CHRISTIAN
Acordei com uma sensação incômoda em meu corpo, então abri os olhos, piscando algumas vezes por conta da claridade. Olhei ao redor para descobrir onde eu me encontrava e logo meus olhos focalizaram duas pessoas um pouco distante de mim.
— Ana... – murmurei, com a voz rouca e com a boca seca.
Ela pareceu não ouvir então a chamei novamente, um pouco mais alto. Anastasia se virou e se aproximando de mim.
— Oi, querido. Que bom que você acordou. Está com dor? Quer que eu chame a enfermeira? – ela perguntou, dando um sorriso, passando sua mão em meu rosto.
— Estou bem, minha gravetinho – informei, fazendo Ana ficar com os olhos marejados.
— Eu tive tanto medo de te perder, meu ogro – ela disse, chorando.
Tentei me mexer, mas gemi de dor. Eu era bem durão com relação a qualquer tipo de dor, pois eu cresci me machucando na floresta, mas aquela dor era bem mais intensa que eu já tinha sentido na vida.
— Não se mexa, querido. Você está cheio de suturas. Pode acabar arrebentando algum ponto – Anastasia falou e levantou um pouco mais a cabeceira da cama, fazendo-me ver que eu me encontrava cheio de ataduras pelo tronco e em uma das pernas.
Assenti e pedi um pouco de água que ela logo foi buscar para mim. Notei que o homem com quem Ana conversava anteriormente ainda permanecia parado à porta do quarto. Então, assim que ela retornou, perguntei para Anastasia quem era o sujeito.
— É um dos seguranças da minha família. Meus pais insistiram que eu tivesse proteção enquanto estivesse aqui com você – ela informou à medida que colocava gentilmente o copinho com água em meus lábios.
Bebi toda a água que aliviou um pouco a minha sede, porém não a cessou por completo.
— Você foi em sua casa? – perguntei e Ana assentiu, informando que precisou trocar de roupa, pois a dela se encontrava suja de sangue – Seu pai não está querendo me matar, está?
Anastasia sorriu.
— Não se preocupe, querido. Meu pai não quer te matar. Ele entendeu a situação – ela murmurou, afagando meu rosto.
— Quando vou poder ir para casa? – inquiri.
— Só na próxima semana. Seus ferimentos são bem sérios e o médico quer ter certeza que eles estarão fechados, pelo menos superficialmente, porque segundo ele, você só vai poder voltar a atividade normal, como trabalhar, sem ter nenhum risco, só daqui a uns quatro meses.
Resmunguei, lembrando que eu deveria voltar ao trabalho em breve.
— Quatro meses parado em casa, sem poder ganhar dinheiro para nos sustentar. Droga!
— Não se preocupe com isso. Eu tenho algumas economias que dar para manter nós três durante esses meses em que você se recupera – Ana disse e a olhei, bem confuso.
— Nós três? – inquiri e ela sorriu, tirando algo de dentro do bolso do seu moletom.
— Tenho um presente para você, meu ogro.
— O que é isso?
— Nosso bebezinho – Anastasia falou me mostrando uma foto de ultrassom que eu peguei com meu braço bom – Parabéns! Você vai ser papai de um mini ogrinho.
— É um menino? – indaguei, olhando para ela e depois para o pedaço de papel em minha mão, dando um sorriso.
— Sim. Eu não sabia, mas a doutora me disse que dar para saber se é menino ou menina pela posição que ele tá colado no útero. O nosso está na posição de que é um menino.
Vendo aquela foto meio acinzentada e borrada, mostrando nosso filho ali, como um borrão escuro, lembrei de quando descobri que iria ser pai pela primeira vez.
Eu não me contive e desabei emocionado na frente Ana, pela primeira vez, pois eu me encontrava muito feliz por estar tendo novamente a chance de ter a minha família.
— Oh, meu ogro... – Anastasia murmurou, com os olhos marejados, beijando o alto da minha cabeça.
— Eu achei que você não estivesse grávida – falei, mais calmo, minutos depois.
— Eu também, mas minha ex-babá, que eu descobri que também é a parteira da minha família, me examinou e disse que eu estava grávida. Que era para eu fazer uma ultrassom, para te mostrar a foto logo quando você acordasse. Aí eu fiz faz quase uma hora. Aproveitei que meu pai tem conhecidos aqui e me encaixaram para eu ser atendida.
Repousei a foto na minha barriga, sobre as ataduras e peguei na mão, beijando o dorso dela, encarando profundamente a Ana.
— Nenhum urso maldito vai tirar vocês de mim. Eu prometo. Eu vou fazer de tudo para proteger vocês dois. Assim que eu ficar bom, vou reforçar a propriedade e a nossa casa também.
— Então trate logo de ficar bom, meu ogro – ela sussurrou, sorrindo antes de se inclinar e me beijando de modo suave.
— Pode deixar, minha gravetinho.
Minha recuperação foi um pouco mais rápida do que o esperado, surpreendendo até o médico, que em menos de quatro meses me liberou para voltar a minha rotina diária.
Foi muito bom poder fazer novamente as coisas em minha propriedade, mesmo que aos poucos, pois Anastasia se encontrava grávida e eu não queria continuar a vê-la pegar pesado no serviço que a propriedade exigia.
Assim que voltei a cuidar das coisas, ela apenas fazia a nossa comida e cuidava de uma pequena horta que a mesma tinha plantado, enquanto eu me recuperava, para que pudéssemos ter verduras nesse período de verão e no outono que se aproximava.
Ana se encontrava linda com sua barriguinha de quatro meses. Uma vez por mês, eu levava ela para Fort River, para que a mesma pudesse se consultar com a médica e ver como estava o nosso filho, que crescia saudável, graças a Deus.
A cada dia, eu ia me apaixonava mais pela Anastasia. Eu sempre fui na minha, bem fechado, mas quando me apaixonei pela Olivia, mesmo sendo meio grosseirão, eu fazia coisas românticas para ela.
Nada grandioso, eram apenas coisas simples como dar uma flor ou elogiá-la sempre, e eu tinha passado a fazer isso com a Ana também, como hoje, que estava levando a mesma até uma clareira, numa área segura de animais, para passarmos a noite toda vendo as luzes da Aurora Boreal.
— Não vai mesmo me dizer para onde está me levando? – escutei Anastasia perguntar e eu a encarei de relance, por alguns segundos, já dando um sorrisinho de canto de boca enquanto guiava a picape pela estrada.
À pedido da Ana, eu acabei vendendo a Silver e o dinheiro serviu para começarmos a construir uma nova cabana bem maior, próxima ao lago, para poder comportar a nossa futura família.
— Calma, minha gravetinho. Estamos quase chegando – murmurei, sorrindo.
Acordei com uma sensação incômoda em meu corpo, então abri os olhos, piscando algumas vezes por conta da claridade. Olhei ao redor para descobrir onde eu me encontrava e logo meus olhos focalizaram duas pessoas um pouco distante de mim.
— Ana... – murmurei, com a voz rouca e com a boca seca.
Ela pareceu não ouvir então a chamei novamente, um pouco mais alto. Anastasia se virou e se aproximando de mim.
— Oi, querido. Que bom que você acordou. Está com dor? Quer que eu chame a enfermeira? – ela perguntou, dando um sorriso, passando sua mão em meu rosto.
— Estou bem, minha gravetinho – informei, fazendo Ana ficar com os olhos marejados.
— Eu tive tanto medo de te perder, meu ogro – ela disse, chorando.
Tentei me mexer, mas gemi de dor. Eu era bem durão com relação a qualquer tipo de dor, pois eu cresci me machucando na floresta, mas aquela dor era bem mais intensa que eu já tinha sentido na vida.
— Não se mexa, querido. Você está cheio de suturas. Pode acabar arrebentando algum ponto – Anastasia falou e levantou um pouco mais a cabeceira da cama, fazendo-me ver que eu me encontrava cheio de ataduras pelo tronco e em uma das pernas.
Assenti e pedi um pouco de água que ela logo foi buscar para mim. Notei que o homem com quem Ana conversava anteriormente ainda permanecia parado à porta do quarto. Então, assim que ela retornou, perguntei para Anastasia quem era o sujeito.
— É um dos seguranças da minha família. Meus pais insistiram que eu tivesse proteção enquanto estivesse aqui com você – ela informou à medida que colocava gentilmente o copinho com água em meus lábios.
Bebi toda a água que aliviou um pouco a minha sede, porém não a cessou por completo.
— Você foi em sua casa? – perguntei e Ana assentiu, informando que precisou trocar de roupa, pois a dela se encontrava suja de sangue – Seu pai não está querendo me matar, está?
Anastasia sorriu.
— Não se preocupe, querido. Meu pai não quer te matar. Ele entendeu a situação – ela murmurou, afagando meu rosto.
— Quando vou poder ir para casa? – inquiri.
— Só na próxima semana. Seus ferimentos são bem sérios e o médico quer ter certeza que eles estarão fechados, pelo menos superficialmente, porque segundo ele, você só vai poder voltar a atividade normal, como trabalhar, sem ter nenhum risco, só daqui a uns quatro meses.
Resmunguei, lembrando que eu deveria voltar ao trabalho em breve.
— Quatro meses parado em casa, sem poder ganhar dinheiro para nos sustentar. Droga!
— Não se preocupe com isso. Eu tenho algumas economias que dar para manter nós três durante esses meses em que você se recupera – Ana disse e a olhei, bem confuso.
— Nós três? – inquiri e ela sorriu, tirando algo de dentro do bolso do seu moletom.
— Tenho um presente para você, meu ogro.
— O que é isso?
— Nosso bebezinho – Anastasia falou me mostrando uma foto de ultrassom que eu peguei com meu braço bom – Parabéns! Você vai ser papai de um mini ogrinho.
— É um menino? – indaguei, olhando para ela e depois para o pedaço de papel em minha mão, dando um sorriso.
— Sim. Eu não sabia, mas a doutora me disse que dar para saber se é menino ou menina pela posição que ele tá colado no útero. O nosso está na posição de que é um menino.
Vendo aquela foto meio acinzentada e borrada, mostrando nosso filho ali, como um borrão escuro, lembrei de quando descobri que iria ser pai pela primeira vez.
Eu não me contive e desabei emocionado na frente Ana, pela primeira vez, pois eu me encontrava muito feliz por estar tendo novamente a chance de ter a minha família.
— Oh, meu ogro... – Anastasia murmurou, com os olhos marejados, beijando o alto da minha cabeça.
— Eu achei que você não estivesse grávida – falei, mais calmo, minutos depois.
— Eu também, mas minha ex-babá, que eu descobri que também é a parteira da minha família, me examinou e disse que eu estava grávida. Que era para eu fazer uma ultrassom, para te mostrar a foto logo quando você acordasse. Aí eu fiz faz quase uma hora. Aproveitei que meu pai tem conhecidos aqui e me encaixaram para eu ser atendida.
Repousei a foto na minha barriga, sobre as ataduras e peguei na mão, beijando o dorso dela, encarando profundamente a Ana.
— Nenhum urso maldito vai tirar vocês de mim. Eu prometo. Eu vou fazer de tudo para proteger vocês dois. Assim que eu ficar bom, vou reforçar a propriedade e a nossa casa também.
— Então trate logo de ficar bom, meu ogro – ela sussurrou, sorrindo antes de se inclinar e me beijando de modo suave.
— Pode deixar, minha gravetinho.
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QUATRO MESES DEPOIS
Minha recuperação foi um pouco mais rápida do que o esperado, surpreendendo até o médico, que em menos de quatro meses me liberou para voltar a minha rotina diária.
Foi muito bom poder fazer novamente as coisas em minha propriedade, mesmo que aos poucos, pois Anastasia se encontrava grávida e eu não queria continuar a vê-la pegar pesado no serviço que a propriedade exigia.
Assim que voltei a cuidar das coisas, ela apenas fazia a nossa comida e cuidava de uma pequena horta que a mesma tinha plantado, enquanto eu me recuperava, para que pudéssemos ter verduras nesse período de verão e no outono que se aproximava.
Ana se encontrava linda com sua barriguinha de quatro meses. Uma vez por mês, eu levava ela para Fort River, para que a mesma pudesse se consultar com a médica e ver como estava o nosso filho, que crescia saudável, graças a Deus.
A cada dia, eu ia me apaixonava mais pela Anastasia. Eu sempre fui na minha, bem fechado, mas quando me apaixonei pela Olivia, mesmo sendo meio grosseirão, eu fazia coisas românticas para ela.
Nada grandioso, eram apenas coisas simples como dar uma flor ou elogiá-la sempre, e eu tinha passado a fazer isso com a Ana também, como hoje, que estava levando a mesma até uma clareira, numa área segura de animais, para passarmos a noite toda vendo as luzes da Aurora Boreal.
— Não vai mesmo me dizer para onde está me levando? – escutei Anastasia perguntar e eu a encarei de relance, por alguns segundos, já dando um sorrisinho de canto de boca enquanto guiava a picape pela estrada.
À pedido da Ana, eu acabei vendendo a Silver e o dinheiro serviu para começarmos a construir uma nova cabana bem maior, próxima ao lago, para poder comportar a nossa futura família.
— Calma, minha gravetinho. Estamos quase chegando – murmurei, sorrindo.

ai meu deus você é de,ais lyssa obrigada
ResponderExcluirObrigada, meu anjo 💞
ExcluirI'm sorry, but I don't see the other stories you had in the library. Like daddy Grey and a bunch more...
ResponderExcluirTão lindos!
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