ANASTASIA
— E então? – ouvi Christian perguntar e olhei para ele, confusa, depois para Jack, que tinha parado à nossa frente.
— Deu tudo certo, cara. Travis está morto.
“Como é que é?”
— Sério, mesmo?
Vi Jack concordar com a cabeça, sorrindo, e ambos se abraçaram em comemoração, mas eu ainda estava boiando na parada.
— Dá para alguém me explicar que porra está acontecendo aqui? Como assim Travis morreu? – inquiri, cruzando os braços sobre o busto, encarando os dois que se entreolharam numa conversa muda.
Jack então me contou sobre o plano deles de emboscar e prender Travis novamente, porém o mesmo capotou o carro e o veículo tinha caído no rio. Internamente, eu fiquei feliz, pois voltaria a ter minha vida normal. Todavia, tinha dois detalhes cruciais que me deixaram puta de raiva. Primeiro, que minha irmã tinha sido a isca daquela maluquice toda. E segundo, o descarado do Christian sabia de todo o plano e não havia me contado.
— Eu deveria te socar até a morte, Christian. E não rir não, Jack, porque você seria o próximo a morrer. Onde é que você tava com a cabeça para deixar a Ella fazer isso, hein Jack?
— Mas foi ela que se ofereceu, amor.
— Não me interessa, Christian – vociferei um pouco alto demais e a recepcionista nos chamou a atenção, então sai pisando fundo rumo a enfermaria, para ver onde minha irmã estava.
Encontrei Anabella no quarto, que dias atrás eu tinha ficado internada. Dois técnicos cuidavam de seus ferimentos e a mesma resmungava, dizendo que não precisava de curativo e ataduras.
— Ella, deixa os dois fazerem o trabalho deles, ou ao invés de curativos, você vai precisar é de gesso nessa sua cabeça oca – comentei, ameaçadoramente, indo para perto da janela a fim de não atrapalhar os técnicos.
Fiquei ali, vendo-os trabalharem em torno da minha irmã e assim que ambos terminaram, já saindo do quarto, me aproximei do leito, meio chorosa e abracei Anabella fortemente.
— Aí Ana, estou com o meu ombro dolorido. Manera aí no abraço, maninha – ela comentou, então me desvencilhei, afastando-me um pouco e dei-lhe um tapa no braço meio bom dela – Aí, peste. Isso dói, sabia?
— É bom mesmo que tenha doído, para você aprender a nunca mais fazer uma loucura dessa – comentei, limpando as lágrimas do meu rosto.
— Jack te contou?
— Sim. E os três estão na minha lista negra.
— Eu me arrisco por você, sou literalmente jogada de um carro igual bola de boliche, me ralei quase toda e ainda fiquei com o ombro fudido, mas mesmo assim eu estou na sua lista negra? Porra, Ana! Não sabe me dizer um “Obrigada”? – ela inquiriu, com raiva.
— Obrigada, Ella, mas não precisava fazer isso. E se acontecesse algo pior do que houve, hein? Eu nem sei o quê eu faria. Acho que iria enlouquecer.
Minha irmã rolou os olhos.
— Você sempre me protegeu, Ana. Agora era a minha vez de te proteger, maninha. Eu não podia deixar aquele lunático filho da puta te machucar ou machucar minhas sobrinhas – Ella declarou, me fazendo ficar emocionada de novo.
Neste momento, Christian e Jack adentraram o quarto, juntamente com o médico plantonista e o mesmo deu uma avaliada na minha irmã, rapidamente, dizendo que ela precisaria ficar internada por mais tempo, pois ele iria solicitar a avaliação do ortopedista para ver ser o ombro estava luxado ou fraturado. Depois que o médico passou a visita dele, a enfermeira veio nos expulsar do quarto, então me despedi de Ella e de Jack, e sai sem nem ao menos esperar por Christian.
— Está com raiva, amor? – o desgraçado teve a ousadia de perguntar.
Só o encarei, mortalmente, por sobre o teto do carro à medida que eu abria a porta do mesmo.
“Respira fundo, Ana. E não mata esse infeliz”
“Lembre-se de como ele é na cama, mulher” pensei enquanto Christian guiava o carro rumo à casa dos pais dele.
Depois do almoço, aproveitei que Christian foi para o quintal com a sua irmã mais nova e segui para o quarto dele, a fim de arrumar minhas coisas, pois tinha decidido ir embora dali. Havia terminado de fechar minhas malas e me encontrava falando com a Samantha ao telefone quando Christian abriu a porta e me encarou, meio assustado.
— Anotou tudo certinho, Sammy?
— Sim, Ana.
— Ok, então. Até amanhã na clínica – falei, desligando o celular em seguida.
— Você vai me deixar – ele murmurou em afirmação, com um semblante meio triste – Ana, se for por eu ter escondido sobre o plano, que você está indo embora... me desculpe – Christian se aproximou, me abraçando forte – Por favor, me perdoa. Não vai embora.
Me desvencilhei dele e o encarei bem séria, pois ainda me encontrava com raiva.
— E então? – ouvi Christian perguntar e olhei para ele, confusa, depois para Jack, que tinha parado à nossa frente.
— Deu tudo certo, cara. Travis está morto.
“Como é que é?”
— Sério, mesmo?
Vi Jack concordar com a cabeça, sorrindo, e ambos se abraçaram em comemoração, mas eu ainda estava boiando na parada.
— Dá para alguém me explicar que porra está acontecendo aqui? Como assim Travis morreu? – inquiri, cruzando os braços sobre o busto, encarando os dois que se entreolharam numa conversa muda.
Jack então me contou sobre o plano deles de emboscar e prender Travis novamente, porém o mesmo capotou o carro e o veículo tinha caído no rio. Internamente, eu fiquei feliz, pois voltaria a ter minha vida normal. Todavia, tinha dois detalhes cruciais que me deixaram puta de raiva. Primeiro, que minha irmã tinha sido a isca daquela maluquice toda. E segundo, o descarado do Christian sabia de todo o plano e não havia me contado.
— Eu deveria te socar até a morte, Christian. E não rir não, Jack, porque você seria o próximo a morrer. Onde é que você tava com a cabeça para deixar a Ella fazer isso, hein Jack?
— Mas foi ela que se ofereceu, amor.
— Não me interessa, Christian – vociferei um pouco alto demais e a recepcionista nos chamou a atenção, então sai pisando fundo rumo a enfermaria, para ver onde minha irmã estava.
Encontrei Anabella no quarto, que dias atrás eu tinha ficado internada. Dois técnicos cuidavam de seus ferimentos e a mesma resmungava, dizendo que não precisava de curativo e ataduras.
— Ella, deixa os dois fazerem o trabalho deles, ou ao invés de curativos, você vai precisar é de gesso nessa sua cabeça oca – comentei, ameaçadoramente, indo para perto da janela a fim de não atrapalhar os técnicos.
Fiquei ali, vendo-os trabalharem em torno da minha irmã e assim que ambos terminaram, já saindo do quarto, me aproximei do leito, meio chorosa e abracei Anabella fortemente.
— Aí Ana, estou com o meu ombro dolorido. Manera aí no abraço, maninha – ela comentou, então me desvencilhei, afastando-me um pouco e dei-lhe um tapa no braço meio bom dela – Aí, peste. Isso dói, sabia?
— É bom mesmo que tenha doído, para você aprender a nunca mais fazer uma loucura dessa – comentei, limpando as lágrimas do meu rosto.
— Jack te contou?
— Sim. E os três estão na minha lista negra.
— Eu me arrisco por você, sou literalmente jogada de um carro igual bola de boliche, me ralei quase toda e ainda fiquei com o ombro fudido, mas mesmo assim eu estou na sua lista negra? Porra, Ana! Não sabe me dizer um “Obrigada”? – ela inquiriu, com raiva.
— Obrigada, Ella, mas não precisava fazer isso. E se acontecesse algo pior do que houve, hein? Eu nem sei o quê eu faria. Acho que iria enlouquecer.
Minha irmã rolou os olhos.
— Você sempre me protegeu, Ana. Agora era a minha vez de te proteger, maninha. Eu não podia deixar aquele lunático filho da puta te machucar ou machucar minhas sobrinhas – Ella declarou, me fazendo ficar emocionada de novo.
Neste momento, Christian e Jack adentraram o quarto, juntamente com o médico plantonista e o mesmo deu uma avaliada na minha irmã, rapidamente, dizendo que ela precisaria ficar internada por mais tempo, pois ele iria solicitar a avaliação do ortopedista para ver ser o ombro estava luxado ou fraturado. Depois que o médico passou a visita dele, a enfermeira veio nos expulsar do quarto, então me despedi de Ella e de Jack, e sai sem nem ao menos esperar por Christian.
— Está com raiva, amor? – o desgraçado teve a ousadia de perguntar.
Só o encarei, mortalmente, por sobre o teto do carro à medida que eu abria a porta do mesmo.
“Respira fundo, Ana. E não mata esse infeliz”
“Lembre-se de como ele é na cama, mulher” pensei enquanto Christian guiava o carro rumo à casa dos pais dele.
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Depois do almoço, aproveitei que Christian foi para o quintal com a sua irmã mais nova e segui para o quarto dele, a fim de arrumar minhas coisas, pois tinha decidido ir embora dali. Havia terminado de fechar minhas malas e me encontrava falando com a Samantha ao telefone quando Christian abriu a porta e me encarou, meio assustado.
— Anotou tudo certinho, Sammy?
— Sim, Ana.
— Ok, então. Até amanhã na clínica – falei, desligando o celular em seguida.
— Você vai me deixar – ele murmurou em afirmação, com um semblante meio triste – Ana, se for por eu ter escondido sobre o plano, que você está indo embora... me desculpe – Christian se aproximou, me abraçando forte – Por favor, me perdoa. Não vai embora.
Me desvencilhei dele e o encarei bem séria, pois ainda me encontrava com raiva.

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