CHRISTIAN
— O jantar está pronto. Vamos comer? – Ana anunciou ao entrar na sala de estar.
— Vamos – o pai dela disse, já olhando para mim e para o tal do Fernando.
Nós três nos levantamos e os dois saíram da sala, conversando, deixando-me um pouco para trás, então puxei Anastasia pela cintura, rodeando-a com meus braços, sorrindo para a minha namorada linda.
— Acho que seu pai gostou de mim, vida. Ele vai me mostrar a coleção de carros dele amanhã – comuniquei, fazendo ela abrir um sorriso.
— Que bom, meu amor. Eu não disse que ia dar tudo certo?
Sorri lhe dando um beijo rápido antes de irmos para a copa e nos sentarmos à mesa, após Ana me apresentar a mãe dela, que me olhou dos pés à cabeça.
— Você trabalha em quê, Christian? – Raymond perguntou à medida que jantávamos.
— Sou professor de Educação Física, personal trainer em uma academia e, às vezes, trabalho à noite na lanchonete da minha mãe.
— Uma lanchonete? – Carla inquiriu, com uma cara de desdém.
— Sim. Ela vai ser minha um dia, então preciso cuidar desde agora do que será meu no futuro, não é mesmo?
— É isso mesmo, filho – Ray afirmou, sorrindo para mim.
— Fernando, querido, quero saber de você agora? Como está? – Carla indagou, me ignorando totalmente, deixando Anastasia com raiva.
— Está bem e muito vivo, mãe – Ana respondeu, grosseiramente e com uma cara de poucos amigos, mas recebendo logo um olhar reprovativo do seu pai.
— Eu estou bem, Sra. Steele, e a cada dia melhorando – ouvi o cara falar enquanto eu voltava a comer.
— E o trabalho?
— Está indo muito bem. Há boatos de que eu e a Aninha vamos ser promovidos.
— Que maravilha!
— Parabéns, amor! – exclamei, dando-lhe um sorriso.
— Meus parabéns, filha! – Raymond a felicitou também.
— Porque não me contou sobre isso, hoje mais cedo? – perguntei, meio baixo, olhando para Anastasia, que deu de ombros.
— Porque é só boatos, amor. Já ouço esses mesmos boatos a anos e nada.
— Mas agora parecem que são verdadeiros, Aninha.
Eu me encontrava bastante incomodado com o cara ficar sempre chamando a Ana de “Aninha”. Que tipo de intimidade era aquela mesmo?
— Tomara.
— Mas me conta, Christian, onde fica a lanchonete da sua mãe aqui em Phoenix?
— Ah... Eu moro em Chicago, Sr. Steele.
— Em Chicago? – ouvi a mãe da Anastasia inquirir bem incrédula.
— Sim. Algum problema, mãe?
— Todos. Onde já se viu namorar a distância? Se nem morando na mesma cidade, às vezes, os namoros não dão certos, imagine longe.
— Carla!
— Não, Raymond. Essa menina não sabe o que está fazendo.
— Isso é um assunto de família e temos convidados à mesa. Depois conversamos sobre isso, ok?
Estava um pouco nervoso e Ana pareceu perceber, pois segurou minha mão por debaixo da mesa e se inclinou, sussurrando para mim um “Está tudo bem, amor”.
— Vocês se conhecem a muito tempo? – Carla perguntou de cara fechada.
— A alguns meses, mãe – Anastasia informou, também de cara fechada para a mãe.
— Nos conhecemos na festa de aniversário da minha prima, que mora aqui na cidade, Sra. Steele – falei.
— Agora o amor acontece de uma hora para outra, é?
Eu iria dizer “Não”, mas Ana soltou logo um “Sim” bem grosso, fazendo os ânimos se exaltarem ainda mais. Todavia, o tal do Fernando quebrou o clima tenso, perguntando se Anastasia iria sair amanhã a noite com o pessoal do trabalho.
— Não. Christian veio passar as férias dele comigo, então vou ficar e curtir muito o meu namorado. Não é, amor?
A encarei, sorrindo.
— Leva-o. Assim ele já conhece todo mundo.
— Se Christian quiser...
— Vamos ver, depois te damos uma resposta – murmurei, olhando para ele, bem sério.
— Christian, amanhã se sobrar um tempo, podemos ir a uma exposição de carros que vai ter aqui na cidade – Raymond comentou, de repente.
— Claro. Eu vou adorar ir. Ana também vai, porque ela precisa aprender um pouquinho sobre isso.
— Eu? Porque?
— Porque sim, meu amor – falei, sorrindo.
— Tudo bem. Eu vou com vocês – Anastasia resmungou, rolando os olhos.
— Aninha adora conversíveis, se não me falha a memória – disse Fernando.
— Sim. Eu acho eles os carros mais lindos do mundo.
— Você tem carro, Christian? – o cara indagou, me olhando de um jeito meio superior.
— Sim. Eu tenho um Jeep Wrangler que eu comprei e uma moto Suzuki SV650x, que herdei do meu pai.
— Eu adoro motos também – anunciou Anastasia, sorrindo para mim.
— O Wrangler é uma bela maquina, filho.
— Eu gosto muito dele, Sr. Steele.
— Faz muito tempo que seu pai faleceu? – Ray me perguntou, fazendo-me suspirar um pouco.
— Não faz muito tempo não. Mais de um ano. Eu e meu pai não tínhamos um bom convívio. Ele traiu a mamãe e então foi embora de casa. Soube da morte dele pelo meu tio, irmão do meu pai.
— Sinto muito, Christian.
— Tudo bem, Sr. Steele.
— Ana, minha filha, já mostrou o quintal ao seu namorado? – Raymond inquiriu.
— Não, pai. Quer dar uma volta lá fora? – ela perguntou, olhando para mim e eu assenti.
Pedimos licença e nos levantamos da mesa, Anastasia então segurou minha mão e me conduziu até o quintal.
— Acho que sua mãe quer o Fernando como genro – comentei, escorando-me na cerca de madeira da varanda.
— E eu quero você, Christian. Minha escolha é a que importa.
Não disse nada, apenas concordei com a cabeça, meio triste, pois eu tinha medo de perdê-la.
— Ei, tá com essa carinha triste, porque?
— Não é nada, meu amor – murmurei, já puxando ela para um abraço, rodeando sua cintura com meus braços – Vai dormir comigo hoje lá no hotel?
— Sim, sim, sim – Ana falou, toda animada, fazendo-me rir.
— Então, vamos?
— Preciso trocar de roupa e pegar minha necessaire e o meu conjunto de dormir.
— Você não vai precisar dele – ressaltei, sorrindo cinicamente.
— Do meu conjunto de dormir?
— Isso mesmo, senhorita. Vamos dormir pelados depois de horas transando.
Ela sorriu, toda safada e me beijou, sussurrando um “Minha boceta já tá meladinha com a ideia”, fazendo-me sorrir. Anastasia então me conduziu de volta para dentro da casa, informando aos pais que iria dormir fora, depois me puxou escada acima, rumo ao quarto dela.
— É nessa cama que você nos imagina? – indaguei, me deitando na mesma enquanto Ana pegava suas coisas.
— Sim, amor – ela disse, já aparecendo na porta do banheiro com uma bolsinha pequena nas mãos e usando um vestido florido bem solto.
Anastasia deixou a necessaire dela sobre a escrivaninha do quarto e veio se jogar na cama, ao meu lado, me fazendo sorrir. Então a puxei para mim, colando nossos corpos e nossas bocas em um beijo intenso.
— Da próxima vez que você vier pra cá, bem que poderia ficar aqui em casa, né? Dormir comigo nessa cama para fazermos várias coisinhas nela.
— Eu adoraria, mas sua mãe claramente não gosta de mim, vida.
— Não liga pra ela não, amor.
— Ligo sim, Ana. Ela basicamente falou na minha cara que não acredita no nosso amor e que eu não posso te dar um futuro bom. Insinuou até que o seu colega de trabalho te daria um futuro muito melhor que eu – rebati, meio emburrado e triste.
— Amor, eu sou simples. Não quero e nunca quis uma mansão com um monte de empregados e uma conta bancária gorda para gastar com futilidades. Eu quero apenas um homem que me ame, me respeite e que me dê uma família – ela murmurou, me dando vários selinhos – E eu encontrei isso em você.
— Eu prometo que você terá tudo isso e muito mais, vida. Ser policial é um bom futuro.
— Meio perigoso, querido, mas eu sempre te apoiarei nos seus sonhos. Quero ver você passando na prova e crescendo dentro do departamento de polícia.
— Te amo muito, sabia? – indaguei, acariciando seu rosto lindo.
— Sabia sim. Eu também te amo muito, meu amor. Já podemos ir? Porque estou louca para ter você em mim de novo.
Sorri.
— Claro, minha taradinha.
— O jantar está pronto. Vamos comer? – Ana anunciou ao entrar na sala de estar.
— Vamos – o pai dela disse, já olhando para mim e para o tal do Fernando.
Nós três nos levantamos e os dois saíram da sala, conversando, deixando-me um pouco para trás, então puxei Anastasia pela cintura, rodeando-a com meus braços, sorrindo para a minha namorada linda.
— Acho que seu pai gostou de mim, vida. Ele vai me mostrar a coleção de carros dele amanhã – comuniquei, fazendo ela abrir um sorriso.
— Que bom, meu amor. Eu não disse que ia dar tudo certo?
Sorri lhe dando um beijo rápido antes de irmos para a copa e nos sentarmos à mesa, após Ana me apresentar a mãe dela, que me olhou dos pés à cabeça.
— Você trabalha em quê, Christian? – Raymond perguntou à medida que jantávamos.
— Sou professor de Educação Física, personal trainer em uma academia e, às vezes, trabalho à noite na lanchonete da minha mãe.
— Uma lanchonete? – Carla inquiriu, com uma cara de desdém.
— Sim. Ela vai ser minha um dia, então preciso cuidar desde agora do que será meu no futuro, não é mesmo?
— É isso mesmo, filho – Ray afirmou, sorrindo para mim.
— Fernando, querido, quero saber de você agora? Como está? – Carla indagou, me ignorando totalmente, deixando Anastasia com raiva.
— Está bem e muito vivo, mãe – Ana respondeu, grosseiramente e com uma cara de poucos amigos, mas recebendo logo um olhar reprovativo do seu pai.
— Eu estou bem, Sra. Steele, e a cada dia melhorando – ouvi o cara falar enquanto eu voltava a comer.
— E o trabalho?
— Está indo muito bem. Há boatos de que eu e a Aninha vamos ser promovidos.
— Que maravilha!
— Parabéns, amor! – exclamei, dando-lhe um sorriso.
— Meus parabéns, filha! – Raymond a felicitou também.
— Porque não me contou sobre isso, hoje mais cedo? – perguntei, meio baixo, olhando para Anastasia, que deu de ombros.
— Porque é só boatos, amor. Já ouço esses mesmos boatos a anos e nada.
— Mas agora parecem que são verdadeiros, Aninha.
Eu me encontrava bastante incomodado com o cara ficar sempre chamando a Ana de “Aninha”. Que tipo de intimidade era aquela mesmo?
— Tomara.
— Mas me conta, Christian, onde fica a lanchonete da sua mãe aqui em Phoenix?
— Ah... Eu moro em Chicago, Sr. Steele.
— Em Chicago? – ouvi a mãe da Anastasia inquirir bem incrédula.
— Sim. Algum problema, mãe?
— Todos. Onde já se viu namorar a distância? Se nem morando na mesma cidade, às vezes, os namoros não dão certos, imagine longe.
— Carla!
— Não, Raymond. Essa menina não sabe o que está fazendo.
— Isso é um assunto de família e temos convidados à mesa. Depois conversamos sobre isso, ok?
Estava um pouco nervoso e Ana pareceu perceber, pois segurou minha mão por debaixo da mesa e se inclinou, sussurrando para mim um “Está tudo bem, amor”.
— Vocês se conhecem a muito tempo? – Carla perguntou de cara fechada.
— A alguns meses, mãe – Anastasia informou, também de cara fechada para a mãe.
— Nos conhecemos na festa de aniversário da minha prima, que mora aqui na cidade, Sra. Steele – falei.
— Agora o amor acontece de uma hora para outra, é?
Eu iria dizer “Não”, mas Ana soltou logo um “Sim” bem grosso, fazendo os ânimos se exaltarem ainda mais. Todavia, o tal do Fernando quebrou o clima tenso, perguntando se Anastasia iria sair amanhã a noite com o pessoal do trabalho.
— Não. Christian veio passar as férias dele comigo, então vou ficar e curtir muito o meu namorado. Não é, amor?
A encarei, sorrindo.
— Leva-o. Assim ele já conhece todo mundo.
— Se Christian quiser...
— Vamos ver, depois te damos uma resposta – murmurei, olhando para ele, bem sério.
— Christian, amanhã se sobrar um tempo, podemos ir a uma exposição de carros que vai ter aqui na cidade – Raymond comentou, de repente.
— Claro. Eu vou adorar ir. Ana também vai, porque ela precisa aprender um pouquinho sobre isso.
— Eu? Porque?
— Porque sim, meu amor – falei, sorrindo.
— Tudo bem. Eu vou com vocês – Anastasia resmungou, rolando os olhos.
— Aninha adora conversíveis, se não me falha a memória – disse Fernando.
— Sim. Eu acho eles os carros mais lindos do mundo.
— Você tem carro, Christian? – o cara indagou, me olhando de um jeito meio superior.
— Sim. Eu tenho um Jeep Wrangler que eu comprei e uma moto Suzuki SV650x, que herdei do meu pai.
— O Wrangler é uma bela maquina, filho.
— Eu gosto muito dele, Sr. Steele.
— Faz muito tempo que seu pai faleceu? – Ray me perguntou, fazendo-me suspirar um pouco.
— Não faz muito tempo não. Mais de um ano. Eu e meu pai não tínhamos um bom convívio. Ele traiu a mamãe e então foi embora de casa. Soube da morte dele pelo meu tio, irmão do meu pai.
— Sinto muito, Christian.
— Tudo bem, Sr. Steele.
— Ana, minha filha, já mostrou o quintal ao seu namorado? – Raymond inquiriu.
— Não, pai. Quer dar uma volta lá fora? – ela perguntou, olhando para mim e eu assenti.
Pedimos licença e nos levantamos da mesa, Anastasia então segurou minha mão e me conduziu até o quintal.
— Acho que sua mãe quer o Fernando como genro – comentei, escorando-me na cerca de madeira da varanda.
Não disse nada, apenas concordei com a cabeça, meio triste, pois eu tinha medo de perdê-la.
— Ei, tá com essa carinha triste, porque?
— Não é nada, meu amor – murmurei, já puxando ela para um abraço, rodeando sua cintura com meus braços – Vai dormir comigo hoje lá no hotel?
— Sim, sim, sim – Ana falou, toda animada, fazendo-me rir.
— Então, vamos?
— Preciso trocar de roupa e pegar minha necessaire e o meu conjunto de dormir.
— Você não vai precisar dele – ressaltei, sorrindo cinicamente.
— Do meu conjunto de dormir?
— Isso mesmo, senhorita. Vamos dormir pelados depois de horas transando.
Ela sorriu, toda safada e me beijou, sussurrando um “Minha boceta já tá meladinha com a ideia”, fazendo-me sorrir. Anastasia então me conduziu de volta para dentro da casa, informando aos pais que iria dormir fora, depois me puxou escada acima, rumo ao quarto dela.
— É nessa cama que você nos imagina? – indaguei, me deitando na mesma enquanto Ana pegava suas coisas.
— Sim, amor – ela disse, já aparecendo na porta do banheiro com uma bolsinha pequena nas mãos e usando um vestido florido bem solto.
Anastasia deixou a necessaire dela sobre a escrivaninha do quarto e veio se jogar na cama, ao meu lado, me fazendo sorrir. Então a puxei para mim, colando nossos corpos e nossas bocas em um beijo intenso.
— Da próxima vez que você vier pra cá, bem que poderia ficar aqui em casa, né? Dormir comigo nessa cama para fazermos várias coisinhas nela.
— Eu adoraria, mas sua mãe claramente não gosta de mim, vida.
— Não liga pra ela não, amor.
— Ligo sim, Ana. Ela basicamente falou na minha cara que não acredita no nosso amor e que eu não posso te dar um futuro bom. Insinuou até que o seu colega de trabalho te daria um futuro muito melhor que eu – rebati, meio emburrado e triste.
— Amor, eu sou simples. Não quero e nunca quis uma mansão com um monte de empregados e uma conta bancária gorda para gastar com futilidades. Eu quero apenas um homem que me ame, me respeite e que me dê uma família – ela murmurou, me dando vários selinhos – E eu encontrei isso em você.
— Eu prometo que você terá tudo isso e muito mais, vida. Ser policial é um bom futuro.
— Meio perigoso, querido, mas eu sempre te apoiarei nos seus sonhos. Quero ver você passando na prova e crescendo dentro do departamento de polícia.
— Te amo muito, sabia? – indaguei, acariciando seu rosto lindo.
— Sabia sim. Eu também te amo muito, meu amor. Já podemos ir? Porque estou louca para ter você em mim de novo.
Sorri.
— Claro, minha taradinha.

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