quinta-feira, 16 de julho de 2020

S.E.X - 3ª Temporada - Capítulo 17


CHRISTIAN

UMA SEMANA DEPOIS

— Quer mais suco, amor? – indaguei, encarando Anastasia, sentada à mesa comigo e com a Leah, que eu havia ido buscar ontem a tarde, pois era a minha semana com ela.

Hoje era domingo e íamos passar o dia na casa dos meus pais, pois eles haviam planejado um churrasco, que inicialmente seria aqui em casa para inaugurarmos o novo quintal. Todavia, depois de conversar com a Ana e de ver que ela se encontrava por esses dias bastante cansada e às vezes até um pouco mais irritada do que o normal, percebi que Anastasia não daria conta de organizar tudo, mesmo com a minha ajuda.

— Não, querido. Eu já estou começando a enjoar esse suco de laranja. Tomara que eu não enjoe é da sua cara, porque do jeito que eu tô indo, não duvido é mais de nada.

— Vai enjoar não, amor. Mas, se por acaso enjoar, eu coloco um saco na cabeça e pronto, porque eu não estou afim de te largar tão cedo – informei, fazendo Ana rir.

— Papai, me dá mais panqueca?

— Claro, princesa – falei, colocando mais uma panqueca com calda de chocolate e morango picado no prato da Leah, depois olhei para Anastasia – Como meus alunos de recuperação conseguiram finalmente passar, eu estou livre o dia todo nesse próximo mês, querida. Se quiser, eu e a Leah vamos no mercado comprar outras frutas para você experimentar o suco e ver qual gosta mais.

— Ok, querido.

— Tudo bem aí, meu amor? – perguntei quando a vi fazer uma leve careta e passar a mão na barriga.

— Uhum... Achei que fosse os primeiros movimentos deles, mas são gases. Tô com vontade de peidar agora.

— Peide, ué. Não segure seu punzinho, querida – comentei, rindo, a vendo rolar os olhos.

— Sou educada, Christian.

— Não pode soltar pum na mesa, papai. A mamãe disse que é feio e mal educado.

— Isso mesmo, Leah. Tem que ser uma lady.

Ana terminou de comer e pegou o celular, olhando-o.

— Vamos? Sua mãe já me mandou mensagem aqui, perguntando se a gente iria demorar.

Assenti e Anastasia se levantou, dizendo que ia ao banheiro e depois se arrumar, que logo estaria descendo. Ajeitei então a cozinha, depois arrumei a Leah, vesti minha roupa e peguei a bolsa, que tínhamos arrumado na noite anterior, além das boias de piscina, colocando tudo no carro da Ana.
— Vamos, amor! – gritei ao pé da escada.

— Já vai, homem! Não me apressa! – ela gritou do segundo andar, me fazendo rir e voltar para a garagem, já colocando o carro para fora.

Logo Anastasia apareceu, trazendo consigo o bolo de revelação, pois iríamos aproveitar o churrasco em família para contarmos o sexo dos bebês, mas não antes de trollar meus irmãos.
Depois de verificar se a casa toda tava fechada, entrei no carro e seguimos para a casa dos meus pais.


★ ★ ★ ★ ★


— Ei, vocês três aí... – falei, fazendo “Toc, toc” devagarinho com a mão na barriga da Ana, quando paramos no sinal – ...podem acordar dessa preguiça logo, viu?

— Acho que só mês que vem que eles começar a guerrear aqui dentro.

— Quem acordar primeiro, o papai vai dar uma Ferrari ou uma maleta profissional de maquiagem de presente.

— Como você vai saber quem se mexeu primeiro, querido? – ela me questionou, dando um sorriso.

— Se chutar é um dos meus garotos, agora se só se mover é a minha garotinha.

— E se um dos meninos for mais calmo? Ou os dois? E se a sua garotinha for a esquentada e a briguenta dos três, e chutar?

— Aí eu vou saber que ela puxou totalmente a mãe dela e eu vou sair correndo para bem longe quando ela ficar com raiva – murmurei, rindo, já guiando o carro novamente, ouvindo Anastasia rir também e dizer um “Deixa de ser besta, querido”.





ANASTASIA

— Quando a pessoa é cachaceira, ela se assume dos pés a cabeça – disse Elliot, rindo, assim que aparecemos na varanda dos fundos.

— Sou tu não, zé ruela – Christian rebateu, colocando Leah no chão.

Cumprimentamos a todos então fui trocar de roupa com a Leah, já voltando em seguida, vendo Christian na parte gramada do quintal, já só de calção, brincando de bola com os sobrinhos Martin e Enzo, com os irmãos e os cunhados dele e com o Jack.
— Ai meu Deus... Parece uma criança também – comentei, pegando a blusa dele, jogada de qualquer jeito no encosto de uma das cadeiras da varanda.

— Deixa, Ana – murmurou Grace à medida que eu me sentava num dos sofás, pegando o protetor solar dentro da bolsa para passar na Leah, que por ser tímida, não gostava muito de ficar no meio da algazarra dos meninos.

— Essas crianças são assim sempre – completou Mia, rindo.

— Ih, maninha. Acho que você vai ter quatro filhos e nenhum marido – Ella falou, rindo também.

— Pode apostar que ela vai sim – afirmou Kate, sorrindo, com a bebê dela no colo.

— Mas falando em bebês... – minha irmã disse, olhando para o bolo na mesinha de centro – Qual vai ser mesmo o sexo dos meus sobrinhos, hein sua enrolona?

Sorri, terminando de passar protetor na Leah, então me virei um pouco de lado, olhando para trás.

— Querido, qual é o sexo dos bebês?! – gritei para Christian, que gritou “Meninas” sem nem sequer parar de jogar.

— Todas? – o pai dele perguntou, se aproximando de nós com uma bandeja de carne – A primeira leva de carne assada para as mulheres lindas dessa família.

— Obrigada, querido – Grace agradeceu, dando um beijo no marido.

— Sim, sogro. São todas meninas. E eu quero que seja tudo a minha cópia. Christian vai ter que pagar por ter furado as camisinhas – comentei, rindo, sendo seguida pelos demais.

— Cara, eu conheço um traficante que vende armas baratinho, viu?

— Tu conhece quem, Elliot?! – gritou Kate, fazendo todo mundo cair na risada.

— Tô brincando, amor!

— É bom mesmo, porque o Jack aí é policial! E se você for preso, eu não vou te visitar na cadeia não! Já aviso logo!

— Mas, olha? E essa mulher ainda diz que me ama! – falou Elliot, já voltando a se entreter com o jogo.

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