ANASTASIA
— Que droga! Mais uma conta... – ouvi Kate resmungar do pequeno hall de entrada do nosso apartamento, localizado dentro do campus da Universidade de Dallas.
Apenas suspirei desanimada, pegando dois copos de macarrão instantâneo no armário e colocando sobre a bancada ao lado do fogão, esperando a água terminar de ferver.
Hoje estava fazendo um ano que eu havia deixado o rancho da minha família em Great Falls, no estado de Montana, e vindo para Dallas, a fim de cursar Medicina Veterinária em uma das faculdades mais renomadas daqui.
Tudo esse sacrifício de me afastar da minha família por longo período de tempo, porque eu queria dar um futuro melhor para os meus pais, minha irmã mais velha e, principalmente, para a minha irmãzinha mais nova que possuía Síndrome de Down.
O pouco de dinheiro que meus pais tinham, os mesmos investiram em mim, dando-me uma quantia que fosse o suficiente para eu vir para Dallas, achar um apartamento pequeno para morar e me sustentar por no máximo três meses.
Todavia, após o primeiro mês, eu já saí à procura de um emprego para poder me sustentar nesses anos de faculdade. Devido a minha experiência com o campo, eu consegui um emprego de meio expediente como atendente de uma loja agropecuária.
Conheci a Kate há dez meses, quando o meu aluguel aumentou então tive que procurar outro lugar para morar. Kate havia colocado no quadro de anúncios da faculdade que estava à procura de alguém para dividir as despesas de um apartamento, e eu vi a oportunidade perfeita.
Ficamos muito amigas desde então. Ela cursava Administração e também trabalhava meio período como garçonete numa lanchonete próxima ao campus. A gente só conseguia se encontrar à noite, onde eu preparava alguma coisa, pois sempre amei estar inventando comidas novas.
Mas, nesses últimos meses, nós duas vínhamos comendo apenas macarrão instantâneo, porque nossa situação financeira se encontrava bem feia devido o aumento de livros, apostilas e materiais que precisávamos comprar para os nossos cursos.
Então, o nosso já quase escasso dinheiro, mal dava para pagar as contas e comprar os materiais das aulas. Sempre ficávamos no vermelho, devendo uma ou duas contas todo mês.
— Tô cansada disso tudo. De contas e mais contas chegando – murmurou Kate aborrecida, aparecendo na cozinha – E de macarrão instantâneo também – ela complementou fazendo careta.
— Eu também estou enjoada de comer só isso, amiga – comentei despejando a água nos copos – Mas é o que dar para comprar.
— A gente tem que achar um jeito de ganhar mais dinheiro, pois senão nem macarrão mais vamos poder comprar daqui uns dias.
— E vamos fazer o quê? Já tentamos pedir um aumento para os nossos chefes, mas sem trabalhar em tempo integral eles não aceitam.
Kate suspirou.
— Vamos fazer o seguinte. Essa noite e amanhã ao longo do dia, cada uma pensa em alguma coisa, nem que seja vender brigadeiro na faculdade ou revender coisas, daí a gente anota cada ideia e amanhã à noite nos sentamos e analisamos todas que tivemos, ok?
Minha amiga assentiu, já pegando o copo dela de macarrão e começando a comer à medida que conversávamos sobre o nosso dia.
Acordei bem mais cedo do que o de costume e dei uma nova revisada na matéria que eu iria ter prova hoje. Depois me arrumei, olhei na minha carteira para ver se eu tinha algum dinheiro para comprar pelo menos um bolinho no refeitório da faculdade mais tarde, mas não havia nada.
“Vou passar o dia com fome de novo. Que droga!” pensei, frustrada, já pegando minha bolsa e saindo do quarto, dando um “Bom dia” alto para Kate que se encontrava no banheiro, banhando.
Depois saí do apartamento, trancando a porta com a minha chave.
Me encontrava em uma das cabines do banheiro, após a prova, quando escutei umas meninas entrar, conversando e rindo. Fiquei ali quieta, ouvindo a conversa delas.
— Esse final de semana, meu Sugar Daddy vai me levar para conhecer Veneza – disse uma delas.
— O meu já me levou. A cidade é maravilhosa. Vocês tem que ir ao Café Florian, na Praça de São Marcos. É muito sofisticado e o café de lá é divino – outra falou.
— Vou dizer ao meu Sugar Daddy para irmos nesse café.
As duas ainda conversaram um pouco mais e depois saíram, me deixando ali intrigada com aquele assunto.
À tarde, no trabalho, sempre que dava uma folga eu pesquisava mais sobre o que tinha ouvido no banheiro e acabei achando super interessante aquele Mundo Sugar, onde moças e rapazes têm um Sugar Daddy e Sugar Mommy que os financiam e os incentivam a crescer profissionalmente.
— Isso cheira um pouco a prostituição – Kate comentou à noite, assim que eu expliquei tudo à ela.
— Segundo eu pesquisei, alguns caras e mulheres só procuram por companhia para conversar e viajar, não precisa necessariamente ter sexo envolvido.
— Mas sejamos sincera, amiga. A gente já dá a boceta de graça. O que de mal tem dar ela para o cara que vai bancar a gente financeiramente, né?
Não me aguentei e caí na risada.
— Verdade. E aí? Será que a gente investe nisso ou procuramos outra coisa?
— Bora nos inscrever nesse site logo! – Kate exclamou, animada, já tomando o notebook de mim e começando a mexer nele, fazendo os nossos cadastros.
No dia seguinte, estava me arrumando para a faculdade quando escutei o meu celular tocar. Assim que o peguei, vi que se tratava de uma notificação no app do site Sugar, então entrei, deparando-me com uma mensagem de um Sugar Daddy.
Olá, linda. Bom dia.
Gostei muito do seu perfil.
Adoraria conversar com você.
Olhei o perfil dele e não era nenhum dos Sugar Daddies que eu e a Kate tínhamos mandado mensagens ontem. De repente, um detalhe no perfil do homem me chamou a atenção.
— O que? 53 anos? – indaguei surpresa com a idade dele, pois a gente só havia mandado mensagem para perfil entre 30 a 40 anos – Será que eu respondo? – murmurei, hesitante, com o meu dedo pairando em cima do botão de “Responder”.
“Depois eu vejo isso, senão chego atrasada na minha aula” pensei guardando o celular na bolsa, já saindo.
— Que droga! Mais uma conta... – ouvi Kate resmungar do pequeno hall de entrada do nosso apartamento, localizado dentro do campus da Universidade de Dallas.
Apenas suspirei desanimada, pegando dois copos de macarrão instantâneo no armário e colocando sobre a bancada ao lado do fogão, esperando a água terminar de ferver.
Hoje estava fazendo um ano que eu havia deixado o rancho da minha família em Great Falls, no estado de Montana, e vindo para Dallas, a fim de cursar Medicina Veterinária em uma das faculdades mais renomadas daqui.
Tudo esse sacrifício de me afastar da minha família por longo período de tempo, porque eu queria dar um futuro melhor para os meus pais, minha irmã mais velha e, principalmente, para a minha irmãzinha mais nova que possuía Síndrome de Down.
O pouco de dinheiro que meus pais tinham, os mesmos investiram em mim, dando-me uma quantia que fosse o suficiente para eu vir para Dallas, achar um apartamento pequeno para morar e me sustentar por no máximo três meses.
Todavia, após o primeiro mês, eu já saí à procura de um emprego para poder me sustentar nesses anos de faculdade. Devido a minha experiência com o campo, eu consegui um emprego de meio expediente como atendente de uma loja agropecuária.
Conheci a Kate há dez meses, quando o meu aluguel aumentou então tive que procurar outro lugar para morar. Kate havia colocado no quadro de anúncios da faculdade que estava à procura de alguém para dividir as despesas de um apartamento, e eu vi a oportunidade perfeita.
Ficamos muito amigas desde então. Ela cursava Administração e também trabalhava meio período como garçonete numa lanchonete próxima ao campus. A gente só conseguia se encontrar à noite, onde eu preparava alguma coisa, pois sempre amei estar inventando comidas novas.
Mas, nesses últimos meses, nós duas vínhamos comendo apenas macarrão instantâneo, porque nossa situação financeira se encontrava bem feia devido o aumento de livros, apostilas e materiais que precisávamos comprar para os nossos cursos.
Então, o nosso já quase escasso dinheiro, mal dava para pagar as contas e comprar os materiais das aulas. Sempre ficávamos no vermelho, devendo uma ou duas contas todo mês.
— Tô cansada disso tudo. De contas e mais contas chegando – murmurou Kate aborrecida, aparecendo na cozinha – E de macarrão instantâneo também – ela complementou fazendo careta.
— Eu também estou enjoada de comer só isso, amiga – comentei despejando a água nos copos – Mas é o que dar para comprar.
— A gente tem que achar um jeito de ganhar mais dinheiro, pois senão nem macarrão mais vamos poder comprar daqui uns dias.
— E vamos fazer o quê? Já tentamos pedir um aumento para os nossos chefes, mas sem trabalhar em tempo integral eles não aceitam.
Kate suspirou.
— Vamos fazer o seguinte. Essa noite e amanhã ao longo do dia, cada uma pensa em alguma coisa, nem que seja vender brigadeiro na faculdade ou revender coisas, daí a gente anota cada ideia e amanhã à noite nos sentamos e analisamos todas que tivemos, ok?
Minha amiga assentiu, já pegando o copo dela de macarrão e começando a comer à medida que conversávamos sobre o nosso dia.
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Acordei bem mais cedo do que o de costume e dei uma nova revisada na matéria que eu iria ter prova hoje. Depois me arrumei, olhei na minha carteira para ver se eu tinha algum dinheiro para comprar pelo menos um bolinho no refeitório da faculdade mais tarde, mas não havia nada.
“Vou passar o dia com fome de novo. Que droga!” pensei, frustrada, já pegando minha bolsa e saindo do quarto, dando um “Bom dia” alto para Kate que se encontrava no banheiro, banhando.
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Me encontrava em uma das cabines do banheiro, após a prova, quando escutei umas meninas entrar, conversando e rindo. Fiquei ali quieta, ouvindo a conversa delas.
— Esse final de semana, meu Sugar Daddy vai me levar para conhecer Veneza – disse uma delas.
— O meu já me levou. A cidade é maravilhosa. Vocês tem que ir ao Café Florian, na Praça de São Marcos. É muito sofisticado e o café de lá é divino – outra falou.
— Vou dizer ao meu Sugar Daddy para irmos nesse café.
As duas ainda conversaram um pouco mais e depois saíram, me deixando ali intrigada com aquele assunto.
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À tarde, no trabalho, sempre que dava uma folga eu pesquisava mais sobre o que tinha ouvido no banheiro e acabei achando super interessante aquele Mundo Sugar, onde moças e rapazes têm um Sugar Daddy e Sugar Mommy que os financiam e os incentivam a crescer profissionalmente.
— Isso cheira um pouco a prostituição – Kate comentou à noite, assim que eu expliquei tudo à ela.
— Segundo eu pesquisei, alguns caras e mulheres só procuram por companhia para conversar e viajar, não precisa necessariamente ter sexo envolvido.
— Mas sejamos sincera, amiga. A gente já dá a boceta de graça. O que de mal tem dar ela para o cara que vai bancar a gente financeiramente, né?
Não me aguentei e caí na risada.
— Verdade. E aí? Será que a gente investe nisso ou procuramos outra coisa?
— Bora nos inscrever nesse site logo! – Kate exclamou, animada, já tomando o notebook de mim e começando a mexer nele, fazendo os nossos cadastros.
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No dia seguinte, estava me arrumando para a faculdade quando escutei o meu celular tocar. Assim que o peguei, vi que se tratava de uma notificação no app do site Sugar, então entrei, deparando-me com uma mensagem de um Sugar Daddy.
Olá, linda. Bom dia.
Gostei muito do seu perfil.
Adoraria conversar com você.
Olhei o perfil dele e não era nenhum dos Sugar Daddies que eu e a Kate tínhamos mandado mensagens ontem. De repente, um detalhe no perfil do homem me chamou a atenção.
— O que? 53 anos? – indaguei surpresa com a idade dele, pois a gente só havia mandado mensagem para perfil entre 30 a 40 anos – Será que eu respondo? – murmurei, hesitante, com o meu dedo pairando em cima do botão de “Responder”.
“Depois eu vejo isso, senão chego atrasada na minha aula” pensei guardando o celular na bolsa, já saindo.

Já vai conhecer o Daddy gostosão 😂😂😂😂😂
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