ANASTASIA
Me encontrava terminando de arrumar os potes de sobremesas para uma cliente, que passaria aqui, depois do trabalho, para vir buscá-los. Por amar demais cozinhar, principalmente fazer sobremesas de diversos tipos, eu logo criei a “Sonhos no Pote”.
Os clientes faziam seus pedidos por telefone, eu os fazia e entregava. Essa renda extra nos ajudava e muito, porque mesmo com Christian trabalhando como Gerente de Marketing, já formado na área, juntando todas as nossas despesas, era muita coisa para pouco dinheiro.
Christian e Luke logo chegaram em casa para o almoço. Nosso pequeno já estava com sete anos de idade, muito falante e sapeca. Eles me ajudaram a terminar de pôr a mesa, depois nos sentamos para comer.
— Mamãe? – ouvi Luke me chamar, minutos depois.
— Oi, meu principezinho.
— Porque a senhora é um monstro?
Aquilo me pegou de surpresa, fazendo-me engasgar um pouco, juntamente com Christian, que me encarou.
— Que isso, filho! Sua mãe não é nenhum monstro.
— Tudo bem, amor. Porque você me acha um monstro, filho? – indaguei, meio triste com aquilo, mas calma.
— Hoje a professora disse que era pra gente fazer uma redação sobre “Quem é o seu herói?”. Aí eu disse que iria colocar que eram os meus pais. Daí meus colegas riram de mim e um disse que a senhora não podia ser heroína, porque era um monstro feio. Por isso perguntei, mamãe.
Seguimos o almoço calados, mas não por muito tempo, pois Luke sempre tinha algo novo para nos contar.
Passei a tarde toda triste, mesmo com Christian tendo conversado com o nosso filho antes de voltar para o trabalho e de Luke ter me pedido desculpas, aquela maldita pergunta não saía da minha cabeça.
Durante o jantar, nosso pequeno disse que já tinha escolhido o herói dele e que havia feito à tarde a redação para entregar no dia seguinte para a professora, mas ele queria que a gente ouvisse primeiro, pois eles iriam ler na frente da classe toda. Então, após terminarmos de comer, fomos para a sala de estar.
— Posso começar? – Luke indagou, parado à nossa frente, com um papel nas mãos.
— Pode, filho – murmurei, dando-lhe um sorriso.
Ele sorriu de volta e olhou para o papel.
— Quem é o seu herói? Meu herói é o meu pai, mas minha super heroína é a minha mãe. Ela faz uma comida muito gostosa. O meu pai também ajuda ela às vezes, mas minha mãe ama cozinhar para todo mundo. Ela deixa os outros felizes com a comida gostosa dela. Minha mãe é minha super heroína, porque ela combateu o monstro do fogo e venceu, mas ela carrega uma marca que mostra a todos que ela é uma princesa guerreira. Eu amo muito ela. Meu pai é meu herói porque ele me ensinou a amar a todo mundo, até aquele coleguinha que não anda, ou que tem algum machucado no corpo igual a minha mãe, porque é feio machucar os outros com as palavras e chamar as pessoas que têm alguma defici... defi...
— Deficiência, filho? – ouvi Christian perguntar e Luke assentir.
— É, papai. Obrigado. Que têm alguma defici... ência de monstro. Fim. Mamãe, a senhora não gostou?
— Gostei, meu amor – falei, sorrindo.
— Então porque está chorando?
— Mamãe ficou tão feliz pela sua linda redação, que acabou ficando emocionada e chorando de felicidade.
Ele correu até mim, se jogando em meus braços, me dando um abraço forte.
— Te amo, mamãe linda.
— Também te amo, meu pequeno.
Logo senti Christian entrar no nosso abraço, nos envolvendo com seus braços, enquanto eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo, por ter eles dois em minha vida.
Me encontrava terminando de arrumar os potes de sobremesas para uma cliente, que passaria aqui, depois do trabalho, para vir buscá-los. Por amar demais cozinhar, principalmente fazer sobremesas de diversos tipos, eu logo criei a “Sonhos no Pote”.
Os clientes faziam seus pedidos por telefone, eu os fazia e entregava. Essa renda extra nos ajudava e muito, porque mesmo com Christian trabalhando como Gerente de Marketing, já formado na área, juntando todas as nossas despesas, era muita coisa para pouco dinheiro.
Christian e Luke logo chegaram em casa para o almoço. Nosso pequeno já estava com sete anos de idade, muito falante e sapeca. Eles me ajudaram a terminar de pôr a mesa, depois nos sentamos para comer.
— Mamãe? – ouvi Luke me chamar, minutos depois.
— Oi, meu principezinho.
— Porque a senhora é um monstro?
Aquilo me pegou de surpresa, fazendo-me engasgar um pouco, juntamente com Christian, que me encarou.
— Que isso, filho! Sua mãe não é nenhum monstro.
— Tudo bem, amor. Porque você me acha um monstro, filho? – indaguei, meio triste com aquilo, mas calma.
— Hoje a professora disse que era pra gente fazer uma redação sobre “Quem é o seu herói?”. Aí eu disse que iria colocar que eram os meus pais. Daí meus colegas riram de mim e um disse que a senhora não podia ser heroína, porque era um monstro feio. Por isso perguntei, mamãe.
Seguimos o almoço calados, mas não por muito tempo, pois Luke sempre tinha algo novo para nos contar.
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Passei a tarde toda triste, mesmo com Christian tendo conversado com o nosso filho antes de voltar para o trabalho e de Luke ter me pedido desculpas, aquela maldita pergunta não saía da minha cabeça.
Durante o jantar, nosso pequeno disse que já tinha escolhido o herói dele e que havia feito à tarde a redação para entregar no dia seguinte para a professora, mas ele queria que a gente ouvisse primeiro, pois eles iriam ler na frente da classe toda. Então, após terminarmos de comer, fomos para a sala de estar.
— Posso começar? – Luke indagou, parado à nossa frente, com um papel nas mãos.
— Pode, filho – murmurei, dando-lhe um sorriso.
Ele sorriu de volta e olhou para o papel.
— Quem é o seu herói? Meu herói é o meu pai, mas minha super heroína é a minha mãe. Ela faz uma comida muito gostosa. O meu pai também ajuda ela às vezes, mas minha mãe ama cozinhar para todo mundo. Ela deixa os outros felizes com a comida gostosa dela. Minha mãe é minha super heroína, porque ela combateu o monstro do fogo e venceu, mas ela carrega uma marca que mostra a todos que ela é uma princesa guerreira. Eu amo muito ela. Meu pai é meu herói porque ele me ensinou a amar a todo mundo, até aquele coleguinha que não anda, ou que tem algum machucado no corpo igual a minha mãe, porque é feio machucar os outros com as palavras e chamar as pessoas que têm alguma defici... defi...
— Deficiência, filho? – ouvi Christian perguntar e Luke assentir.
— É, papai. Obrigado. Que têm alguma defici... ência de monstro. Fim. Mamãe, a senhora não gostou?
— Gostei, meu amor – falei, sorrindo.
— Então porque está chorando?
— Mamãe ficou tão feliz pela sua linda redação, que acabou ficando emocionada e chorando de felicidade.
Ele correu até mim, se jogando em meus braços, me dando um abraço forte.
— Te amo, mamãe linda.
— Também te amo, meu pequeno.
Logo senti Christian entrar no nosso abraço, nos envolvendo com seus braços, enquanto eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo, por ter eles dois em minha vida.
❤️ FIM ❤️

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