ANASTASIA
Uma hora depois, soltei um suspiro de alívio pela reunião encerrada. Havia gostado muito da minha apresentação. Fui direta e concisa. Christian também gostou dos desenhos e dos slides em 3D, acabando por dar algumas sugestões para alguns dos cômodos da mansão.
— Srta. Steele, por favor, fique – pediu-me Christian assim que comecei a juntar meu material então olhei para Luke que acabava de fechar o seu MacBook.
— Vou te esperar na recepção – ele sussurrou enquanto pegava suas coisas, em seguida saiu da sala encostando a porta, me virei encarando Christian que ainda permanecia sentado.
— O que deseja, Sr. Grey?
— Gostaria de jantar comigo esta noite? – ele indagou se levantando da cadeira então abotoou os dois botões do terno e se aproximou alguns passos de mim – No meu apartamento? A Sra. Jones e Taylor estarão lá, caso isso lhe inspire confiança.
Respirei fundo enquanto avaliava a proposta dele.
— Tudo bem. Eu aceito, mas com uma condição. Amanhã é o casamento do meu pai e as testemunhas dele não poderão comparecer então ele me pediu para substituí-las. Você me acompanharia e seria a outra testemunha?
— Uma troca justa. Eu aceito. Será que horas o casamento?
— Está previsto para acontecer ao entardecer, mas vamos amanhã cedo para ajudar nos preparativos finais e também iremos passar o final de semana. Que horas será o nosso jantar?
— Vou ter uma videoconferência às sete e meia, então poderia ser as nove? Se não for muito tarde para você, é claro.
— Nove. Fechado.
Ele passou por mim e abriu a porta. Peguei minha bolsa e a pasta com os esboços e encaminhei-me para perto dele.
— Até a noite, Srta. Steele.
— Até – murmurei segundos antes de passar pela porta.
Passei o resto da manhã com Luke à procura dos móveis para a decoração da mansão Grey. Perto do meio-dia, dispensei o Luke para ele ir se encontrar com a Andrea e dirigi até Vancouver.
Enquanto adentrava a cidade, liguei para o Ethan para confirmar um almoço que tínhamos marcado ontem, mas ele estava muito ocupado na empresa dele para almoçar comigo então resolvi visitar Amy. Almoçamos juntas e passamos um bom tempo conversando.
Assim que saí do apartamento da Amy, antes de eu voltar para Seattle, aproveitei para passar em um dos salões ao qual Elena possuía patrocínio. O Victorius era um dos salões de beleza mais refinados e badalados de Vancouver, e o dono era um grande amigo meu.
— A senhorita tem hora marcada? – perguntou-me a recepcionista.
— Mandy, querida, já lhe disse que a Ana não precisa marcar hora comigo, porque quando essa rainha pisa no meu salão, eu sou exclusivo dela.
Me virei sorrindo e dei um abraço em Victor que tratou logo de me conduzir para uma das cadeiras em frente a um lustroso espelho enquanto brigava comigo por causa da notável falta de hidratação em meu cabelo.
— O que a trazes em meu paraíso particular? Tirando o estado horroroso do seu cabelo, querida.
— Decidi voltar a ser morena.
Pelo espelho pude ver um brilho de satisfação nos olhos de Victor, pois ele amava fazer transformações.
No início da noite liguei para o meu pai para avisá-lo de que tinha conseguido a outra testemunha e que tomaríamos café da manhã com eles. Às oito e quarenta, já banhada, vestida em uma lingerie preta e com os cabelos escovados e soltos, comecei a me arrumar.
Vesti uma blusa social em musseline vermelha, uma saia lápis preta e por fim calcei sapatos preto com estampa de onça no salto. Oito minutos depois, já estava em frente à porta do apartamento de Christian, tocando a campainha e logo Taylor abriu a porta dando-me espaço para entrar.
— Boa noite, Srta. Steele.
— Boa noite, Taylor. Onde Christian está?
— O Sr. Grey está na sala – informou-me Taylor que em seguida saiu adentrando uma porta ao qual reconheci ser a da “sala da justiça”.
Na época em que eu morava aqui, Christian tinha uma certa obsessão por segurança e parece que ainda continuava tendo. Ele só confiava apenas em um número restrito de pessoas e essas eram testadas sempre. Meio doentio, na minha opinião.
Segui o corredor a passos lentos até adentrar na enorme sala. Christian se encontrava de frente para a enorme janela conversando ao telefone, ele usava uma blusa social na cor vinho, calça social e sapatos, ambos pretos.
Assim que encerrou a sua ligação, que descobri ser com a Natasha, ele guardou o celular no bolso da calça e se aproximou de mim com um sorriso nos lábios.
— Vejo que seu tornozelo já está mais que curado.
— Boa noite para você também, Christian.
— Que indelicadeza a minha – ele pegou minha mão e a beijou com uma extrema gentileza em encarando em seguida – Boa noite, Ana. Você está linda.
— E você é um lobo fantasiado de cordeiro, sabia?
Ele riu do meu comentário, que particularmente eu mesma achei idiota, e me conduziu até a espaçosa varanda da cobertura onde havia uma mesa bem arrumada com duas cadeiras e velas.
Um típico cenário romântico de filme, onde a mocinha imaculada seria pedida em casamento pelo namorado, mas a realidade era bem diferente. Eu não era mocinha, muito menos imaculada, e Christian não era meu namorado e nem me pediria nada.
Ele afastou a cadeira para mim, depois se sentou à minha frente.
— Vinho ou suco?
— Aceitaria de muito bom grado o vinho, mas infelizmente ainda estou tomando medicação.
A Sra. Jones apareceu, desejou-me boa noite enquanto colocava sobre a mesa uma bandeja contendo sushi de diversos tipos, depois saiu fechando as portas de vidro da varanda.
— Sushi? – indaguei fazendo careta.
— Não gosta? – perguntou-me Christian, sorrindo.
— Não sei, nunca experimentei. Posso saber qual o propósito desse jantar mesmo?
— Coma primeiro e depois conversaremos sobre isso.
— Vamos conversar agora – falei séria.
— Coma.
— Não.
— Coma, Anastasia – ele mandou, já irritado pela minha ousadia.
— Não, Christian – o desafiei.
— Oh mulherzinha teimosa! Está bem. Convidei você para jantar esta noite, pois quero lhe propor uma coisa – Christian disse sondando-me com seus olhos azuis que devido à pouca iluminação agora se encontravam bem escuros.
— E o que é?
— Quero muito que você seja minha submissa novamente.
Meu queixo caiu em choque.
Uma hora depois, soltei um suspiro de alívio pela reunião encerrada. Havia gostado muito da minha apresentação. Fui direta e concisa. Christian também gostou dos desenhos e dos slides em 3D, acabando por dar algumas sugestões para alguns dos cômodos da mansão.
— Srta. Steele, por favor, fique – pediu-me Christian assim que comecei a juntar meu material então olhei para Luke que acabava de fechar o seu MacBook.
— Vou te esperar na recepção – ele sussurrou enquanto pegava suas coisas, em seguida saiu da sala encostando a porta, me virei encarando Christian que ainda permanecia sentado.
— O que deseja, Sr. Grey?
— Gostaria de jantar comigo esta noite? – ele indagou se levantando da cadeira então abotoou os dois botões do terno e se aproximou alguns passos de mim – No meu apartamento? A Sra. Jones e Taylor estarão lá, caso isso lhe inspire confiança.
Respirei fundo enquanto avaliava a proposta dele.
— Tudo bem. Eu aceito, mas com uma condição. Amanhã é o casamento do meu pai e as testemunhas dele não poderão comparecer então ele me pediu para substituí-las. Você me acompanharia e seria a outra testemunha?
— Uma troca justa. Eu aceito. Será que horas o casamento?
— Está previsto para acontecer ao entardecer, mas vamos amanhã cedo para ajudar nos preparativos finais e também iremos passar o final de semana. Que horas será o nosso jantar?
— Vou ter uma videoconferência às sete e meia, então poderia ser as nove? Se não for muito tarde para você, é claro.
— Nove. Fechado.
Ele passou por mim e abriu a porta. Peguei minha bolsa e a pasta com os esboços e encaminhei-me para perto dele.
— Até a noite, Srta. Steele.
— Até – murmurei segundos antes de passar pela porta.
Passei o resto da manhã com Luke à procura dos móveis para a decoração da mansão Grey. Perto do meio-dia, dispensei o Luke para ele ir se encontrar com a Andrea e dirigi até Vancouver.
Enquanto adentrava a cidade, liguei para o Ethan para confirmar um almoço que tínhamos marcado ontem, mas ele estava muito ocupado na empresa dele para almoçar comigo então resolvi visitar Amy. Almoçamos juntas e passamos um bom tempo conversando.
Assim que saí do apartamento da Amy, antes de eu voltar para Seattle, aproveitei para passar em um dos salões ao qual Elena possuía patrocínio. O Victorius era um dos salões de beleza mais refinados e badalados de Vancouver, e o dono era um grande amigo meu.
— A senhorita tem hora marcada? – perguntou-me a recepcionista.
— Mandy, querida, já lhe disse que a Ana não precisa marcar hora comigo, porque quando essa rainha pisa no meu salão, eu sou exclusivo dela.
Me virei sorrindo e dei um abraço em Victor que tratou logo de me conduzir para uma das cadeiras em frente a um lustroso espelho enquanto brigava comigo por causa da notável falta de hidratação em meu cabelo.
— O que a trazes em meu paraíso particular? Tirando o estado horroroso do seu cabelo, querida.
— Decidi voltar a ser morena.
Pelo espelho pude ver um brilho de satisfação nos olhos de Victor, pois ele amava fazer transformações.
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No início da noite liguei para o meu pai para avisá-lo de que tinha conseguido a outra testemunha e que tomaríamos café da manhã com eles. Às oito e quarenta, já banhada, vestida em uma lingerie preta e com os cabelos escovados e soltos, comecei a me arrumar.
Vesti uma blusa social em musseline vermelha, uma saia lápis preta e por fim calcei sapatos preto com estampa de onça no salto. Oito minutos depois, já estava em frente à porta do apartamento de Christian, tocando a campainha e logo Taylor abriu a porta dando-me espaço para entrar.
— Boa noite, Srta. Steele.
— Boa noite, Taylor. Onde Christian está?
— O Sr. Grey está na sala – informou-me Taylor que em seguida saiu adentrando uma porta ao qual reconheci ser a da “sala da justiça”.
Na época em que eu morava aqui, Christian tinha uma certa obsessão por segurança e parece que ainda continuava tendo. Ele só confiava apenas em um número restrito de pessoas e essas eram testadas sempre. Meio doentio, na minha opinião.
Segui o corredor a passos lentos até adentrar na enorme sala. Christian se encontrava de frente para a enorme janela conversando ao telefone, ele usava uma blusa social na cor vinho, calça social e sapatos, ambos pretos.
Assim que encerrou a sua ligação, que descobri ser com a Natasha, ele guardou o celular no bolso da calça e se aproximou de mim com um sorriso nos lábios.
— Vejo que seu tornozelo já está mais que curado.
— Boa noite para você também, Christian.
— Que indelicadeza a minha – ele pegou minha mão e a beijou com uma extrema gentileza em encarando em seguida – Boa noite, Ana. Você está linda.
— E você é um lobo fantasiado de cordeiro, sabia?
Ele riu do meu comentário, que particularmente eu mesma achei idiota, e me conduziu até a espaçosa varanda da cobertura onde havia uma mesa bem arrumada com duas cadeiras e velas.
Um típico cenário romântico de filme, onde a mocinha imaculada seria pedida em casamento pelo namorado, mas a realidade era bem diferente. Eu não era mocinha, muito menos imaculada, e Christian não era meu namorado e nem me pediria nada.
Ele afastou a cadeira para mim, depois se sentou à minha frente.
— Vinho ou suco?
— Aceitaria de muito bom grado o vinho, mas infelizmente ainda estou tomando medicação.
A Sra. Jones apareceu, desejou-me boa noite enquanto colocava sobre a mesa uma bandeja contendo sushi de diversos tipos, depois saiu fechando as portas de vidro da varanda.
— Sushi? – indaguei fazendo careta.
— Não gosta? – perguntou-me Christian, sorrindo.
— Não sei, nunca experimentei. Posso saber qual o propósito desse jantar mesmo?
— Coma primeiro e depois conversaremos sobre isso.
— Vamos conversar agora – falei séria.
— Coma.
— Não.
— Coma, Anastasia – ele mandou, já irritado pela minha ousadia.
— Não, Christian – o desafiei.
— Oh mulherzinha teimosa! Está bem. Convidei você para jantar esta noite, pois quero lhe propor uma coisa – Christian disse sondando-me com seus olhos azuis que devido à pouca iluminação agora se encontravam bem escuros.
— E o que é?
— Quero muito que você seja minha submissa novamente.
Meu queixo caiu em choque.

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