CHRISTIAN
Deixei Anastasia dormindo e fui esticar um pouco minhas pernas, aproveitando para ver se Kate ainda estava no ambulatório, acabando por encontrar ela e meu irmão saindo do consultório.
— Christian?
— Oi, Elliot.
— Pensei que você já tivesse ido – minha cunhada comentou.
— Não. Eu acabei encontrando a Ana na emergência. Ela está internada aqui.
— Aconteceu algo com ela? Está tudo bem com o bebê?
— Bebê? – meu irmão inquiriu, arregalando os olhos – Não me diga que você finalmente vai ser pai?
— Sim – informei todo sorridente e orgulhoso enquanto Elliot me abraçava, parabenizando-me – Obrigado, cara. A Anastasia está bem fisicamente, Kate. Descobrimos apenas que ela está com diabetes gestacional e que vamos ser pais de trigêmeos.
— Oh meu Deus! – ela gritou assustando o pouco de pacientes que ainda se encontravam na fila para serem atendidos.
Eles me abraçaram e meu irmão logo começou a tirar brincadeira comigo, dizendo coisas como “Nossa! Demorou para ter filhos, mas quando tem, encaçapa logo três de uma vez”, entre outras gracinhas, típicas dele. Kate quis visitar a Ana, mas avisei que a mesma estava dormindo e que, provavelmente, ela iria sair de alta de tardezinha então deveríamos ir para casa.
— Vai para a casa da sua mãe, Christian.
— É, cara. Vem passar uns dias lá em casa. É chato não ter ninguém para conversar, porque você sabe que o pai se enfia naquele escritório dele, que só sai para comer, visitar clientes e dormir – disse Elliot.
— Vou ver se ela quer ir para lá.
— Vai ser bom para ela, Christian. A Anastasia vai ter com quem conversar. Tem eu, a Maya...
— A Mia e a Eloise, que sempre vão filar a bóia lá em casa com os maridos – ressaltou meu irmão.
— Ainda tem as meninas do meu clube do livro, sem contar com as crianças que ela pode ir logo se familiarizando com a algazarra que eles fazem – Kate falou rindo, nos contagiando também.
— Ok. A gente vai passar uma semana lá. Elliot, você pode avisar para nossa mãe que vamos? E não conta para ninguém sobre os trigêmeos, ouviu? Quero fazer um jantar para contar a surpresa.
Ele assentiu e ambos saíram. Antes de retornar para o quarto liguei para Anabella e a informei sobre a irmã dela, pedindo que a mesma viesse para ficar com ela enquanto eu dava um pulo em casa para arrumar nossas coisas. Quando adentrei o quarto encontrei Ana acordada e uma técnica de enfermagem colocava uma bandeja de comida no suporte que servia de mesinha.
— Ela pode comer isso? – indaguei me sentando, na cadeira ao lado da cama.
— Sim, Christian, eu posso.
— Eu perguntei foi para a técnica, amor, e não para você, porque se depender de ti, você come tudo, sem se importar com nada – ressaltei sendo alvo do olhar furioso dela – E não tenho medo desse seu olhar mortal não. Então, moça, isso aí não vai prejudicar a diabetes dela, vai?
— Não, senhor. Esse mingau é sem açúcar, específico para diabéticos.
— Viu só, amorzinho.
Rolei os olhos pelo sarcasmo dela e me recostei na cadeira, mexendo no celular, respondendo minhas irmãs que me parabenizavam pelos meus filhos.
“Oh, Elliot da boca furada!”
— Você está falando com aquelas piriguetes, não é?
Olhei para o lado, encarando Anastasia, estranhando notar em seu rosto, por um breve segundo que seja, uma expressão de tristeza.
— Não. Estou conversando com as minhas irmãs que estão me parabenizando pelos nossos filhos. E a propósito, vamos passar uma semana na casa da minha mãe.
— O quê? Aí, senhor. Estou parecendo uma mendiga, pulando de uma casa para outra.
Não deixei de sorrir e ela acabou sorrindo também.
— O que a gente vai fazer, Christian?
— Sobre os nossos filhos? – indaguei e ela assentiu – Vamos cuidar de todos. Onde cabe um, cabem três. Deus manda tudo na hora certa, Ana.
— É, mas você não precisava ter ajudado ele, né?
— Já te pedi desculpa por isso.
— Eu sei. Só que eu estou... Sei lá como eu estou. Tudo isso é novo para mim.
— Para mim também – falei me levantando e ela afastou um pouco para que eu me sentasse na beirada da cama – Mas estou confiante de que seremos bons pais.
— Que bom que você tem essa confiança toda, porque eu...
— Com o tempo, você também vai ter – murmurei afagando sua mão, então preferi mudar de assunto e brinquei com o sabor do mingau fazendo ela rir um pouco.
Não demorou muito e logo a irmã dela chegou para que eu pudesse ir até em casa.
Enquanto estacionava o carro da Anastasia em frente a garagem da minha residência, notei um homem parado do outro lado da rua. O cara era estranho para mim, mas deveria ser algum vizinho descansando de sua caminhada, pois o mesmo usava um conjunto de moletom de corrida com o capuz jogado sobre a cabeça.
Não dei muito importância para o sujeito e saí do carro, já me encaminhando para a varanda de casa, porém segundos depois escutei um “Ei, você!?” às minhas costas. Mal me virei para olhar e fui acertado com um soco no nariz, que fez o mesmo sangrar na hora.
— Fica longe da Ana, ou eu te mato!
“Mas que porra é essa?”
Mesmo desnorteado, consegui me levantar do gramado e ver o cara se distanciando de mim, então me arrastei para dentro de casa, trancando a porta, e fui ver o estado que meu nariz se encontrava.
Deixei Anastasia dormindo e fui esticar um pouco minhas pernas, aproveitando para ver se Kate ainda estava no ambulatório, acabando por encontrar ela e meu irmão saindo do consultório.
— Christian?
— Oi, Elliot.
— Pensei que você já tivesse ido – minha cunhada comentou.
— Não. Eu acabei encontrando a Ana na emergência. Ela está internada aqui.
— Aconteceu algo com ela? Está tudo bem com o bebê?
— Bebê? – meu irmão inquiriu, arregalando os olhos – Não me diga que você finalmente vai ser pai?
— Sim – informei todo sorridente e orgulhoso enquanto Elliot me abraçava, parabenizando-me – Obrigado, cara. A Anastasia está bem fisicamente, Kate. Descobrimos apenas que ela está com diabetes gestacional e que vamos ser pais de trigêmeos.
— Oh meu Deus! – ela gritou assustando o pouco de pacientes que ainda se encontravam na fila para serem atendidos.
Eles me abraçaram e meu irmão logo começou a tirar brincadeira comigo, dizendo coisas como “Nossa! Demorou para ter filhos, mas quando tem, encaçapa logo três de uma vez”, entre outras gracinhas, típicas dele. Kate quis visitar a Ana, mas avisei que a mesma estava dormindo e que, provavelmente, ela iria sair de alta de tardezinha então deveríamos ir para casa.
— Vai para a casa da sua mãe, Christian.
— É, cara. Vem passar uns dias lá em casa. É chato não ter ninguém para conversar, porque você sabe que o pai se enfia naquele escritório dele, que só sai para comer, visitar clientes e dormir – disse Elliot.
— Vou ver se ela quer ir para lá.
— Vai ser bom para ela, Christian. A Anastasia vai ter com quem conversar. Tem eu, a Maya...
— A Mia e a Eloise, que sempre vão filar a bóia lá em casa com os maridos – ressaltou meu irmão.
— Ainda tem as meninas do meu clube do livro, sem contar com as crianças que ela pode ir logo se familiarizando com a algazarra que eles fazem – Kate falou rindo, nos contagiando também.
— Ok. A gente vai passar uma semana lá. Elliot, você pode avisar para nossa mãe que vamos? E não conta para ninguém sobre os trigêmeos, ouviu? Quero fazer um jantar para contar a surpresa.
Ele assentiu e ambos saíram. Antes de retornar para o quarto liguei para Anabella e a informei sobre a irmã dela, pedindo que a mesma viesse para ficar com ela enquanto eu dava um pulo em casa para arrumar nossas coisas. Quando adentrei o quarto encontrei Ana acordada e uma técnica de enfermagem colocava uma bandeja de comida no suporte que servia de mesinha.
— Ela pode comer isso? – indaguei me sentando, na cadeira ao lado da cama.
— Sim, Christian, eu posso.
— Eu perguntei foi para a técnica, amor, e não para você, porque se depender de ti, você come tudo, sem se importar com nada – ressaltei sendo alvo do olhar furioso dela – E não tenho medo desse seu olhar mortal não. Então, moça, isso aí não vai prejudicar a diabetes dela, vai?
— Não, senhor. Esse mingau é sem açúcar, específico para diabéticos.
— Viu só, amorzinho.
Rolei os olhos pelo sarcasmo dela e me recostei na cadeira, mexendo no celular, respondendo minhas irmãs que me parabenizavam pelos meus filhos.
“Oh, Elliot da boca furada!”
— Você está falando com aquelas piriguetes, não é?
Olhei para o lado, encarando Anastasia, estranhando notar em seu rosto, por um breve segundo que seja, uma expressão de tristeza.
— Não. Estou conversando com as minhas irmãs que estão me parabenizando pelos nossos filhos. E a propósito, vamos passar uma semana na casa da minha mãe.
— O quê? Aí, senhor. Estou parecendo uma mendiga, pulando de uma casa para outra.
Não deixei de sorrir e ela acabou sorrindo também.
— O que a gente vai fazer, Christian?
— Sobre os nossos filhos? – indaguei e ela assentiu – Vamos cuidar de todos. Onde cabe um, cabem três. Deus manda tudo na hora certa, Ana.
— É, mas você não precisava ter ajudado ele, né?
— Já te pedi desculpa por isso.
— Eu sei. Só que eu estou... Sei lá como eu estou. Tudo isso é novo para mim.
— Para mim também – falei me levantando e ela afastou um pouco para que eu me sentasse na beirada da cama – Mas estou confiante de que seremos bons pais.
— Que bom que você tem essa confiança toda, porque eu...
— Com o tempo, você também vai ter – murmurei afagando sua mão, então preferi mudar de assunto e brinquei com o sabor do mingau fazendo ela rir um pouco.
Não demorou muito e logo a irmã dela chegou para que eu pudesse ir até em casa.
★ ★ ★ ★ ★
Enquanto estacionava o carro da Anastasia em frente a garagem da minha residência, notei um homem parado do outro lado da rua. O cara era estranho para mim, mas deveria ser algum vizinho descansando de sua caminhada, pois o mesmo usava um conjunto de moletom de corrida com o capuz jogado sobre a cabeça.
Não dei muito importância para o sujeito e saí do carro, já me encaminhando para a varanda de casa, porém segundos depois escutei um “Ei, você!?” às minhas costas. Mal me virei para olhar e fui acertado com um soco no nariz, que fez o mesmo sangrar na hora.
— Fica longe da Ana, ou eu te mato!
“Mas que porra é essa?”
Mesmo desnorteado, consegui me levantar do gramado e ver o cara se distanciando de mim, então me arrastei para dentro de casa, trancando a porta, e fui ver o estado que meu nariz se encontrava.

Nenhum comentário:
Postar um comentário