quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

My Sugar Daddy - Capítulo 09


ANASTASIA


Já era por volta de uma da manhã quando retornamos para a mansão, e como não tínhamos jantado, nem nada do tipo, Christian disse que ia preparar alguma coisa para comermos enquanto eu tomava um banho.

Deixei ele então na cozinha e subi para a suíte dele. Assim que saí do banheiro, minutos depois, já vestida no meu pijama de dormir, vi Christian adentrar o quarto com uma bandeja com algumas frutas, vinho e outras coisas, e colocá-la sobre a mesinha de centro da sala de estar existente ali.

— Eu trouxe duas taças de vinho, algumas torradas, fatias de presunto e salame defumado, frutas variadas e fondue, tanto de chocolate quanto de queijo, porque eu não me atentei em te perguntar qual era o seu preferido. Você gosta mais do de queijo ou do de chocolate, minha linda? – ele indagou, me encarando à medida que me aproximava devagar.

— Eu nunca comi isso aí para falar a verdade – confidenciei e Christian me olhou surpreso, antes de sorrir e me puxar gentilmente pela cintura, levando meu corpo para perto do dele.

O mesmo então depositou um beijo na lateral da minha testa e o senti cheirar o meu cabelo.

— Hum... Flor de laranjeira – ele murmurou dando um sorriso e eu assenti.

— É o cheiro do shampoo e do condicionador que eu uso. A propósito... Eu usei o secador que estava no seu banheiro, porque não queria dormir com o cabelo molhado. Espero que não se importe.

— Eu comprei ele mesmo para você usar, minha flor de laranjeira.

Sorri, meio boba pelo novo jeito que Christian me chamava, então me sentei no sofá e peguei uma das taças de vinho, enquanto ele alimentava mais o fogo da lareira, deixando o quarto um clima agradável.

— Está querendo me deixar bêbada? – inquiri em tom de brincadeira, indicando a taça que se encontrava quase cheia.

Christian riu e negou com um aceno de cabeça, antes de se aproximar.

— Não tinha espaço para a garrafa então dividi todo o vinho nas duas taças – ele comentou pegando uma uva do cacho e levando a boca, comendo-a – Vou tomar um banho rápido e já venho. Não termine sua taça antes de eu voltar – Christian sussurrou, se inclinando um pouco e me dando um selinho.

Assenti, sorrindo, e o vi se encaminhar para o banheiro. Fiquei ali bebericando devagar o meu vinho à medida que eu escutava a zuada do chuveiro ligado, devido ele ter deixado a porta meio entreaberta.

Logo me peguei imaginando nós dois tomando um banho juntos e transando gostoso sob o chuveiro. Tais pensamentos me deixaram bastante tentada em ir até lá. Todavia, decidi não ir, desviando o meu olhar que se encontrava fixo na direção do banheiro.

Eu já tinha tomado o meu banho então não queria molhar o meu cabelo de novo. Mas, amanhã ou domingo, eu iria surpreender o Christian quando o mesmo fosse banhar. Sorrindo de meus próprios pensamentos, peguei algumas uvas e comecei a comê-las uma a uma.

Depois de alguns minutos, o vi sair do banheiro, fazendo-me encará-lo meio que hipnotizada enquanto o mesmo, enrolado apenas com a toalha em volta do seu quadril, se dirigia para onde ficava o closet. Segundos depois, ele retornou ao quarto, usando só a calça xadrez do seu pijama.

— Que bom que me esperou – Christian comentou, já pegando a outra taça de vinho e se sentando ao meu lado – Se quiser comer assistindo algum filme, podemos ir para a sala de TV da mansão.

— A última vez que você me chamou para assistir a um filme, acabamos nem sequer prestando atenção nele – murmurei, fazendo com que ele risse.

— Verdade.

— Não que tenha sido uma péssima ideia, muito pelo ao contrário, eu adoraria sempre assistir filmes com você e ser distraída daquele modo. Mas estou um pouco cansada para transar agora – complementei, sorrindo e Christian assentiu.

Começamos a comer e a conversar sobre o que íamos fazer no dia seguinte então em determinado momento, eu voltei o assunto para a família dele.

— Seus filhos moram em Dallas também? – inquiri, já abrindo a boca para que Christian colocasse um pedacinho de banana envolto com chocolate – Obrigada.

Ele sorriu e também se serviu de mais fondue antes de responder a minha pergunta.

— Theo mora em Austin com a esposa dele e os dois filhos, porque ele cuida de uma filial da empresa que tem lá. Faithe mora em Roma e é chef de seu próprio restaurante. Eu vou te levar lá assim que der, para você visitar o lugar.

— Ok.

— Já minha caçula estava fazendo Au Pair em Amsterdam, mas ela chega amanhã de tarde. Freya é a única que ainda mora comigo, mas ela gosta mais de está rodando o mundo, descobrindo novas coisas e aprendendo novas línguas.

— Deve ser bom viajar assim direto.

— Sim. E pode se programar, porque pelo menos uma vez por mês iremos retirar um final de semana e viajar para algum destino exótico ou de sua escolha, minha flor de laranjeira – Christian falou, beijando meu ombro por sobre a minha blusa, antes de beber mais um pouco de vinho.

— E o que eles acham de seus namoros com mulheres mais jovens?

— Bom, eles não devem achar nada, meu anjo. A vida é minha e só cabe a mim decidir como vivê-la. Além dos três estarem criados já, então meus namoros não interferem na vida deles. Agora se eles fossem pequenos, aí sim eu ficaria preocupado em ouvir a opinião dos três.

— Tudo bem. Só perguntei porque fiquei um pouco nervosa em pensar que posso ser destratada por eles quando os mesmos me conhecerem.

Christian segurou o meu queixo de leve, me fazendo encará-lo.

— Não fique nervosa com isso, minha flor de laranjeira. Nenhum dos três vai te destratar. Eu prometo. E se chegarem a fazer isso, irei puxar a orelha de cada um deles e os colocarei de castigo – ele informou, fazendo-me rir.

Aproximei meu rosto do de Christian e rocei meus lábios nos deles, antes de beijá-lo, mas logo me desvencilhei do mesmo antes que derrubássemos nossas taças de vinho sobre nós mesmos. Terminamos de comer e enquanto Christian desceu para deixar a bandeja na cozinha, eu aproveitei e escovei os meus dentes.

Depois me dirigi para a cama e fiquei o esperando, que após alguns minutos retornou foi ao banheiro e veio para a cama. Fiquei meio sem saber como reagir à medida que ele se deitava, se a gente iria dormir cada um no seu lado ou não.

Todavia, Christian me chamou para dormir abraçada à ele e assim o fiz, me aconchegando em seus braços e repousando minha cabeça em seu peito.


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