CHRISTIAN
Depois que Ana respondeu a minha mãe, a mesma não a provocou mais. Provavelmente, ela deve ter ficado sem saber o que falar, pois nenhuma das minhas outras esposas e namoradas nunca a havia enfrentado daquele jeito. Espero que isso faça com que minha mãe veja que a Anastasia é diferente e que comece também a respeitá-la de uma vez por todas.
Após terminarmos de tomar o nosso café da manhã, nos despedimos da minha mãe e fomos para frente da mansão, onde Duquesa e Sultão já se encontravam devidamente selados à nossa espera. Assim que Ana viu a égua, já se aproximou dela, passando a mão na lateral da Duquesa, alisando seu belo e escovado pelo marrom, subindo para a crina loira da mesma.
— Qual é o nome dele? – Anastasia inquiriu, assim que eu parei perto dela.
— Dela – a corrigi e Ana me olhou – É uma égua. Ela se chama Duquesa e é uma das éguas que eu mais gosto, assim como o Sultão ali.
Anastasia sorriu, já dando um “Oi” para sua égua, acariciando o focinho da mesma, antes de se preparar para subir.
— Vamos? – indaguei, quando estávamos ambos sobre nossos cavalos.
Ela assentiu então saímos lado a lado, com a Duquesa e o Sultão caminhando devagar. Nossa primeira parada foi para ver a égua que havia parido na noite anterior. Ana acabou tirando uma foto da Imperatriz e do potrinho dela.
Então perguntei se a mesma queria batizar ele e Anastasia aceitou, batizando o potrinho de Thor. Depois que saímos do estábulo, levei ela para conhecer o resto dos instalações do Haras.
Ana gostou bastante e notei que ela se sentia em casa, conversando comigo de modo natural sobre as coisas da fazenda. Minhas outras namoradas nunca ficavam interessadas, elas só queriam saber de ficar mais na piscina, tomando sol e tirando fotos.
Estava se tornando maravilhoso namorar com uma mulher que possuía os mesmos interesses que os seus e logo a ideia de um futuro quinto casamento em minha vida passou pela minha cabeça como um sussurro soprado pelo vento que nos rodeava à medida que voltávamos para a mansão para almoçarmos.
Mas, logo descartei a ideia porque seria muita maldade demais da minha parte casar com a Anastasia e privá-la de ter uma família e, principalmente, de ser mãe no futuro. Todavia, eu iria fazer esse namoro durar muito mais tempo do que estou acostumado.
Sempre namorei o tempo que as Sugar Babies precisavam para se tornar independente financeiramente, seguindo os sonhos delas o que não durava muito. Minha intenção com a Ana era essa, mas a conhecendo melhor esses dias e vendo que nossos interesses se combinavam, a companhia dela passou a ser algo que eu queria por mais tempo.
Então eu ia financiá-la por todo o período da faculdade dela e ainda a ajudaria com a clínica que a mesma queria montar na sua cidade natal. Assim que chegássemos em casa, eu iria ligar para um dos meus homens de confiança para que o mesmo fosse sondar logo alguns lugares bons para ser a clínica da Anastasia.
De longe vi um carro conhecido parado em frente a casa. Suspirei contrariado ao perceber que era o veículo da Denise. Com certeza, foi a minha mãe que devia ter armado isso. Eu deveria ter desconfiado que ela ia dar algum jeito para revidar o afrontamento da Ana.
— Se prepare, querida. Minha mãe vai ficar mais irritante com você agora – alertei, assim que descemos dos cavalos.
— Porque?
— Denise está aqui – informei, indicando o carro perto de nós e ela pareceu entender a situação.
Adentramos na casa de mãos dadas e logo vi na sala de estar, Denise sentada no sofá conversando com a minha mãe, mas nem consegui dar um passo até elas, pois escutei a voz de Freya vindo do alto da escada.
— E aí, cowboy!
Sorri, vendo-a descer.
— Oi, potrinha – falei, já a abraçando – Chegou cedo. Não era só mais tarde que você ia chegar?
— Sim, pai. Mas meu voo foi antecipado daí encontrei com a tia Denise no meu voo de conexão e ela me deu carona até aqui, já que a mesma estava vindo falar com o senhor. Aí que saudade que estava do meu paizinho lindo.
Freya me deu outro abraço apertado e se desvencilhou um pouco, já olhando de forma curiosa para Anastasia, então as apresentei. Minha filha mais nova sempre se deu bem com as minhas namoradas, ou pelo menos sempre aparentou se dar bem, então fiquei feliz que com a Ana tinha ocorrido tudo bem também.
— É um prazer te conhecer – Freya disse ao terminar de abraçar a Anastasia.
— O prazer é meu. Espero que não se importe por seu pai está me namorando.
— Relaxa. Eu sou de boa com isso. O importante é meu pai está feliz – minha filha comentou, me abraçando de lado – Mas toma cuidado com a minha irmã do meio, porque ela é chef de cozinha então a Faithe sabe usar muito bem uma faca, se você magoar o nosso pai, viu?
Não me aguentei e ri.
— Deixa de botar medo na Anastasia, potrinha – falei, fazendo as duas rirem também.
Logo Denise se aproximou de nós e nos cumprimentou, então a apresentei para Ana também. Ambas foram simpáticas uma com a outra, trocando beijos nos rostos até.
— Cuida bem desse homem, viu? Christian tem um coração de ouro – Denise disse, sorrindo para Anastasia.
— Pode deixar que eu vou cuidar bem dele sim.
— Já está cuidando, minha flor – informei, dando um selinho nela.
— Christian, não queria interromper seu dia com sua namorada, mas eu preciso de uns minutinhos com você. É sobre um cavalo que meu marido ganhou.
Assenti então Ana pediu licença, informando que ela iria tentar entrar em contato com a amiga dela enquanto eu conversava com a Denise. Depois ela se afastou, tirando o celular do bolso da calça, indo para a sala de refeições.
— Eu gostei dela, Christian. É diferente das outras.
— Eu também, tia. As outras eram meio dondocas – minha filha falou, rindo.
— Aí, vocês, viu?
— Ih, eu já ia esquecendo de te dar os parabéns, Christian. Você vai ser avó de novo – Denise murmurou, sorrindo.
— Poxa, tia. Como você descobriu se eu nem contei ainda para ninguém?
Olhamos para Freya na mesma hora com caras de espanto.
— Eu estava falando da sua irmã Faithe. Você está grávida também?
— Eu? Eu não disse nada não. Vocês que estão ouvindo coisas demais – minha filha falou e já se virou, indo para o rumo da escada.
— Freya... – a chamei em tom sério e a mesma voltou para perto de nós, fazendo um bico.
— Está bem. Eu estou grávida de dois meses. Por isso que adiantei o término do meu Au Pair.
Eu ia perguntar como tinha acontecido aquilo, mas minha mãe se aproximou de nós.
— Isso que dar deixar essa menina solta pelo mundo. Está aí, grávida e sozinha.
— É produção acidental independente, vó.
— Na minha época, isso era errado.
— Vozinha, sua época era no tempo dos dinossauros. Relaxa que eu dou conta de criar um filho sozinha.
— Espero mesmo, viu dona Freya?
De repente, vi Anastasia retornar com um semblante preocupado.
— Aconteceu alguma coisa? – inquiri e ela me encarou.
— Minha amiga não atende o telefone dela. Estou ficando muito preocupada, porque ela ia sair com um Sugar Daddy do site ontem. Acho que eu vou voltar para casa para ver se está tudo bem com ela. Desculpe não poder ficar o final de semana todo.
— Está tudo bem, minha flor. Vá ver se sua amiga está bem.
— Obrigada, querido.
Ana subiu às pressas para o quarto então minha mãe e Freya foram para a sala de refeições para almoçarem enquanto que eu preferi ficar na sala de estar conversando com a Denise sobre o tal cavalo. Minutos depois, Anastasia desceu com sua mala então pedi licença para Denise e acompanhei a Ana até o seu carro.
— Se houver qualquer coisa, me ligue. Tudo bem?
— Ok. Tchau, querido.
— Tchau, minha flor de laranjeira.
Trocamos um beijo terno, antes dela entrar no veículo e ir embora.

Gosto muito de suaa história
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