JAMIE
— Vamos ver o nosso bebê – comentei, sorridente, segurando a mão da Dakota enquanto o carro rompia o trânsito matinal de Nova York, rumo à clínica particular da Dra. Rowling – Estou bastante animado.
— Eu também estou, querido – ela disse, dando um sorriso para mim.
Após alguns minutos chegamos à clínica então pedi para que o motorista nos esperasse dentro do carro e saí, abrindo a porta para Dak, já a acompanhando para dentro do edifício. Ainda era cedo então não havia ninguém na recepção, além da recepcionista atrás do balcão.
— Bom dia! Somos o Sr. e a Sra. Dornan. Temos uma consulta marcada com a Dra. Rowling.
A moça pegou o telefone e anunciou que estávamos ali, para em seguida nos mandar subir a escada e bater na segunda porta do corredor no primeiro andar. Agradecemos e nos dirigimos até o andar superior.
— Podem entrar – ouvimos a voz da médica, assim que bati na porta.
Adentramos o consultório e ela se levantou, nos cumprimentando, já nos oferecendo água, café ou chá, que recusamos gentilmente.
— Tudo bem. Prontos para verem o bebê de vocês? – a doutora perguntou e nós assentimos, então ela nos conduziu até a outra parte do consultório onde possuía uma maca e um aparelho de ultrassonografia – O senhor me informou ao telefone que vocês tinham certeza da gravidez, mas que teria semanas ainda, não era?
— Sim, doutora.
— Ok. Irei fazer então uma transvaginal para ver melhor o bebê. Dakota, como você está de vestido, apenas tire a calcinha e deite aqui na maca.
Dak assentiu, já fazendo o que a médica tinha pedido, me entregando tanto a calcinha quanto o casaquinho em tule estampado do vestido e sua bolsa.
— Você pode passar para ela um remédio para vômito e enjoo?
— Não precisa, querido. Eu estou conseguindo controlar os enjoos matinais – Dakota comentou à medida que ficava na posição que a doutora havia solicitado.
— Enjoo é algo normal, mas irei passar um para o caso do enjoo persistir além das semanas permitidas. Mas, depois falamos disso, ok?
— Tudo bem – eu e Dak dissemos ao mesmo tempo.
— Você já fez alguma transvaginal antes?
— Não.
— Então, devo te informar que vai ser um pouco desconfortável.
— Tudo bem, doutora.
— Posso me sentar ao lado dela? – inquiri e a médica concordou.
Puxei então uma cadeira e me sentei ao lado da Dakota e segurei a mão dela, beijando-lhe o dorso. Assim que a doutora introduziu a sonda na Dak, a mesma fechou os olhos e pareceu que ela tinha prendido a respiração por alguns segundos.
— Vamos lá... Cadê você, bebê... Achei... E parece que tem gêmeos aqui... – a médica informou sorrindo, virando o monitor para nós.
— Olha, amor, nossos bebês – falei, todo sorridente e animado.
Dakota abriu os olhos e encarou o monitor, já virando o rosto, fechando novamente os olhos e fazendo uma sutil expressão de dor.
— Já podemos terminar, por favor?
— E só vou medir e acabamos – a doutora avisou, já mexendo no computador – Quase duas semanas e meia.
— Podemos ouvir os coraçõezinhos deles? – perguntei, esperançoso.
— Ainda não. Só a partir da 6° semana. Nas próximas consultas, já vai dar para ouvir os bebês.
— Ah... – falei, meio emburrado.
— Logo as semanas passam, Jay – Dak falou, apertando minha mão.
— Querem uma foto?
Assenti e a médica imprimiu, já liberando a Dakota que pareceu aliviada com o término do exame.
— Pode ir se limpar ali no banheiro e não se preocupe se ver um pouco de sangue no papel higiênico. É porque introduzimos além do colo do útero para vermos dentro dele.
— Tudo bem, doutora.
Não vi quanto tempo Dak demorou no banheiro, pois apenas observava a foto dos meus filhos. Depois que ela voltou nos sentamos na outra parte do consultório para a médica conversar conosco.
— Olha, amor. O primeiro sorriso dos nossos garotões – murmurei, mostrando a foto do ultrassom para Dakota.
— Eles ainda são uns pontos pretos sem forma e você já está imaginando o sorriso deles, querido?
— Sim e são lindos igual ao meu.
— Doutora, eu estou indo viajar a trabalho e passarei uns seis meses fora, viajando pelo mundo. Como vai ficar as próximas consultas? Você pode ir ao nosso encontro?
— Posso. Teremos que fazer todo um calendário para deixar tudo pronto, mas eu irei sim. Peço para que evite qualquer tipo de estresse, pois os três primeiros meses são de risco.
Ao ouvir aquilo, parei de babar no ultrassom e me concentrei na consulta.
— Tudo bem...
— Tudo bem nada, Dak. Como assim de “risco”?
— Calma, Sr. Dornan. Isso é para todas as mulheres no início da gestação, que normalmente devido a estresse, quedas, esforço físico e aborrecimentos excessivos podem vir a abortar. Vou passar algumas vitaminas, remédio para enjoo, para dormir, caso tenha insônia...
— Passa um calmante também para ela – pedi à medida que a médica escrevia num bloco de papel.
— Ok. É importante que você se alimente bem, Sra. Dornan. Se possível, vá a uma nutricionista e tome as vitaminas que receitei à risca.
— Ok, doutora.
— E sexo, doutora? Pode? Ou não pode?
— Jamie! – Dakota ralhou comigo, com o tom de voz baixo, me encarando, mas a médica escutou e sorriu.
— Pode sim, Sr. Dornan. Mas, nada de sexo violento ou aventuras sexuais de risco.
Apenas ri enquanto via Dak, que claramente estava morrendo de vergonha, pegar as receitas e se levantar.
— Até a próxima consulta, e não se esqueça de me passar as datas de sua viagem para que eu possa já agendar a minha.
Dakota assentiu, já avisando que iria mandar o cronograma da viagem para o e-mail da Dra. Rowling assim que possível. Nos despedimos da médica e saímos do consultório. Mal pisamos para fora da clínica e logo uma enxurrada de paparazzis nos cercaram, com suas câmeras e suas perguntas inconvenientes.
— Dakota, a gravidez é real?
— Jamie, sua filha já sabe do novo irmão ou irmã?
— Dakota, já sabe se é herdeiro ou herdeira?
— Jamie, não assumiu a sua filha antes por causa da Dakota?
Passando por eles de cabeça baixa e me apressei em abrir a porta para a Dak, que logo entrou no carro, então dei a volta e entrei também, já mandando o motorista acelerar e sair dali.
— Para a Runway – informei a ele e Dakota veio se sentar no banco do meio, recostando-se a mim em seguida.
— Não. Para casa, por favor.
— O que foi? Tá passando mal? – inquiri, preocupado.
— Não, querido. Mas, estou com um pouco de dor e quero descansar. Já está tudo encaminhado para a viagem amanhã então eu posso me dar uma folga hoje. Qualquer coisa eu resolvo via Skype ou as meninas vão em casa.
— Tudo bem, amor.
— Mas, se você quiser ir trabalhar, tudo bem. Me deixe em casa e depois vai para a Angel’s & Devil’s.
— Não tenho nada para fazer lá, minha rainha. Mirela já deixou tudo encaminhado ontem.
— Ok, querido. Posso deitar no seu colo?
A encarei meio surpreso, pois ela parecia outra pessoa, alguém bem dengosa.
— Claro, amor – concordei, então Dak tirou o cinto e se deitou no banco, colocando sua cabeça em meu colo – Eu queria confirmar logo o sexo dos nossos garotos, mas vamos ter que esperar alguns meses – comentei, alisando os cabelos dela.
— Acho que tem um exame de sangue pra saber o sexo do bebê – Dakota murmurou de olhos fechados.
— Sério? Mas, não tem risco?
— Não. É um exame de sangue normal, Jay. Acho que conta os cromossomos no sangue, sei lá. Se quiser podemos passar agora numa clínica que faz esse tipo de exame. Depois passamos na farmácia para comprar as coisas e depois casa e cama.
Sorri e assenti, já procurando alguma clínica no celular e informando depois o endereço para o nosso motorista.
— Vamos ver o nosso bebê – comentei, sorridente, segurando a mão da Dakota enquanto o carro rompia o trânsito matinal de Nova York, rumo à clínica particular da Dra. Rowling – Estou bastante animado.
— Eu também estou, querido – ela disse, dando um sorriso para mim.
Após alguns minutos chegamos à clínica então pedi para que o motorista nos esperasse dentro do carro e saí, abrindo a porta para Dak, já a acompanhando para dentro do edifício. Ainda era cedo então não havia ninguém na recepção, além da recepcionista atrás do balcão.
— Bom dia! Somos o Sr. e a Sra. Dornan. Temos uma consulta marcada com a Dra. Rowling.
A moça pegou o telefone e anunciou que estávamos ali, para em seguida nos mandar subir a escada e bater na segunda porta do corredor no primeiro andar. Agradecemos e nos dirigimos até o andar superior.
— Podem entrar – ouvimos a voz da médica, assim que bati na porta.
Adentramos o consultório e ela se levantou, nos cumprimentando, já nos oferecendo água, café ou chá, que recusamos gentilmente.
— Tudo bem. Prontos para verem o bebê de vocês? – a doutora perguntou e nós assentimos, então ela nos conduziu até a outra parte do consultório onde possuía uma maca e um aparelho de ultrassonografia – O senhor me informou ao telefone que vocês tinham certeza da gravidez, mas que teria semanas ainda, não era?
— Sim, doutora.
— Ok. Irei fazer então uma transvaginal para ver melhor o bebê. Dakota, como você está de vestido, apenas tire a calcinha e deite aqui na maca.
Dak assentiu, já fazendo o que a médica tinha pedido, me entregando tanto a calcinha quanto o casaquinho em tule estampado do vestido e sua bolsa.
— Não precisa, querido. Eu estou conseguindo controlar os enjoos matinais – Dakota comentou à medida que ficava na posição que a doutora havia solicitado.
— Enjoo é algo normal, mas irei passar um para o caso do enjoo persistir além das semanas permitidas. Mas, depois falamos disso, ok?
— Tudo bem – eu e Dak dissemos ao mesmo tempo.
— Você já fez alguma transvaginal antes?
— Não.
— Então, devo te informar que vai ser um pouco desconfortável.
— Tudo bem, doutora.
— Posso me sentar ao lado dela? – inquiri e a médica concordou.
Puxei então uma cadeira e me sentei ao lado da Dakota e segurei a mão dela, beijando-lhe o dorso. Assim que a doutora introduziu a sonda na Dak, a mesma fechou os olhos e pareceu que ela tinha prendido a respiração por alguns segundos.
— Vamos lá... Cadê você, bebê... Achei... E parece que tem gêmeos aqui... – a médica informou sorrindo, virando o monitor para nós.
— Olha, amor, nossos bebês – falei, todo sorridente e animado.
Dakota abriu os olhos e encarou o monitor, já virando o rosto, fechando novamente os olhos e fazendo uma sutil expressão de dor.
— Já podemos terminar, por favor?
— E só vou medir e acabamos – a doutora avisou, já mexendo no computador – Quase duas semanas e meia.
— Podemos ouvir os coraçõezinhos deles? – perguntei, esperançoso.
— Ainda não. Só a partir da 6° semana. Nas próximas consultas, já vai dar para ouvir os bebês.
— Ah... – falei, meio emburrado.
— Logo as semanas passam, Jay – Dak falou, apertando minha mão.
— Querem uma foto?
Assenti e a médica imprimiu, já liberando a Dakota que pareceu aliviada com o término do exame.
— Pode ir se limpar ali no banheiro e não se preocupe se ver um pouco de sangue no papel higiênico. É porque introduzimos além do colo do útero para vermos dentro dele.
— Tudo bem, doutora.
Não vi quanto tempo Dak demorou no banheiro, pois apenas observava a foto dos meus filhos. Depois que ela voltou nos sentamos na outra parte do consultório para a médica conversar conosco.
— Olha, amor. O primeiro sorriso dos nossos garotões – murmurei, mostrando a foto do ultrassom para Dakota.
— Eles ainda são uns pontos pretos sem forma e você já está imaginando o sorriso deles, querido?
— Sim e são lindos igual ao meu.
— Doutora, eu estou indo viajar a trabalho e passarei uns seis meses fora, viajando pelo mundo. Como vai ficar as próximas consultas? Você pode ir ao nosso encontro?
— Posso. Teremos que fazer todo um calendário para deixar tudo pronto, mas eu irei sim. Peço para que evite qualquer tipo de estresse, pois os três primeiros meses são de risco.
Ao ouvir aquilo, parei de babar no ultrassom e me concentrei na consulta.
— Tudo bem...
— Tudo bem nada, Dak. Como assim de “risco”?
— Calma, Sr. Dornan. Isso é para todas as mulheres no início da gestação, que normalmente devido a estresse, quedas, esforço físico e aborrecimentos excessivos podem vir a abortar. Vou passar algumas vitaminas, remédio para enjoo, para dormir, caso tenha insônia...
— Passa um calmante também para ela – pedi à medida que a médica escrevia num bloco de papel.
— Ok. É importante que você se alimente bem, Sra. Dornan. Se possível, vá a uma nutricionista e tome as vitaminas que receitei à risca.
— Ok, doutora.
— E sexo, doutora? Pode? Ou não pode?
— Jamie! – Dakota ralhou comigo, com o tom de voz baixo, me encarando, mas a médica escutou e sorriu.
— Pode sim, Sr. Dornan. Mas, nada de sexo violento ou aventuras sexuais de risco.
Apenas ri enquanto via Dak, que claramente estava morrendo de vergonha, pegar as receitas e se levantar.
— Até a próxima consulta, e não se esqueça de me passar as datas de sua viagem para que eu possa já agendar a minha.
Dakota assentiu, já avisando que iria mandar o cronograma da viagem para o e-mail da Dra. Rowling assim que possível. Nos despedimos da médica e saímos do consultório. Mal pisamos para fora da clínica e logo uma enxurrada de paparazzis nos cercaram, com suas câmeras e suas perguntas inconvenientes.
— Dakota, a gravidez é real?
— Jamie, sua filha já sabe do novo irmão ou irmã?
— Dakota, já sabe se é herdeiro ou herdeira?
— Jamie, não assumiu a sua filha antes por causa da Dakota?
Passando por eles de cabeça baixa e me apressei em abrir a porta para a Dak, que logo entrou no carro, então dei a volta e entrei também, já mandando o motorista acelerar e sair dali.
— Para a Runway – informei a ele e Dakota veio se sentar no banco do meio, recostando-se a mim em seguida.
— Não. Para casa, por favor.
— O que foi? Tá passando mal? – inquiri, preocupado.
— Não, querido. Mas, estou com um pouco de dor e quero descansar. Já está tudo encaminhado para a viagem amanhã então eu posso me dar uma folga hoje. Qualquer coisa eu resolvo via Skype ou as meninas vão em casa.
— Tudo bem, amor.
— Mas, se você quiser ir trabalhar, tudo bem. Me deixe em casa e depois vai para a Angel’s & Devil’s.
— Não tenho nada para fazer lá, minha rainha. Mirela já deixou tudo encaminhado ontem.
— Ok, querido. Posso deitar no seu colo?
A encarei meio surpreso, pois ela parecia outra pessoa, alguém bem dengosa.
— Claro, amor – concordei, então Dak tirou o cinto e se deitou no banco, colocando sua cabeça em meu colo – Eu queria confirmar logo o sexo dos nossos garotos, mas vamos ter que esperar alguns meses – comentei, alisando os cabelos dela.
— Acho que tem um exame de sangue pra saber o sexo do bebê – Dakota murmurou de olhos fechados.
— Sério? Mas, não tem risco?
— Não. É um exame de sangue normal, Jay. Acho que conta os cromossomos no sangue, sei lá. Se quiser podemos passar agora numa clínica que faz esse tipo de exame. Depois passamos na farmácia para comprar as coisas e depois casa e cama.
Sorri e assenti, já procurando alguma clínica no celular e informando depois o endereço para o nosso motorista.

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