MANHÃ DE NATAL
ORLANDO, FL, DEZEMBRO DE 2019
CHRISTIAN
TRÊS MESES DEPOIS
Acordei com o colchão se mexendo bruscamente e com alguém chamando “Papai”. Assim que abri os olhos, vi que se tratava de Teddy, que pulava na cama, gritando tanto por mim quanto pela Anastasia, que logo percebi que a mesma já se encontrava acordada, abraçando nossa pequena.
— Levanta, papai! Vamos, mamãe! É manhã de Natal! Vamos abrir os presentes! – Theodore exclamou, bastante animado.
— Ok, filho. Pare de pular, senão vai quebrar a cama – alertei, fazendo o mesmo se aquietar e vi me abraçar, dando-me “Bom dia”.
— Pesenti, mama – Evie falou, toda manhosinha.
— É, meu amor. O Papai Noel deixou um montão de presentes para você e para o seu maninho.
— Po papa? Papa mal não – nossa princesa perguntou olhando para mim, depois voltando a olhar para Ana.
— O papai também vai ganhar presente, meu amor.
— E meu beijo, minha fadinha linda? Vou ganhar não?
Ela riu e veio para cima de mim também, me dando um beijo molhado na bochecha.
— Que beijo gotoso – murmurei, sorrindo – Vamos ver o que o Papai Noel deixou para nós?
Teddy foi o primeiro a sair correndo do quarto, fazendo a gente rir enquanto nos levantávamos da cama. Anastasia logo disse que precisava ir no banheiro então desci com Evie, em meu colo, já encontrando com Jack e o pai dele na sala de estar.
No início desse ano, eu, Ana, Jack e Leila, tínhamos sentado e decidido concretizar uma ideia que havia surgido no Natal do ano passado. Então, nos planejamos e compramos uma casa de seis quartos aqui em Orlando.
A mesma seria o nosso refúgio na época do Natal, pois poderíamos passar essa data na Disney com as crianças. Já no Ano Novo, íamos para a casa dos pais do Jack, que ficava em Aspen, no Colorado.
Minha relação com o Jack e a família dele era muito tranquila. O mesmo era padrinho da Evie, então isso meio que nos aproximou e eu virei amigo dele também, mesmo que no início eu sentisse muito ciúme de como ele interagia com a Anastasia.
Todavia, assim que conheci os pais dele, no Natal passado, passei a ter menos ciúme, porque segundo eles, Jack sempre foi daquele jeito amoroso, alegre e muito espontâneo, que adorava demonstrar o seu carinho para com os outros através do tato, ou seja, ele abraçava e beijava, às vezes, até em horas inconvenientes.
— Bom dia, cara. Ana ainda tá capotada na cama? – Jack inquiriu, rindo, quando os cumprimentei, colocando Evie no chão, que logo correu para perto onde o “vovô” dela se encontrava.
— Não. Ela precisou ir ao banheiro primeiro.
Não demorou muito e Anastasia desceu, juntando-se a nós à medida que Leila e a mãe do Jack apareciam na sala de estar com canecas de chocolate quente com marshmallow para todo mundo.
Começamos a trocar e a abrir nossos presentes até que minutos depois, Ana se levantou, informando que iria buscar mais um presente para mim, que estava no quarto.
Assim que ela retornou para a sala, empunhando uma sacola em uma das mãos, a mesma entregou algumas vendas para nós e mandou que colocássemos, pois o meu presente também era para todos ali.
Achei estranho, mas mesmo assim coloquei a venda nos olhos, como os demais, incluindo nosso filho Theodore. Então, passou alguns minutos até que Anastasia mandasse a gente tirar as vendas.
Sobre meu colo se encontrava uma blusa preta com os dizeres “Promovido a PAPAI de novo”. Logo percebi que os demais também ganharam blusas personalizadas com a estampa “Promovido(a) a (...) de novo”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário