CHRISTIAN
— Não sei porque eu estou aqui – resmunguei enquanto seguíamos rumo ao auditório do prédio.
— Para me fazer companhia, Christian. Vai amor, desfaz essa cara de menino birrento. Vai ser legal esse final de semana aqui em BH. Tirar o estresse do trabalho e curtir uma lua-de-mel antecipada nessa cidade maravilhosa – ela disse me puxando para um beijo.
— Lua-de-mel antecipada? De 58 segundos? – debochei emburrado, em meio aos sussurros, pois tínhamos adentrado o auditório e o mesmo estava lotado.
— Ai, amor. Esqueci isso, por favor.
— Eu não consigo esquecer.
— Consegui sim, Christian. Vem, vamos achar um lugar para sentarmos.
E assim seguimos por entre pessoas desconhecidas até encontrarmos dois lugares, onde nos sentamos e colocamos o aparelhinho auditivo que fazia a tradução simultaneamente do inglês para o português, o que indicava que teria algumas palestras apresentadas por estrangeiros.
— Bom dia a todos. Bem-vindos ao 4º Congresso de Multidisciplinaridade em Ofensas Sexuais aqui em Belo Horizonte. Estamos reunidos hoje para discutirmos o enfrentamento e a prevenção das ofensas sexuais. O que inclui incesto, pedofilia, abuso e exploração sexual, em todas as faixas etárias e gêneros – disse o gordo careca que provavelmente tinha organizado esse congresso, apenas respirei fundo, pois o dia ia ser chato pra caralho – Vamos começar nosso dia de palestras e debates convidando ao palco, a nossa ilustre convidada vinda especialmente dos Estados Unidos para palestrar para nós, a Dra. Steele.
“Puta que pariu!” xinguei mentalmente quando eu vi aquela mulher, vestida num tubinho vermelho bem coladinho ao corpo, se levantar e acessar para nós com um sorriso sexy fazendo meu pau instantaneamente ganhar vida.
“Foco, Christian, foco...”
“Respira fundo e não pensa na gostosona senão vai acabar melando a sua calça, caralho!”
“Tua noiva está do teu lado, sua mula! Se controla!” gritei para mim mesmo enquanto via aquela mulher, cheia de curvas, subir no grande palco.
“Senhor! O dia hoje vai ser sofrido”
ANASTASIA
O Sr. Rodriguez havia ido me buscar no aeroporto, já me conduzindo até o hotel onde eu ficaria hospedada só aquela noite, pois assim que terminasse aqui no Brasil, à tarde mesmo, eu seguiria direto para Londres, a fim de palestrar em outro congresso que ocorreria lá sobre Hipnose Sexual.
Após um rápido banho matinal, fui me vestir. Coloquei um vestido vermelho vinho, que por ser de malha, ficava bem colado ao meu corpo, evidenciando ainda mais minhas curvas.
Peguei uma bolsa Louis Vuitton marrom, com detalhes em estampa de onça para combinar com a estampa felina dos meus Louboutin, e por fim, vesti rapidamente o meu casaco preto por cima vestido, pois o Sr. Rodriguez já se encontrava esperando-me na recepção do hotel.
O congresso iria acontecer na Casa da Cultura, um prédio de três andares, incluindo o térreo, que servia para esses tipos de reuniões, segundo informações passadas pelo Sr. Rodriguez enquanto adentrávamos o auditório e eu colocava o aparelho auditivo de tradução, pois meu português estava bem escasso devido aos anos que passei fora do Brasil.
Me fizeram sentar na primeira fileira de cadeiras do lugar, ao lado de outros três palestrantes a quem logo fui apresentada. Ficamos conversando entre nós, trocando ideias até que o Sr. Rodriguez subiu ao palco e deu início ao congresso, começando logo por mim.
Assim que ele me chamou, levantei ajeitando sutilmente meu vestido, acenei para a plateia dando um sorriso simpático e me dirigi até o palco.
— Obrigada, Sr. Rodriguez – falei pegando o microfone que ele me estendia – Bom dia a todos os presentes. Bom, antes de eu começar a palestra, vou me apresentar rapidamente e bater um papo com vocês. Não se assustem, viu? Eu gosto de ter essa proximidade com o público quando palestro. Vamos lá? Para quem não me conhece me chamo Anastasia Steele, sou médica ginecologista, sexóloga, terapeuta e educadora sexual. Aí vocês pensam: “Caraca, essa mulher não tem vida não?”. Tenho, não é das melhores por causa da correria do dia-a-dia, mas tenho sim. Também tiro dúvidas através do meu blog chamado “No divã com a Ana”. Não literalmente, hein pessoal? Quem sabe em alguns casos, né? Brincadeira, gente – comentei fazendo eles sorrirem enquanto me movimentava pelo palco e assim comecei a palestra que duraria, em média, uma hora e meia.
Faltava ainda uns quinze minutos para o meio-dia, quando me levantei para ir ao banheiro enquanto uma palestrante brasileira se encontrava a falar sobre a importância da educação sexual nas escolas. Os banheiros do térreo não estavam funcionando então a orientação que nos deram foi de usarmos os banheiros do último andar.
— Espera! – gritei, no meu português com sotaque americano, para a pessoa que se encontrava no elevador e a mesma pôs a mão impedindo que as portas se fechassem.
Apressei o passo e a ponta do meu sapato pegou bem na divisa da porta, fazendo o resultado não ser outro do que eu tropeçando e caindo por cima da pessoa, indo nós dois parar no chão do elevador. Enquanto ouvia o ranger das portas se fechando, notei que estava deitada por cima de um homem.
“E que homem, Senhor!”
— Acho que você deveria sair de cima de mim – o gostoso disse, em inglês, meio sem graça.
“Será que ele era tímido? Pelo menos ele era americano. Bem que nem precisávamos conversar, poderíamos pular logo para os finais”
— Eu sairia se você soltasse minha cintura – comentei, já notando ele bem duro sob mim.
“Oh lá em casa, na minha cama” pensei mordendo o lábio inferior vendo o olhar dele se recair em minha boca.
Tive que sair de cima dele, pois o elevador havia chegado ao terceiro andar. As portas mal se abriram e o cara saiu praticamente correndo para o banheiro.
— Ou ele estava para se mijar ou ficou com vergonha de ter ficado duro na minha frente – comentei comigo mesma, entrando no banheiro feminino, indo para uma das cabines.
“Mas que homem era aquele, Senhor? Fiquei melada só de encostar nele. Será que ele fode gostoso? Preciso saber... E tem que ser agora” pensei enquanto terminava de me secar com o papel higiênico.
Levantei, ajeitando a roupa depois lavei as mãos e sai do banheiro seguindo rumo ao banheiro masculino, dando graças a Deus por estarmos sozinhos naquele andar.
— Não sei porque eu estou aqui – resmunguei enquanto seguíamos rumo ao auditório do prédio.
— Para me fazer companhia, Christian. Vai amor, desfaz essa cara de menino birrento. Vai ser legal esse final de semana aqui em BH. Tirar o estresse do trabalho e curtir uma lua-de-mel antecipada nessa cidade maravilhosa – ela disse me puxando para um beijo.
— Lua-de-mel antecipada? De 58 segundos? – debochei emburrado, em meio aos sussurros, pois tínhamos adentrado o auditório e o mesmo estava lotado.
— Ai, amor. Esqueci isso, por favor.
— Eu não consigo esquecer.
— Consegui sim, Christian. Vem, vamos achar um lugar para sentarmos.
E assim seguimos por entre pessoas desconhecidas até encontrarmos dois lugares, onde nos sentamos e colocamos o aparelhinho auditivo que fazia a tradução simultaneamente do inglês para o português, o que indicava que teria algumas palestras apresentadas por estrangeiros.
— Bom dia a todos. Bem-vindos ao 4º Congresso de Multidisciplinaridade em Ofensas Sexuais aqui em Belo Horizonte. Estamos reunidos hoje para discutirmos o enfrentamento e a prevenção das ofensas sexuais. O que inclui incesto, pedofilia, abuso e exploração sexual, em todas as faixas etárias e gêneros – disse o gordo careca que provavelmente tinha organizado esse congresso, apenas respirei fundo, pois o dia ia ser chato pra caralho – Vamos começar nosso dia de palestras e debates convidando ao palco, a nossa ilustre convidada vinda especialmente dos Estados Unidos para palestrar para nós, a Dra. Steele.
“Puta que pariu!” xinguei mentalmente quando eu vi aquela mulher, vestida num tubinho vermelho bem coladinho ao corpo, se levantar e acessar para nós com um sorriso sexy fazendo meu pau instantaneamente ganhar vida.
“Foco, Christian, foco...”
“Respira fundo e não pensa na gostosona senão vai acabar melando a sua calça, caralho!”
“Tua noiva está do teu lado, sua mula! Se controla!” gritei para mim mesmo enquanto via aquela mulher, cheia de curvas, subir no grande palco.
“Senhor! O dia hoje vai ser sofrido”
ANASTASIA
O Sr. Rodriguez havia ido me buscar no aeroporto, já me conduzindo até o hotel onde eu ficaria hospedada só aquela noite, pois assim que terminasse aqui no Brasil, à tarde mesmo, eu seguiria direto para Londres, a fim de palestrar em outro congresso que ocorreria lá sobre Hipnose Sexual.
Após um rápido banho matinal, fui me vestir. Coloquei um vestido vermelho vinho, que por ser de malha, ficava bem colado ao meu corpo, evidenciando ainda mais minhas curvas.
Peguei uma bolsa Louis Vuitton marrom, com detalhes em estampa de onça para combinar com a estampa felina dos meus Louboutin, e por fim, vesti rapidamente o meu casaco preto por cima vestido, pois o Sr. Rodriguez já se encontrava esperando-me na recepção do hotel.
Me fizeram sentar na primeira fileira de cadeiras do lugar, ao lado de outros três palestrantes a quem logo fui apresentada. Ficamos conversando entre nós, trocando ideias até que o Sr. Rodriguez subiu ao palco e deu início ao congresso, começando logo por mim.
Assim que ele me chamou, levantei ajeitando sutilmente meu vestido, acenei para a plateia dando um sorriso simpático e me dirigi até o palco.
— Obrigada, Sr. Rodriguez – falei pegando o microfone que ele me estendia – Bom dia a todos os presentes. Bom, antes de eu começar a palestra, vou me apresentar rapidamente e bater um papo com vocês. Não se assustem, viu? Eu gosto de ter essa proximidade com o público quando palestro. Vamos lá? Para quem não me conhece me chamo Anastasia Steele, sou médica ginecologista, sexóloga, terapeuta e educadora sexual. Aí vocês pensam: “Caraca, essa mulher não tem vida não?”. Tenho, não é das melhores por causa da correria do dia-a-dia, mas tenho sim. Também tiro dúvidas através do meu blog chamado “No divã com a Ana”. Não literalmente, hein pessoal? Quem sabe em alguns casos, né? Brincadeira, gente – comentei fazendo eles sorrirem enquanto me movimentava pelo palco e assim comecei a palestra que duraria, em média, uma hora e meia.
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Faltava ainda uns quinze minutos para o meio-dia, quando me levantei para ir ao banheiro enquanto uma palestrante brasileira se encontrava a falar sobre a importância da educação sexual nas escolas. Os banheiros do térreo não estavam funcionando então a orientação que nos deram foi de usarmos os banheiros do último andar.
— Espera! – gritei, no meu português com sotaque americano, para a pessoa que se encontrava no elevador e a mesma pôs a mão impedindo que as portas se fechassem.
Apressei o passo e a ponta do meu sapato pegou bem na divisa da porta, fazendo o resultado não ser outro do que eu tropeçando e caindo por cima da pessoa, indo nós dois parar no chão do elevador. Enquanto ouvia o ranger das portas se fechando, notei que estava deitada por cima de um homem.
“E que homem, Senhor!”
— Acho que você deveria sair de cima de mim – o gostoso disse, em inglês, meio sem graça.
“Será que ele era tímido? Pelo menos ele era americano. Bem que nem precisávamos conversar, poderíamos pular logo para os finais”
— Eu sairia se você soltasse minha cintura – comentei, já notando ele bem duro sob mim.
“Oh lá em casa, na minha cama” pensei mordendo o lábio inferior vendo o olhar dele se recair em minha boca.
Tive que sair de cima dele, pois o elevador havia chegado ao terceiro andar. As portas mal se abriram e o cara saiu praticamente correndo para o banheiro.
— Ou ele estava para se mijar ou ficou com vergonha de ter ficado duro na minha frente – comentei comigo mesma, entrando no banheiro feminino, indo para uma das cabines.
“Mas que homem era aquele, Senhor? Fiquei melada só de encostar nele. Será que ele fode gostoso? Preciso saber... E tem que ser agora” pensei enquanto terminava de me secar com o papel higiênico.
Levantei, ajeitando a roupa depois lavei as mãos e sai do banheiro seguindo rumo ao banheiro masculino, dando graças a Deus por estarmos sozinhos naquele andar.

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