quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Solicitação de Amizade - Capítulo 14


CHICAGO - FEVEREIRO DE 2018

ANASTASIA

Era por volta de uma e meia da tarde quando o avião pousou em Chicago. O tempo estava meio nublado, causando-me um certo friozinho gostoso, o oposto do clima em Phoenix, que era sempre ensolarado e um pouco calorento.

Desembarquei e após pegar minha mala na esteira na sala de bagagens, saí do aeroporto, encontrando logo um táxi para poder me levar até o endereço que a mãe do Christian havia me passado.

Grace se encontrava sozinha na casa e a mesma foi um amor de pessoa comigo. Depois que eu deixei a minha mala no quarto do Christian, ela fez questão de esquentar o almoço que a mesma tinha feito para a minha chegada.

— Christian está na academia, Dona Grace? – indaguei à medida que ela colocava um prato de comida à minha frente.

— Não. Ele me disse que ia ter uma festinha na escola que ia durar o dia todo. Acho que é o aniversário do colégio.

— Ah... Então Christian vai chegar só de noite? – perguntei, já experimentando as panquecas recheadas com frango desfiado ao molho cremoso de queijo – Hum... Isso aqui está muito bom.

— Obrigada, meu anjo. Nunca tinha feito esse tipo de panqueca recheada, mas segui umas receitas da internet e ficou muito bom.

— Mais que bom. Ficou maravilhoso!

Ela sorriu, me olhando carinhosamente.

— Acho que vou adicionar esse prato no menu da lanchonete. E por falar nela, preciso ir para lá hoje à tarde, e para deixar vocês dois mais à vontade ainda, eu vou passar a noite lá também.

— Que isso, Dona Grace? Não quero incomodar a senhora não.

— Não me incomoda, filha. Eu quero mesmo que vocês providenciem logo os meus netinhos – ela disse, rindo, fazendo-me rir também – Deixa eu ir. Fique à vontade, minha querida. A casa é sua também, viu? Se quiser repetir, tem mais no forno. Christian deve chegar da escola lá pelas quatro e meia ou cinco horas.

— Tudo bem. Eu vou descansar um pouco até ele chegar – anunciei.

Grace assentiu então me deu um novo abraço, antes de sair, deixando-me sozinha na casa. Depois de comer, lavei a louça que havia sujado e fui dar uma olhada nos porta-retratos espalhados pela sala de estar.

Me diverti ao ver alguns fotos de Christian quando bebê e foi inevitável não pensar em como um filho nosso iria se parecer no futuro. Suspirei, acariciando meu ventre, pedindo a Deus, que me desse logo um lindo neném com a carinha do Christian.

Depois, segui para o quarto dele, tomando um banho, vestindo um short e uma bata folgada, pois mesmo o clima estando um pouco frio lá fora, dentro de casa era outra história. Fechei então as cortinas, devido a janela dar para a rua.
Não quis dormir, pois temia que Christian chegasse mais cedo e eu queria gritar “Surpresa!” para ele, assim que o mesmo entrasse em casa. Então, deixei minha mala no canto do quarto e me deitei na cama dele para assistir TV, já sentindo o seu cheiro no travesseiro ao qual logo o abracei.

As horas passaram e eu estava muito ansiosa e inquieta, então peguei o meu celular e mandei uma mensagem para ele, sorrindo de um jeito travesso à medida que eu esperava a sua resposta.


Oi, meu amor.
Já cheguei aqui no hotel.
Tô no meu quarto.
Você ainda tá no trabalho
ou já tá em casa?


Estou indo pra casa já.
Porque?


Ao ler aquilo, me levantei da cama dele e fui verificar se a casa estava toda trancada, desligando todas as luzes da mesma em seguida, já retornando para o quarto e deitando novamente na cama.


Vamos fazer sexo virtual
hoje à noite, via skype?


Não sei.
Não tô afim não.


Vamos, mozão...
Eu estou com saudades
de ver você. Por favor!


Eu também tô.


Queria mesmo era o seu pau
gostoso, mas me contento só
com meus dedos por enquanto.


Se passaram uns cinco minutos sem ele responder até que de repente, escutei o som de um carro estacionando em frente da casa, então no minuto seguinte, meu celular vibrou com uma mensagem dele.


Cheguei em casa.
Já já te ligo.
Espere um pouco.


Ok, gostoso.
Já estou no notebook e
peladinha aqui na cama.
Não demora!


Ok.


Me levantei da cama e fiquei esperando, parada no meio do quarto, ansiosa. Devido as cortinas estarem fechadas, o lugar se encontrava parcialmente na penumbra, dando-me mais esse elemento surpresa quando Christian adentrou o quarto, meio de cabeça baixa.
— Surpresa! – gritei, assustando-o, quando o mesmo acendeu a luz.

— Caralho! Você está aqui! – ele exclamou feliz, com um enorme sorriso no rosto, então me aproximei rapidamente dele, pulando em seus braços, já enlaçando minhas pernas na sua cintura.

— Sim, meu amor. Estou aqui – falei, acariciando seu rosto, o encarando profundamente.

— Que saudade eu tô de você, vida – Christian comentou, me beijando em seguida.

Sem separar nossos lábios, desenlacei minhas pernas da cintura dele, apoiando novamente no chão.

— Eu também estava. Não consegui mais aguentar de saudade e vim atrás do meu macho gostoso – murmurei, sorrindo, mordendo seu queixo, já recebendo outro beijo.

— Então vamos matar essa saudade?

— Uhum...

Sorri, me afastando um pouco, já mordendo o canto do lábio à medida que eu o via tirar a sua camisa, então assim que ele se livrou dela, o puxei pelo cinto, fazendo Christian rir.

— Saudade de te comer, minha gostosa – ele comentou, me olhando cheio de tesão enquanto eu desfivelava o seu cinto.

— Saudade de ser fodida.

— Eu vou te foder até você pedir arrego. Vou te dá uns tapas nessa bunda tesuda que você tem.

Ri.

— O que mais? – inquiri, abrindo a calça dele, sem desviar os meus olhos dos dele.

— Quero gozar em você inteira. Em sua cara, em seus peitos, em sua boceta. Quero também te chupar muito – Christian disse, já enfiando uma das suas mãos em meu cabelo, puxando-me para um beijo.

— Não esquece da minha boca e da minha bundinha. Quero leitinho nelas também, amor – sussurrei entre nossos lábios.

— Vou comer seu cuzinho bem gostoso, do jeito que você gosta. Vou gozar muito hoje.

— Nós vamos – ressaltei, sorrindo, voltando a beijá-lo.

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