ANASTASIA
— O que aconteceu ontem à tarde? – perguntei dando em seguida uma mordida num dos cupcakes.
Estávamos sentados lado a lado, ambos encostados à cabeceira da cama enquanto saboreávamos o delicioso café da manhã que segundo Christian havia sido ele que tinha feito.
— Annie ligou para Elena então ela e Walfred vieram passar à tarde aqui na mansão – ele disse e bebeu um pouco do suco de laranja – Depois do almoço, eu e os rapazes fomos para o quarto dos bebês para montarmos os berços e a cama enquanto que a Annie foi com as mulheres para a varanda para programarem o seu chá de bebê. De tardezinha, Elena, Walfred e nossa família foram embora então eu e a Annie ficamos conversando um pouco depois entramos, jantamos e ficamos assistindo desenho aqui no quarto até que ela dormiu.
— Vejo que você está lidando super bem com o meu transtorno – comentei o encarando.
— Estou tentando me adaptar à situação, mas é estranho te ver falando de você mesma na terceira pessoa. Gostaria muito de entender como funcionam essas trocas de personalidade, porque ontem você saiu da biblioteca como Ana e quando eu entrei na sala de jantar já não era mais você e sim a Annie.
— Tanto a Annie quanto a Rose precisam da minha autorização para ficar no controle. Eu consigo ver as duas...
— Elas estão aqui agora? – ele perguntou me interrompendo e olhando o quarto.
— Não. As duas só aparecem quando estou sozinha.
— E ontem o que aconteceu?
— Ultimamente venho deixando mais a Rose assumir o controle para que eu não me estressasse, então ontem Annie apareceu para mim enquanto eu ia para a sala de jantar e pediu para ficar no meu corpo.
— E como você faz para voltar?
— Elas precisam dormir para que eu volte – notei que Christian ficou pensativo enquanto tirava a bandeja de cima da cama – Você deve estar arrependido por ter casado com uma louca, não é?
Ele me encarou sério, seus olhos estavam mais escurecidos do que o normal, acho que eram de raiva, não sei ao certo.
— Nunca mais fale isso. Você não é louca, Ana, apenas possui uma doença.
Ele veio se sentar no mesmo lugar de antes e segurou meu queixo fazendo com que eu olhasse dentro daqueles olhos extremamente misteriosos e sexy.
— Eu sou o homem mais sortudo do mundo por ter me casado com você.
Não consegui resistir então aproximei meu rosto do dele, fechei os olhos e em seguida senti o toque delicado dos nossos lábios.
Abri a boca dando passagem para a língua de Christian que ao tocar a minha me fez estremecer de desejo, logo o nosso beijo foi se tornando mais intenso até que de repente ele se separou de mim.
— Não... – gemi de frustração.
— Se continuarmos você sabe no que vai dar e não podemos fazer isso por enquanto – ele me alertou saindo da cama e começou a tirar a sua roupa de dormir.
— Você não está me ajudando em nada ficando só de cueca boxer na minha frente – falei mordendo o lábio.
— E você, minha querida, não está cooperando em nada com a situação mordendo esse lábio gostoso. Vem, vamos banhar por que eu tenho uma reunião daqui a pouco e a senhora vai comigo.
— Eu? O que diabos eu vou fazer na Grey Corporation?
— Vai ficar me esperando por que depois da reunião eu quero passar o dia com a minha esposa e com meus filhos, pois ainda falta entregar dois presentes para você.
— Ok – suspirei e esperei ele vir me ajudar a levantar da cama.
Christian havia me informado de que tinha contratado Sophie para ser sua secretária pessoal. Eu nem fiz muito alvoroço por causa disso, pois ela era a neta de Gail, mas se Christian chegasse a me trair de novo eu iria capá-lo e os gêmeos seriam os únicos filhos que ele iria ter em vida.
— Sra. Grey?
Girei a cadeira e olhei para a porta do escritório de Christian onde estava a trinta minutos esperando por ele.
— Sim, Lily?
— A senhora está precisando de alguma coisa?
— Não.
— Quando a senhora precisar, basta apenas pegar o telefone e discar o número quatro que a ligação cai no nosso ramal.
— Ok, obrigada Lily – falei e ela saiu.
Me apoiei na mesa levantando da cadeira e me aproximei devagar da enorme janela.
Fiquei admirando a linda paisagem de Seattle enquanto acariciava minha barriga até que de repente escutei as vozes de Amber e Lily que pareciam tentar impedir a entrada de alguém, mas foi em vão, pois escutei a porta sendo aberta, então me virei para olhar o intruso, ou melhor, a intrusa como pude constatar.
— Lily. Amber. Me deixem a sós com a Srta. Adams, por favor – mandei e as duas me olharam assustadas, mas depois saíram da sala apressadas, então encarei a vaca à minha frente – Então... O que veio fazer aqui, já que meu marido te despediu?
— O que você está fazendo aqui? – ela teve a petulância de me perguntar.
— Não é da sua conta, garota – falei, me aproximando dela.
— Pois também não é da sua conta o que eu vim fazer aqui.
“Mais que mulherzinha mais descarada”
Apertei minha bolsa de mão preta e ergui o braço dando uma bolsada forte na cara dela que se desequilibrou e caiu no chão.
— O que está acontecendo aqui?
Olhei para a porta e vi Christian, Lily e Amber nos olhando. A vaca começou a chorar, mas percebi que ela estava apenas fingindo.
“Se ela quer jogar então vamos jogar”
Comecei a fingir que estava com falta de ar e imediatamente meu marido correu para amparar-me extremamente preocupado.
Sorri intimamente quando vi a outra se levantar e sair do escritório bufando de raiva, então disse para Christian que tinha sido apenas os bebês chutando e que não era para ele ligar para a Dra. Greene.
Ele me obrigou a sentar num dos sofás e mandou Amber trazer um pouco de água para mim.
— Me desculpe, querida. Eu não sabia que ela iria vir até aqui.
— Está tudo bem. Espero não ter atrapalhado sua reunião.
— Natasha está finalizando ela para mim. Vamos sair daqui, pois quero mostrar seu outro presente.
Assenti então saímos de sua sala.
— O que aconteceu ontem à tarde? – perguntei dando em seguida uma mordida num dos cupcakes.
Estávamos sentados lado a lado, ambos encostados à cabeceira da cama enquanto saboreávamos o delicioso café da manhã que segundo Christian havia sido ele que tinha feito.
— Annie ligou para Elena então ela e Walfred vieram passar à tarde aqui na mansão – ele disse e bebeu um pouco do suco de laranja – Depois do almoço, eu e os rapazes fomos para o quarto dos bebês para montarmos os berços e a cama enquanto que a Annie foi com as mulheres para a varanda para programarem o seu chá de bebê. De tardezinha, Elena, Walfred e nossa família foram embora então eu e a Annie ficamos conversando um pouco depois entramos, jantamos e ficamos assistindo desenho aqui no quarto até que ela dormiu.
— Vejo que você está lidando super bem com o meu transtorno – comentei o encarando.
— Estou tentando me adaptar à situação, mas é estranho te ver falando de você mesma na terceira pessoa. Gostaria muito de entender como funcionam essas trocas de personalidade, porque ontem você saiu da biblioteca como Ana e quando eu entrei na sala de jantar já não era mais você e sim a Annie.
— Tanto a Annie quanto a Rose precisam da minha autorização para ficar no controle. Eu consigo ver as duas...
— Elas estão aqui agora? – ele perguntou me interrompendo e olhando o quarto.
— Não. As duas só aparecem quando estou sozinha.
— E ontem o que aconteceu?
— Ultimamente venho deixando mais a Rose assumir o controle para que eu não me estressasse, então ontem Annie apareceu para mim enquanto eu ia para a sala de jantar e pediu para ficar no meu corpo.
— E como você faz para voltar?
— Elas precisam dormir para que eu volte – notei que Christian ficou pensativo enquanto tirava a bandeja de cima da cama – Você deve estar arrependido por ter casado com uma louca, não é?
Ele me encarou sério, seus olhos estavam mais escurecidos do que o normal, acho que eram de raiva, não sei ao certo.
— Nunca mais fale isso. Você não é louca, Ana, apenas possui uma doença.
Ele veio se sentar no mesmo lugar de antes e segurou meu queixo fazendo com que eu olhasse dentro daqueles olhos extremamente misteriosos e sexy.
— Eu sou o homem mais sortudo do mundo por ter me casado com você.
Não consegui resistir então aproximei meu rosto do dele, fechei os olhos e em seguida senti o toque delicado dos nossos lábios.
Abri a boca dando passagem para a língua de Christian que ao tocar a minha me fez estremecer de desejo, logo o nosso beijo foi se tornando mais intenso até que de repente ele se separou de mim.
— Não... – gemi de frustração.
— Se continuarmos você sabe no que vai dar e não podemos fazer isso por enquanto – ele me alertou saindo da cama e começou a tirar a sua roupa de dormir.
— Você não está me ajudando em nada ficando só de cueca boxer na minha frente – falei mordendo o lábio.
— E você, minha querida, não está cooperando em nada com a situação mordendo esse lábio gostoso. Vem, vamos banhar por que eu tenho uma reunião daqui a pouco e a senhora vai comigo.
— Eu? O que diabos eu vou fazer na Grey Corporation?
— Vai ficar me esperando por que depois da reunião eu quero passar o dia com a minha esposa e com meus filhos, pois ainda falta entregar dois presentes para você.
— Ok – suspirei e esperei ele vir me ajudar a levantar da cama.
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Christian havia me informado de que tinha contratado Sophie para ser sua secretária pessoal. Eu nem fiz muito alvoroço por causa disso, pois ela era a neta de Gail, mas se Christian chegasse a me trair de novo eu iria capá-lo e os gêmeos seriam os únicos filhos que ele iria ter em vida.
— Sra. Grey?
Girei a cadeira e olhei para a porta do escritório de Christian onde estava a trinta minutos esperando por ele.
— Sim, Lily?
— A senhora está precisando de alguma coisa?
— Não.
— Quando a senhora precisar, basta apenas pegar o telefone e discar o número quatro que a ligação cai no nosso ramal.
— Ok, obrigada Lily – falei e ela saiu.
Me apoiei na mesa levantando da cadeira e me aproximei devagar da enorme janela.
Fiquei admirando a linda paisagem de Seattle enquanto acariciava minha barriga até que de repente escutei as vozes de Amber e Lily que pareciam tentar impedir a entrada de alguém, mas foi em vão, pois escutei a porta sendo aberta, então me virei para olhar o intruso, ou melhor, a intrusa como pude constatar.
— Lily. Amber. Me deixem a sós com a Srta. Adams, por favor – mandei e as duas me olharam assustadas, mas depois saíram da sala apressadas, então encarei a vaca à minha frente – Então... O que veio fazer aqui, já que meu marido te despediu?
— O que você está fazendo aqui? – ela teve a petulância de me perguntar.
— Não é da sua conta, garota – falei, me aproximando dela.
— Pois também não é da sua conta o que eu vim fazer aqui.
“Mais que mulherzinha mais descarada”
Apertei minha bolsa de mão preta e ergui o braço dando uma bolsada forte na cara dela que se desequilibrou e caiu no chão.
— O que está acontecendo aqui?
Olhei para a porta e vi Christian, Lily e Amber nos olhando. A vaca começou a chorar, mas percebi que ela estava apenas fingindo.
“Se ela quer jogar então vamos jogar”
Comecei a fingir que estava com falta de ar e imediatamente meu marido correu para amparar-me extremamente preocupado.
Sorri intimamente quando vi a outra se levantar e sair do escritório bufando de raiva, então disse para Christian que tinha sido apenas os bebês chutando e que não era para ele ligar para a Dra. Greene.
Ele me obrigou a sentar num dos sofás e mandou Amber trazer um pouco de água para mim.
— Me desculpe, querida. Eu não sabia que ela iria vir até aqui.
— Está tudo bem. Espero não ter atrapalhado sua reunião.
— Natasha está finalizando ela para mim. Vamos sair daqui, pois quero mostrar seu outro presente.
Assenti então saímos de sua sala.

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