ANASTASIA
Passei a manhã toda e um pedaço da tarde pensando no perfil que havia me mandado mensagem. Nenhum dos que eu havia entrado em contato na noite anterior não tinha ainda me retornado, então resolvi arriscar com aquele mesmo.
Mandei um “Oi” para ele, já informando também que eu havia gostado do seu perfil. Fui realmente sincera, mesmo com uma diferença gritante de 33 anos de idade comigo, olhando bem o perfil do Sr. Grey, ele até que era charmoso, mesmo sendo grisalho.
Não tinha muita informação sobre o que o Sr. Grey fazia, apenas dizia que era empresário. Na descrição sobre o que procuramos estava escrito que ele se encontrava a procura de uma bela companhia disposta a fazer viagens, conversar e receber muitos mimos.
“Com certeza é daqueles que não procuram por sexo, até porque também, né? Com 53 anos, não deve levantar nem defunto, coitado.”
Acabei rindo sozinha do meu pensamento, mas logo um cliente se aproximou do balcão, então fui atendê-lo. Após o rapaz ir embora, peguei meu celular que havia vibrado no bolso da minha calça enquanto passava a compra do cliente. Era uma nova mensagem do Sr. Grey.
Que bom.
Aceita jantar comigo essa noite?
Aceitei ao convite dele, então o mesmo me propôs de jantarmos no Pappas Bros. Steakhouse, um restaurante bem luxuoso, diga-se de passagem, e que graças a Deus o mesmo ficava só a dez minutos a pé do campus da faculdade.
Ele também quis me buscar, perguntando onde eu morava, mas preferi dizer que o encontrava lá no restaurante e o mesmo aceitou, marcando nosso jantar para às 19:45hs.
Às 19:15hs já me encontrava arrumada. Kate ainda não havia chegado do trabalho, mas mesmo assim mandei mensagem para ela, avisando onde eu iria e com quem estaria, caso acontecesse algo comigo. Me sentei no sofá e fiquei ali pensando sobre esse encontro, esperando a hora para eu sair.
Quando deu 19:30hs em meu relógio, fechei o apartamento e saí a pé, andando devagar, mesmo eu estando muito ansiosa por dentro. Minutos depois, cheguei ao restaurante e entrei, me dirigindo até o maître que estava em pé, atrás de um balcão de madeira.
— Boa noite, senhorita. Qual é o nome da sua reserva?
— Boa noite. Ah... Eu vim me encontrar com o Sr. Grey. Ele já está aí? – indaguei, meio nervosa, pois eu nunca tinha ido em um restaurante chique como aquele.
O maître assentiu, já pedindo que eu o seguisse. O lugar estava parcialmente lotado, mas o homem me conduziu para o segundo andar, até o terraço, onde provavelmente era uma área mais privada, já que as mesas ali eram bem mais afastadas uma da outra do que as de dentro do restaurante.
— Com licença, Sr. Grey. Sua convidada chegou – o maître disse, fazendo com que o homem à mesa baixasse um livro preto que ele olhava e erguesse o olhar para nós.
O Sr. Grey pessoalmente era bem mais charmoso do que na foto que estava em seu perfil. O cabelo grisalho era num tom de cinza que variava entre o médio e o mais escuro, já sua barba, era de tonalidade um pouco mais clara e levemente aparada. Ele se levantou dando um sorriso simpático e agradeceu o maître à medida que entregava o livro preto para ele.
— Pedirei para o garçom vir atendê-los.
— Obrigado, Jeff.
— O senhor já decidiu qual vinho irá tomar?
— Você tem alguma preferência? – o Sr. Grey perguntou, me encarando e eu só consegui negar com um aceno de cabeça – Tudo bem. Jeff, traga o melhor vinho do porto que vocês tiverem.
— Sim, senhor. Com licença – murmurou o maître, já nos deixando a sós.
— Prazer em te conhecer, Anastasia – o Sr. Grey falou, repousando sua mão de leve na lateral da minha cintura enquanto se inclinava um pouco e beijava o meu rosto.
“Nossa! Como ele é cheiroso” pensei quando o mesmo se afastou.
— O prazer é todo meu, Sr. Grey – respondi e sorri meio timidamente.
— Vamos nos sentar?
Assenti, então ele fez questão de puxar a cadeira para mim, ajeitando-a assim que eu me sentei, ao qual logo o agradeci.
— Então... Me fala um pouco mais do senhor – pedi, assim que ele se acomodou em sua cadeira à minha frente.
— Não precisa ser tão formal, Anastasia. Me chame apenas de Christian.
— Tudo bem. Então me chame de Ana. É mais prático e curto do que Anastasia.
Ele sorriu, assentindo. De repente, um garçom apareceu nos dando “Boa noite”, já servindo um pouco de vinho e deixando um menu com cada um dos dois.
— Nossa... São tantas opções de pratos que nem sei o que escolher – murmurei baixo, à medida que olhava admirada o cardápio.
— O que nos aconselha? – ouvi Christian falar então ergui meu olhar, percebendo que ele se encontrava falando com o garçom.
— A lagosta gratinada acompanhada com purê de batata, filé mignon ao molho e aspargos cozidos ao vapor é o prato mais pedido dessa noite, senhor. O chef está sendo muito elogiado por ele.
Christian me encarou, sorrindo, e eu sorri de volta, então ele olhou novamente para o garçom.
— Iremos querer esse então.
O rapaz pediu licença após pegar os menus e saiu.
— Você é nova nisso, não é mesmo?
— Nisso o quê? – indaguei, bebendo um pouquinho de vinho.
— Em ser uma Sugar Baby.
— Porque? Eu não pareço uma?
Christian riu.
— Sinceramente, não. Geralmente as Sugar Babies com quem saio e namoro são mais decididas e fazem de tudo para me agradar no primeiro encontro, que normalmente envolve perguntas delas como “Quantas vezes você espera me ver? Qual é o seu orçamento mensal para namoradas? Você compra apenas presentes ou fornece mais um tipo de mesada todo mês? E qual seria o valor dessa mesada?” e algumas já dizem até o valor de quanto querem receber mensalmente.
— Nossa! – exclamei, chocada com aquilo, dando um outro gole de vinho – Eu sou nova nisso sim. Na verdade, eu nem conhecia esse mundo até ontem então não sei como fazer isso. Como vocês fazem?
— Cada Sugar Daddy tem o seu jeito, Ana. O meu, eu gosto de ter esse primeiro encontro para avaliar junto com a Sugar Baby se o que eu posso oferecer à ela é aceitável para a mesma e vice-versa. Muitos preferem ter mais encontros para ter certeza do namoro, mas eu prefiro ter só um mesmo.
— Tudo bem. Então quer dizer que estamos namorando já? – inquiri, fazendo ele sorrir.
— Depende. Eu preciso saber o que você deseja de um namoro Sugar? Pode ser sincera comigo, Ana.
Assenti.
— Olha, Christian... Eu nunca namorei alguém assim tão velho como você. Não que você não seja atraente. Você é muito atraente. Até me surpreendi ao te ver... – eu falava, meio rápido, sentindo meu rosto queimar envergonhada.
— Ana, se acalme. Respire fundo e beba um pouco de vinho. Não precisa ficar nervosa.
Concordei com cabeça e fiz o que ele havia pedido. Nossos pratos logo chegaram então começamos a comer, e isso foi me acalmando mais, ou talvez tenha sido apenas o vinho fazendo efeito em meu corpo.
Passei a manhã toda e um pedaço da tarde pensando no perfil que havia me mandado mensagem. Nenhum dos que eu havia entrado em contato na noite anterior não tinha ainda me retornado, então resolvi arriscar com aquele mesmo.
Mandei um “Oi” para ele, já informando também que eu havia gostado do seu perfil. Fui realmente sincera, mesmo com uma diferença gritante de 33 anos de idade comigo, olhando bem o perfil do Sr. Grey, ele até que era charmoso, mesmo sendo grisalho.
Não tinha muita informação sobre o que o Sr. Grey fazia, apenas dizia que era empresário. Na descrição sobre o que procuramos estava escrito que ele se encontrava a procura de uma bela companhia disposta a fazer viagens, conversar e receber muitos mimos.
“Com certeza é daqueles que não procuram por sexo, até porque também, né? Com 53 anos, não deve levantar nem defunto, coitado.”
Acabei rindo sozinha do meu pensamento, mas logo um cliente se aproximou do balcão, então fui atendê-lo. Após o rapaz ir embora, peguei meu celular que havia vibrado no bolso da minha calça enquanto passava a compra do cliente. Era uma nova mensagem do Sr. Grey.
Que bom.
Aceita jantar comigo essa noite?
Aceitei ao convite dele, então o mesmo me propôs de jantarmos no Pappas Bros. Steakhouse, um restaurante bem luxuoso, diga-se de passagem, e que graças a Deus o mesmo ficava só a dez minutos a pé do campus da faculdade.
Ele também quis me buscar, perguntando onde eu morava, mas preferi dizer que o encontrava lá no restaurante e o mesmo aceitou, marcando nosso jantar para às 19:45hs.
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Às 19:15hs já me encontrava arrumada. Kate ainda não havia chegado do trabalho, mas mesmo assim mandei mensagem para ela, avisando onde eu iria e com quem estaria, caso acontecesse algo comigo. Me sentei no sofá e fiquei ali pensando sobre esse encontro, esperando a hora para eu sair.
— Boa noite, senhorita. Qual é o nome da sua reserva?
— Boa noite. Ah... Eu vim me encontrar com o Sr. Grey. Ele já está aí? – indaguei, meio nervosa, pois eu nunca tinha ido em um restaurante chique como aquele.
O maître assentiu, já pedindo que eu o seguisse. O lugar estava parcialmente lotado, mas o homem me conduziu para o segundo andar, até o terraço, onde provavelmente era uma área mais privada, já que as mesas ali eram bem mais afastadas uma da outra do que as de dentro do restaurante.
— Com licença, Sr. Grey. Sua convidada chegou – o maître disse, fazendo com que o homem à mesa baixasse um livro preto que ele olhava e erguesse o olhar para nós.
O Sr. Grey pessoalmente era bem mais charmoso do que na foto que estava em seu perfil. O cabelo grisalho era num tom de cinza que variava entre o médio e o mais escuro, já sua barba, era de tonalidade um pouco mais clara e levemente aparada. Ele se levantou dando um sorriso simpático e agradeceu o maître à medida que entregava o livro preto para ele.
— Pedirei para o garçom vir atendê-los.
— Obrigado, Jeff.
— O senhor já decidiu qual vinho irá tomar?
— Você tem alguma preferência? – o Sr. Grey perguntou, me encarando e eu só consegui negar com um aceno de cabeça – Tudo bem. Jeff, traga o melhor vinho do porto que vocês tiverem.
— Sim, senhor. Com licença – murmurou o maître, já nos deixando a sós.
— Prazer em te conhecer, Anastasia – o Sr. Grey falou, repousando sua mão de leve na lateral da minha cintura enquanto se inclinava um pouco e beijava o meu rosto.
“Nossa! Como ele é cheiroso” pensei quando o mesmo se afastou.
— O prazer é todo meu, Sr. Grey – respondi e sorri meio timidamente.
— Vamos nos sentar?
Assenti, então ele fez questão de puxar a cadeira para mim, ajeitando-a assim que eu me sentei, ao qual logo o agradeci.
— Então... Me fala um pouco mais do senhor – pedi, assim que ele se acomodou em sua cadeira à minha frente.
— Não precisa ser tão formal, Anastasia. Me chame apenas de Christian.
— Tudo bem. Então me chame de Ana. É mais prático e curto do que Anastasia.
Ele sorriu, assentindo. De repente, um garçom apareceu nos dando “Boa noite”, já servindo um pouco de vinho e deixando um menu com cada um dos dois.
— Nossa... São tantas opções de pratos que nem sei o que escolher – murmurei baixo, à medida que olhava admirada o cardápio.
— O que nos aconselha? – ouvi Christian falar então ergui meu olhar, percebendo que ele se encontrava falando com o garçom.
— A lagosta gratinada acompanhada com purê de batata, filé mignon ao molho e aspargos cozidos ao vapor é o prato mais pedido dessa noite, senhor. O chef está sendo muito elogiado por ele.
Christian me encarou, sorrindo, e eu sorri de volta, então ele olhou novamente para o garçom.
— Iremos querer esse então.
O rapaz pediu licença após pegar os menus e saiu.
— Você é nova nisso, não é mesmo?
— Nisso o quê? – indaguei, bebendo um pouquinho de vinho.
— Em ser uma Sugar Baby.
— Porque? Eu não pareço uma?
Christian riu.
— Sinceramente, não. Geralmente as Sugar Babies com quem saio e namoro são mais decididas e fazem de tudo para me agradar no primeiro encontro, que normalmente envolve perguntas delas como “Quantas vezes você espera me ver? Qual é o seu orçamento mensal para namoradas? Você compra apenas presentes ou fornece mais um tipo de mesada todo mês? E qual seria o valor dessa mesada?” e algumas já dizem até o valor de quanto querem receber mensalmente.
— Nossa! – exclamei, chocada com aquilo, dando um outro gole de vinho – Eu sou nova nisso sim. Na verdade, eu nem conhecia esse mundo até ontem então não sei como fazer isso. Como vocês fazem?
— Cada Sugar Daddy tem o seu jeito, Ana. O meu, eu gosto de ter esse primeiro encontro para avaliar junto com a Sugar Baby se o que eu posso oferecer à ela é aceitável para a mesma e vice-versa. Muitos preferem ter mais encontros para ter certeza do namoro, mas eu prefiro ter só um mesmo.
— Tudo bem. Então quer dizer que estamos namorando já? – inquiri, fazendo ele sorrir.
— Depende. Eu preciso saber o que você deseja de um namoro Sugar? Pode ser sincera comigo, Ana.
Assenti.
— Olha, Christian... Eu nunca namorei alguém assim tão velho como você. Não que você não seja atraente. Você é muito atraente. Até me surpreendi ao te ver... – eu falava, meio rápido, sentindo meu rosto queimar envergonhada.
— Ana, se acalme. Respire fundo e beba um pouco de vinho. Não precisa ficar nervosa.
Concordei com cabeça e fiz o que ele havia pedido. Nossos pratos logo chegaram então começamos a comer, e isso foi me acalmando mais, ou talvez tenha sido apenas o vinho fazendo efeito em meu corpo.

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ResponderExcluirJá gostando da história.
Ahhhh eu queria e tudo com meu sugar daddy delícia 😂😂😂😂😂
ResponderExcluirkkkkkkk Todas queriam.
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