sexta-feira, 27 de março de 2020

Paciente 69 - Bônus I - Fim de Ano


MANHÃ DE NATAL
ORLANDO, FL, DEZEMBRO DE 2019

CHRISTIAN

TRÊS MESES DEPOIS

Acordei com o colchão se mexendo bruscamente e com alguém chamando “Papai”. Assim que abri os olhos, vi que se tratava de Teddy, que pulava na cama, gritando tanto por mim quanto pela Anastasia, que logo percebi que a mesma já se encontrava acordada, abraçando nossa pequena.

— Levanta, papai! Vamos, mamãe! É manhã de Natal! Vamos abrir os presentes! – Theodore exclamou, bastante animado.

— Ok, filho. Pare de pular, senão vai quebrar a cama – alertei, fazendo o mesmo se aquietar e vi me abraçar, dando-me “Bom dia”.

— Pesenti, mama – Evie falou, toda manhosinha.

— É, meu amor. O Papai Noel deixou um montão de presentes para você e para o seu maninho.

— Po papa? Papa mal não – nossa princesa perguntou olhando para mim, depois voltando a olhar para Ana.

— O papai também vai ganhar presente, meu amor.

— E meu beijo, minha fadinha linda? Vou ganhar não?

Ela riu e veio para cima de mim também, me dando um beijo molhado na bochecha.

— Que beijo gotoso – murmurei, sorrindo – Vamos ver o que o Papai Noel deixou para nós?

Teddy foi o primeiro a sair correndo do quarto, fazendo a gente rir enquanto nos levantávamos da cama. Anastasia logo disse que precisava ir no banheiro então desci com Evie, em meu colo, já encontrando com Jack e o pai dele na sala de estar.

No início desse ano, eu, Ana, Jack e Leila, tínhamos sentado e decidido concretizar uma ideia que havia surgido no Natal do ano passado. Então, nos planejamos e compramos uma casa de seis quartos aqui em Orlando.

A mesma seria o nosso refúgio na época do Natal, pois poderíamos passar essa data na Disney com as crianças. Já no Ano Novo, íamos para a casa dos pais do Jack, que ficava em Aspen, no Colorado.

Minha relação com o Jack e a família dele era muito tranquila. O mesmo era padrinho da Evie, então isso meio que nos aproximou e eu virei amigo dele também, mesmo que no início eu sentisse muito ciúme de como ele interagia com a Anastasia.

Todavia, assim que conheci os pais dele, no Natal passado, passei a ter menos ciúme, porque segundo eles, Jack sempre foi daquele jeito amoroso, alegre e muito espontâneo, que adorava demonstrar o seu carinho para com os outros através do tato, ou seja, ele abraçava e beijava, às vezes, até em horas inconvenientes.

— Bom dia, cara. Ana ainda tá capotada na cama? – Jack inquiriu, rindo, quando os cumprimentei, colocando Evie no chão, que logo correu para perto onde o “vovô” dela se encontrava.

— Não. Ela precisou ir ao banheiro primeiro.

Não demorou muito e Anastasia desceu, juntando-se a nós à medida que Leila e a mãe do Jack apareciam na sala de estar com canecas de chocolate quente com marshmallow para todo mundo.

Começamos a trocar e a abrir nossos presentes até que minutos depois, Ana se levantou, informando que iria buscar mais um presente para mim, que estava no quarto.

Assim que ela retornou para a sala, empunhando uma sacola em uma das mãos, a mesma entregou algumas vendas para nós e mandou que colocássemos, pois o meu presente também era para todos ali.

Achei estranho, mas mesmo assim coloquei a venda nos olhos, como os demais, incluindo nosso filho Theodore. Então, passou alguns minutos até que Anastasia mandasse a gente tirar as vendas.

Sobre meu colo se encontrava uma blusa preta com os dizeres “Promovido a PAPAI de novo”. Logo percebi que os demais também ganharam blusas personalizadas com a estampa “Promovido(a) a (...) de novo”.
— Supesa, papa! Supesa! – ouvi Evie gritar, batendo palmas, então olhei para ela, vendo-a no colo da Ana, que usava uma camisa “Promovida a MAMÃE de novo”, segurando um Body com a palavra “Princesa” escrita nele, fazendo assim a ficha de que eu iria ser pai de novo de mais uma menina, caísse de vez.
Me levantei e as envolvi em um abraço forte, beijando Anastasia, feliz demais com a notícia. Todo mundo ficou contente e animado por saber que em breve teríamos mais um novo membro na nossa família. Aquele foi o melhor presente que eu poderia ganhar naquele Natal.

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