ANASTASIA
— Ana, você se importa se o Jack passar em um lugar primeiro, antes de te deixarmos na casa do Christian? – Anabella perguntou quando saímos do Woodland Park, após o jogo ter terminado.
— Não me importo não. Vai ser mais alguns minutos extras de vida que o safado do Christian vai ter – resmunguei, emburrada, porque ele tinha ligado avisando que era para eu pegar carona com o Jack e a Ella, pois o mesmo tinha uma coisa mais importante para fazer.
“Importante vai ser é funeral dele, isso sim”
Enquanto dirigia, Jack ia conversando com a minha irmã sobre o casamento deles e logo a proposta de que eu e Christian fossemos os seus padrinhos foi feita e eu aceitei com muita honra. De repente, estranhei o lugar para onde Jack guiava o carro, pois era um bairro de classe média alta, com belas mansões. Ele então parou em frente de uma bem bonita, e buzinou duas vezes antes de sair do carro.
— Vem, Ana – chamou-me Ella, já abrindo a porta detrás do carro para mim.
— Para quê?
— Quero te apresentar a um casal de amigos que moram aqui – disse Jack, então sai do carro dele e os segui, ainda desconfiada.
— Coloca isso, maninha – minha irmã falou, estendendo-me uma venda.
— Por quê?
— Tu faz pergunta demais, eu hein! Coloca logo essa porra e não me estressa não! – ela exclamou, fechando a cara para mim.
Bufei com raiva, já pegando a maldita venda e a colocando, então me senti sendo conduzida para dentro da casa, depois para uma escada que pareceu não ter fim. Entretanto, assim que tiraram a venda dos meus olhos, notei que me encontrava no início de um longo corredor, onde pude ver Grace, Carrick, Etienne, Marina, Mia, Ethan, Elliot, Kate, Eloise, Owen e Maya, parados e intercalados entre as duas paredes, segurando plaquinhas com frases.
— Cadê o Christian? – perguntei, olhando para trás.
Jack então me disse que era para eu seguir o corredor, lendo as placas, que no final encontraria o Christian. Assenti e respirei fundo, já começando a andar devagar à medida que me emocionava a cada frase que lia.
Ao final da última plaquinha tinha uma seta indicando a porta de um dos quartos, onde Martin, Karin, Ava, Enzo, Olivia e Karessa estavam parados. Todos segurando duas rosas, que logo me entregaram, formando assim um pequeno buquê.
A essa altura, minha maquiagem já tinha ido para o espaço de tanto chorar então só limpei o rosto um pouco e adentrei o quarto, deparando-me com Christian em meio a um mar vermelho de pétalas de rosas que cobriam todo o chão do quarto. O vi se aproximar de mim bem devagar e ajoelhar a minha frente, abrindo uma linda caixinha preta enquanto um sorriso lhe emoldurava o rosto.
— Anastasia Steele, aceita ser o início do meu infinito? A mulher com quem eu acordarei todos os dias? A mãe dos meus filhos?
— Posso falar uma coisa primeiro, antes de lhe dar a resposta?
— Ih, vai dizer um “Não”. Podem ir me passando as notinhas de cem aí, Ethan, Owen e Etienne – escutei Elliot falar na porta, pois todos tinham se aproximado e adentrado o lugar.
— Pode falar sim, meu amor, mas ver se não demora muito, porque o meu joelho pode começar a doer.
— Tá ficando idoso, hein cara? – Etienne brincou fazendo Christian mostrar o dedo do meio para o irmão que caiu na risada.
— O que eu quero dizer é que eu não escolhi que você surgisse na minha vida, nem que nossos caminhos se cruzassem...
— Vai dá o fora nele bonitinho.
— Cala a boca, Elliot! – todos nós, com exceção das crianças, falamos ao mesmo tempo, então me virei novamente para Christian, dando-lhe um sorriso.
— Continuando... Apesar de não ter planejado o nosso encontro, hoje eu tenho plena certeza que esse foi o acaso mais importante que nos aconteceu. E admito, perante todos aqui, que não foi fácil amar você.
Ouvi as risadas das nossas famílias.
— Mas não sei explicar, como e quando aconteceu essa mudança, mas depois de um certo tempo eu senti um querer, uma necessidade incontrolável de estar perto de você, que não conseguia compreender. E hoje, não me imagino longe de você, Christian. Então a minha resposta é “Sim”. Eu aceito me casar com você, meu amor.
Chorei muito, aliás todos nós choramos, ou melhor, só as mulheres choraram à medida que Christian colocava a aliança no meu dedo antes de se levantar e me abraçar bem apertado.
— Eu te amo muito, Ana – ele disse segurando meu rosto entre suas mãos e gentilmente limpou, com os polegares, as lágrimas que ainda desciam.
— Também te amo, querido – sussurrei antes de selar meus lábios aos dele à medida que escutávamos aplausos vindo da porta, porém nosso beijo foi interrompido quando ouvimos meu sogro.
— Filho, você está chorando?
— É claro que não, pai. Foi um maldito cisco que caiu aqui.
— Nos dois olhos? Que azar, hein maninho? – Mia debochou, já morrendo de rir.
— Ah vá se lascar, vai!? – Elliot resmungou esfregando os olhos e logo virou motivo de piada entre os irmãos dele, o que nos fez sorrir.
— Obrigado, pessoal. Por me ajudarem com a surpresa, mas agora acho melhor vocês irem embora, né?
— Está nos expulsando, né seu ingrato? – inquiriu Eloise tentando parecer séria, mas em vão.
— Nós entendemos a indireta, filho. Estamos indo – Grace disse, vindo nos abraçar, parabenizando-nos.
Os outros também vieram nos abraçar, felicitando-nos. Depois nós os acompanhamos até a garagem ao lado da casa, onde eles haviam escondido os carros, para que eu não desconfiasse de nada, e acenamos à medida que víamos nossas famílias irem embora.
— Ana, você se importa se o Jack passar em um lugar primeiro, antes de te deixarmos na casa do Christian? – Anabella perguntou quando saímos do Woodland Park, após o jogo ter terminado.
— Não me importo não. Vai ser mais alguns minutos extras de vida que o safado do Christian vai ter – resmunguei, emburrada, porque ele tinha ligado avisando que era para eu pegar carona com o Jack e a Ella, pois o mesmo tinha uma coisa mais importante para fazer.
“Importante vai ser é funeral dele, isso sim”
Enquanto dirigia, Jack ia conversando com a minha irmã sobre o casamento deles e logo a proposta de que eu e Christian fossemos os seus padrinhos foi feita e eu aceitei com muita honra. De repente, estranhei o lugar para onde Jack guiava o carro, pois era um bairro de classe média alta, com belas mansões. Ele então parou em frente de uma bem bonita, e buzinou duas vezes antes de sair do carro.
— Para quê?
— Quero te apresentar a um casal de amigos que moram aqui – disse Jack, então sai do carro dele e os segui, ainda desconfiada.
— Coloca isso, maninha – minha irmã falou, estendendo-me uma venda.
— Por quê?
— Tu faz pergunta demais, eu hein! Coloca logo essa porra e não me estressa não! – ela exclamou, fechando a cara para mim.
Bufei com raiva, já pegando a maldita venda e a colocando, então me senti sendo conduzida para dentro da casa, depois para uma escada que pareceu não ter fim. Entretanto, assim que tiraram a venda dos meus olhos, notei que me encontrava no início de um longo corredor, onde pude ver Grace, Carrick, Etienne, Marina, Mia, Ethan, Elliot, Kate, Eloise, Owen e Maya, parados e intercalados entre as duas paredes, segurando plaquinhas com frases.
— Cadê o Christian? – perguntei, olhando para trás.
Jack então me disse que era para eu seguir o corredor, lendo as placas, que no final encontraria o Christian. Assenti e respirei fundo, já começando a andar devagar à medida que me emocionava a cada frase que lia.
A essa altura, minha maquiagem já tinha ido para o espaço de tanto chorar então só limpei o rosto um pouco e adentrei o quarto, deparando-me com Christian em meio a um mar vermelho de pétalas de rosas que cobriam todo o chão do quarto. O vi se aproximar de mim bem devagar e ajoelhar a minha frente, abrindo uma linda caixinha preta enquanto um sorriso lhe emoldurava o rosto.
— Anastasia Steele, aceita ser o início do meu infinito? A mulher com quem eu acordarei todos os dias? A mãe dos meus filhos?
— Posso falar uma coisa primeiro, antes de lhe dar a resposta?
— Ih, vai dizer um “Não”. Podem ir me passando as notinhas de cem aí, Ethan, Owen e Etienne – escutei Elliot falar na porta, pois todos tinham se aproximado e adentrado o lugar.
— Pode falar sim, meu amor, mas ver se não demora muito, porque o meu joelho pode começar a doer.
— Tá ficando idoso, hein cara? – Etienne brincou fazendo Christian mostrar o dedo do meio para o irmão que caiu na risada.
— O que eu quero dizer é que eu não escolhi que você surgisse na minha vida, nem que nossos caminhos se cruzassem...
— Vai dá o fora nele bonitinho.
— Cala a boca, Elliot! – todos nós, com exceção das crianças, falamos ao mesmo tempo, então me virei novamente para Christian, dando-lhe um sorriso.
— Continuando... Apesar de não ter planejado o nosso encontro, hoje eu tenho plena certeza que esse foi o acaso mais importante que nos aconteceu. E admito, perante todos aqui, que não foi fácil amar você.
Ouvi as risadas das nossas famílias.
— Mas não sei explicar, como e quando aconteceu essa mudança, mas depois de um certo tempo eu senti um querer, uma necessidade incontrolável de estar perto de você, que não conseguia compreender. E hoje, não me imagino longe de você, Christian. Então a minha resposta é “Sim”. Eu aceito me casar com você, meu amor.
Chorei muito, aliás todos nós choramos, ou melhor, só as mulheres choraram à medida que Christian colocava a aliança no meu dedo antes de se levantar e me abraçar bem apertado.
— Também te amo, querido – sussurrei antes de selar meus lábios aos dele à medida que escutávamos aplausos vindo da porta, porém nosso beijo foi interrompido quando ouvimos meu sogro.
— Filho, você está chorando?
— É claro que não, pai. Foi um maldito cisco que caiu aqui.
— Nos dois olhos? Que azar, hein maninho? – Mia debochou, já morrendo de rir.
— Ah vá se lascar, vai!? – Elliot resmungou esfregando os olhos e logo virou motivo de piada entre os irmãos dele, o que nos fez sorrir.
— Obrigado, pessoal. Por me ajudarem com a surpresa, mas agora acho melhor vocês irem embora, né?
— Está nos expulsando, né seu ingrato? – inquiriu Eloise tentando parecer séria, mas em vão.
— Nós entendemos a indireta, filho. Estamos indo – Grace disse, vindo nos abraçar, parabenizando-nos.
Os outros também vieram nos abraçar, felicitando-nos. Depois nós os acompanhamos até a garagem ao lado da casa, onde eles haviam escondido os carros, para que eu não desconfiasse de nada, e acenamos à medida que víamos nossas famílias irem embora.

Nenhum comentário:
Postar um comentário