melhores aqui embaixo – falei, fazendo Christian rir e soltar um “Não me importo com o cheiro, o importante é comer bem gostoso”.


★ ★ ★ ★ ★


Assim que chegamos em casa, Christian resolveu entrar comigo, então subimos em silêncio para o meu quarto, a fim de não acordar os meus pais, pois já passava da onze e meia da noite e ambos costumavam se recolher cedo.

— Eu acho que poderíamos dormir aqui hoje. Sua cama é mais gostosa do que a do hotel – Christian comentou, meio baixo, após se jogar em cima dela.

— Então vamos ficar aqui mesmo, amor. Você trancou o carro? – indaguei, à medida que eu terminava de pegar uma roupa para mim.

— Sim, vida.

— Então eu vou trancar a porta da frente e já volto, ok?

— Ok.

Sai do quarto e fui passar a chave na porta da frente, retornando poucos minutos depois, fechando também a porta do meu quarto. Tomei um banho rápido, depois voltei, enrolada numa toalha, já me sentando na beirada da cama, chamando Christian para conversarmos.

— Vamos falar sobre o quê? – ele inquiriu, então peguei em sua mão e o encarei de lado.

— Eu queria saber porque isso aconteceu com a gente? Porque ficamos tão afastados um do outro? Sem contar as brigas.

— Amor, não é fácil eu ver um cara dando em cima de você, na cara dura e com sua mãe apoiando ainda por cima.

— Eu já te falei um milhão de vezes que eu quero você, amor. Apenas você.

Me levantei e me postei a sua frente, entre suas pernas, segurando seu rosto entre minhas mãos, fazendo ele me encarar nos olhos.

— Eu quero ficar com você, Christian. Não importa o lugar. Pode ser aqui ou em Chicago, debaixo de um teto ou mendigando na rua. Não importa, contanto que você esteja comigo.

— Tudo bem, meu amor.

Sorri.

— E, por favor, não fica sumindo toda vez que a gente brigar. Na verdade, vamos evitar de brigar, né?

— A única briga que eu quero ter a partir de agora é com seu corpo em cima de uma cama – ele disse, subindo sua mão pela lateral da minha perna, já se enfiando debaixo do pano, tocando na minha boceta, fazendo-me rir baixinho.

— Ah é? – indaguei.

— Uhum...

Sorri, me inclinando e o beijando intensamente.

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