CHRISTIAN
Acordei bem cedo como de costume, às cinco da manhã, mesmo não tendo mais que ir trabalhar, pois a temporada de corte de árvores da fábrica que eu trabalhava havia acabado ontem. Entretanto, eu teria que ir lá hoje cedo para receber o meu dinheiro.
Depois disso, eu e os demais lenhadores da região ficaríamos cinco meses sem trabalhar até que o inverno acabasse, por volta do início de Maio do próximo ano, e a próxima temporada começasse de novo, para que eles pudessem nos chamar novamente.
Eu iria aproveitar o recebimento do meu pagamento e daria um pulo em Fort River para comprar alguns mantimentos para passar o inverno bem abastecido em minha cabana. Também iria aproveitar a ida na cidade para falar com o prefeito sobre uma notificação que eu havia recebido ontem.
Com um pouco de dificuldade, por ter estudado quase nada na minha infância, eu li o papel da prefeitura e segundo ele, minhas terras pertenciam a Prefeitura de Fort River, mas isso não era verdade, pois eu tinha todos os documentos que garantiam a mim a posse delas.
Eu poderia deixar isso para lá, por ser algum mal entendido ou falcatrua deste povo do governo, mas eu não poderia perder mais nada na minha vida, principalmente minha casa, que me trazia tantas recordações boas do meu antigo casamento.
Levantei da cama e desci a escada, indo pegar um pouco de lenha nos fundos da cabana para acender o meu fogão a lenha de ferro fundido. Depois de aceso, coloquei uma água para ferver a fim de fazer um pouco de café forte para mim e fui fazer minha higiene pessoal.
Após terminar de me vestir e de tomar o meu café com um pedaço do bolo que minha irmã havia feito para mim no dia anterior, saí da cabana, fechando a porta e notando que o dia já clareava. Desci então a escada da varanda e dei uma olhada no motor da Silver, minha caminhonete Ford F-150 1977.
— Não posso esquecer de comprar gasolina extra para a Leila e o Jack – falei para mim mesmo, fechando o capô da Silver e entrando nela, já ligando a mesma.
— E aí, cara? Vai almoçar lá em casa hoje? – Jack, meu cunhado, perguntou à medida que saíamos do escritório da empresa, descendo a escada, passando pela fila de lenhadores formada nos degraus da mesma, esperando a vez deles para receber seus pagamentos.
— Não sei, Jack. Talvez. Tenho que ir na cidade comprar umas coisas e resolver uns assuntos – informei, optando por não falar sobre o mal entendido com relação às minhas terras, pois certamente meu cunhado contaria para minha irmã Leila e ela ficaria preocupada com isso.
— Também vou na cidade comprar mantimentos. Estão dizendo que esse inverno vai ser mais brabo que o último e talvez até chegue mais cedo.
— Tomara que não – comentei, tirando as chaves da Silver de dentro do bolso do meu casaco – Porque ainda tenho que trocar a lona de proteção e algumas madeiras velhas do telhado para não passar água.
— Já fiz isso. Eu vou aparecer por lá para te ajudar, mas tenta ir almoçar hoje lá em casa, Christian. A “mãe” vai fazer aquele ensopado de coelho que nóis adora – Jack disse, sorrindo e eu assenti, já me despedindo dele e entrando na caminhonete.
Assim que cheguei em Fort River, decidi ir logo na prefeitura para tentar resolver esse problema das minhas terras. Quanto antes eu conseguisse resolver isso, melhor para mim.
— Oi – falei, me aproximando e olhando para uma mulher loira, sentada atrás de um balcão chique.
— Bom dia, senhor. Em que posso ajudá-lo? – ela indagou, não antes de me encarar com um olhar avaliativo, se foi para o bem ou para o mal, nunca saberei dizer.
— Vim falar com o prefeito – anunciei, prontamente – Ele tá aí?
— O senhor tem hora marcada com o prefeito? – a loira perguntou, olhando e folheando um caderno, ou talvez fosse uma agenda.
— Não.
Ela então me encarou.
— Sem hora marcada, infelizmente, ele não poderá lhe atender, senhor.
— Olha, senhora. Eu não moro aqui na cidade e sim, distante. Eu estou aqui e o prefeito também. Não complique as coisas, pois eu só saio daqui depois que resolver esse mal entendido aqui sobre a posse das minhas terras – murmurei, com raiva, batendo forte com a mão no balcão, junto com o papel da notificação.
A mulher se assustou e rapidamente disse que iria ver se o prefeito poderia me receber, já se levantando e saindo apressada por um corredor, levando consigo a notificação. Minutos depois, ela retornou e pediu que eu a acompanhasse até o gabinete do chefe dela.
— Sr. Grey! – exclamou o homem, um pouco mais velho que eu, usando um terno bem chique, sorrindo à medida que o mesmo se erguia e ajeitava a própria roupa.
— Prefeito Steele – falei, em cumprimento, me aproximando dele, já estendendo minha mão para o homem, que logo a apertou, meio hesitante, mas apertou.
— Sente-se. E, por favor, me chame de Raymond – o prefeito pediu, enquanto se sentava em sua cadeira detrás de uma enorme mesa.
Me sentei e comecei a explicar sobre minhas terras, sendo ouvido atentamente por ele.
— Nós sabemos disso, Sr. Grey. Mudamos o sistema do cartório e houve um erro com relação aos registros de propriedades – Raymond informou, bem calmo e ainda recostado na cadeira dele.
— Então mande consertar. Você é o prefeito.
— Talvez eu mande – ele murmurou, dando um sorrisinho de canto de boca.
— Como assim “Talvez”? Eu mostrei a você todos os documentos. Aquelas terras são minhas! – exclamei com raiva, já me levantando.
De repente, fui segurado por dois armários em forma de gente, que apareceram do nada. Eu era alto e musculoso, mas aqueles dois eram praticamente uns gigantes e mais forte que eu. Raymond se levantou, ainda sorrindo, e ajeitou o terno, fechando-o.
— Eu sei que as terras são suas, Sr. Grey. Mas, no registro da prefeitura consta que as terras são do governo.
— Mas está errado! – esbravejei, tentando me soltar, em vão.
— Eu tenho uma proposta para o senhor.
— Proposta? Agora vai querer arrancar meu dinheiro por algo que é meu? – gritei, furioso.
— Se acalme, Sr. Grey. Vamos conversar como pessoas civilizadas – ele pediu, mandando os guardas dele me soltarem e se afastarem.
A contra gosto sentei de novo na cadeira, vendo Raymond fazer o mesmo.
— Que porra de proposta é essa que você tem para mim? – inquiri, de cara fechada.
— Eu resolvo este pequeno mal entendido, se você casar com a minha filha daqui a uma semana.
Com certeza, a filha dele deveria ser uma mulher muito feia para ele querer se livrar dela assim, jogando a coitada para qualquer homem desconhecido. Mas, se isso era necessário para resolver esse assunto, não me importava o tribufu com quem eu me iria casar, eu só queria ficar com as minhas coisas.
— Está bem – concordei, bufando emburrado – Eu caso com a sua filha, mas ela vai morar comigo na floresta.
Raymond sorriu, concordando, já pedindo para que eu viesse na sexta de manhã, pois o casamento seria celebrado a tarde em uma reunião íntima só com os membros da família dele. Pediu também que eu mantivesse sigilo sobre isso.
“Era só o que me faltava! Como eu vou explicar para minha irmã e para o meu cunhado, eu chegando com uma esposa em minha casa assim do nada?” pensei à medida que eu saía do gabinete do filho da puta do prefeito, meu futuro sogro.
Acordei bem cedo como de costume, às cinco da manhã, mesmo não tendo mais que ir trabalhar, pois a temporada de corte de árvores da fábrica que eu trabalhava havia acabado ontem. Entretanto, eu teria que ir lá hoje cedo para receber o meu dinheiro.
Depois disso, eu e os demais lenhadores da região ficaríamos cinco meses sem trabalhar até que o inverno acabasse, por volta do início de Maio do próximo ano, e a próxima temporada começasse de novo, para que eles pudessem nos chamar novamente.
Eu iria aproveitar o recebimento do meu pagamento e daria um pulo em Fort River para comprar alguns mantimentos para passar o inverno bem abastecido em minha cabana. Também iria aproveitar a ida na cidade para falar com o prefeito sobre uma notificação que eu havia recebido ontem.
Com um pouco de dificuldade, por ter estudado quase nada na minha infância, eu li o papel da prefeitura e segundo ele, minhas terras pertenciam a Prefeitura de Fort River, mas isso não era verdade, pois eu tinha todos os documentos que garantiam a mim a posse delas.
Eu poderia deixar isso para lá, por ser algum mal entendido ou falcatrua deste povo do governo, mas eu não poderia perder mais nada na minha vida, principalmente minha casa, que me trazia tantas recordações boas do meu antigo casamento.
Levantei da cama e desci a escada, indo pegar um pouco de lenha nos fundos da cabana para acender o meu fogão a lenha de ferro fundido. Depois de aceso, coloquei uma água para ferver a fim de fazer um pouco de café forte para mim e fui fazer minha higiene pessoal.
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— E aí, cara? Vai almoçar lá em casa hoje? – Jack, meu cunhado, perguntou à medida que saíamos do escritório da empresa, descendo a escada, passando pela fila de lenhadores formada nos degraus da mesma, esperando a vez deles para receber seus pagamentos.
— Não sei, Jack. Talvez. Tenho que ir na cidade comprar umas coisas e resolver uns assuntos – informei, optando por não falar sobre o mal entendido com relação às minhas terras, pois certamente meu cunhado contaria para minha irmã Leila e ela ficaria preocupada com isso.
— Também vou na cidade comprar mantimentos. Estão dizendo que esse inverno vai ser mais brabo que o último e talvez até chegue mais cedo.
— Tomara que não – comentei, tirando as chaves da Silver de dentro do bolso do meu casaco – Porque ainda tenho que trocar a lona de proteção e algumas madeiras velhas do telhado para não passar água.
— Já fiz isso. Eu vou aparecer por lá para te ajudar, mas tenta ir almoçar hoje lá em casa, Christian. A “mãe” vai fazer aquele ensopado de coelho que nóis adora – Jack disse, sorrindo e eu assenti, já me despedindo dele e entrando na caminhonete.
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Assim que cheguei em Fort River, decidi ir logo na prefeitura para tentar resolver esse problema das minhas terras. Quanto antes eu conseguisse resolver isso, melhor para mim.
— Oi – falei, me aproximando e olhando para uma mulher loira, sentada atrás de um balcão chique.
— Bom dia, senhor. Em que posso ajudá-lo? – ela indagou, não antes de me encarar com um olhar avaliativo, se foi para o bem ou para o mal, nunca saberei dizer.
— Vim falar com o prefeito – anunciei, prontamente – Ele tá aí?
— O senhor tem hora marcada com o prefeito? – a loira perguntou, olhando e folheando um caderno, ou talvez fosse uma agenda.
— Não.
Ela então me encarou.
— Sem hora marcada, infelizmente, ele não poderá lhe atender, senhor.
— Olha, senhora. Eu não moro aqui na cidade e sim, distante. Eu estou aqui e o prefeito também. Não complique as coisas, pois eu só saio daqui depois que resolver esse mal entendido aqui sobre a posse das minhas terras – murmurei, com raiva, batendo forte com a mão no balcão, junto com o papel da notificação.
A mulher se assustou e rapidamente disse que iria ver se o prefeito poderia me receber, já se levantando e saindo apressada por um corredor, levando consigo a notificação. Minutos depois, ela retornou e pediu que eu a acompanhasse até o gabinete do chefe dela.
— Sr. Grey! – exclamou o homem, um pouco mais velho que eu, usando um terno bem chique, sorrindo à medida que o mesmo se erguia e ajeitava a própria roupa.
— Prefeito Steele – falei, em cumprimento, me aproximando dele, já estendendo minha mão para o homem, que logo a apertou, meio hesitante, mas apertou.
— Sente-se. E, por favor, me chame de Raymond – o prefeito pediu, enquanto se sentava em sua cadeira detrás de uma enorme mesa.
Me sentei e comecei a explicar sobre minhas terras, sendo ouvido atentamente por ele.
— Nós sabemos disso, Sr. Grey. Mudamos o sistema do cartório e houve um erro com relação aos registros de propriedades – Raymond informou, bem calmo e ainda recostado na cadeira dele.
— Então mande consertar. Você é o prefeito.
— Talvez eu mande – ele murmurou, dando um sorrisinho de canto de boca.
— Como assim “Talvez”? Eu mostrei a você todos os documentos. Aquelas terras são minhas! – exclamei com raiva, já me levantando.
De repente, fui segurado por dois armários em forma de gente, que apareceram do nada. Eu era alto e musculoso, mas aqueles dois eram praticamente uns gigantes e mais forte que eu. Raymond se levantou, ainda sorrindo, e ajeitou o terno, fechando-o.
— Eu sei que as terras são suas, Sr. Grey. Mas, no registro da prefeitura consta que as terras são do governo.
— Mas está errado! – esbravejei, tentando me soltar, em vão.
— Eu tenho uma proposta para o senhor.
— Proposta? Agora vai querer arrancar meu dinheiro por algo que é meu? – gritei, furioso.
— Se acalme, Sr. Grey. Vamos conversar como pessoas civilizadas – ele pediu, mandando os guardas dele me soltarem e se afastarem.
A contra gosto sentei de novo na cadeira, vendo Raymond fazer o mesmo.
— Que porra de proposta é essa que você tem para mim? – inquiri, de cara fechada.
— Eu resolvo este pequeno mal entendido, se você casar com a minha filha daqui a uma semana.
Com certeza, a filha dele deveria ser uma mulher muito feia para ele querer se livrar dela assim, jogando a coitada para qualquer homem desconhecido. Mas, se isso era necessário para resolver esse assunto, não me importava o tribufu com quem eu me iria casar, eu só queria ficar com as minhas coisas.
— Está bem – concordei, bufando emburrado – Eu caso com a sua filha, mas ela vai morar comigo na floresta.
Raymond sorriu, concordando, já pedindo para que eu viesse na sexta de manhã, pois o casamento seria celebrado a tarde em uma reunião íntima só com os membros da família dele. Pediu também que eu mantivesse sigilo sobre isso.
“Era só o que me faltava! Como eu vou explicar para minha irmã e para o meu cunhado, eu chegando com uma esposa em minha casa assim do nada?” pensei à medida que eu saía do gabinete do filho da puta do prefeito, meu futuro sogro.

gentr bom demais a tadinha da ana que pai e esse
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