ANASTASIA
Estava terminando de me arrumar quando meu celular apitou. Era uma mensagem do meu melhor amigo.
Já estou aqui.
Desce logo.
Apertei em responder e digitei, o provocando.
Logo chegou a resposta dele.
Oh doidinha, não me faça subir aí
e te arrastar pra fora pelos cabelos.
Dei uma gargalhada, pois do jeito que Christian era doido, suas ameaças eram quase 90% reais.
Mandei a mensagem e em resposta, o desgraçado me mandou cinco emojis me dando dedo, fazendo-me rir então peguei meu casaco de couro sobre a cama. Lily, minha cachorrinha, que se encontrava deitada no tapete só me observando, se levantou num pulo e veio para perto de mim, ficando nas patas traseiras enquanto as dianteiras balançavam freneticamente no ar.
— Tu se aquieta, mulher, porque para onde eu vou, tu não pode ir – falei séria, pegando minha bolsa preta, mas Lily nem me deu confiança e continuou latindo toda feliz, balançando o cotoco de rabo que ela tinha – Lily, não! – briguei com ela quando a mesma me acompanhou até a porta, subindo nas minhas pernas, pedindo colo.
Minha cachorrinha abaixou a cabeça, indo se deitar perto do sofá onde minha mãe assistia TV e ficou me olhando de longe, bem desconfiada. Preferi não dar “Tchau” à elas, porque senão Lily ficaria doida novamente para ir comigo.
Saí e fechei o apartamento, ao qual eu morava com minha filhota de quatro pata e com a mãe, pois meu pai, vivia mais em uma casa de campo que tínhamos em Bowen Island, já meu irmão mais novo Ethan, estava morando em Kansas City, fazia quase um ano.
Às vezes, minha mãe ia para Bowen Island e me deixa sozinha alguns dias, então eu sempre chamava o Christian para vir dormir aqui. Nós tínhamos nos conhecido no trabalho. Eu era Auxiliar Administrativo no Setor de Faturamento e ele era um dos fisioterapeutas do hospital, o que mais deixava pendência de falta de carimbo nas evoluções.
Entretanto, logo ficamos super amigos, em parte devido a uma das minhas colegas de trabalho lá do setor, chamada Kate. Ela havia começado a namorar o primo do Christian, que era o chefe dos fisioterapeutas, e sempre que eles saíam, ela me arrastava junto, então logo Elliot convidou o primo dele, para eu não poder mais segurar vela sozinha. Só que as tentativas deles de nos transformar em um casal foram em vão e acabamos nos tornando melhores amigos.
A gente confidenciava tudo sobre nossas vidas. Christian sabia que eu era praticante de BDSM, que eu já tinha tido dois abortos e que eu havia criado um ódio pelos homens, com exceção dele é claro, e que tinha me tornado lésbica por causa disso.
Enquanto que a mim, sabia que ele tinha tido um rolo com uma menina tempo atrás e que desse rolo nasceu um filho, só que o mesmo não mantinha contato com a criança, porque a garota tinha mudado de país quando o bebê estava com um ano de idade e praticamente sumiu do mapa.
Uma outra coisa que amávamos também fazer, e parecia que ser no automático, era tirar sarro um da cara do outro, por tudo. Assim que saí do prédio, vi Christian escorado no lindo Tesla que ele possuía, então me aproximei devagar.
— Como estou? – perguntei, dando um giro em torno de mim mesma.
— Ridícula.
— Olha o sujo falando do mal lavado – retruquei, o abraçando e beijando sua bochecha.
— Eu estou na moda, gostosa.
— Só se for a moda de parecer com um mendigo, porque essa calça aí tá dizendo “Socorro! Me devolvam para o lixão, por favor” – zombei rindo e Christian bateu de leve na minha cabeça.
— Deixe de ser lesa. Vamos logo, porque temos mais de uma hora de estrada pela frente – ele disse e abriu a porta do seu carro para mim.
A viagem até Olympia fora regada a uma agradável e divertida conversa sobre nosso dia no trabalho e sobre a continuação da treta envolvendo a discussão que o Christian teve com a Leila semanas atrás, que acabou resultando numa greve de sexo, da parte dela, e que já durava uns quinze dias.
Sinceramente, eu ainda estava tentando entender como uma gostosa como a Leila tinha ficado interessada pelo feioso do Christian. A única explicação plausível que me passava pela cabeça era que a Leila era muito gamada na chupada dele.
E por experiência própria, porque nossa amizade, às vezes, incluía ajudarmos um ao outro sexualmente em momentos de necessidades extremas, eu sabia que nesse requisito o Christian era nota mil.
— Finalmente chegamos – ele anunciou uma hora e meia depois, estacionando o Tesla à uma quadra da tal boate, que o mesmo havia conseguido ingressos Vips.
Fomos a pé até a entrada e mostramos nossos ingressos para o segurança, que logo liberou nós dois para entrar.
— Caraca! Eu morri e estou no céu! – exclamei, totalmente maravilhada com o interior.
Christian logo localizou o bar do lugar então nos dirigimos para lá, a fim de comprarmos dois drinques para depois irmos para um dos camarotes no andar de cima. Ficamos bebendo e conversando por alguns minutos enquanto escutávamos as músicas tocarem, mas eu queria da uma volta para ver se conseguia uma gatinha para me ajudar a sair da seca hoje.
— Ei, eu vou dar uma volta na pista – murmurei no ouvido dele, por causa da música alta que tocava no momento.
— Já vai me deixar, né? – Christian falou emburrado, apenas sorri e dei um beijo na bochecha dele, já me levantando do sofá.
Andei e andei, porém nada de achar uma gostosa para pegar, até que vi uma loirinha muito linda dançando então fui ao ataque. Entretanto, acabei levando um baita fora dela. Retornei para o camarote meio chateada e contei para o Christian, que logo me chamou para dançarmos lá na pista, onde já se iniciava uma música foda.
Como a pista estava lotada, acabamos dançando bem colados e quando uma ideia me passou pela cabeça, aproveitei a aproximação dos nossos corpos e comecei a dançar mais sensual, me esfregando em Christian, que rapidamente ficou de pau duro. Mas, ao invés de se afastar, ele rodeou minha cintura, abraçando-me por trás.
— Quer me maltratar assim é, sua peste? – ele sussurrou no meu ouvido, com a voz rouca e eu sorri, já me virando de frente e enlaçando-o pelo pescoço.
— Quero fazer é um trato com você – falei e aproximei ainda mais minha boca da sua orelha – Se me der um orgasmo fodástico com essa sua boca, eu libero os meus dois buraquinhos para você se divertir a vontade.
— Os dois?
Christian me olhou surpreso, porque eu nunca tinha dando o buraco de trás para ele, mas situações desesperadas pedem soluções desesperadas e se Christian me tirasse da seca que eu me encontrava, eu daria até o buraco do ouvido para ele.
— Isso mesmo, até o de trás. Então... Aceita ou não?
— Na sua ou na minha? – ele inquiriu sorrindo e eu fiquei animada.
— No seu apê, é claro. Minha mãe está em casa e eu não estou a fim de passar pelo interrogatório estilo FBI que ela faz, porque pra isso a mesma sabe meter o bedelho dela. Sem contar que a Lily vai ficar arranhando a porta para poder entrar no quarto e eu não quero transar na frente da minha filha, porque deve ser esquisito demais.
Ele riu.
— Tudo bem. Quer ir agora?
Assenti então fomos embora, porém Christian ficou com vergonha quando saímos da boate porque ele achava que o povo ia notar sua ereção. O tranquilizei dizendo que nem dava para ver nada, mas era mentira, dava para perceber muito bem o volume em sua calça. Mas eu adorava quando Christian pagava mico.
— Bem que tu podia pagar um boquete pra mim agora, né?
Olhei para ele de cima a baixo, com uma das sobrancelhas erguida, e dei uma gargalhada.
— Meu filho, eu já vou te dá o cu, tu ainda quer que eu te chupe? Não força a amizade, oh coleguinha – retruquei ainda rindo, então o vi reduzir a velocidade, entrando em uma estrada secundária com mata e logo estacionou o carro no acostamento.
— Sai do carro – Christian mandou enquanto abria a porta do seu lado.
— Oh doido, o que você está fazendo? – perguntei por perguntar, pois eu meio que tinha sacado a dele.
Christian se aproximou de mim, já me beijando e prensando-me contra a porta do carro.
— Eu não vou aguentar até chegarmos em Seattle. Preciso me aliviar um pouco – ele sussurrou entre o pequeno espaço dos nossos lábios.
— E quer fazer logo aqui? No meio do mato e no escuro? – indaguei incrédula, fazendo Christian rir.
— Ué, melhor cenário para uma boa trepada, não acha?
— Só espero que não apareça nenhum Jason com um facão na mão e nos mate.
Ele sorriu me beijando de novo e eu retribui, porém não ficamos muito nisso e logo ele me virou de costas, me empurrando bruscamente sobre o capô do carro.
— Eita! Me estupre logo – zoei pela impaciência dele de querer me comer logo.
— Mesmo se eu quisesse, não dava porque você está de calça de couro. Porra! Porque é que tu tinha que vir de calça, hein?
Rolei os olhos e me aprumei abrindo o botão e o zíper da minha calça, descendo ela, juntamente com a calcinha, até o meio das minhas coxas. Depois me deitei novamente sobre o capô.
— Pronto, seu reclamã... Ai, caralho! – xinguei, já mordendo meu braço, quando Christian se enfiou em mim de uma só vez.
— Doeu?
— Vai doer é a mãozada que vou dar na sua cara! Ver se vai devagar com esse negócio aí, porque faz séculos que não entra um pau na minha boceta!
Ele se desculpou e começou a me foder devagar. Eu gemia alto para incentivá-lo, mas Christian sabia que meus “Me fode, vai!” ou “Eita que pau gostoso” ou até mesmo “Arromba essa bocetinha, seu gostoso” era tudo mentira.
Porém, ele não ligava, porque sabia que eu não sentia tesão com a parte da penetração durante o sexo, e por esse motivo era que Christian caprichava nas preliminares, nas raras vezes que ficávamos.
Sentia ele pulsando dentro de mim e logo notei, pelos seus gemidos, que Christian estava perto de gozar então apertei minha bocetinha ao redor do pau dele, o que o levou a loucura, fazendo ele gozar intensamente.
— Obrigado, Ana.
— Disponha. Amigos é para isso mesmo – comentei rindo enquanto ele saía de dentro de mim.
Mal chegamos na porta do apartamento do Christian e ele me agarrou, beijando-me.
Depois nos desvencilhando para que Christian pudesse abrir a porta e assim que entramos, ele me puxou de novo, já nos despindo e nos beijando.
— Preciso ir ao banheiro me limpar – comentei quando chegamos ao quarto dele.
— Ok.
Me limpei bem rápido e voltei, o encontrando sentado na beirada da cama, então parei a sua frente e Christian começou a se deliciar com meus seios. Beijando-os. Lambendo-os. Mordendo-os. Chupando-os. Me fazendo gemer de prazer e minha boceta logo ficar melada de novo.
Ele se levantou, me pegando no colo, fazendo-me rodear sua cintura com minhas pernas e nos deitou na cama, já se enfiando em mim.
— De novo aí? Tô achando que você vai me passar a perna e não vai me chupar porra nenhuma – reclamei com raiva e Christian riu, parando de meter em mim.
— Ok, sua chata. Eu vou te chupar agora.
— Aeeeeeee! Até que enfim, senhor! – festejei enquanto ele se ajeitava, deitando-se entre minhas pernas, para em seguida me fazer sentir sua língua em mim.
A única explicação do Christian ter uma chupada maravilhosa daquelas é que essa porra deve ter feito um pacto com o capeta, porque não tem condição de um ser humano ter uma pegada de boca dessa não. Em questão de minutos, eu já me encontrava desmanchando-me em um orgasmo surreal.
Ainda meio desorientada do orgasmo, senti Christian me virar e pincelar seu pau em minha boceta antes de ir brincar com o meu cu.
Ele sabia que eu tinha tido um passado bem traumático com sexo anal e que raramente eu o fazia, então Christian foi se enfiando devagar em mim, me alargando centímetro a centímetro, à medida que ia beijando meu pescoço, relaxando-me.
— Acho que já dá para você se mexer – comentei, passados alguns minutos.
— Tem certeza? Porque eu não quero te machucar.
Sorri e assenti.
— Tenho sim, Christian. Pode se divertir a vontade aí – falei e assim ele o fez, todo empolgado.
— Já terminou? – perguntei, minutos depois, quando Christian gozou.
— Sim – ele disse, com sua respiração mais calma.
— Então sai de cima de mim, ora bolas!
Christian riu e saiu, deitando-se.
— Quer que eu te leve em casa?
— Já tá me expulsando é? – indaguei me deitando do lado dele.
— Não, sua lesa. É porque amanhã, ou melhor, hoje, eu estou de folga e não tô muito afim de acordar cedo não.
— Ah, pois vai acordar é de madrugada pra me levar em casa e depois pro trabalho, porque o papel de chofer é isso mesmo, levar sua dona para os lugares.
— Ah, é assim né? – Christian falou já me dando um ataque de cócegas que logo implorei para ele parar, pois eu estava quase chorando.
— Idiota – murmurei vendo-o ainda rir enquanto se levantava da cama.
Christian me mandou um beijo no ar e eu ergui a mão lhe dando o dedo, em resposta. Depois me virei de lado e puxei o lençol, aconchegando-me, para ir dormir.
Estava terminando de me arrumar quando meu celular apitou. Era uma mensagem do meu melhor amigo.
Já estou aqui.
Desce logo.
Apertei em responder e digitei, o provocando.
Meu Deus!!!
Te deixaram sair do hospício, foi?
Logo chegou a resposta dele.
Oh doidinha, não me faça subir aí
e te arrastar pra fora pelos cabelos.
Dei uma gargalhada, pois do jeito que Christian era doido, suas ameaças eram quase 90% reais.
Tbm te amo, perturbado.
Mandei a mensagem e em resposta, o desgraçado me mandou cinco emojis me dando dedo, fazendo-me rir então peguei meu casaco de couro sobre a cama. Lily, minha cachorrinha, que se encontrava deitada no tapete só me observando, se levantou num pulo e veio para perto de mim, ficando nas patas traseiras enquanto as dianteiras balançavam freneticamente no ar.
— Tu se aquieta, mulher, porque para onde eu vou, tu não pode ir – falei séria, pegando minha bolsa preta, mas Lily nem me deu confiança e continuou latindo toda feliz, balançando o cotoco de rabo que ela tinha – Lily, não! – briguei com ela quando a mesma me acompanhou até a porta, subindo nas minhas pernas, pedindo colo.
Minha cachorrinha abaixou a cabeça, indo se deitar perto do sofá onde minha mãe assistia TV e ficou me olhando de longe, bem desconfiada. Preferi não dar “Tchau” à elas, porque senão Lily ficaria doida novamente para ir comigo.
Saí e fechei o apartamento, ao qual eu morava com minha filhota de quatro pata e com a mãe, pois meu pai, vivia mais em uma casa de campo que tínhamos em Bowen Island, já meu irmão mais novo Ethan, estava morando em Kansas City, fazia quase um ano.
Às vezes, minha mãe ia para Bowen Island e me deixa sozinha alguns dias, então eu sempre chamava o Christian para vir dormir aqui. Nós tínhamos nos conhecido no trabalho. Eu era Auxiliar Administrativo no Setor de Faturamento e ele era um dos fisioterapeutas do hospital, o que mais deixava pendência de falta de carimbo nas evoluções.
Entretanto, logo ficamos super amigos, em parte devido a uma das minhas colegas de trabalho lá do setor, chamada Kate. Ela havia começado a namorar o primo do Christian, que era o chefe dos fisioterapeutas, e sempre que eles saíam, ela me arrastava junto, então logo Elliot convidou o primo dele, para eu não poder mais segurar vela sozinha. Só que as tentativas deles de nos transformar em um casal foram em vão e acabamos nos tornando melhores amigos.
A gente confidenciava tudo sobre nossas vidas. Christian sabia que eu era praticante de BDSM, que eu já tinha tido dois abortos e que eu havia criado um ódio pelos homens, com exceção dele é claro, e que tinha me tornado lésbica por causa disso.
Enquanto que a mim, sabia que ele tinha tido um rolo com uma menina tempo atrás e que desse rolo nasceu um filho, só que o mesmo não mantinha contato com a criança, porque a garota tinha mudado de país quando o bebê estava com um ano de idade e praticamente sumiu do mapa.
Uma outra coisa que amávamos também fazer, e parecia que ser no automático, era tirar sarro um da cara do outro, por tudo. Assim que saí do prédio, vi Christian escorado no lindo Tesla que ele possuía, então me aproximei devagar.
— Olha o sujo falando do mal lavado – retruquei, o abraçando e beijando sua bochecha.
— Eu estou na moda, gostosa.
— Só se for a moda de parecer com um mendigo, porque essa calça aí tá dizendo “Socorro! Me devolvam para o lixão, por favor” – zombei rindo e Christian bateu de leve na minha cabeça.
— Deixe de ser lesa. Vamos logo, porque temos mais de uma hora de estrada pela frente – ele disse e abriu a porta do seu carro para mim.
★ ★ ★ ★ ★
A viagem até Olympia fora regada a uma agradável e divertida conversa sobre nosso dia no trabalho e sobre a continuação da treta envolvendo a discussão que o Christian teve com a Leila semanas atrás, que acabou resultando numa greve de sexo, da parte dela, e que já durava uns quinze dias.
E por experiência própria, porque nossa amizade, às vezes, incluía ajudarmos um ao outro sexualmente em momentos de necessidades extremas, eu sabia que nesse requisito o Christian era nota mil.
— Finalmente chegamos – ele anunciou uma hora e meia depois, estacionando o Tesla à uma quadra da tal boate, que o mesmo havia conseguido ingressos Vips.
Fomos a pé até a entrada e mostramos nossos ingressos para o segurança, que logo liberou nós dois para entrar.
— Caraca! Eu morri e estou no céu! – exclamei, totalmente maravilhada com o interior.
— Ei, eu vou dar uma volta na pista – murmurei no ouvido dele, por causa da música alta que tocava no momento.
— Já vai me deixar, né? – Christian falou emburrado, apenas sorri e dei um beijo na bochecha dele, já me levantando do sofá.
Andei e andei, porém nada de achar uma gostosa para pegar, até que vi uma loirinha muito linda dançando então fui ao ataque. Entretanto, acabei levando um baita fora dela. Retornei para o camarote meio chateada e contei para o Christian, que logo me chamou para dançarmos lá na pista, onde já se iniciava uma música foda.
— Quer me maltratar assim é, sua peste? – ele sussurrou no meu ouvido, com a voz rouca e eu sorri, já me virando de frente e enlaçando-o pelo pescoço.
— Quero fazer é um trato com você – falei e aproximei ainda mais minha boca da sua orelha – Se me der um orgasmo fodástico com essa sua boca, eu libero os meus dois buraquinhos para você se divertir a vontade.
— Os dois?
Christian me olhou surpreso, porque eu nunca tinha dando o buraco de trás para ele, mas situações desesperadas pedem soluções desesperadas e se Christian me tirasse da seca que eu me encontrava, eu daria até o buraco do ouvido para ele.
— Isso mesmo, até o de trás. Então... Aceita ou não?
— Na sua ou na minha? – ele inquiriu sorrindo e eu fiquei animada.
— No seu apê, é claro. Minha mãe está em casa e eu não estou a fim de passar pelo interrogatório estilo FBI que ela faz, porque pra isso a mesma sabe meter o bedelho dela. Sem contar que a Lily vai ficar arranhando a porta para poder entrar no quarto e eu não quero transar na frente da minha filha, porque deve ser esquisito demais.
Ele riu.
— Tudo bem. Quer ir agora?
Assenti então fomos embora, porém Christian ficou com vergonha quando saímos da boate porque ele achava que o povo ia notar sua ereção. O tranquilizei dizendo que nem dava para ver nada, mas era mentira, dava para perceber muito bem o volume em sua calça. Mas eu adorava quando Christian pagava mico.
★ ★ ★ ★ ★
— Bem que tu podia pagar um boquete pra mim agora, né?
Olhei para ele de cima a baixo, com uma das sobrancelhas erguida, e dei uma gargalhada.
— Meu filho, eu já vou te dá o cu, tu ainda quer que eu te chupe? Não força a amizade, oh coleguinha – retruquei ainda rindo, então o vi reduzir a velocidade, entrando em uma estrada secundária com mata e logo estacionou o carro no acostamento.
— Sai do carro – Christian mandou enquanto abria a porta do seu lado.
— Oh doido, o que você está fazendo? – perguntei por perguntar, pois eu meio que tinha sacado a dele.
Christian se aproximou de mim, já me beijando e prensando-me contra a porta do carro.
— Eu não vou aguentar até chegarmos em Seattle. Preciso me aliviar um pouco – ele sussurrou entre o pequeno espaço dos nossos lábios.
— E quer fazer logo aqui? No meio do mato e no escuro? – indaguei incrédula, fazendo Christian rir.
— Ué, melhor cenário para uma boa trepada, não acha?
— Só espero que não apareça nenhum Jason com um facão na mão e nos mate.
Ele sorriu me beijando de novo e eu retribui, porém não ficamos muito nisso e logo ele me virou de costas, me empurrando bruscamente sobre o capô do carro.
— Mesmo se eu quisesse, não dava porque você está de calça de couro. Porra! Porque é que tu tinha que vir de calça, hein?
Rolei os olhos e me aprumei abrindo o botão e o zíper da minha calça, descendo ela, juntamente com a calcinha, até o meio das minhas coxas. Depois me deitei novamente sobre o capô.
— Pronto, seu reclamã... Ai, caralho! – xinguei, já mordendo meu braço, quando Christian se enfiou em mim de uma só vez.
— Doeu?
— Vai doer é a mãozada que vou dar na sua cara! Ver se vai devagar com esse negócio aí, porque faz séculos que não entra um pau na minha boceta!
Ele se desculpou e começou a me foder devagar. Eu gemia alto para incentivá-lo, mas Christian sabia que meus “Me fode, vai!” ou “Eita que pau gostoso” ou até mesmo “Arromba essa bocetinha, seu gostoso” era tudo mentira.
Sentia ele pulsando dentro de mim e logo notei, pelos seus gemidos, que Christian estava perto de gozar então apertei minha bocetinha ao redor do pau dele, o que o levou a loucura, fazendo ele gozar intensamente.
— Obrigado, Ana.
— Disponha. Amigos é para isso mesmo – comentei rindo enquanto ele saía de dentro de mim.
★ ★ ★ ★ ★
Mal chegamos na porta do apartamento do Christian e ele me agarrou, beijando-me.
— Ok.
Me limpei bem rápido e voltei, o encontrando sentado na beirada da cama, então parei a sua frente e Christian começou a se deliciar com meus seios. Beijando-os. Lambendo-os. Mordendo-os. Chupando-os. Me fazendo gemer de prazer e minha boceta logo ficar melada de novo.
— Ok, sua chata. Eu vou te chupar agora.
— Aeeeeeee! Até que enfim, senhor! – festejei enquanto ele se ajeitava, deitando-se entre minhas pernas, para em seguida me fazer sentir sua língua em mim.
Ele sabia que eu tinha tido um passado bem traumático com sexo anal e que raramente eu o fazia, então Christian foi se enfiando devagar em mim, me alargando centímetro a centímetro, à medida que ia beijando meu pescoço, relaxando-me.
— Tem certeza? Porque eu não quero te machucar.
Sorri e assenti.
— Tenho sim, Christian. Pode se divertir a vontade aí – falei e assim ele o fez, todo empolgado.
★ ★ ★ ★ ★
— Já terminou? – perguntei, minutos depois, quando Christian gozou.
— Sim – ele disse, com sua respiração mais calma.
— Então sai de cima de mim, ora bolas!
Christian riu e saiu, deitando-se.
— Quer que eu te leve em casa?
— Já tá me expulsando é? – indaguei me deitando do lado dele.
— Não, sua lesa. É porque amanhã, ou melhor, hoje, eu estou de folga e não tô muito afim de acordar cedo não.
— Ah, pois vai acordar é de madrugada pra me levar em casa e depois pro trabalho, porque o papel de chofer é isso mesmo, levar sua dona para os lugares.
— Ah, é assim né? – Christian falou já me dando um ataque de cócegas que logo implorei para ele parar, pois eu estava quase chorando.
— Idiota – murmurei vendo-o ainda rir enquanto se levantava da cama.
Christian me mandou um beijo no ar e eu ergui a mão lhe dando o dedo, em resposta. Depois me virei de lado e puxei o lençol, aconchegando-me, para ir dormir.

Nenhum comentário:
Postar um comentário