terça-feira, 7 de abril de 2020

Meu Ogro - Epílogo


ANASTASIA

VINTE E CINCO ANOS DEPOIS

Acordei por volta das quatro e meia e Christian já estava acordado também, sentado na beirada da cama. Sorri e me arrastei pelo colchão até ele, o abraçando por sobre os ombros.

— Bom dia, meu ogro gostoso – falei, beijando um de seus ombros.

— Bom dia, minha gravetinho linda – ele disse, sorrindo, se virando um pouco e me dando um beijo, que logo me instigou a puxá-lo para deitar de novo, rindo baixinho para não acordarmos a Hazel que dormia no bercinho no quarto com a gente.
Todavia, quando íamos fazer um sexo matinal gostoso, nossa pequena avelãzinha acordou resmungando então cancelamos o sexo e eu me levantei da cama, vestindo-me para ir pegar ela no colo.

Depois do Tom, que já estava com seus vinte e cinco anos, casado com Wendy, filha de um amigo de trabalho do Christian, e que já até nos tinha dado recentemente um netinho lindo chamado Carter, nós tivemos mais onze filhos.

Jaxon, que possuía vinte e quatro anos e que ainda vivia conosco, por enquanto, pois o mesmo já se encontrava construindo uma cabana para ele ir morar com a sua noiva em breve.

Greta de vinte e dois anos, tinha preferido ir morar com meus pais assim que atingiu a pré-adolescência, pois ela queria fazer Medicina e precisava pegar mais pesado nos estudos e aprender outros idiomas, mas sempre vinha nos visitar, até que passou para a Universidade Georgetown em Washington, D.C.

Nossa filha até nos mandou uma foto do seu primeiro dia de residência no hospital, nos deixando bastante orgulhosos.
Atualmente, Greta se encontrava trabalhando como médica no melhor hospital da capital do Estados Unidos e segundo as cartas que a mesma nos mandava com notícias, assim que ela juntasse alguns anos de experiência e dinheiro, a mesma iria voltar ao Alaska e montaria uma clínica em Fort River.

Depois dela veio Eustace com vinte e um anos, Aurora de dezenove anos, Harper de dezessete anos, Noemi de dezesseis anos, Elsie de quatorze anos, Ray de onze anos, Luca de oito anos, Evy de seis anos e Liv de quatro anos.

Quando achamos que nós não poderíamos mais ter filhos, porque eu já me encontrava com quarenta e cinco anos e Christian estava com sessenta, Deus mandou Hazel, que hoje se encontrava com seis meses de idade.

Peguei ela no colo e sentei no sofá, já oferecendo o peito para nossa pequena, que parou de chorar e começou a mamar.

— O inverno já está bem aí e ainda falta muita coisa para fazermos – Christian comentou, se sentando novamente na cama, mas agora de frente para mim.

— Sempre tem, querido. Sempre fica faltando algo, mas vamos conseguir passar por mais esse inverno.

— Tenho que terminar de cortar a lenha e pilhar ela toda, ainda hoje.

— E eu tenho que proteger a horta, senão vamos ficar de novo sem verduras frescas. Você já reforçou o isolamento do galinheiro e do celeiro? Porque senão não vamos ter ovos esse inverno e animais vão morrer de frio.

— Não se preocupe, gravetinho. Vou mandar os meninos fazerem isso – ele disse, já se levantando e indo rumo ao banheiro.

Uns dias antes, Christian tinha saído com Tom, Jaxon e Eustace para caçarem e tinham levado Aurora, Harper e Noemi para elas caçarem sozinhas pela primeira vez. Uma coisa que eu sempre admirei em meu marido foi o fato de que ele não distinguia nossos filhos.

Ele ensinou e ensinava tudo sobre as tradições de sua família com relação a caça, aos cuidados da propriedade e em como se relacionar bem e respeitar a natureza ao nosso redor, desde a mais pequena até o mais velho.

Para Christian, todos deveriam saber essas coisas, sem a famosa separação de gênero que existia no mundo. Já eu, ficava responsável pelos estudos dos nossos filhos. Todo dia eu tirava algumas horas no dia para ensinar eles.

Pela manhã, entre uma tarefa e outra, ensinava as pequenas a ler e a escrever, já de tarde dava lições mais complexas como Matemática, Biologia e Química para os mais velhos.

E as aulas também incluíam muita coisa prática, ou seja, sempre que estávamos fazendo alguma tarefa na propriedade, eu perguntava algo relacionado há alguma matéria e eles respondiam.

Após a mamada, nossa avelãzinha dormiu novamente, então fui me vestir e desci para fazer o café da manhã enquanto Christian acordava os mais velhos. Dei “Bom dia” para Elle, River, Misty, Hoover e Ziggy, nossos cachorros que dormiam na cozinha.
Christian logo apareceu na cozinha e veio me ajudar. Minutos depois, Harper, Eustace, Noemi, Elsie, Jaxon e Aurora adentraram a cozinha dando “Bom dia” para mim.


★ ★ ★ ★ ★


Perto da hora do almoço, fui chamar Christian e os meninos para virem comer. Fiquei alguns segundos babando à medida que eu admirava meu marido, que se encontrava sem camisa e todo suado enquanto cortava a lenha.

— Ei, senhor ogro gostoso. O almoço já está pronto – informei, fazendo o mesmo parar e me encarar, sorrindo.

— Já vou, minha gravetinho.

Assenti, mordendo o canto do lábio, o olhando de cima a baixo. Mesmo para um sessentão, Christian era bem sarado devido ao serviço braçal que ele fazia tanto na propriedade quanto na fábrica que o mesmo trabalhava.

Dei um beijo em Christian e fui chamar os meninos. Depois que todos estavam em casa, até mesmo Tom com a família dele, nos sentamos à mesa e hoje era a vez da nossa pequena Liv fazer a oração.

— Bigada Deus pela minha mamãe, meu papai, meus maninos, minhas maninhas, a titia endy que tem nome de fada por isso adolo ela, pelo bebê cholão dela que é muito bunitinho mas chola muito. Faz minha maninha cholar menos tabem tá papai do céu? Bigada pela comida gotosa da minha mamãe e amém.

Sorrimos da oração fofa da Liv então começamos a comer.

“Obrigada, Senhor, por essa linda família que possuo hoje” agradeci mentalmente em uma oração silenciosa enquanto observava meu marido e meus filhos, que conversavam animadamente, fazendo-me sorrir.


❤️ FIM ❤️

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