terça-feira, 14 de julho de 2020

S.E.X - 1ª Temporada - Capítulo 14


ANASTASIA

— O que você estava fazendo lá no hospital? – indaguei o olhando de relance enquanto adentrávamos às ruas do subúrbio de Seattle.

— Estava de acompanhante temporário para uma das minhas alunas que passou mal hoje mais cedo lá na escola, durante uma gincana. Aí depois de alguns exames, acabamos descobrindo que ela está grávida.

— O filho é seu?

O ouvi gargalhar.

— Eu não consigo nem manter uma porra de uma ereção por muito tempo, como é que eu vou engravidar alguém, Ana, me diz?

— Você se engana quando acha que quem tem ejaculação precoce não consegue engravidar uma mulher. Pacientes que possuem essa disfunção sexual são os que mais fertilizam, Christian. Quanto mais ejaculam dentro de sua parceira, mas a chance dela de engravidar aumenta.

— Eu não sabia disso.

— Pois agora já sabe – retruquei.

— E você? O que estava fazendo lá?

— Meu pai está internado, então eu e a Ella estamos nos reservamos para ficar como acompanhante dele.

— Melhoras para ele.

— Obrigada, mas meu pai não vai ficar melhor. Do jeito que está, eu tenho que me preparar para qualquer momento o médico ligar e dizer que ele morreu. 

— Nossa...

— Tudo bem, Christian – falei, então ele me pediu para parar em frente a uma bela casa de dois andares pintada em tons de rosa chá e com telhado cinza.
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— Obrigado pela...

— Como assim “Obrigado”? Não vai nem me convidar para conhecer sua casa, não? Meio injusto, não acha? Porque você já foi na minha até.

— E você quer conhecer ela?

“Quero conhecer é seu quarto, moço! Depois de dias sem dá para ninguém, eu tô com vontade é de pau e não de ver casa”

— Se eu não quisesse conhecer, não estaria falando sobre isso, Christian – comentei, já saindo do carro e ele fez o mesmo – Como está suas bolas? – perguntei rindo enquanto subíamos a escada da varanda – Desculpe, não consegui resistir.

— Tu rir porque vocês mulheres não sabe a dor que sentimos.

— E vocês, homens, não sabem a dor que sentimos quando estamos naqueles dias – rebati debochadamente.

Christian abriu a porta, entrando, depois me deu passagem.

— Não é como o seu sofisticado apartamento, mas é aconchegante. Não repara na bagunça e nem na simplicidade do lugar – ele disse tirando seu casaco.

— Até que é bonitinha.

— Fica à vontade. Vou ali na cozinha ver se tem alguma bolsa de gelo.

— Fica sentado naquele sofá que eu vejo isso para você.

O empurrei para o sofá, fazendo-o que se sentasse e em seguida sai rumo aonde Christian disse que era a cozinha. Abri a geladeira, mas não encontrei nenhuma bolsa de gelo, então improvisei uma e retornei para a sala, já o mandando tirar a calça jeans que ele se encontrava usando.

— Pelo que eu entendi da confusão, você beijou a minha irmã, foi isso mesmo? – perguntei minutos depois, sentada à sua frente, na mesinha de centro da sala.

— Sim.

— Porque fez isso?

— Porque eu pensei que ela fosse você – Christian murmurou dando de ombros.

— E porque queria me beijar?

— Fiquei com ciúme quando pensei ter visto você dando mole para aquele seu “amigo”.

“Ciúme? Meu Deus, ele está apaixonado por mim!?”

— Por favor, me diz que você não se apaixonou mim?

Christian tirou a improvisada bolsa de gelo de entre suas pernas, depositando-a ao seu lado, e se inclinou para frente segurando meu rosto entre suas mãos, meio gélidas, me fazendo arrepiar um pouco.

— Ana, eu não quero ser só o seu paciente, muito menos um ficante. Quero ser seu namorado e quem sabe formar uma família com você.

— Eu não te amo, Christian – declarei e ele desfez o nosso contato, porém peguei suas mãos entre as minhas – Transar com você é maravilhoso? Sim, e muito. Estou meio que viciada no seu pau? Sim, estou, mas é só isso. Eu não estou apaixonada por você. Me desculpe.

— Então me deixa tentar fazê-la se apaixonar por mim?

“Anastasia, tu tá ferrada, mulher!”

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