ANASTASIA
Assim que li a próxima mensagem do Christian, onde o mesmo dizia que iria mandar mais uma foto do pau dele para aquelas assanhadas, eu joguei a toalha. Desisti de continuar lendo aquilo, porque estava me deixando muito puta da vida.
“Não taca o celular na parede, ele não tem culpa, o dono dele é que tem”
“Respira fundo, Anastasia”
“Relaxe...”
“Pense no bebê, mesmo não tendo muito carinho por ele por enquanto, o bebê não pode ser afetado pelas suas emoções”
“Acabe com os planos do Christian com estilo, e isso você tem de sobra, gata” disse a mim mesmo, já levantando da cama e indo para o banheiro.
Assim que terminei de me vestir e calçar um dos meus Louboutin, fiz uma maquiagem bem marcante e sexy, com direito a um batom bem vermelho nos meus lábios, por fim passei uma escova nos cabelos, deixando-os soltos.
Peguei um sobretudo e uma bolsa de mão, ambos vermelhos, o celular do Christian, enfiando-o no bolso do sobretudo, e saí do quarto, indo rumo a cozinha.
O mesmo havia voltado e se encontrava sentado à pequena mesa do lugar. Christian quase morreu engasgado ao me ver naquele tubinho preto, bem justo e sexy, mas fingi que nem havia notado o sutil volume que crescia em sua calça.
— Conseguiu comprar o pão integral, que bom – murmurei indiferente, depositando o sobretudo no encosto da cadeira e minha bolsa de mão no canto da mesa.
— Você vai trabalhar desse jeito? – ele perguntou me olhando sério.
— Sim, porque? Queria que eu fosse pelada por acaso?
— Agora está explicado essa obsessão doentia que seu ex-paciente lunático tem por você. E digo mais, acho que vou ficar até do lado dele se algo acontecer.
— Não entendi o que quis dizer, Christian.
— Sua roupa.
— O quê que tem a minha roupa? – indaguei, já ficando impaciente.
— Vulgar demais, Ana.
— E daí se for vulgar ou não a minha roupa. Não vai impedir dele gostar de mim ou me desejar.
— Eu penso assim. Se você não quer ser desejada erroneamente por pessoas erradas, então se comporte no meio delas. Vista roupas mais adequadas ao seu trabalho.
— Eu sou uma sexóloga, Christian. Eu tenho que ser sexy – rebati dando um sorriso cinicamente falso.
— Não tem nada a ver uma coisa com a outra, Ana.
— Tem tudo a ver...
— Não tem não. Você é uma sexóloga, não deveria ser sexy e sim profissional, então eu acho que você tem que usar roupas que te deixe o mais profissional possível perante os seus pacientes e não isso aí, que parece que você está indo para uma balada ou sei lá o quê.
Apenas respirei fundo, por alguns segundos.
— É melhor encerrarmos esse papo sobre minha roupa, porque não vai levar a lugar nenhum. E outra, você não tem o direito de opinar sobre como eu me visto ou deixo de me vestir, pois você não é meu pai, não é meu marido, nem noivo ou namorado.
— Mas sou o pai do seu filho e se algo acontecer com você, algo acontecerá com ele, sua cabeça-dura.
— Eu não vou fazer nada que machuque esse bebê, ok? Ah, já ia me esquecendo – falei me virando um pouco e enfiando a mão no bolso do sobretudo, tirando o celular dele – Acho que seu pau ao vivo é bem maior que aquela foto – comentei empurrando o telefone pela superfície da mesa, para ele que me olhou com uma das sobrancelhas erguida.
— Você pegou o meu celular para ficar bisbilhotando nele? Por qual motivo?
— Curiosidade – informei dando de ombros, voltando a sorver um pouco do café e indo tirar uma fatia de pão, mas notei que não havia faca sobre a mesa, então levantei e fui até a gaveta de talheres, também não encontrei nada – Cadê as facas dessa casa? – indaguei me virando, encarando Christian que deu de ombros.
— As levei para amolar.
— Todas? – inquiri me aproximando da mesa.
— Sim. Reparte o pão com a mão. Deixa de ser frescurenta.
“Senhor, ele está pedindo...”
— Acho que a palavra certa seria louca – falei batendo “acidentalmente” minha mão na sua caneca de café, fazendo a mesma virar para cima dele.
— Caralho, Ana! Cuidado, cacete! Eita porra, está quente demais! – ele gritou se levantando e abanando-se, pois, o líquido tinha atingido um pouco da sua barriga, suas partes íntimas e um pouco do interior de suas coxas.
— Jura que está quente? Pois eu nem senti, querido.
— Você é doida!
— Isso foi pouco. Era para eu ter te matado, seu infeliz, mas o bebê precisa de um pai, então agradeça a ele por estar vivo.
— O que diabos eu fiz para você querer me matar? – Christian teve a audácia de me perguntar enquanto tirava a blusa.
— Ainda tem a coragem de se fazer de inocente para mim? Eu vi o grupinho que você formou com aquelas piriguetes.
— Ah você viu? Que bom. Sentiu ciúmes foi? Não fica bravinha não, tá? Pois eu posso ter conversado calientemente com as meninas, mas ainda amo a sua amiguinha aí de baixo, viu?
“É sério que ele quer brincar desse joguinho de ciúme comigo?”
— Ai, Christian... – murmurei sorrindo sarcasticamente pegando o meu sobretudo e minha bolsa, depois me aproximei dele, dando um selinho deixando seus lábios um pouco vermelho pelo batom – Eu sou mestra nesse jogo, querido. Vai perder feio.
— Não sei de que jogo você está falando.
— Então tá – desconversei dando um tchauzinho com a mão, já saindo da cozinha e, posteriormente, da casa.
“Que o jogo comece”
Assim que li a próxima mensagem do Christian, onde o mesmo dizia que iria mandar mais uma foto do pau dele para aquelas assanhadas, eu joguei a toalha. Desisti de continuar lendo aquilo, porque estava me deixando muito puta da vida.
“Não taca o celular na parede, ele não tem culpa, o dono dele é que tem”
“Respira fundo, Anastasia”
“Relaxe...”
“Pense no bebê, mesmo não tendo muito carinho por ele por enquanto, o bebê não pode ser afetado pelas suas emoções”
“Acabe com os planos do Christian com estilo, e isso você tem de sobra, gata” disse a mim mesmo, já levantando da cama e indo para o banheiro.
Assim que terminei de me vestir e calçar um dos meus Louboutin, fiz uma maquiagem bem marcante e sexy, com direito a um batom bem vermelho nos meus lábios, por fim passei uma escova nos cabelos, deixando-os soltos.
Peguei um sobretudo e uma bolsa de mão, ambos vermelhos, o celular do Christian, enfiando-o no bolso do sobretudo, e saí do quarto, indo rumo a cozinha.
— Conseguiu comprar o pão integral, que bom – murmurei indiferente, depositando o sobretudo no encosto da cadeira e minha bolsa de mão no canto da mesa.
— Você vai trabalhar desse jeito? – ele perguntou me olhando sério.
— Sim, porque? Queria que eu fosse pelada por acaso?
— Agora está explicado essa obsessão doentia que seu ex-paciente lunático tem por você. E digo mais, acho que vou ficar até do lado dele se algo acontecer.
— Não entendi o que quis dizer, Christian.
— Sua roupa.
— O quê que tem a minha roupa? – indaguei, já ficando impaciente.
— Vulgar demais, Ana.
— E daí se for vulgar ou não a minha roupa. Não vai impedir dele gostar de mim ou me desejar.
— Eu penso assim. Se você não quer ser desejada erroneamente por pessoas erradas, então se comporte no meio delas. Vista roupas mais adequadas ao seu trabalho.
— Eu sou uma sexóloga, Christian. Eu tenho que ser sexy – rebati dando um sorriso cinicamente falso.
— Não tem nada a ver uma coisa com a outra, Ana.
— Tem tudo a ver...
— Não tem não. Você é uma sexóloga, não deveria ser sexy e sim profissional, então eu acho que você tem que usar roupas que te deixe o mais profissional possível perante os seus pacientes e não isso aí, que parece que você está indo para uma balada ou sei lá o quê.
Apenas respirei fundo, por alguns segundos.
— É melhor encerrarmos esse papo sobre minha roupa, porque não vai levar a lugar nenhum. E outra, você não tem o direito de opinar sobre como eu me visto ou deixo de me vestir, pois você não é meu pai, não é meu marido, nem noivo ou namorado.
— Mas sou o pai do seu filho e se algo acontecer com você, algo acontecerá com ele, sua cabeça-dura.
— Eu não vou fazer nada que machuque esse bebê, ok? Ah, já ia me esquecendo – falei me virando um pouco e enfiando a mão no bolso do sobretudo, tirando o celular dele – Acho que seu pau ao vivo é bem maior que aquela foto – comentei empurrando o telefone pela superfície da mesa, para ele que me olhou com uma das sobrancelhas erguida.
— Você pegou o meu celular para ficar bisbilhotando nele? Por qual motivo?
— Curiosidade – informei dando de ombros, voltando a sorver um pouco do café e indo tirar uma fatia de pão, mas notei que não havia faca sobre a mesa, então levantei e fui até a gaveta de talheres, também não encontrei nada – Cadê as facas dessa casa? – indaguei me virando, encarando Christian que deu de ombros.
— As levei para amolar.
— Todas? – inquiri me aproximando da mesa.
— Sim. Reparte o pão com a mão. Deixa de ser frescurenta.
“Senhor, ele está pedindo...”
— Acho que a palavra certa seria louca – falei batendo “acidentalmente” minha mão na sua caneca de café, fazendo a mesma virar para cima dele.
— Caralho, Ana! Cuidado, cacete! Eita porra, está quente demais! – ele gritou se levantando e abanando-se, pois, o líquido tinha atingido um pouco da sua barriga, suas partes íntimas e um pouco do interior de suas coxas.
— Jura que está quente? Pois eu nem senti, querido.
— Você é doida!
— Isso foi pouco. Era para eu ter te matado, seu infeliz, mas o bebê precisa de um pai, então agradeça a ele por estar vivo.
— O que diabos eu fiz para você querer me matar? – Christian teve a audácia de me perguntar enquanto tirava a blusa.
— Ainda tem a coragem de se fazer de inocente para mim? Eu vi o grupinho que você formou com aquelas piriguetes.
— Ah você viu? Que bom. Sentiu ciúmes foi? Não fica bravinha não, tá? Pois eu posso ter conversado calientemente com as meninas, mas ainda amo a sua amiguinha aí de baixo, viu?
“É sério que ele quer brincar desse joguinho de ciúme comigo?”
— Ai, Christian... – murmurei sorrindo sarcasticamente pegando o meu sobretudo e minha bolsa, depois me aproximei dele, dando um selinho deixando seus lábios um pouco vermelho pelo batom – Eu sou mestra nesse jogo, querido. Vai perder feio.
— Não sei de que jogo você está falando.
— Então tá – desconversei dando um tchauzinho com a mão, já saindo da cozinha e, posteriormente, da casa.
“Que o jogo comece”

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