CHRISTIAN
Assim que despertei, me virei para o outro lado e recebi o vazio em resposta. Então, abri os olhos e constatei que Carla não estava na nossa cama, mas de repente, escutei um pequeno barulho vindo banheiro. Me espreguicei antes de levantar, depois fui até lá, encontrando-a sentada na beirada da banheira, depilando uma das pernas.
Trocamos um automático e imparcial “Bom dia” e nada mais que isso. Como sempre, depois desse cumprimento, era cada um para o seu lado, se arrumando a fim de irmos para os nossos serviços. Eu, para a Grey Enterprises Holdings Inc. Ela, para o seu escritório, onde a mesma ficava trabalhando o dia todo, escrevendo seus romances.
Entretanto, como estávamos passando alguns dias aqui no Escala, onde eu havia morado na minha época de solteiro, eu meio que fui obrigado a ceder o único escritório da cobertura para minha esposa, que se trancava por lá até a hora do jantar.
— Sabe me dizer quando vamos poder voltar para nossa mansão? – escutei Carla perguntar enquanto eu me enxugava, após ter saído do box.
— Provavelmente, só semana que vem, querida. Mas vou dá uma passada por lá na hora do almoço e ver como está as coisas. Se já conseguiram consertar a encanação rompida – falei enrolando-me na toalha e me aproximando dela, que agora se encontrava maquiando-se.
Mesmo trabalhando em casa, Carla ainda gostava de se cuidar, usando maquiagem, acessórios e andando sempre bem vestida, como uma grande mulher de sucesso que ela era. Me escorei na pia, meio de lado, e fiquei admirando-a por alguns segundos. Mesmo depois de dezoito anos, Carla ainda continuava linda, porém seu rosto estava com um ar mais maduro, assim como o meu.
— Seria bom era que pudéssemos voltar já neste final de semana, porque as crianças estão ficando estressadas.
— Verdade. A Aninha deve está se sentindo bem desprezada, por ela não poder ficar aqui conosco.
— Não estava me referindo a essa menina, que aliás, deve estar é feliz por ficar com um apartamento só para ela. Quando eu disse “crianças” eu me referia só aos gêmeos, que se encontram irritados por dividirem o mesmo quarto por tanto tempo. Elliot, coitado, está com um bloqueio mental em seu novo livro. E a Elena está estressada, porque ela precisa do espaço só dela para poder se concentrar e praticar seus passos de balé para sua apresentação da semana que vem que é muito importante. Os meus bebês estão surtando neste apartamento, Christian. E é melhor que você faça alguma coisa sobre isso.
— Vou ver se eles agilizam o conserto – optei por dizer apenas, pois eu não queria entrar em uma discussão com a minha esposa por causa da falta de afeto que a mesma tinha pela nossa filha caçula.
Escovei os dentes e aparei a barba, depois segui para o closet, onde me arrumei para o meu primeiro dia de volta ao trabalho, após ter ficado uns quatro dias longe da cidade, resolvendo um problema em Dallas, no Texas, em um dos milhares investimentos ao qual sou sócio.
Então, peguei no armário três sacolas com os presentes que eu havia trazido para os meus filhos e que devido ter chegado de madrugada, acabei não entregando e nem visto nenhum dos três. Assim que entrei no quarto onde os gêmeos dormiam, vi meu filho Elliot ainda na cama, assistindo algo na televisão, já sua irmã Elena se encontrava de costas para porta, na escrivaninha, mexendo no notebook.
— Bom dia, meninos! – exclamei animado, porém nenhum dos dois olhou em minha direção quando responderam “Bom dia, pai” – Eu passo quase uma semana fora e assim que vocês me recebem? Cadê a animação dos dois?
— A minha está morta, porque não consigo escrever nada – resmungou Elliot.
— E a minha está lá no meu estúdio de balé na mansão – retrucou Elena, tão emburrada quanto o irmão.
— Espero que os presentes que eu trouxe, façam vocês se animarem um pouco. Elliot, esse é o seu – falei, aproximando-me da cama e entregando uma das sacolas para ele – E esse aqui é o seu, filha – murmurei enquanto me dirigia até Elena.
Eu havia comprado o Box da Coleção A Terra Negra de um autor chamado Stephen King para o Elliot e o mesmo adorou o presente, pois logo se levantou da cama, animado, e veio me agradecer com um abraço. Para Elena, tinha comprado uma escultura de uma bailarina que eu havia achado super bonita.
— Que coisa mais feia, pai – ela comentou, fazendo uma careta – Odiei.
Fiquei um pouco triste por Elena não ter gostado do meu presente, mas eu já deveria ter previsto isso. Principalmente, pelo jeito que ela cresceu sendo mimada pela mãe. Então, me despedi dos gêmeos, informando em seguida que eu tentaria resolver o problema da mansão o mais rápido que conseguisse, depois sai do quarto.
Ao descer a escada, fui até a cozinha e dei um “Bom dia” para Gail, esposa do meu chefe de segurança e minha ex-empregada, que havia trabalhado para mim na época que eu era o famoso “Solteirão Destruidor de Calcinhas”, título este me dado por uma jornalista que eu tinha pegado em uma noite pós-festa.
Como a minha cobertura de solteiro só havia duas suítes (a principal e a de hóspedes) e nós éramos em cinco quando viemos morar aqui temporariamente, Carla tinha mandado eu alugar o apartamento de baixo para nossa filha caçula de apenas dezesseis anos ficar sozinha enquanto o resto de nós ficaríamos na cobertura.
Até tentei fazer a mesma mudar de ideia, dizendo que os gêmeos, por já terem dezoito anos, poderiam ficar morando sozinhos no andar de baixo, mas minha esposa bateu o pé e disse que não iria se separar dos filhos dela. Foi de partir o coração ao ver a expressão da Ana quando a mesma ouviu aquilo.
Então, fiz o meu papel de pãe (pai + mãe), como sempre, e tentei amenizar o sofrimento interno da minha princesinha, passando a primeira noite da mudança com ela, assistindo vários filmes até de madrugada e dando o máximo de carinho e amor que pude. Eu nunca soube ao certo o que exatamente havia acontecido para minha esposa fingir que a Anastasia não existe na vida dela. A verdade é que eu estou há dezesseis anos tentando achar o motivo e ainda não descobri nada.
Logo as portas do elevador se abriram, então sai, já pegando meu molho de chaves, procurando a chave reserva da porta.
— Filhota? – chamei assim que entrei no apartamento, mas não obtive resposta, então sai andando pelo local, procurando pela mesma.
Retornei para sala, deixando a sacola de presente e o blazer do meu terno sobre uma poltrona, e me dirigi para uma das sacadas, abrindo a porta de acesso, pois o outro quarto existente no apartamento só era acessível pelo terraço.
Entretanto, quando me aproximei da porta de vidro do quarto, estanquei no lugar em choque, ao ver o que a minha filha fazia.
A mesma se encontrava pelada, de joelhos sobre uma poltrona, masturbando-se. Fiquei ali, feito uma estátua, assistindo ela se divertir sozinha em meios à gemidos. Gemidos esses que, juntamente com a imagem de seu corpo nu, fizeram meu corpo reagir de uma forma totalmente nova para mim.
Minha calça começou a ficar muito apertada, indicando-me que eu estava excitado, principalmente quando Anastasia se virou, sentando-se na poltrona, já voltando a se tocar intensamente.
Meu pau doía de tão duro que o mesmo se encontrava e minha vontade foi de começar a me masturbar também, mas antes que eu pudesse fazer qualquer movimento, Ana gozou abrindo os olhos. Assim que os nossos olhares se encontraram, mesmo que estivéssemos distante um do outro, me sobressaltei como se eu tivesse levado um choque elétrico.
O instinto da minha filha foi de se cobrir rapidamente com as mãos, assustada com a minha presença ali, então tratei logo de fazer minhas pernas se movimentarem, e lentamente, fui dando passos para trás, até me virar e sair do terraço, indo para a cozinha a fim de beber um pouco de água para poder me acalmar.
Poucos minutos depois, Anastasia apareceu vestida e calçada, adentrando a sala e se aproximando da ilha da cozinha, onde eu me encontrava escorado perto do fogão. Antigamente, eu nunca tinha reparado nas roupas da minha filha, mas agora, depois do que eu acabara de ver, meu olhar observava atentamente cada movimento e o caimento daquelas peças de pano no corpo juvenil dela.
Inesperadamente, uma imagem minha arrancando aquelas peças, uma a uma, me veio à mente, mas logo balancei a cabeça, sutilmente, dissipando esse pensamento impróprio e pecaminoso.
— Oi, pai – Ana murmurou quase num sussurro, com o olhar baixo, provavelmente, morrendo de vergonha de mim.
— Oi, filha – falei, tentando não demonstrar o meu nervosismo através do tom de voz – Eu... Eu sinto muito por ter invadido o apartamento assim e ter tirado sua privacidade. Prometo que isso nunca mais vai acontecer.
— Está tudo bem, pai. Eu não faço aquilo com frequência.
— E porque não? – soltei de repente, fazendo Anastasia erguer o rosto e me encarar com o cenho franzido – Desculpe pela pergunta indiscreta, filha. Vamos esquecer isso, ok? Até porque ambos estamos bem constrangidos com essa situação, né? – inquiri e ela assentiu, concordando.
— Como foi a viagem? – Ana perguntou à medida que se sentava numa das cadeiras da bancada.
— Foi um pouco estressante, mas eu trouxe um presentinho para você.
Dei a volta na bancada, agradecendo mentalmente por já está com o pau quase totalmente mole, e fui até a poltrona pegar a sacola.
— O senhor chegou de viagem, agora? – ela me inquiriu enquanto eu lhe entregava à sacola.
— Não, filhota. Eu cheguei era quase duas e meia da manhã, porque o voo atrasou. Espero que goste do que o papai te comprou.
Ana tirou o embrulho da sacola e o abriu, dando um imenso sorriso segundos depois.
— É o que eu estou pensando, pai?
— Sim. É uma caixinha de música e essa aí é a Princesa Anastásia da Rússia e o pai dela, bailando ao som de uma valsa – comentei, já sendo surpreendido com um abraço da minha filha.
— Obrigada! Obrigada! Obrigada! Eu amei muito. Muito mesmo, pai.
Apenas retribui o abraço dela, o mais natural que pude, sem pensar na proximidade dos nossos corpos.
Assim que despertei, me virei para o outro lado e recebi o vazio em resposta. Então, abri os olhos e constatei que Carla não estava na nossa cama, mas de repente, escutei um pequeno barulho vindo banheiro. Me espreguicei antes de levantar, depois fui até lá, encontrando-a sentada na beirada da banheira, depilando uma das pernas.
Entretanto, como estávamos passando alguns dias aqui no Escala, onde eu havia morado na minha época de solteiro, eu meio que fui obrigado a ceder o único escritório da cobertura para minha esposa, que se trancava por lá até a hora do jantar.
— Sabe me dizer quando vamos poder voltar para nossa mansão? – escutei Carla perguntar enquanto eu me enxugava, após ter saído do box.
— Provavelmente, só semana que vem, querida. Mas vou dá uma passada por lá na hora do almoço e ver como está as coisas. Se já conseguiram consertar a encanação rompida – falei enrolando-me na toalha e me aproximando dela, que agora se encontrava maquiando-se.
Mesmo trabalhando em casa, Carla ainda gostava de se cuidar, usando maquiagem, acessórios e andando sempre bem vestida, como uma grande mulher de sucesso que ela era. Me escorei na pia, meio de lado, e fiquei admirando-a por alguns segundos. Mesmo depois de dezoito anos, Carla ainda continuava linda, porém seu rosto estava com um ar mais maduro, assim como o meu.
— Seria bom era que pudéssemos voltar já neste final de semana, porque as crianças estão ficando estressadas.
— Verdade. A Aninha deve está se sentindo bem desprezada, por ela não poder ficar aqui conosco.
— Não estava me referindo a essa menina, que aliás, deve estar é feliz por ficar com um apartamento só para ela. Quando eu disse “crianças” eu me referia só aos gêmeos, que se encontram irritados por dividirem o mesmo quarto por tanto tempo. Elliot, coitado, está com um bloqueio mental em seu novo livro. E a Elena está estressada, porque ela precisa do espaço só dela para poder se concentrar e praticar seus passos de balé para sua apresentação da semana que vem que é muito importante. Os meus bebês estão surtando neste apartamento, Christian. E é melhor que você faça alguma coisa sobre isso.
— Vou ver se eles agilizam o conserto – optei por dizer apenas, pois eu não queria entrar em uma discussão com a minha esposa por causa da falta de afeto que a mesma tinha pela nossa filha caçula.
Escovei os dentes e aparei a barba, depois segui para o closet, onde me arrumei para o meu primeiro dia de volta ao trabalho, após ter ficado uns quatro dias longe da cidade, resolvendo um problema em Dallas, no Texas, em um dos milhares investimentos ao qual sou sócio.
— Bom dia, meninos! – exclamei animado, porém nenhum dos dois olhou em minha direção quando responderam “Bom dia, pai” – Eu passo quase uma semana fora e assim que vocês me recebem? Cadê a animação dos dois?
— A minha está morta, porque não consigo escrever nada – resmungou Elliot.
— E a minha está lá no meu estúdio de balé na mansão – retrucou Elena, tão emburrada quanto o irmão.
— Espero que os presentes que eu trouxe, façam vocês se animarem um pouco. Elliot, esse é o seu – falei, aproximando-me da cama e entregando uma das sacolas para ele – E esse aqui é o seu, filha – murmurei enquanto me dirigia até Elena.
Eu havia comprado o Box da Coleção A Terra Negra de um autor chamado Stephen King para o Elliot e o mesmo adorou o presente, pois logo se levantou da cama, animado, e veio me agradecer com um abraço. Para Elena, tinha comprado uma escultura de uma bailarina que eu havia achado super bonita.
Fiquei um pouco triste por Elena não ter gostado do meu presente, mas eu já deveria ter previsto isso. Principalmente, pelo jeito que ela cresceu sendo mimada pela mãe. Então, me despedi dos gêmeos, informando em seguida que eu tentaria resolver o problema da mansão o mais rápido que conseguisse, depois sai do quarto.
Ao descer a escada, fui até a cozinha e dei um “Bom dia” para Gail, esposa do meu chefe de segurança e minha ex-empregada, que havia trabalhado para mim na época que eu era o famoso “Solteirão Destruidor de Calcinhas”, título este me dado por uma jornalista que eu tinha pegado em uma noite pós-festa.
Como a minha cobertura de solteiro só havia duas suítes (a principal e a de hóspedes) e nós éramos em cinco quando viemos morar aqui temporariamente, Carla tinha mandado eu alugar o apartamento de baixo para nossa filha caçula de apenas dezesseis anos ficar sozinha enquanto o resto de nós ficaríamos na cobertura.
Até tentei fazer a mesma mudar de ideia, dizendo que os gêmeos, por já terem dezoito anos, poderiam ficar morando sozinhos no andar de baixo, mas minha esposa bateu o pé e disse que não iria se separar dos filhos dela. Foi de partir o coração ao ver a expressão da Ana quando a mesma ouviu aquilo.
Então, fiz o meu papel de pãe (pai + mãe), como sempre, e tentei amenizar o sofrimento interno da minha princesinha, passando a primeira noite da mudança com ela, assistindo vários filmes até de madrugada e dando o máximo de carinho e amor que pude. Eu nunca soube ao certo o que exatamente havia acontecido para minha esposa fingir que a Anastasia não existe na vida dela. A verdade é que eu estou há dezesseis anos tentando achar o motivo e ainda não descobri nada.
Logo as portas do elevador se abriram, então sai, já pegando meu molho de chaves, procurando a chave reserva da porta.
— Filhota? – chamei assim que entrei no apartamento, mas não obtive resposta, então sai andando pelo local, procurando pela mesma.
Meu pau doía de tão duro que o mesmo se encontrava e minha vontade foi de começar a me masturbar também, mas antes que eu pudesse fazer qualquer movimento, Ana gozou abrindo os olhos. Assim que os nossos olhares se encontraram, mesmo que estivéssemos distante um do outro, me sobressaltei como se eu tivesse levado um choque elétrico.
O instinto da minha filha foi de se cobrir rapidamente com as mãos, assustada com a minha presença ali, então tratei logo de fazer minhas pernas se movimentarem, e lentamente, fui dando passos para trás, até me virar e sair do terraço, indo para a cozinha a fim de beber um pouco de água para poder me acalmar.
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Poucos minutos depois, Anastasia apareceu vestida e calçada, adentrando a sala e se aproximando da ilha da cozinha, onde eu me encontrava escorado perto do fogão. Antigamente, eu nunca tinha reparado nas roupas da minha filha, mas agora, depois do que eu acabara de ver, meu olhar observava atentamente cada movimento e o caimento daquelas peças de pano no corpo juvenil dela.
— Oi, pai – Ana murmurou quase num sussurro, com o olhar baixo, provavelmente, morrendo de vergonha de mim.
— Oi, filha – falei, tentando não demonstrar o meu nervosismo através do tom de voz – Eu... Eu sinto muito por ter invadido o apartamento assim e ter tirado sua privacidade. Prometo que isso nunca mais vai acontecer.
— Está tudo bem, pai. Eu não faço aquilo com frequência.
— E porque não? – soltei de repente, fazendo Anastasia erguer o rosto e me encarar com o cenho franzido – Desculpe pela pergunta indiscreta, filha. Vamos esquecer isso, ok? Até porque ambos estamos bem constrangidos com essa situação, né? – inquiri e ela assentiu, concordando.
— Como foi a viagem? – Ana perguntou à medida que se sentava numa das cadeiras da bancada.
— Foi um pouco estressante, mas eu trouxe um presentinho para você.
Dei a volta na bancada, agradecendo mentalmente por já está com o pau quase totalmente mole, e fui até a poltrona pegar a sacola.
— O senhor chegou de viagem, agora? – ela me inquiriu enquanto eu lhe entregava à sacola.
— Não, filhota. Eu cheguei era quase duas e meia da manhã, porque o voo atrasou. Espero que goste do que o papai te comprou.
Ana tirou o embrulho da sacola e o abriu, dando um imenso sorriso segundos depois.
— É o que eu estou pensando, pai?
— Sim. É uma caixinha de música e essa aí é a Princesa Anastásia da Rússia e o pai dela, bailando ao som de uma valsa – comentei, já sendo surpreendido com um abraço da minha filha.
Apenas retribui o abraço dela, o mais natural que pude, sem pensar na proximidade dos nossos corpos.

Aaaah achei seu blog
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