IAN
Mais um dia se encerrou e, finalmente, eu posso ir para minha casa e me divertir um pouco. Sou casado com a Nikki, desde a nossa adolescência, por insistência dos meus falecidos pais que se importavam muito com a classe social e o prestígio da Família Tucker.
Meu casamento nunca foi necessariamente só de fachada como a maioria dos casos de união de famílias ricas. Eu amava minha esposa, mas sabe aquela mulher sexy e avassaladora entre quatro paredes? Pois bem, a Nikki não era assim.
Ela sempre foi bem tradicional com relação ao sexo, o que me deixava frustrado muitas vezes e com isso acabei iniciando um caso com a Nina, há dois anos.
Ela era tudo que eu ansiava em uma mulher e devido minha esposa trabalhar muito fora do país, em decorrência de seu trabalho como produtora de filmes, eu aproveitava e chamava a Nina para dormir em meu apartamento.
Sou um canalha por fazer isso? Talvez sim, talvez não, pois vai da mentalidade de cada um. Muitas vezes, a palavra “separação” passou por minha cabeça, mas a família da Nikki era bastante religiosa e conservadora demais.
Então, um anúncio de divórcio seria o fim do sobrenome Tucker no meio da alta sociedade nova iorquina e eu não poderia afundar aquele sobrenome que meu pai tinha conseguido erguer com tanta luta, entre a cúpula dos ricaços.
Assim que cheguei em casa, tomei um banho e vesti só uma cueca boxer preta, depois fui preparar algo para comer.
Estava terminando de lavar o prato quando escutei a campainha tocar, então rapidamente sequei as mãos e fui abrir a porta para a minha Nina gostosa.
— Desculpe a demora, gatinho. Estava enrolada lá em casa com a chegada da minha meia-irmã – ela falou, adentrando o apartamento.
Fechei a porta, passando a chave como sempre, e me aproximei dela, que ainda continuava a queixar-se sobre a tal meia-irmã. Então peguei em seu pulso, puxando-a para mim, já começando a ajudá-la a tirar a roupa à medida que nossos lábios se duelavam intensamente e feroz.
A peguei nos braços e a levei para o quarto. Assim que a deitei sobre o colchão, tratei logo de tirar minha cueca, que já não escondia minha ereção, e subi na cama, tirando-lhe a última peça de roupa, a sua calcinha, com a boca.
Lentamente fui beijando suas pernas à medida que ia subindo em direção a sua boceta gostosa, que já se encontrava encharcada quando me detive ali. Enquanto explorava sua bocetinha minuciosamente, Nina puxava-me a cabeça com a mão, como que querendo que minha boca se fundisse a ela.
Gemidos e gritos de prazer ecoavam pelo quarto e a cada minuto, eu sentia que a temperatura do local ia subindo um pouco mais, com toda a nossa selvageria carnal, principalmente quando a penetrei, não conseguindo mais me controlar.
Naquele ritmo intenso, chegamos ao extremo de nossos gozos, explodindo em um orgasmo louco, inebriante e mútuo. Nina tombou para o lado, tão cansada quanto eu, mas segundos depois veio se aconchegar a mim e eu a abracei forte.
Tentei curtir aquele momento juntos, antes de Nina resolver partir para a casa dela, durante a madrugada.
DAKOTA
Encontrava-me absorta no meu minucioso e delicado trabalho (a revisão de alguns editoriais para as próximas edições da RUNWAY) quando uma leve batida na porta anunciou que novamente eu seria interrompida.
— Dak?
Levantei a cabeça e encarei Nina, que segurava a porta meio entreaberta. Sua expressão revelava um misto de indecisão e medo. Talvez ela pensasse que estava me atrapalhando. E, sinceramente, ela estava, mas eu não iria dizer isso.
— Não está me atrapalhando, se é isso que te incomoda.
Ela deu um passo à frente e fechou a porta atrás de si.
— Preciso te contar uma coisa, mas não sei como fazer isso.
— Apenas seja direta e não faça rodeios.
— Acabei de ver seu marido aos beijos com nossa meia-irmã – Nina falou num só fôlego, depois me olhou com uma cara de medo.
— Veio até aqui para me dizer isso? – indaguei com uma das sobrancelhas erguida.
— Não vai ficar com raiva? Gritar? Ou se descabelar? Dizem que atirar coisas contra a parede ajuda a pôr para fora a raiva contida.
— Por que acha que eu perderia minha paz de espírito por causa dessa notícia, que a meu ver é algo insignificante.
— Tem certeza que você me ouviu, Dakota? Eu falei que o Jamie, seu marido, estava aos beijos com a Emily, nossa meia-irmã.
Recostei-me a cadeira e sorri pela situação atual.
— Jamie é bem grandinho para saber o que quer, Nina.
— Então você não vai fazer nada? – minha irmã me encarou, incrédula.
— Isso mesmo. Entenda uma coisa minha cara Nina, meu casamento foi apenas para unir a marca Angel’s & Devil’s com a nossa revista. Jamie pode ter quantas amantes ele quiser, eu não ligo. O que importa para mim apenas é a assinatura dele no contrato de casamento, morarmos sob o mesmo teto e dividir a mesma cama.
— Não existe amor entre vocês dois?
— Não.
— Mas durante aquela mega festa de casamento, vocês pareciam estar tão apaixonados que na época me deu até vontade de ter um relacionamento sério com alguém... sem ser o gostoso do Ian.
— Aquilo foi pura encenação.
— Já que não existe amor, pelo menos vocês fazem sexo, não é?
— Não.
— Sério? Não acredito. Deve ter rolado algo em algum momento.
— Não rolou nada e nunca irá rolar. Somos simplesmente colegas de quarto e parceiros de negócios.
— Quero saber o que vai fazer quando a mídia descobrir?
— Por acaso já viu ou ouviu na mídia algum caso extraconjugal relacionado ao Jamie?
— Não. Porque essa é a primeira vez que ele está te traindo.
— Aí que você se engana, Nina. Posso te dar uma lista completa de todas as mulheres com quem Jamie apenas passou uma noite ou teve um caso rápido, que nem mesmo o maior tablóide de fofoca não sabe e olha que eles possuem os melhores paparazzis do mundo.
Levantei-me, começando a recolher o material de cima da mesa, ao qual tentava trabalhar, pois iria terminar a revisão dos editoriais em casa, no silêncio do meu escritório, onde ninguém me perturbaria.
Assim que terminei, peguei minha bolsa e fui até a porta, mas antes de abri-la, virei para Nina que parecia tentar absorver toda aquela informação de que Jamie me traía e que eu era indiferente a isso.
— Não se preocupe. Pelo que conheço do meu marido, a Emily será mais uma que ele levará para algum motelzinho de quinta e depois a trocará por outra. Estou indo para casa. Antes de sair apague a luz.
Fechei a porta e fui em direção do elevador. Enquanto esperava o mesmo chegar, Nina apareceu ao meu lado.
— Acho que você está errada, Dak. Pelo que eu vi lá no ateliê dele, os dois pareciam apaixonados.
— Você também achou que nós éramos um casal apaixonado, mas agora sabe de toda a verdade. Não culpo nossa irmã pelo que está acontecendo. Sinceramente, sinto pena dela, pois Jamie é um excelente ator, principalmente na arte da sedução.
As portas do elevador se abriram então demos de cara com os outros dois ocupantes.
— Falando nos diabos – Nina sussurrou, bem baixo.
Mais um dia se encerrou e, finalmente, eu posso ir para minha casa e me divertir um pouco. Sou casado com a Nikki, desde a nossa adolescência, por insistência dos meus falecidos pais que se importavam muito com a classe social e o prestígio da Família Tucker.
Meu casamento nunca foi necessariamente só de fachada como a maioria dos casos de união de famílias ricas. Eu amava minha esposa, mas sabe aquela mulher sexy e avassaladora entre quatro paredes? Pois bem, a Nikki não era assim.
Ela sempre foi bem tradicional com relação ao sexo, o que me deixava frustrado muitas vezes e com isso acabei iniciando um caso com a Nina, há dois anos.
Ela era tudo que eu ansiava em uma mulher e devido minha esposa trabalhar muito fora do país, em decorrência de seu trabalho como produtora de filmes, eu aproveitava e chamava a Nina para dormir em meu apartamento.
Sou um canalha por fazer isso? Talvez sim, talvez não, pois vai da mentalidade de cada um. Muitas vezes, a palavra “separação” passou por minha cabeça, mas a família da Nikki era bastante religiosa e conservadora demais.
Então, um anúncio de divórcio seria o fim do sobrenome Tucker no meio da alta sociedade nova iorquina e eu não poderia afundar aquele sobrenome que meu pai tinha conseguido erguer com tanta luta, entre a cúpula dos ricaços.
Assim que cheguei em casa, tomei um banho e vesti só uma cueca boxer preta, depois fui preparar algo para comer.
★ ★ ★ ★ ★
Estava terminando de lavar o prato quando escutei a campainha tocar, então rapidamente sequei as mãos e fui abrir a porta para a minha Nina gostosa.
— Desculpe a demora, gatinho. Estava enrolada lá em casa com a chegada da minha meia-irmã – ela falou, adentrando o apartamento.
Fechei a porta, passando a chave como sempre, e me aproximei dela, que ainda continuava a queixar-se sobre a tal meia-irmã. Então peguei em seu pulso, puxando-a para mim, já começando a ajudá-la a tirar a roupa à medida que nossos lábios se duelavam intensamente e feroz.
Lentamente fui beijando suas pernas à medida que ia subindo em direção a sua boceta gostosa, que já se encontrava encharcada quando me detive ali. Enquanto explorava sua bocetinha minuciosamente, Nina puxava-me a cabeça com a mão, como que querendo que minha boca se fundisse a ela.
DAKOTA
DOIS DIAS DEPOIS
Encontrava-me absorta no meu minucioso e delicado trabalho (a revisão de alguns editoriais para as próximas edições da RUNWAY) quando uma leve batida na porta anunciou que novamente eu seria interrompida.
— Dak?
Levantei a cabeça e encarei Nina, que segurava a porta meio entreaberta. Sua expressão revelava um misto de indecisão e medo. Talvez ela pensasse que estava me atrapalhando. E, sinceramente, ela estava, mas eu não iria dizer isso.
— Não está me atrapalhando, se é isso que te incomoda.
Ela deu um passo à frente e fechou a porta atrás de si.
— Preciso te contar uma coisa, mas não sei como fazer isso.
— Apenas seja direta e não faça rodeios.
— Acabei de ver seu marido aos beijos com nossa meia-irmã – Nina falou num só fôlego, depois me olhou com uma cara de medo.
— Veio até aqui para me dizer isso? – indaguei com uma das sobrancelhas erguida.
— Não vai ficar com raiva? Gritar? Ou se descabelar? Dizem que atirar coisas contra a parede ajuda a pôr para fora a raiva contida.
— Por que acha que eu perderia minha paz de espírito por causa dessa notícia, que a meu ver é algo insignificante.
— Tem certeza que você me ouviu, Dakota? Eu falei que o Jamie, seu marido, estava aos beijos com a Emily, nossa meia-irmã.
Recostei-me a cadeira e sorri pela situação atual.
— Jamie é bem grandinho para saber o que quer, Nina.
— Então você não vai fazer nada? – minha irmã me encarou, incrédula.
— Isso mesmo. Entenda uma coisa minha cara Nina, meu casamento foi apenas para unir a marca Angel’s & Devil’s com a nossa revista. Jamie pode ter quantas amantes ele quiser, eu não ligo. O que importa para mim apenas é a assinatura dele no contrato de casamento, morarmos sob o mesmo teto e dividir a mesma cama.
— Não existe amor entre vocês dois?
— Não.
— Mas durante aquela mega festa de casamento, vocês pareciam estar tão apaixonados que na época me deu até vontade de ter um relacionamento sério com alguém... sem ser o gostoso do Ian.
— Aquilo foi pura encenação.
— Já que não existe amor, pelo menos vocês fazem sexo, não é?
— Não.
— Sério? Não acredito. Deve ter rolado algo em algum momento.
— Não rolou nada e nunca irá rolar. Somos simplesmente colegas de quarto e parceiros de negócios.
— Quero saber o que vai fazer quando a mídia descobrir?
— Por acaso já viu ou ouviu na mídia algum caso extraconjugal relacionado ao Jamie?
— Não. Porque essa é a primeira vez que ele está te traindo.
— Aí que você se engana, Nina. Posso te dar uma lista completa de todas as mulheres com quem Jamie apenas passou uma noite ou teve um caso rápido, que nem mesmo o maior tablóide de fofoca não sabe e olha que eles possuem os melhores paparazzis do mundo.
Levantei-me, começando a recolher o material de cima da mesa, ao qual tentava trabalhar, pois iria terminar a revisão dos editoriais em casa, no silêncio do meu escritório, onde ninguém me perturbaria.
Assim que terminei, peguei minha bolsa e fui até a porta, mas antes de abri-la, virei para Nina que parecia tentar absorver toda aquela informação de que Jamie me traía e que eu era indiferente a isso.
— Não se preocupe. Pelo que conheço do meu marido, a Emily será mais uma que ele levará para algum motelzinho de quinta e depois a trocará por outra. Estou indo para casa. Antes de sair apague a luz.
Fechei a porta e fui em direção do elevador. Enquanto esperava o mesmo chegar, Nina apareceu ao meu lado.
— Acho que você está errada, Dak. Pelo que eu vi lá no ateliê dele, os dois pareciam apaixonados.
— Você também achou que nós éramos um casal apaixonado, mas agora sabe de toda a verdade. Não culpo nossa irmã pelo que está acontecendo. Sinceramente, sinto pena dela, pois Jamie é um excelente ator, principalmente na arte da sedução.
As portas do elevador se abriram então demos de cara com os outros dois ocupantes.

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