ANASTASIA
Mal despertei, abrindo os olhos, e já os fechei devido a intensa claridade existente no meu quarto.
Me xinguei mentalmente à medida que eu tentava me acostumar com a luz, pois a burra tinha esquecido de fechar as cortinas da janela antes de dormir e o sol da manhã mirava bem no rumo da minha cama.
Assim que meus olhos se adaptaram a luz, eu levantei e fui para o banheiro fazer minha higiene matinal de sempre. Hoje seria mais um dia que eu passaria enfurnada neste maldito apartamento.
Eu morava com meus avós maternos desde os meus oito anos, quando a minha mãe resolveu se casar de novo e ir morar com o meu padrasto em Miami, apenas dois meses após o seu divórcio com o meu pai.
Morávamos em um prédio residencial de classe média, perto do centro de Los Angeles, e há cinco meses, um casal com um filho, ainda bebê, haviam se mudado para o apartamento do andar de cima.
Kate era uma mulher bastante simpática e bonita. Tinha cabelos loiros, meio ondulados, até abaixo dos ombros.
Ela era bem mais alta que eu, que sempre fui meio nanica com os meus 1,58 de altura, mesmo estando atualmente com dezenove anos e ouvindo o povo sempre dizer que crescemos até os vinte e um.
O marido dela se chamava Christian. Ele era bonito também, com o corpo bem malhado e usava a barba meio rala, o que eu particularmente achava muito sexy nos homens. Já o pequeno Elliot, o filho deles, era um amor de bebê.
Sei disso, porque eu ficava como babá dele sempre que o casal tinha alguma emergência e precisavam se ausentar de casa.
Meus avós eram bem rígidos com relação aos meus modos e comportamento. Desde cedo, aprendi a ir de casa para o colégio, do colégio para casa. Balada para mim era a igreja todo domingo à noite. Festa para eles era coisa do demônio, entre outras coisas meio absurdas.
Devido a essa criação bem rígida, eu combinei com a Kate que a mesma deixasse o Elliot aqui em casa nos dias de emergência. Sempre conversei só com ela, nunca com o marido dela. Só o tinha visto duas vezes no elevador e havíamos trocado apenas cumprimentos básicos como “Bom dia” e “Boa tarde”.
Estava saindo do banheiro, quando escutei a campainha tocar. Estranhei, pois não poderia ser meus avós, porque os mesmos saíram bem cedo para irem se consultar no hospital e só voltariam por volta do meio dia.
Mesmo assim eu me dirigi até a porta, mas quando me encontrava bem próxima à ela, escutei a voz da Kate me chamando. Rapidamente, destranquei a fechadura e abri a porta, vendo logo uma Kate meio agitada.
— Bom dia, Sra. Grey – a cumprimentei e ela sorriu para mim.
— Oi, Ana. Bom dia. Você está muito ocupada agora?
— Não, senhora. Algum problema?
— Sim. Acabaram de me ligar do hospital, pedindo que eu substituísse uma amiga minha que se acidentou agora a pouco. O Christian deu plantão ontem à noite e está dormindo ainda, daí eu queria saber se você poderia, só hoje, ficar de olho no Elliot lá em casa. Só até o meu marido acordar.
— Não sei.
— Eu posso falar rapidinho com os seus avós e pedir permissão, se você quiser – Kate disse e me parecia agoniada.
— Meus avós deram uma saída – informei e pensei um pouco – Eles só vão voltar mais tarde, então eu acho que posso ficar lá na sua casa sim. Mas não conta para eles, tá? – indaguei e ela sorriu, beijando minha bochecha, agradecendo-me.
— Muito obrigada, Ana. Você é um anjo. Aqui está as chaves. Se puder ir agora, eu agradeceria, porque deixei o Elliot brincando no cercadinho.
Assenti e Kate, literalmente, correu para o elevador. Apenas peguei um roupão e o vesti por cima do meu conjunto de dormir, antes de sair, trancando o apartamento. Como a casa deles era no andar de cima, usei a escada de serviço e minutos depois, estava adentrando o apartamento dos Grey’s.
Logo vi o pequeno Elliot no cercadinho, localizado no canto da sala, então me dirigi até ele, o pegando no colo à medida que eu conversava com o mesmo usando uma voz de criança.
Elliot tentou abrir a parte de cima do meu roupão, começando a ficar inquieto no meu colo, então percebi que o mesmo estava com fome.
Fui até a cozinha enquanto o ninava no colo e achei uma mamadeira pronta sobre a bancada da ilha da cozinha. O que indicava que a Kate se encontrava esquentando a mamadeira dele quando recebeu a ligação.
Verifiquei se a mesma estava quente ou morna, depois voltei para a sala, sentando-me no sofá. Assim que posicionei Elliot em meus braços, lhe dei a mamadeira, já vendo ele sugar ferozmente o leite.
— Eita que bebê mais guloso. Tomou todo o leitinho – comentei, minutos depois, à medida que eu repousava a mamadeira sobre a mesinha de centro da sala – Agora vamos arrotar para não ficar com gases e peidar na sua mamãe quando ela tiver trocando sua fraldinha – falei, meio rindo, enquanto o botava na posição.
Fiquei batendo de leve em sua costinha até que o mesmo ao invés de arrotar, golfou sobre mim, sujando tanto o meu roupão quanto o macacãozinho dele. Me levantei do sofá rapidamente e fui para a cozinha, limpar a boca do Elliot, depois tirei sua roupinha, o deixando apenas de fralda.
O coloquei de volta no cercadinho e aproveitei que o Elliot começou a se entreter com uns brinquedos à medida que chupava a chupeta que eu acabara de lhe dar, para que eu pudesse voltar até a cozinha, a fim de me limpar também.
Deduzindo, pelo silêncio do apartamento, que o marido da Kate ainda se encontrava dormindo, tirei o roupão para limpá-lo, ficando apenas com o meu pijama, que era um pouco curto, ou pelo menos o short-calcinha era.
Estava ali alguns minutos, lavando na torneira da pia, o local onde o vômito havia atingido, quando me senti sendo observada, então parei o que fazia e me virei. Christian se encontrava ali, parado apenas de cueca, me encarando de um jeito estranho.
— Oi – consegui dizer, depois de um tempo.
— Oi, Anastasia.
“OMG! Ele sabe o meu nome!” pensei surpresa e estranhamente feliz, porém depois caí na real e lembrei que o mesmo era um homem casado, então eu não deveria admirar e nem sequer desejar aquele corpo malhado e viril.
— O que houve com o seu roupão? – ele perguntou se aproximando de mim, fazendo-me sentir que a atmosfera daquela cozinha se encontrava bem densa, o que fazia com que eu puxasse fortemente o ar, em cada respiração.
Tentei fazer com que meu cérebro mandasse os comandos necessários para os músculos da minha boca, a fim de respondê-lo, mas fiquei apenas o olhando com os lábios meio entreabertos, enquanto Christian tirava o roupão das minhas mãos.
— Ah, o sapequinha do Elliot golfou em você – ele comentou, sorrindo.
O jeito que os lábios dele se curvavam naquele sorriso era simplesmente divino e eu me peguei pensando em como seria beijar aquela boca. Então, voltei a realidade, balançando sutilmente a cabeça.
— Sua esposa teve uma emergência no hospital e me pediu para vir ficar de olhos no Elliot até você, quer dizer, até o senhor acordar. Eu preciso ir – falei rápido demais, já correndo para fora do apartamento, descendo logo a escada.
Mal entrei em casa, lembrei que havia deixado o roupão lá, mas a ideia de ir buscá-lo estava fora de questão, pois eu acabaria concretizando o pecado de desejar aquilo que não era meu.
Mal despertei, abrindo os olhos, e já os fechei devido a intensa claridade existente no meu quarto.
Me xinguei mentalmente à medida que eu tentava me acostumar com a luz, pois a burra tinha esquecido de fechar as cortinas da janela antes de dormir e o sol da manhã mirava bem no rumo da minha cama.
Assim que meus olhos se adaptaram a luz, eu levantei e fui para o banheiro fazer minha higiene matinal de sempre. Hoje seria mais um dia que eu passaria enfurnada neste maldito apartamento.
Eu morava com meus avós maternos desde os meus oito anos, quando a minha mãe resolveu se casar de novo e ir morar com o meu padrasto em Miami, apenas dois meses após o seu divórcio com o meu pai.
Morávamos em um prédio residencial de classe média, perto do centro de Los Angeles, e há cinco meses, um casal com um filho, ainda bebê, haviam se mudado para o apartamento do andar de cima.
Kate era uma mulher bastante simpática e bonita. Tinha cabelos loiros, meio ondulados, até abaixo dos ombros.
Ela era bem mais alta que eu, que sempre fui meio nanica com os meus 1,58 de altura, mesmo estando atualmente com dezenove anos e ouvindo o povo sempre dizer que crescemos até os vinte e um.
O marido dela se chamava Christian. Ele era bonito também, com o corpo bem malhado e usava a barba meio rala, o que eu particularmente achava muito sexy nos homens. Já o pequeno Elliot, o filho deles, era um amor de bebê.
Sei disso, porque eu ficava como babá dele sempre que o casal tinha alguma emergência e precisavam se ausentar de casa.
Meus avós eram bem rígidos com relação aos meus modos e comportamento. Desde cedo, aprendi a ir de casa para o colégio, do colégio para casa. Balada para mim era a igreja todo domingo à noite. Festa para eles era coisa do demônio, entre outras coisas meio absurdas.
Devido a essa criação bem rígida, eu combinei com a Kate que a mesma deixasse o Elliot aqui em casa nos dias de emergência. Sempre conversei só com ela, nunca com o marido dela. Só o tinha visto duas vezes no elevador e havíamos trocado apenas cumprimentos básicos como “Bom dia” e “Boa tarde”.
Estava saindo do banheiro, quando escutei a campainha tocar. Estranhei, pois não poderia ser meus avós, porque os mesmos saíram bem cedo para irem se consultar no hospital e só voltariam por volta do meio dia.
Mesmo assim eu me dirigi até a porta, mas quando me encontrava bem próxima à ela, escutei a voz da Kate me chamando. Rapidamente, destranquei a fechadura e abri a porta, vendo logo uma Kate meio agitada.
— Bom dia, Sra. Grey – a cumprimentei e ela sorriu para mim.
— Oi, Ana. Bom dia. Você está muito ocupada agora?
— Não, senhora. Algum problema?
— Sim. Acabaram de me ligar do hospital, pedindo que eu substituísse uma amiga minha que se acidentou agora a pouco. O Christian deu plantão ontem à noite e está dormindo ainda, daí eu queria saber se você poderia, só hoje, ficar de olho no Elliot lá em casa. Só até o meu marido acordar.
— Não sei.
— Eu posso falar rapidinho com os seus avós e pedir permissão, se você quiser – Kate disse e me parecia agoniada.
— Meus avós deram uma saída – informei e pensei um pouco – Eles só vão voltar mais tarde, então eu acho que posso ficar lá na sua casa sim. Mas não conta para eles, tá? – indaguei e ela sorriu, beijando minha bochecha, agradecendo-me.
— Muito obrigada, Ana. Você é um anjo. Aqui está as chaves. Se puder ir agora, eu agradeceria, porque deixei o Elliot brincando no cercadinho.
Assenti e Kate, literalmente, correu para o elevador. Apenas peguei um roupão e o vesti por cima do meu conjunto de dormir, antes de sair, trancando o apartamento. Como a casa deles era no andar de cima, usei a escada de serviço e minutos depois, estava adentrando o apartamento dos Grey’s.
Logo vi o pequeno Elliot no cercadinho, localizado no canto da sala, então me dirigi até ele, o pegando no colo à medida que eu conversava com o mesmo usando uma voz de criança.
Elliot tentou abrir a parte de cima do meu roupão, começando a ficar inquieto no meu colo, então percebi que o mesmo estava com fome.
Fui até a cozinha enquanto o ninava no colo e achei uma mamadeira pronta sobre a bancada da ilha da cozinha. O que indicava que a Kate se encontrava esquentando a mamadeira dele quando recebeu a ligação.
Verifiquei se a mesma estava quente ou morna, depois voltei para a sala, sentando-me no sofá. Assim que posicionei Elliot em meus braços, lhe dei a mamadeira, já vendo ele sugar ferozmente o leite.
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— Eita que bebê mais guloso. Tomou todo o leitinho – comentei, minutos depois, à medida que eu repousava a mamadeira sobre a mesinha de centro da sala – Agora vamos arrotar para não ficar com gases e peidar na sua mamãe quando ela tiver trocando sua fraldinha – falei, meio rindo, enquanto o botava na posição.
Fiquei batendo de leve em sua costinha até que o mesmo ao invés de arrotar, golfou sobre mim, sujando tanto o meu roupão quanto o macacãozinho dele. Me levantei do sofá rapidamente e fui para a cozinha, limpar a boca do Elliot, depois tirei sua roupinha, o deixando apenas de fralda.
O coloquei de volta no cercadinho e aproveitei que o Elliot começou a se entreter com uns brinquedos à medida que chupava a chupeta que eu acabara de lhe dar, para que eu pudesse voltar até a cozinha, a fim de me limpar também.
Deduzindo, pelo silêncio do apartamento, que o marido da Kate ainda se encontrava dormindo, tirei o roupão para limpá-lo, ficando apenas com o meu pijama, que era um pouco curto, ou pelo menos o short-calcinha era.
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Estava ali alguns minutos, lavando na torneira da pia, o local onde o vômito havia atingido, quando me senti sendo observada, então parei o que fazia e me virei. Christian se encontrava ali, parado apenas de cueca, me encarando de um jeito estranho.
— Oi – consegui dizer, depois de um tempo.
— Oi, Anastasia.
“OMG! Ele sabe o meu nome!” pensei surpresa e estranhamente feliz, porém depois caí na real e lembrei que o mesmo era um homem casado, então eu não deveria admirar e nem sequer desejar aquele corpo malhado e viril.
— O que houve com o seu roupão? – ele perguntou se aproximando de mim, fazendo-me sentir que a atmosfera daquela cozinha se encontrava bem densa, o que fazia com que eu puxasse fortemente o ar, em cada respiração.
Tentei fazer com que meu cérebro mandasse os comandos necessários para os músculos da minha boca, a fim de respondê-lo, mas fiquei apenas o olhando com os lábios meio entreabertos, enquanto Christian tirava o roupão das minhas mãos.
— Ah, o sapequinha do Elliot golfou em você – ele comentou, sorrindo.
O jeito que os lábios dele se curvavam naquele sorriso era simplesmente divino e eu me peguei pensando em como seria beijar aquela boca. Então, voltei a realidade, balançando sutilmente a cabeça.
— Sua esposa teve uma emergência no hospital e me pediu para vir ficar de olhos no Elliot até você, quer dizer, até o senhor acordar. Eu preciso ir – falei rápido demais, já correndo para fora do apartamento, descendo logo a escada.
Mal entrei em casa, lembrei que havia deixado o roupão lá, mas a ideia de ir buscá-lo estava fora de questão, pois eu acabaria concretizando o pecado de desejar aquilo que não era meu.

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