ANASTASIA
Acordei com alguém me chamando, então resmunguei em protesto, pois estava em um sono tão bom, tendo um sonho tão gostoso com o príncipe Harry, mas na hora que aquele ruivo tesudo ia me comer, fizeram o desfavor de me acordar.
— Vamos, meu girassol radiante. Levante para almoçar. Já são quase uma da tarde e o dia está lindo – escutei a voz serena da Elena, minha babá desde que eu me entendia por gente, que quando eu fiquei adolescente virou também minha única confidente confiável em casa.
— Eu prefiro a noite e os prazeres que ela me proporciona, Ná – murmurei, já ouvindo ela rir.
— Vamos, vamos. Não quero começar a te chamar de “minha vampirinha” ao invés de “meu girassol”.
Ri e me sentei, já me espreguiçando. Então, tirei minha máscara de dormir, que eu colocava sobre os olhos, e resmunguei devido a claridade. Deixei que meus olhos se acostumarem com a luz antes de sair da cama, e ir dar um abraço apertado na Elena.
— Bom dia, Ná – falei, dando um beijo na bochecha dela, já me desvencilhando e indo vestir o robe da minha camisola.
— Boa tarde já, né mocinha?
Sorri.
— Acordei agora e ainda não comi, Ná. Para mim ainda é “Bom dia” – retruquei, fazendo Elena rir à medida que eu ia me sentar no sofá em frente a uma bandeja prateada repousada sobre a mesinha de centro.
— Eu mandei preparar o seu prato favorito, meu girassol – anunciou Elena, tirando a tampa da bandeja, já me deixando maravilhada ao ver um prato contendo um pedaço pequeno de filé mignon ao molho gorgonzola acompanhado de legumes cozidos a vapor e uma saladinha.
— Você é a melhor, Ná. Te amo – falei, jogando um beijinho para ela, que sorriu em agradecimento.
Enquanto eu almoçava, Elena arrumava minha cama e preparava o meu banho.
— A banheira já está pronta, meu girassol. Não vá ficar de molho nela a tarde toda – ela ressaltou, vindo pegar a bandeja.
— Eu não vou, Ná. Prometo. Agora que levantei, acho que vou sair com a Mia e fazer umas comprinhas agora à tarde.
Ela assentiu, antes de sair do quarto. Fechei a porta, então coloquei para tocar a minha playlist com o meu time de “Divas Masters” contendo músicas da minha rainha Lady Gaga e das minhas princesas Britney Spears, Rihanna, e Ariana Grande à medida que eu ia tomar meu banho de banheira.
Depois de arrumada e maquiada, saí do meu closet e desci, encontrando minha mãe na sala de estar, lendo, acompanhada pela Princesa, o Duque, a Condessa, o Barão, a Lady e o Conde, nossos samoiedas, que assim que me viram, correram até mim, pedindo carinho.
— Vai sair, minha princesa? – escutei minha mãe falar, então me aprumei, parando de brincar com os cachorros e me aproximei dela, dando-lhe um beijo em seu rosto.
— Sim, mamãe. Quero ir no shopping ver se tem coisas novas para eu comprar – anunciei, sorrindo.
— Vai sozinha?
— Eu mandei mensagem para minha amiga. Vamos nos encontrar lá no shopping.
— Então leve o Sawyer. Não quero você andando sozinha pela cidade, principalmente agora – ela disse, mas eu não entendi nada.
— O que houve, mamãe?
— Sua prima Dakota assumiu os negócios da família Montanari e muitos não gostaram. E como vocês duas são praticamente idênticas, todo cuidado é pouco com relação a sua segurança, filha.
Eu não sabia muita coisa dos meus parentes por parte de mãe, pois eu só havia os visitados uma vez quando eu era pequena, mas Elena tinha me contado que os Montanari eram uma grande família de mafiosos bem sucedidos e bastante conhecidos em Piacenza, localizada na região norte da Itália.
Minha mãe era a irmã mais nova do Capo da Máfia Dourada, mas havia se afastado e vindo para os Estados Unidos, após o escândalo envolvendo a família Montanari. Segundo Elena me relatou, meu tio havia se casado com a minha tia, que era a irmã gêmea da minha mãe.
Desse casamento incestuoso, nasceu minha prima Dakota. Minha mãe sempre nos manteve distante deles e eu até que achava bom, pois preferia mil vezes ser só rica, que me dava mais liberdade, do que ser rica e mafiosa e não poder ir nem no banheiro sozinha, porque alguém poderia querer te matar.
— Tudo bem, mamãe – falei, beijando sua bochecha, já saindo, sendo acompanhada pelo Sawyer, que se encontrava o tempo todo na sala de estar, parado ao lado da porta.
Não tinha muita coisa de novo e interessante para comprar no shopping, então depois das nossas mini-compras, eu e minha amiga, ficamos passeando um pouco pelo lugar, depois voltei para casa e fiquei ouvindo músicas até que Elena entrou no meu quarto, chamando-me para o jantar.
— Paizinho lindo! – exclamei, abrindo um enorme sorriso à medida que eu descia a escada e meu pai adentrava o hall de entrada, acompanhado pelos dois seguranças dele – Já encomendou minha outra Ferrari de Natal, papai? – indaguei, me jogando nos braços dele, abraçando-o e lhe dando um beijo na bochecha.
— Não, filha. Eu vou lhe dar um outro presente esse ano. Um inesquecível.
Meus olhos brilharam na hora, já pensando em mil e uma coisas de grifes.
— É o quê, papai? Uma nova bolsa da Louis Vuitton. Um novo Louboutin? Um colar de diamantes enormes? Um...
— Nenhum desses e nem os que vocês vai pensar ou já pensou, filha. Venha. Vamos conversar no escritório.
Assenti então seguimos para o escritório dele.
— Que presente o senhor vai me dar, paizinho? – inquiri, sorrindo, assim que ele se sentou em sua cadeira e eu em outra, em frente a sua enorme mesa.
— Um marido, minha filha.
Me levantei, o encarando totalmente incrédula com aquilo.
— Um marido? Está de sacanagem com a minha cara, papai?
Ele fechou a cara, ficando bem sério.
— Olha o jeito que você fala comigo, mocinha. Eu sou seu pai.
— Um pai que não me ama, que quer acabar com a minha vida, me fazendo casar a força – murmurei, fazendo bico.
— Sem drama, filha.
Bufei com raiva, cruzando os braços e batendo um dos pés no chão.
— Ele pelo menos é bonito e rico, né?
— Bem... Ele é apresentável, filha. O Sr. Grey é um lenhador local...
— O quê? Nem fudendo eu caso com um homem do mato!
— Olha essa boca, Anastasia! – meu pai esbravejou – É por isso que eu quero que você se case. Você precisa de um homem para puxar suas rédeas e te por limites. Coisa que eu não consegui fazer, por culpa da sua mãe que te mima demais.
Dei a volta na mesa dele e sentei em seu colo, com a intenção de usar a chantagem emocional para sair dessa enrascada.
— Paizinho lindo, eu não quero casar com esse zé ninguém. O senhor não me ama não? – perguntei, acariciando a bochecha dele, fazendo um bico fofo.
Ele pegou minha mão e a levou até os lábios, beijando o dorso dela.
— É claro que eu amo você, filha.
— Se o senhor insiste tanto que eu me case, deixa eu pelo menos escolher um outro cara para ser o meu marido. Um milionário ou príncipe talvez?
— Não. Você vai se casar com o Sr. Grey e vai morar com ele.
— No meio do mato? Sem energia, sem celular ou internet? – inquiri, incrédula, ficando mais ainda quando vi meu pai assentir com a cabeça, concordando – Eu quero morrer! Ninguém me ama mais nessa casa!
— Sua mãe já está a par das coisas, ela vai te ajudar na preparação do casamento e com o vestido. Ela também já está avisada de que tem que ser uma cerimônia pequena e íntima. Nada de exageros – ele disse, já me enxotando do colo dele.
“Papai vai me pagar muito caro por esse casamento arranjado” pensei furiosa enquanto saía do escritório dele.
Acordei com alguém me chamando, então resmunguei em protesto, pois estava em um sono tão bom, tendo um sonho tão gostoso com o príncipe Harry, mas na hora que aquele ruivo tesudo ia me comer, fizeram o desfavor de me acordar.
— Vamos, meu girassol radiante. Levante para almoçar. Já são quase uma da tarde e o dia está lindo – escutei a voz serena da Elena, minha babá desde que eu me entendia por gente, que quando eu fiquei adolescente virou também minha única confidente confiável em casa.
— Eu prefiro a noite e os prazeres que ela me proporciona, Ná – murmurei, já ouvindo ela rir.
— Vamos, vamos. Não quero começar a te chamar de “minha vampirinha” ao invés de “meu girassol”.
Ri e me sentei, já me espreguiçando. Então, tirei minha máscara de dormir, que eu colocava sobre os olhos, e resmunguei devido a claridade. Deixei que meus olhos se acostumarem com a luz antes de sair da cama, e ir dar um abraço apertado na Elena.
Sorri.
— Acordei agora e ainda não comi, Ná. Para mim ainda é “Bom dia” – retruquei, fazendo Elena rir à medida que eu ia me sentar no sofá em frente a uma bandeja prateada repousada sobre a mesinha de centro.
— Você é a melhor, Ná. Te amo – falei, jogando um beijinho para ela, que sorriu em agradecimento.
Enquanto eu almoçava, Elena arrumava minha cama e preparava o meu banho.
— A banheira já está pronta, meu girassol. Não vá ficar de molho nela a tarde toda – ela ressaltou, vindo pegar a bandeja.
— Eu não vou, Ná. Prometo. Agora que levantei, acho que vou sair com a Mia e fazer umas comprinhas agora à tarde.
Ela assentiu, antes de sair do quarto. Fechei a porta, então coloquei para tocar a minha playlist com o meu time de “Divas Masters” contendo músicas da minha rainha Lady Gaga e das minhas princesas Britney Spears, Rihanna, e Ariana Grande à medida que eu ia tomar meu banho de banheira.
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Depois de arrumada e maquiada, saí do meu closet e desci, encontrando minha mãe na sala de estar, lendo, acompanhada pela Princesa, o Duque, a Condessa, o Barão, a Lady e o Conde, nossos samoiedas, que assim que me viram, correram até mim, pedindo carinho.
— Sim, mamãe. Quero ir no shopping ver se tem coisas novas para eu comprar – anunciei, sorrindo.
— Vai sozinha?
— Eu mandei mensagem para minha amiga. Vamos nos encontrar lá no shopping.
— Então leve o Sawyer. Não quero você andando sozinha pela cidade, principalmente agora – ela disse, mas eu não entendi nada.
— O que houve, mamãe?
— Sua prima Dakota assumiu os negócios da família Montanari e muitos não gostaram. E como vocês duas são praticamente idênticas, todo cuidado é pouco com relação a sua segurança, filha.
Eu não sabia muita coisa dos meus parentes por parte de mãe, pois eu só havia os visitados uma vez quando eu era pequena, mas Elena tinha me contado que os Montanari eram uma grande família de mafiosos bem sucedidos e bastante conhecidos em Piacenza, localizada na região norte da Itália.
Minha mãe era a irmã mais nova do Capo da Máfia Dourada, mas havia se afastado e vindo para os Estados Unidos, após o escândalo envolvendo a família Montanari. Segundo Elena me relatou, meu tio havia se casado com a minha tia, que era a irmã gêmea da minha mãe.
Desse casamento incestuoso, nasceu minha prima Dakota. Minha mãe sempre nos manteve distante deles e eu até que achava bom, pois preferia mil vezes ser só rica, que me dava mais liberdade, do que ser rica e mafiosa e não poder ir nem no banheiro sozinha, porque alguém poderia querer te matar.
— Tudo bem, mamãe – falei, beijando sua bochecha, já saindo, sendo acompanhada pelo Sawyer, que se encontrava o tempo todo na sala de estar, parado ao lado da porta.
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Não tinha muita coisa de novo e interessante para comprar no shopping, então depois das nossas mini-compras, eu e minha amiga, ficamos passeando um pouco pelo lugar, depois voltei para casa e fiquei ouvindo músicas até que Elena entrou no meu quarto, chamando-me para o jantar.
— Paizinho lindo! – exclamei, abrindo um enorme sorriso à medida que eu descia a escada e meu pai adentrava o hall de entrada, acompanhado pelos dois seguranças dele – Já encomendou minha outra Ferrari de Natal, papai? – indaguei, me jogando nos braços dele, abraçando-o e lhe dando um beijo na bochecha.
— Não, filha. Eu vou lhe dar um outro presente esse ano. Um inesquecível.
Meus olhos brilharam na hora, já pensando em mil e uma coisas de grifes.
— É o quê, papai? Uma nova bolsa da Louis Vuitton. Um novo Louboutin? Um colar de diamantes enormes? Um...
— Nenhum desses e nem os que vocês vai pensar ou já pensou, filha. Venha. Vamos conversar no escritório.
Assenti então seguimos para o escritório dele.
— Que presente o senhor vai me dar, paizinho? – inquiri, sorrindo, assim que ele se sentou em sua cadeira e eu em outra, em frente a sua enorme mesa.
Me levantei, o encarando totalmente incrédula com aquilo.
— Um marido? Está de sacanagem com a minha cara, papai?
Ele fechou a cara, ficando bem sério.
— Olha o jeito que você fala comigo, mocinha. Eu sou seu pai.
— Um pai que não me ama, que quer acabar com a minha vida, me fazendo casar a força – murmurei, fazendo bico.
— Sem drama, filha.
Bufei com raiva, cruzando os braços e batendo um dos pés no chão.
— Ele pelo menos é bonito e rico, né?
— Bem... Ele é apresentável, filha. O Sr. Grey é um lenhador local...
— O quê? Nem fudendo eu caso com um homem do mato!
— Olha essa boca, Anastasia! – meu pai esbravejou – É por isso que eu quero que você se case. Você precisa de um homem para puxar suas rédeas e te por limites. Coisa que eu não consegui fazer, por culpa da sua mãe que te mima demais.
Dei a volta na mesa dele e sentei em seu colo, com a intenção de usar a chantagem emocional para sair dessa enrascada.
— Paizinho lindo, eu não quero casar com esse zé ninguém. O senhor não me ama não? – perguntei, acariciando a bochecha dele, fazendo um bico fofo.
Ele pegou minha mão e a levou até os lábios, beijando o dorso dela.
— É claro que eu amo você, filha.
— Se o senhor insiste tanto que eu me case, deixa eu pelo menos escolher um outro cara para ser o meu marido. Um milionário ou príncipe talvez?
— Não. Você vai se casar com o Sr. Grey e vai morar com ele.
— No meio do mato? Sem energia, sem celular ou internet? – inquiri, incrédula, ficando mais ainda quando vi meu pai assentir com a cabeça, concordando – Eu quero morrer! Ninguém me ama mais nessa casa!
— Sua mãe já está a par das coisas, ela vai te ajudar na preparação do casamento e com o vestido. Ela também já está avisada de que tem que ser uma cerimônia pequena e íntima. Nada de exageros – ele disse, já me enxotando do colo dele.
“Papai vai me pagar muito caro por esse casamento arranjado” pensei furiosa enquanto saía do escritório dele.

kkkkkkkkkkkkk mimada essa ana vai sofrer amei lyssa
ResponderExcluirMuito.kkkkkkkk
ExcluirObrigada, florzinha 💞