ANASTASIA
Depois da nossa reconciliação, eu acabei voltando a morar com Christian, na casa dele, e estamos aos poucos tentando retornar às nossas rotinas, sem pensar mais em Travis. Na segunda, Christian havia voltado ao trabalho, mas eu não consegui aguentar dividir o carro com ele por muito tempo, menos de um dia, pois isso atrapalhou um pouco a minha rotina, então liguei para Jack na terça e perguntei se ele poderia achar o carro que Christian amava, o tal do Impala.
Na mesma hora, Jack me informou do carro que ele tinha emprestado ao Christian, quando Travis ainda estava me perseguindo, e disse que eu poderia comprá-lo se quisesse. Então, ajeitei tudo com ele, pedindo que o mesmo arrumasse tudo para mim e que eu pagaria qualquer quantia pelo carro.
Ontem à noite, quando cheguei do trabalho, o Impala já se encontrava na garagem e Christian o polia com um enorme sorriso no rosto. Até esquecemos que estávamos brigados por causa do almoço de Dia dos Pais que aconteceria na casa dele e que o mesmo me imcubiu de organizar de última hora.
Christian parecia uma criança quando ganhava um brinquedo novo e ficava toda feliz. Em recompensa pelo presente, transamos ali mesmo, sobre o capô do carro. A foda foi maravilhosa e eu queria estender ela até o chuveiro, porém ele preferiu ficar polindo de novo o Impala. De repente, me sobressaltei com o toque do meu celular, então o peguei, já vendo que era minha irmã.
— Oi mana – falei, atendendo.
— Oi, Aninha. Tá ocupada?
— Não. Porque?
— Trabalha mais não, é? – ela inquiriu, rindo.
— Trabalho sim. Eu estava esperando o meu último paciente da manhã chegar, mas até agora ele não apareceu – falei, me recostando na cadeira.
— Ah, ok. Queria saber se pode sair comigo, porque eu preciso comprar um presente para o Jack, e mais algumas coisinhas.
— Posso sim, irmã. Podemos almoçar hoje juntas. Tenho duas horas e meia de almoço.
— Perfeito! Muito obrigada, Ana. Que horas você vem me buscar?
— Pega um táxi, mulher. Eu pago quando você chegar aqui.
— Para quê taxista se eu tenho você, né maninha? – ela disse, me fazendo rolar os olhos.
— Ok. Daqui a meia hora eu passo aí. Ver se não demora a descer.
— Já vou estar esperando.
— É bom mesmo.
— Eu sou mais rápida que você. Deixa de ser chata! Você é que passa horas se arrumando. E eu já sabia que você iria concordar em sair comigo, já que nunca me nega nada, então eu já estou pronta.
— Ai, ai... Tchau, Ella. Até daqui a pouco.
— Tchau, Aninha – escutei ela falar, antes de eu desligar.
Samantha logo veio me informar que o paciente, que eu esperava, havia ligado para avisar que tinha ocorrido um imprevisto e que o mesmo não poderia comparecer à consulta hoje. Agradeci à Sammy pelo recado e a informei que estava saindo mais cedo para o almoço. Então peguei minha bolsa, o celular e sai da S.E.X, indo rumo ao apartamento de Jack.
Assim que estacionei em frente ao prédio, mandei uma mensagem para Anabella, que logo desceu e entrou no carro.
— Oi, buchuda 01 – ela disse, sorrindo.
— Oi, buchuda 02 – rebati a piadinha dela.
— E aí? Quais as novidades, maninha? – Ella indagou à medida que eu entrava novamente em meio ao trânsito.
— Nenhuma. E você? Vai comprar um presente para o Jack porquê? Ainda falta meses para o aniversário dele.
— É presente para o Dia dos Pais.
— Pra quê? – a questionei, olhando-a de relance, já voltando a encarar a rua, prestando atenção na direção.
— Não me diga que você não vai dar nada ao Christian!
— Eu não. Ele não é pai ainda.
— Claro que é, Ana. Os filhos dele estão na sua barriga, com os corações batendo. Mais pai que isso é impossível.
— Negativo. Eles ainda não nasceram.
— Então você não vai precisar gastar seu dinheiro com flores ao defunto, porque já que ele não está mais vivo, deixou de ser nosso pai. Graças a Deus! – Ella exclamou, fazendo-me rolar os olhos com raiva.
— Ele ainda é nosso pai, mesmo morto. E eu vou sim comprar flores para deixar lá no túmulo e ainda passarei na igreja para rezar pela alma dele.
— Vai em alguma igreja satanista, por acaso? Porque a alma daquele desgraçado, com certeza está no inferno.
Apenas respirei fundo, apertando um pouco o volante e tentei me acalmar para não entrar em uma discussão com minha irmã, por causa daquele assunto.
CINCO DIAS DEPOIS
Depois da nossa reconciliação, eu acabei voltando a morar com Christian, na casa dele, e estamos aos poucos tentando retornar às nossas rotinas, sem pensar mais em Travis. Na segunda, Christian havia voltado ao trabalho, mas eu não consegui aguentar dividir o carro com ele por muito tempo, menos de um dia, pois isso atrapalhou um pouco a minha rotina, então liguei para Jack na terça e perguntei se ele poderia achar o carro que Christian amava, o tal do Impala.
Na mesma hora, Jack me informou do carro que ele tinha emprestado ao Christian, quando Travis ainda estava me perseguindo, e disse que eu poderia comprá-lo se quisesse. Então, ajeitei tudo com ele, pedindo que o mesmo arrumasse tudo para mim e que eu pagaria qualquer quantia pelo carro.
Ontem à noite, quando cheguei do trabalho, o Impala já se encontrava na garagem e Christian o polia com um enorme sorriso no rosto. Até esquecemos que estávamos brigados por causa do almoço de Dia dos Pais que aconteceria na casa dele e que o mesmo me imcubiu de organizar de última hora.
— Oi mana – falei, atendendo.
— Oi, Aninha. Tá ocupada?
— Não. Porque?
— Trabalha mais não, é? – ela inquiriu, rindo.
— Trabalho sim. Eu estava esperando o meu último paciente da manhã chegar, mas até agora ele não apareceu – falei, me recostando na cadeira.
— Ah, ok. Queria saber se pode sair comigo, porque eu preciso comprar um presente para o Jack, e mais algumas coisinhas.
— Posso sim, irmã. Podemos almoçar hoje juntas. Tenho duas horas e meia de almoço.
— Perfeito! Muito obrigada, Ana. Que horas você vem me buscar?
— Pega um táxi, mulher. Eu pago quando você chegar aqui.
— Para quê taxista se eu tenho você, né maninha? – ela disse, me fazendo rolar os olhos.
— Ok. Daqui a meia hora eu passo aí. Ver se não demora a descer.
— Já vou estar esperando.
— É bom mesmo.
— Eu sou mais rápida que você. Deixa de ser chata! Você é que passa horas se arrumando. E eu já sabia que você iria concordar em sair comigo, já que nunca me nega nada, então eu já estou pronta.
— Ai, ai... Tchau, Ella. Até daqui a pouco.
— Tchau, Aninha – escutei ela falar, antes de eu desligar.
Samantha logo veio me informar que o paciente, que eu esperava, havia ligado para avisar que tinha ocorrido um imprevisto e que o mesmo não poderia comparecer à consulta hoje. Agradeci à Sammy pelo recado e a informei que estava saindo mais cedo para o almoço. Então peguei minha bolsa, o celular e sai da S.E.X, indo rumo ao apartamento de Jack.
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Assim que estacionei em frente ao prédio, mandei uma mensagem para Anabella, que logo desceu e entrou no carro.
— Oi, buchuda 02 – rebati a piadinha dela.
— E aí? Quais as novidades, maninha? – Ella indagou à medida que eu entrava novamente em meio ao trânsito.
— Nenhuma. E você? Vai comprar um presente para o Jack porquê? Ainda falta meses para o aniversário dele.
— É presente para o Dia dos Pais.
— Pra quê? – a questionei, olhando-a de relance, já voltando a encarar a rua, prestando atenção na direção.
— Não me diga que você não vai dar nada ao Christian!
— Eu não. Ele não é pai ainda.
— Claro que é, Ana. Os filhos dele estão na sua barriga, com os corações batendo. Mais pai que isso é impossível.
— Negativo. Eles ainda não nasceram.
— Então você não vai precisar gastar seu dinheiro com flores ao defunto, porque já que ele não está mais vivo, deixou de ser nosso pai. Graças a Deus! – Ella exclamou, fazendo-me rolar os olhos com raiva.
— Ele ainda é nosso pai, mesmo morto. E eu vou sim comprar flores para deixar lá no túmulo e ainda passarei na igreja para rezar pela alma dele.
— Vai em alguma igreja satanista, por acaso? Porque a alma daquele desgraçado, com certeza está no inferno.
Apenas respirei fundo, apertando um pouco o volante e tentei me acalmar para não entrar em uma discussão com minha irmã, por causa daquele assunto.

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