ANASTASIA
— Isso é sério mesmo? – indaguei, o encarando e fazendo uma cara de desconfiada.
— Sim, ué! Algo te empata? Veja pelo lado bom. Seu ex vai saber que o seu barco já está andando.
— Mas você tá longe – ressaltei, fazendo um bico triste – Eu queria poder esfregar na cara do meu ex que eu tô com um cara muito mais gato que ele.
Christian sorriu.
— Em julho eu tiro férias do meu trabalho. Eu vou te visitar. Prometo, Ana. Passarei um mês inteiro com você. Vamos poder relembrar ou até superar a nossa primeira foda, que foi incrível – ele disse, dando uma piscadinha para mim.
— Ah... Me conta como foi – pedi, meio sem graça.
— Como foi o quê?
— A nossa foda.
— Você não se lembra de nada?
Suspirei, já negando com a cabeça.
— Desculpe, Christian. Eu realmente não me lembro.
— Depois do que rolou com o seu ex na festa da Kate, você bebeu todas com os seus amigos, daí minha prima me pediu para te levar para casa, então no meio do caminho você disse que estava com fome. Fomos comer em uma lanchonete e quando saímos de lá, você estava sóbria de novo e acabou me beijando no estacionamento, já me chamando para irmos para um motel, porque, segundo você, não queria ser corna sozinha.
Arregalei os olhos, me lembrando do meu sonho.
— Por acaso o quarto do motel era pintado de amarelo claro? – perguntei, já o vendo assentir.
— Porque? Se lembrou de algo?
Comecei a gargalhar, não acreditando naquilo ainda.
— Ana?
— Eu passei esses últimos 05 meses sonhando com você, me comendo nesse quarto amarelo de motel, achando que era apenas um daqueles sonhos eróticos que você acorda todo melado, sabe?
— Sério?
— Sim. Só que eu não sabia que era você, porque eu nunca conseguia ver o seu rosto no sonho.
Ele caiu na risada junto comigo.
— Nós transamos três vezes naquela noite, além de que você teve sua primeira experiência anal comigo. Como conseguiu me esquecer, Ana? Eu não entendo – Christian me questionou, minutos depois, quando nos acalmamos do ataque de riso.
Ao ouvir aquela informação, meu queixo caiu.
— Então, foi você que comeu minha bunda, seu safado! – exclamei, já vendo ele rir, assentindo.
— Foi. E comi bem gostoso, segundo você mesma me disse antes de irmos embora do motel.
— Pois eu fiquei achando que tinham me estuprado na festa da Kate. Fiquei três dias sem poder sentar direito. Tive que dizer para o meu pai que tava com hemorróidas. Tomei remédio para hemorróidas por uma semana.
Christian não parava de gargalhar, tanto que eu pensei que o mesmo fosse cair da cadeira.
— Meu Deus! Você é demais, Ana! Ai, Senhor... – ele falou, limpando as lágrimas que desciam de seus olhos, por causa da sua crise de riso – Mas eu ainda tô magoado por você ter me esquecido.
— Deve ter sido porque no dia seguinte, eu passei o dia todo trancada no meu quarto, bebendo. Bom, foi o que meu pai me falou, pois também não me lembro de ter feito isso. Me perdoa por ter te esquecido?
— Só se você aceitar o pedido de namoro que eu fiz.
Sorri, assentindo com a cabeça.
— Aceito sim.
— Eba! Ganhei uma namorada no Dia dos Namorados!
— Que sortudo. Será que é o destino? – inquiri, sorrindo.
— Eu acho que sim. Mas me conta, quantos anos a minha linda namorada tem?
— Tenho 24. E você?
— 26 anos.
— Tu tem cara de ter uns 40 anos, Christian. Fala a verdade logo aí – zombei e o vi abri a boca, provavelmente surpreso.
Ele então se levantou da cadeira e foi em algum lugar do quarto, fora da visão da câmera do computador, retornando segundos depois com algo nas mãos.
— Olha aqui a minha identidade. Nasci em 1990. Tenho 26. Faço 27 só em Maio – Christian informou, sério, colocando a identidade dele bem perto da câmera, fazendo-me vê-la mais nitidamente.
— Pois não é que é verdade. Chocada estou – comentei, já rindo, falando que eu estava só zoando com ele, então meu olhar recaiu no relógio do notebook – Christian, eu preciso desligar.
— Porquê?
— Falta 10 minutos para meia-noite. Amanhã preciso acordar cedo para ir para o trabalho. Não que eu esteja muito a fim de ir, pois minha vontade mesmo era de pedir demissão para nunca mais ver a minha ex amiga.
— Ei, você não vai pedir demissão não. Amanhã você vai acordar, se arrumar e ir para o trabalho de cabeça erguida. Você não deve sair do seu emprego só por causa do que eles te fizeram. Você não está mais só, Ana. Eu estou com você agora. Não se preocupe que logo logo vou te visitar aí em Phoenix. Vou te buscar e te deixar no seu trabalho todos os dias, e vou te dar aqueles beijos, estilo desentupidor de pia, na frente de todo mundo do seu trabalho, ok?
Sorri, assentindo e limpando uma lágrima que descia teimosa pelo meu rosto.
— Agora me conta, em que você trabalha?
— Sou secretária.
— Ui! Usa roupa sexy então? Me manda foto depois – ele pediu, dando uma piscadinha, que me fez rir.
— Pra você bater punheta, né seu tarado?
— Me respeita, sou um fiel da igreja. Eu não falo de putaria.
— Uhum... Fala não, só faz mesmo – comentei, caindo na risada, sendo seguida por ele – E você, trabalha em quê?
— Sou professor de educação física pela manhã em uma escola, já a tarde sou personal trainer em uma academia e a noite, às vezes, eu cubro alguns funcionários na lanchonete da minha mãe, que fica aberta 24 horas.
— Caraca! Minha sogra é dona de uma lanchonete?
— Sim. Bem estilo vintage, meio antigo, lá dos anos 60.
— Uhul! Vou poder comer batata-frita de graça! – exclamei, exageradamente animada, fazendo Christian ri – Espero não levar ela a falência.
— Não se preocupe. A lanchonete é meio famosa aqui em Chicago, sempre tem muita gente. Isso graças ao meu bisavô, que construiu ela e a tornou conhecida devido a receita de panquecas da nossa família.
— Que bacana.
— Espero que um dia você venha comer as panquecas da sua sogra.
— Pode apostar que eu vou. Amo panquecas.
— Com café, suco ou achocolatado?
— Achocolatado, é claro! – exclamei, sorrindo, já vendo Christian bater palmas.
— Essa é a minha garota!
— Sua namorada aqui tem um excelente gosto culinário – comentei, bem convencida mesmo, e ele riu.
— E minha namorada é mais alguma coisa?
— Não entendi.
— Se é ciumenta? Se tem bom gosto musical? Se gosta de praticar esportes? Essas coisas.
— Ahhh... Sou ciumenta não, mas aprendi a ser bastante desconfiada, devido ao histórico de chifres que tenho. Porém, como estou namorando alguém que odeia traição, eu não preciso me preocupar com futuros chifres, né?
— Não.
— Perfeito então! Agora gosto musical... Bem... Eu tenho um gosto estranho para músicas.
— Gosto estranho? Como assim?
— Eu só escuto músicas de foder.
Christian riu.
— Também escuto esse tipo de música. Eu gosto muito de uma, mas nunca transei usando ela. Minha ex odiava quando eu colocava música.
— Mentira?
— Verdade. Ela dizia que tirava a concentração dela.
— Que sequelada essa garota. Nem sei quem é, mas já não fui com a cara dela não. Qual é o nome da música que você gosta?
— “Skin” da Rihanna.
— Essa é muito boa mesmo.
— Meu sonho é alguém fazer um striptease com a música “You Can Leave Your Hat On” do Joe Cocker – ele disse, fazendo uma cara safada e eu sorri – Só de imaginar eu fico... Enfim...
— De pau duro? Pode falar. Tenho vergonha não. Sou totalmente sem vergonha.
Nós dois caímos na risada.
— Um dos dois tem que ser o sem vergonha da relação.
— Ah, até parece que você é o santo. Só se for o santo do pau oco, meu filho. Já sobre o striptease... eu faço para você depois.
— Não fala uma coisa dessa, mulher. Eu tô a meses sem sexo e você ainda me diz que vai tirar a roupa para mim? Quer a minha cabeça explodindo, junto com a minha cueca, é?
Deu um risinho, então morde o canto do meu lábio, já fazendo uma cara de safada para Christian.
— Não faz isso comigo, Ana. Você é gostosa demais, fazendo essa cara então. Isso vai acabar me deixando mais louco aqui.
— Eu tenho que ir agora. Se for bater punheta, grava e me manda depois. Tchau, namorado lindo – murmurei, o vendo suspirar meio triste.
— Tchau, minha namorada gostosa.
Sorri, jogando um beijinho para ele, antes de eu encerrar a ligação em vídeo.
— Isso é sério mesmo? – indaguei, o encarando e fazendo uma cara de desconfiada.
— Sim, ué! Algo te empata? Veja pelo lado bom. Seu ex vai saber que o seu barco já está andando.
— Mas você tá longe – ressaltei, fazendo um bico triste – Eu queria poder esfregar na cara do meu ex que eu tô com um cara muito mais gato que ele.
Christian sorriu.
— Em julho eu tiro férias do meu trabalho. Eu vou te visitar. Prometo, Ana. Passarei um mês inteiro com você. Vamos poder relembrar ou até superar a nossa primeira foda, que foi incrível – ele disse, dando uma piscadinha para mim.
— Ah... Me conta como foi – pedi, meio sem graça.
— Como foi o quê?
— A nossa foda.
— Você não se lembra de nada?
Suspirei, já negando com a cabeça.
— Desculpe, Christian. Eu realmente não me lembro.
— Depois do que rolou com o seu ex na festa da Kate, você bebeu todas com os seus amigos, daí minha prima me pediu para te levar para casa, então no meio do caminho você disse que estava com fome. Fomos comer em uma lanchonete e quando saímos de lá, você estava sóbria de novo e acabou me beijando no estacionamento, já me chamando para irmos para um motel, porque, segundo você, não queria ser corna sozinha.
Arregalei os olhos, me lembrando do meu sonho.
— Por acaso o quarto do motel era pintado de amarelo claro? – perguntei, já o vendo assentir.
— Porque? Se lembrou de algo?
Comecei a gargalhar, não acreditando naquilo ainda.
— Ana?
— Eu passei esses últimos 05 meses sonhando com você, me comendo nesse quarto amarelo de motel, achando que era apenas um daqueles sonhos eróticos que você acorda todo melado, sabe?
— Sério?
— Sim. Só que eu não sabia que era você, porque eu nunca conseguia ver o seu rosto no sonho.
Ele caiu na risada junto comigo.
— Nós transamos três vezes naquela noite, além de que você teve sua primeira experiência anal comigo. Como conseguiu me esquecer, Ana? Eu não entendo – Christian me questionou, minutos depois, quando nos acalmamos do ataque de riso.
Ao ouvir aquela informação, meu queixo caiu.
— Então, foi você que comeu minha bunda, seu safado! – exclamei, já vendo ele rir, assentindo.
— Foi. E comi bem gostoso, segundo você mesma me disse antes de irmos embora do motel.
— Pois eu fiquei achando que tinham me estuprado na festa da Kate. Fiquei três dias sem poder sentar direito. Tive que dizer para o meu pai que tava com hemorróidas. Tomei remédio para hemorróidas por uma semana.
Christian não parava de gargalhar, tanto que eu pensei que o mesmo fosse cair da cadeira.
— Meu Deus! Você é demais, Ana! Ai, Senhor... – ele falou, limpando as lágrimas que desciam de seus olhos, por causa da sua crise de riso – Mas eu ainda tô magoado por você ter me esquecido.
— Deve ter sido porque no dia seguinte, eu passei o dia todo trancada no meu quarto, bebendo. Bom, foi o que meu pai me falou, pois também não me lembro de ter feito isso. Me perdoa por ter te esquecido?
— Só se você aceitar o pedido de namoro que eu fiz.
Sorri, assentindo com a cabeça.
— Aceito sim.
— Eba! Ganhei uma namorada no Dia dos Namorados!
— Que sortudo. Será que é o destino? – inquiri, sorrindo.
— Eu acho que sim. Mas me conta, quantos anos a minha linda namorada tem?
— Tenho 24. E você?
— 26 anos.
— Tu tem cara de ter uns 40 anos, Christian. Fala a verdade logo aí – zombei e o vi abri a boca, provavelmente surpreso.
Ele então se levantou da cadeira e foi em algum lugar do quarto, fora da visão da câmera do computador, retornando segundos depois com algo nas mãos.
— Olha aqui a minha identidade. Nasci em 1990. Tenho 26. Faço 27 só em Maio – Christian informou, sério, colocando a identidade dele bem perto da câmera, fazendo-me vê-la mais nitidamente.
— Pois não é que é verdade. Chocada estou – comentei, já rindo, falando que eu estava só zoando com ele, então meu olhar recaiu no relógio do notebook – Christian, eu preciso desligar.
— Porquê?
— Falta 10 minutos para meia-noite. Amanhã preciso acordar cedo para ir para o trabalho. Não que eu esteja muito a fim de ir, pois minha vontade mesmo era de pedir demissão para nunca mais ver a minha ex amiga.
— Ei, você não vai pedir demissão não. Amanhã você vai acordar, se arrumar e ir para o trabalho de cabeça erguida. Você não deve sair do seu emprego só por causa do que eles te fizeram. Você não está mais só, Ana. Eu estou com você agora. Não se preocupe que logo logo vou te visitar aí em Phoenix. Vou te buscar e te deixar no seu trabalho todos os dias, e vou te dar aqueles beijos, estilo desentupidor de pia, na frente de todo mundo do seu trabalho, ok?
Sorri, assentindo e limpando uma lágrima que descia teimosa pelo meu rosto.
— Agora me conta, em que você trabalha?
— Sou secretária.
— Ui! Usa roupa sexy então? Me manda foto depois – ele pediu, dando uma piscadinha, que me fez rir.
— Pra você bater punheta, né seu tarado?
— Me respeita, sou um fiel da igreja. Eu não falo de putaria.
— Uhum... Fala não, só faz mesmo – comentei, caindo na risada, sendo seguida por ele – E você, trabalha em quê?
— Sou professor de educação física pela manhã em uma escola, já a tarde sou personal trainer em uma academia e a noite, às vezes, eu cubro alguns funcionários na lanchonete da minha mãe, que fica aberta 24 horas.
— Caraca! Minha sogra é dona de uma lanchonete?
— Sim. Bem estilo vintage, meio antigo, lá dos anos 60.
— Uhul! Vou poder comer batata-frita de graça! – exclamei, exageradamente animada, fazendo Christian ri – Espero não levar ela a falência.
— Não se preocupe. A lanchonete é meio famosa aqui em Chicago, sempre tem muita gente. Isso graças ao meu bisavô, que construiu ela e a tornou conhecida devido a receita de panquecas da nossa família.
— Que bacana.
— Espero que um dia você venha comer as panquecas da sua sogra.
— Pode apostar que eu vou. Amo panquecas.
— Com café, suco ou achocolatado?
— Achocolatado, é claro! – exclamei, sorrindo, já vendo Christian bater palmas.
— Essa é a minha garota!
— Sua namorada aqui tem um excelente gosto culinário – comentei, bem convencida mesmo, e ele riu.
— E minha namorada é mais alguma coisa?
— Não entendi.
— Se é ciumenta? Se tem bom gosto musical? Se gosta de praticar esportes? Essas coisas.
— Ahhh... Sou ciumenta não, mas aprendi a ser bastante desconfiada, devido ao histórico de chifres que tenho. Porém, como estou namorando alguém que odeia traição, eu não preciso me preocupar com futuros chifres, né?
— Não.
— Perfeito então! Agora gosto musical... Bem... Eu tenho um gosto estranho para músicas.
— Gosto estranho? Como assim?
— Eu só escuto músicas de foder.
Christian riu.
— Também escuto esse tipo de música. Eu gosto muito de uma, mas nunca transei usando ela. Minha ex odiava quando eu colocava música.
— Mentira?
— Verdade. Ela dizia que tirava a concentração dela.
— Que sequelada essa garota. Nem sei quem é, mas já não fui com a cara dela não. Qual é o nome da música que você gosta?
— “Skin” da Rihanna.
— Essa é muito boa mesmo.
— Meu sonho é alguém fazer um striptease com a música “You Can Leave Your Hat On” do Joe Cocker – ele disse, fazendo uma cara safada e eu sorri – Só de imaginar eu fico... Enfim...
— De pau duro? Pode falar. Tenho vergonha não. Sou totalmente sem vergonha.
Nós dois caímos na risada.
— Um dos dois tem que ser o sem vergonha da relação.
— Ah, até parece que você é o santo. Só se for o santo do pau oco, meu filho. Já sobre o striptease... eu faço para você depois.
— Não fala uma coisa dessa, mulher. Eu tô a meses sem sexo e você ainda me diz que vai tirar a roupa para mim? Quer a minha cabeça explodindo, junto com a minha cueca, é?
Deu um risinho, então morde o canto do meu lábio, já fazendo uma cara de safada para Christian.
— Não faz isso comigo, Ana. Você é gostosa demais, fazendo essa cara então. Isso vai acabar me deixando mais louco aqui.
— Eu tenho que ir agora. Se for bater punheta, grava e me manda depois. Tchau, namorado lindo – murmurei, o vendo suspirar meio triste.
— Tchau, minha namorada gostosa.
Sorri, jogando um beijinho para ele, antes de eu encerrar a ligação em vídeo.

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