ANASTASIA
O dia foi meio cansativo, tanto para mim quanto para Christian e para os pais dele, que haviam passado o domingo todo aqui conosco, a fim de nos ajudar a terminar de arrumar o quartinho do Benjamin.
Eu e o Christian não tivemos nenhum gasto com relação ao enxoval do nosso filho, pois Carrick e Grace nos deram tudo de presente, incluindo até um carrinho e um bebê-conforto.
Ficamos muito agradecidos por aquilo, pois nós não iríamos fazer um chá de bebê para o Benjamin, então não ganharíamos as coisas que normalmente os convidados dariam nesse tipo de festa. O único item que teríamos que comprar eram as fraldas, muitas fraldas, segundo Grace e Carrick nos informaram.
— Acho melhor nós irmos comprar as fraldas amanhã depois da consulta, Christian – comentei, passando a mão em minha barriga enquanto olhava para ele.
Eu me encontrava sentada na poltrona, localizada em um dos cantos do quarto, ao lado do berço, ao qual Christian terminava de amarrar as almofadas nas laterais internas.
— A gente pode aproveitar e fazer as compras do mês também. Acho que o açúcar e o café acabaram, pandinha – ele disse erguendo o olhar para mim, depois Christian se aprumou, colocando as mãos na cintura e ficou observando o quarto, sorrindo – Ufa! Terminamos graças a Deus!
— Bom trabalho, Christian. Ficou lindo – falei me levantando da poltrona, com uma certa dificuldade, pois eu já estava com 30 semanas e a barriga a cada dia crescia e pesava mais.
— Daqui uns dias, eu vou precisar comprar um guindaste para te ajudar a levantar dos lugares – ele disse, com um risinho cínico nos lábios.
— Idiota! – exclamei, já saindo do quarto, desligando a luz do mesmo, sem me importar se Christian ainda se encontrava ali.
— Nem acredito que só faltam 02 meses para eu finalmente poder respirar aliviada e sem medo de perder o meu bebê – comentei, acariciando minha barriga, à medida que íamos rumo ao supermercado, após sairmos do hospital.
— Vai dar tudo certo, minha pandinha – Christian falou, dando-me rapidamente um sorriso e repousando sua mão sobre a minha, então olhei para ele, sorrindo de volta.
— Eu torço para isso acontecer mesmo.
Logo chegamos ao estacionamento do supermercado, onde Christian parou em uma vaga e saiu do carro.
— Ei, não vai me ajudar a sair não, seu bonito? – inquiri, após abrir a porta do meu lado.
Ele logo se desculpou e veio até mim, ajudando-me. Depois Christian fechou o carro e nós seguimos pelo estacionamento, de mãos dadas.
— Você trouxe a lista, né? – ele perguntou, de repente, me fazendo parar subitamente.
— Estava com você – o lembrei e Christian logo franziu o cenho.
— Comigo? Negativo, pandinha. Quem fez foi você.
— Sim, eu fiz, mas te dei para você dar uma olhada e acrescentar algo, se quisesse, lembra?
— Não.
Olhei rapidamente em minha bolsa, para ver se eu havia colocado ali e tivesse esquecido, porém não a encontrei.
— Tudo bem. Vamos fazer então as compras sem a lista. Qualquer coisa, você volta para comprar mais tarde.
— De jeito nenhum, pandinha. Quando chegarmos em casa, eu vou me jogar no sofá e assistir as minhas séries. Estou bem atrasado e preciso colocar tudo em dia.
Apenas rolei os olhos e o puxei para continuarmos a nos dirigir para a entrada do supermercado, onde Christian se afastou por alguns segundos, a fim de poder ir buscar um carrinho de compras para usarmos.
— Aqui dentro cabe você, pandinha. Quer subir? – o safado disse ao se aproximar e eu o fuzilei com o olhar.
— Vou fingir que não ouvi isso, Christian. Vamos logo começar essas compras, antes que minhas pernas comecem a inchar.
— Já disse que o carrinho cabe você. Qualquer coisa eu te coloco aqui dentro.
— Vá chupar prego, Christian! – exclamei, emburrada, saindo andando e deixando ele para trás.
— Ana, me espera! – ouvi ele gritar e eu fingi que não era comigo.
Começamos a fazer as compras e logo chegamos no corredor onde ficavam as fraldas descartáveis. Havia tantos modelos e tamanhos, que tanto eu quanto Christian ficamos meio perdidos sobre qual levar para o Benjamin.
— Vamos decidir logo qual tamanho vamos levar. Têm RN, RN+, P, M, G, XG e XXG.
— Acho que vou levar uma XXG para você, Christian – comentei, segurando o riso e ele me olhou meio atravessado, já fechando a cara.
— Talvez seja melhor levarmos RN ou P. Sinceramente não sei qual comprar. Vou perguntar para minha mãe.
— Duvido que ela lembre das fraldas que você usou séculos atrás – falei, fazendo Christian guardar novamente o celular no bolso da calça à medida que eu pegava 03 pacotes do tamanho RN e colocava dentro do carrinho.
— Mas, e se o Ben nascer grande? É bom ter fraldas grandes, não é?
Assenti, concordando, então ele colocou no carro 02 pacotes P e 02 pacotes M. Saímos andando, com Christian empurrando o carrinho e eu ao lado dele, olhando as prateleiras ao redor, até que alguns passos adiante, ele parou e olhou para os absorventes, já começando a rir.
— O que foi?
— Só acho engraçado eles colocarem absorventes no mesmo corredor que as fraldas. É tipo... “Sua menstruação está atrasada? Então... Parabéns! Você está grávida! Siga alguns passos adiante que achará o que precisa”.
Acabei rindo alto, mas logo me calei, olhando para os lados, agradecendo mentalmente por estarmos sozinhos no corredor. Mesmo assim, dei um tapa de leve no ombro de Christian.
— Aí!
— Não me faz rir não, sua peste.
— Ué? Não tem ninguém nesse corredor com a gente. Você está ficando louca, pandinha – ele sussurrou e saiu empurrando o carrinho, então rolei os olhos e sai andando, logo o acompanhando – Vamos para onde agora?
— Doces, é claro – informei, já abrindo um grande sorriso para Christian.
— Ana, coisas saudáveis, por favor.
— Não tenho culpa se seu filho quer doce.
— Está bem, mas vamos comprar pouco, ouviu? Já não basta esses seus desejos malucos.
— Deixe meus desejos fora disso.
— Ok, ok. Pode pegar o que você quiser. Eu vou atrás é dos meus Halls preto.
— Para que Halls preto? Está com mau hálito por acaso? – inquiri, já rindo meio baixo.
— Não, sua lesa. Você sabe que eu gosto de levar para o trabalho, e também serve para fazer outras coisas, tipo...
O encarei de relance quando ele parou de falar de repente, então notei que havia um casal se aproximando de nós.
— Tipo o que? – indaguei, assim que o casal se distanciou, já parando ao lado dele, colocando alguns pacotes de bolachas recheadas dentro do carrinho.
Christian envolveu minha costa com seu braço, segurando minha cintura de lado e logo me puxou para perto dele, colando nossos corpos e aproximando sua boca do meu ouvido.
— Tipo colocar um Halls na boca, deixá-la bem refrescante e chupar sua boceta quentinha, soprando em seguida, dando-lhe um choque térmico enlouquecedor. O melhor sexo oral da sua vida – ele sussurrou com uma voz rouca e eu arregalei os olhos, encarando-o assustada.
— Deixa de ser tarado! – exclamei em um tom baixo, o empurrando de leve com o braço, porém Christian ainda permaneceu segurando minha cintura.
— Você gosta de mim tarado que eu sei, pandinha – ele cochichou, já roubando-me um selinho, antes de se desvencilhar de mim e ir pegar a caixa de Halls.
Continuamos a fazer as compras por mais meia hora, até decidirmos que já tínhamos comprado tudo que precisávamos. Todavia, quando pensei no que Christian havia dito sobre o Halls, eu acabei tendo uma ideia.
— Acho que não está faltando nada – ele murmurou olhando para o carrinho lotado.
— Faltou sim. Vai lá na seção de frios e pega dois picolés, por favor.
— Quais sabores você quer?
— Um, eu quero de morango, agora o outro, qual sabor você gosta? Porque quem vai chupar o outro é você, Christian – falei, fazendo uma cara safadinha para ele, que me pareceu ficar um pouco nervoso, antes de sair de perto de mim.
“Será que Christian entendeu o que eu quis dizer?” pensei sorrindo, escorando-me no carrinho.
DIAS DEPOIS
O dia foi meio cansativo, tanto para mim quanto para Christian e para os pais dele, que haviam passado o domingo todo aqui conosco, a fim de nos ajudar a terminar de arrumar o quartinho do Benjamin.
Eu e o Christian não tivemos nenhum gasto com relação ao enxoval do nosso filho, pois Carrick e Grace nos deram tudo de presente, incluindo até um carrinho e um bebê-conforto.
— Acho melhor nós irmos comprar as fraldas amanhã depois da consulta, Christian – comentei, passando a mão em minha barriga enquanto olhava para ele.
Eu me encontrava sentada na poltrona, localizada em um dos cantos do quarto, ao lado do berço, ao qual Christian terminava de amarrar as almofadas nas laterais internas.
— Bom trabalho, Christian. Ficou lindo – falei me levantando da poltrona, com uma certa dificuldade, pois eu já estava com 30 semanas e a barriga a cada dia crescia e pesava mais.
— Daqui uns dias, eu vou precisar comprar um guindaste para te ajudar a levantar dos lugares – ele disse, com um risinho cínico nos lábios.
— Idiota! – exclamei, já saindo do quarto, desligando a luz do mesmo, sem me importar se Christian ainda se encontrava ali.
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NO DIA SEGUINTE
— Nem acredito que só faltam 02 meses para eu finalmente poder respirar aliviada e sem medo de perder o meu bebê – comentei, acariciando minha barriga, à medida que íamos rumo ao supermercado, após sairmos do hospital.
— Vai dar tudo certo, minha pandinha – Christian falou, dando-me rapidamente um sorriso e repousando sua mão sobre a minha, então olhei para ele, sorrindo de volta.
— Eu torço para isso acontecer mesmo.
Logo chegamos ao estacionamento do supermercado, onde Christian parou em uma vaga e saiu do carro.
Ele logo se desculpou e veio até mim, ajudando-me. Depois Christian fechou o carro e nós seguimos pelo estacionamento, de mãos dadas.
— Você trouxe a lista, né? – ele perguntou, de repente, me fazendo parar subitamente.
— Estava com você – o lembrei e Christian logo franziu o cenho.
— Comigo? Negativo, pandinha. Quem fez foi você.
— Sim, eu fiz, mas te dei para você dar uma olhada e acrescentar algo, se quisesse, lembra?
— Não.
Olhei rapidamente em minha bolsa, para ver se eu havia colocado ali e tivesse esquecido, porém não a encontrei.
— Tudo bem. Vamos fazer então as compras sem a lista. Qualquer coisa, você volta para comprar mais tarde.
— De jeito nenhum, pandinha. Quando chegarmos em casa, eu vou me jogar no sofá e assistir as minhas séries. Estou bem atrasado e preciso colocar tudo em dia.
Apenas rolei os olhos e o puxei para continuarmos a nos dirigir para a entrada do supermercado, onde Christian se afastou por alguns segundos, a fim de poder ir buscar um carrinho de compras para usarmos.
— Aqui dentro cabe você, pandinha. Quer subir? – o safado disse ao se aproximar e eu o fuzilei com o olhar.
— Vou fingir que não ouvi isso, Christian. Vamos logo começar essas compras, antes que minhas pernas comecem a inchar.
— Já disse que o carrinho cabe você. Qualquer coisa eu te coloco aqui dentro.
— Vá chupar prego, Christian! – exclamei, emburrada, saindo andando e deixando ele para trás.
— Ana, me espera! – ouvi ele gritar e eu fingi que não era comigo.
Começamos a fazer as compras e logo chegamos no corredor onde ficavam as fraldas descartáveis. Havia tantos modelos e tamanhos, que tanto eu quanto Christian ficamos meio perdidos sobre qual levar para o Benjamin.
— Vamos decidir logo qual tamanho vamos levar. Têm RN, RN+, P, M, G, XG e XXG.
— Acho que vou levar uma XXG para você, Christian – comentei, segurando o riso e ele me olhou meio atravessado, já fechando a cara.
— Talvez seja melhor levarmos RN ou P. Sinceramente não sei qual comprar. Vou perguntar para minha mãe.
— Duvido que ela lembre das fraldas que você usou séculos atrás – falei, fazendo Christian guardar novamente o celular no bolso da calça à medida que eu pegava 03 pacotes do tamanho RN e colocava dentro do carrinho.
— Mas, e se o Ben nascer grande? É bom ter fraldas grandes, não é?
Assenti, concordando, então ele colocou no carro 02 pacotes P e 02 pacotes M. Saímos andando, com Christian empurrando o carrinho e eu ao lado dele, olhando as prateleiras ao redor, até que alguns passos adiante, ele parou e olhou para os absorventes, já começando a rir.
— O que foi?
— Só acho engraçado eles colocarem absorventes no mesmo corredor que as fraldas. É tipo... “Sua menstruação está atrasada? Então... Parabéns! Você está grávida! Siga alguns passos adiante que achará o que precisa”.
Acabei rindo alto, mas logo me calei, olhando para os lados, agradecendo mentalmente por estarmos sozinhos no corredor. Mesmo assim, dei um tapa de leve no ombro de Christian.
— Aí!
— Não me faz rir não, sua peste.
— Ué? Não tem ninguém nesse corredor com a gente. Você está ficando louca, pandinha – ele sussurrou e saiu empurrando o carrinho, então rolei os olhos e sai andando, logo o acompanhando – Vamos para onde agora?
— Doces, é claro – informei, já abrindo um grande sorriso para Christian.
— Ana, coisas saudáveis, por favor.
— Não tenho culpa se seu filho quer doce.
— Está bem, mas vamos comprar pouco, ouviu? Já não basta esses seus desejos malucos.
— Deixe meus desejos fora disso.
— Ok, ok. Pode pegar o que você quiser. Eu vou atrás é dos meus Halls preto.
— Para que Halls preto? Está com mau hálito por acaso? – inquiri, já rindo meio baixo.
— Não, sua lesa. Você sabe que eu gosto de levar para o trabalho, e também serve para fazer outras coisas, tipo...
O encarei de relance quando ele parou de falar de repente, então notei que havia um casal se aproximando de nós.
— Tipo o que? – indaguei, assim que o casal se distanciou, já parando ao lado dele, colocando alguns pacotes de bolachas recheadas dentro do carrinho.
Christian envolveu minha costa com seu braço, segurando minha cintura de lado e logo me puxou para perto dele, colando nossos corpos e aproximando sua boca do meu ouvido.
— Tipo colocar um Halls na boca, deixá-la bem refrescante e chupar sua boceta quentinha, soprando em seguida, dando-lhe um choque térmico enlouquecedor. O melhor sexo oral da sua vida – ele sussurrou com uma voz rouca e eu arregalei os olhos, encarando-o assustada.
— Deixa de ser tarado! – exclamei em um tom baixo, o empurrando de leve com o braço, porém Christian ainda permaneceu segurando minha cintura.
— Você gosta de mim tarado que eu sei, pandinha – ele cochichou, já roubando-me um selinho, antes de se desvencilhar de mim e ir pegar a caixa de Halls.
Continuamos a fazer as compras por mais meia hora, até decidirmos que já tínhamos comprado tudo que precisávamos. Todavia, quando pensei no que Christian havia dito sobre o Halls, eu acabei tendo uma ideia.
— Acho que não está faltando nada – ele murmurou olhando para o carrinho lotado.
— Faltou sim. Vai lá na seção de frios e pega dois picolés, por favor.
— Quais sabores você quer?
— Um, eu quero de morango, agora o outro, qual sabor você gosta? Porque quem vai chupar o outro é você, Christian – falei, fazendo uma cara safadinha para ele, que me pareceu ficar um pouco nervoso, antes de sair de perto de mim.
“Será que Christian entendeu o que eu quis dizer?” pensei sorrindo, escorando-me no carrinho.

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