ANASTASIA
— Oh, Testânica?! Acorda! A vovó pediu para te avisar que é a sua vez hoje de fazer o café da manhã – escutei Mia, minha irmã mais nova, gritar então resmunguei, despertando totalmente, já vendo a mesma parada na porta do meu quarto.
— Mia, já falei para não me chamar assim – retruquei, me levantando da cama.
— Você é testuda mesmo. E anda logo, que eu estou com fome e vamos acabar chegando atrasada na escola, sua chata.
Rolei os olhos.
— Já estou indo, oh pirralha irritante.
Mia fechou a porta do meu quarto e saiu, então fui me arrumar. Vesti uma calça jeans, depois coloquei a blusa com o emblema e nome do colégio e por fim um tênis meio encardido.
Então, segui para a cozinha a fim de preparar o nosso café da manhã que não era nada luxuoso, apenas café com leite, pão com manteiga e ovos mexidos.
Morávamos em um bairro simples na periferia da Cidade do México com nossa vó, que não ganhava muito com sua aposentaria e com as costuras que ela pegava para fazer. Eu odiava morar ali, na periferia da capital do México, por várias razões, mas as principais eram:
1 - Era um bairro simples e precário, onde tinha muita violência;
2 - Eu não me dava bem com o meu pai, porque após a morte de nossa mãe, o mesmo nos largou na casa da mãe dele, e foi morar no centro da cidade, se tornando um político rico.
3 - Eu odiava as pessoas daquele bairro pois eles me olhavam torto e viviam inventando histórias sobre a sua família.
Eu estava cansada de tudo isso aqui. Não aguentava viver mais neste lugar e meu grande sonho era conseguir estudo suficiente para sair dali e ir morar em Nova York.
Após tomarmos café, nos despedimos de nossa avó e saímos rumo a escola que atendia os bairros mais afastados do centro da cidade. No caminho, nos encontramos com meus amigos José, que como sempre, estava em sua bicicleta acompanhado da Elena.
— E aí Testânica, como você está essa manhã? – José perguntou, sorrindo cinicamente, fazendo minha irmã rir.
— Até tu já tá pegando a mania da Mia? É melhor parar de graça – retruquei, emburrada.
— No dia que esse idiota parar de zoar com todo mundo, isso significará que o fim do mundo chegou – Elena comentou rindo, se esquivando do nosso amigo que jogou a bicicleta para o lado, tentando acertá-la.
— Idiota é você, sua rodapé encardida – José retrucou, meio emburrado e Elena riu mais ainda.
— Vocês dois se merecem, viu? Deveriam namorar – falei e ambos soltaram um “Que?” e depois um “Nunca. Jamais!”.
Logo chegamos na escola, onde Mia foi para a classe dela e eu, Elena e José nos dirigimos para a nossa.
Na hora do intervalo, não faltou implicâncias de outras meninas comigo. Elas sempre faziam isso, pelo simples fato do meu pai ser o governador do México e morar na capital, em uma mansão luxuosa, enquanto que eu, minha irmã e minha avó moravam em uma casinha pequena e muito simples, num bairro pobre da cidade.
José e Elena sempre tentavam me proteger, mas às vezes era impossível.
— Vamos no La Morenitta? – José perguntou assim que as aulas acabaram, por volta de uma da tarde.
— Eu topo – Elena disse, animada.
— Tanto faz – murmurei, desanimada.
Por volta das quatro, Mia e eu voltamos para casa. Então, fiz as tarefas de casa e da escola, ajudando também minha irmã com o dever dela. Depois fiz o jantar e me sentei na sala com Mia para ajudarmos nossa avó com as roupas.
Nossa função era fazer os bordados das blusas, saias, shorts e vestidos que minha vó costurava, à medida que a mesma nos contava histórias sobre nossos ancestrais astecas. Eu odiava aquilo, mas tinha que fazer.
Depois de umas horas, fui dormir, desejando que em minha próxima reencarnação eu pudesse nascer em Nova York, numa família com pais amorosos e uma condição melhor que a minha.
CHRISTIAN
Acordei com o barulho do despertador, então fui me arrumar para o colégio, colocando meu uniforme (calça caqui, blusa social branca, gravata xadrez azul escuro e cinza, blazer azul escuro com o emblema da escola, meias cinzas e sapatos pretos), descendo em seguida para tomar o meu café da manhã.
Eu morava com meus pais e meus dois irmãos mais novos, além dos empregados, em uma mansão no bairro nobre de Nova York e estudava em uma escola particular perto do Central Park. Eu não tinha o que reclamar, minhas notas eram excelentes ao ponto de eu ser aceito em qualquer universidade.
Minha vida era um tanto quanto agitada. Eu acordava, me arrumava, tomava café com a minha família, ia para o colégio, depois ficava um tempo com meus amigos numa cafeteria perto do meu trabalho. Eu trabalhava por experiência profissional e não por necessidade como a maioria das pessoas.
Quando dava três da tarde, eu ia para o restaurante onde eu ficava das três e meia até às sete e meia da noite. Assim que chegava em casa, jantava com a minha família, fazia suas tarefas escolares, desenhava e ia dormir.
— Então, Christian... – Jack murmurou enquanto olhava o celular — ...Quando você vai sair com a gente para uma noite de boliche, hein cara?
— Não sei, Jack. Comecei a trabalhar esse ano então minhas férias vão demorar para chegar – informei, mas a verdade era que eu não gostava muito de sair.
— Qual é Christian? Eu sei que sexta é seu dia de folga. Porque você não sai com a gente para se divertir um pouco? – inquiriu Travis.
De repente, meu telefone tocou, alertando-me de uma nova mensagem. Era Leila, minha gerente.
— Ih... Ficou com aquele sorriso besta na cara. Deve ser mensagem da gerente gostosona, até aposto – comentou Jack, rindo juntamente com Travis.
— Cala a boca, idiota. Ela só está me avisando que não posso me atrasar, porque o dono do restaurante vai estar lá hoje. Acho melhor eu ir mais cedo – anunciei, me levantando da mesa e deixando algumas notas referente a minha parte do lanche que comemos.
Em poucos minutos, cheguei no trabalho, troquei de roupa, colocando meu uniforme de garçom e comecei a ajudar o pessoal.
Depois do trabalho, Leila me ofereceu uma carona, o que fez com que os outros garçons me olhasse feio. Eu poderia até recusar, mas me encontrava cansado demais para isso. Fomos o trajeto todo em um silêncio constrangedor, porque eu tinha uma quedinha por ela, além de ser meio tímido e não saber como iniciar uma conversa com a minha crush.
Assim que chegamos, Leila me desejou uma “Boa noite” e esperou que eu entrasse em casa para depois ir embora, o que resultou em piadinhas na hora do jantar, por parte dos meus irmãos pirralhos que tinham visto tudo pela janela.
Como sempre, depois do jantar, fui direto para o meu quarto, fiz os deveres da escola, desenhei mais alguns modelos de prédios e paisagens e me deitei em minha cama, desejando que minha vida tomasse o rumo que eu tanto queria.
CIDADE DO MÉXICO
— Oh, Testânica?! Acorda! A vovó pediu para te avisar que é a sua vez hoje de fazer o café da manhã – escutei Mia, minha irmã mais nova, gritar então resmunguei, despertando totalmente, já vendo a mesma parada na porta do meu quarto.
— Mia, já falei para não me chamar assim – retruquei, me levantando da cama.
— Você é testuda mesmo. E anda logo, que eu estou com fome e vamos acabar chegando atrasada na escola, sua chata.
Rolei os olhos.
— Já estou indo, oh pirralha irritante.
Mia fechou a porta do meu quarto e saiu, então fui me arrumar. Vesti uma calça jeans, depois coloquei a blusa com o emblema e nome do colégio e por fim um tênis meio encardido.
Então, segui para a cozinha a fim de preparar o nosso café da manhã que não era nada luxuoso, apenas café com leite, pão com manteiga e ovos mexidos.
Morávamos em um bairro simples na periferia da Cidade do México com nossa vó, que não ganhava muito com sua aposentaria e com as costuras que ela pegava para fazer. Eu odiava morar ali, na periferia da capital do México, por várias razões, mas as principais eram:
1 - Era um bairro simples e precário, onde tinha muita violência;
2 - Eu não me dava bem com o meu pai, porque após a morte de nossa mãe, o mesmo nos largou na casa da mãe dele, e foi morar no centro da cidade, se tornando um político rico.
3 - Eu odiava as pessoas daquele bairro pois eles me olhavam torto e viviam inventando histórias sobre a sua família.
Eu estava cansada de tudo isso aqui. Não aguentava viver mais neste lugar e meu grande sonho era conseguir estudo suficiente para sair dali e ir morar em Nova York.
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Após tomarmos café, nos despedimos de nossa avó e saímos rumo a escola que atendia os bairros mais afastados do centro da cidade. No caminho, nos encontramos com meus amigos José, que como sempre, estava em sua bicicleta acompanhado da Elena.
— E aí Testânica, como você está essa manhã? – José perguntou, sorrindo cinicamente, fazendo minha irmã rir.
— Até tu já tá pegando a mania da Mia? É melhor parar de graça – retruquei, emburrada.
— No dia que esse idiota parar de zoar com todo mundo, isso significará que o fim do mundo chegou – Elena comentou rindo, se esquivando do nosso amigo que jogou a bicicleta para o lado, tentando acertá-la.
— Idiota é você, sua rodapé encardida – José retrucou, meio emburrado e Elena riu mais ainda.
— Vocês dois se merecem, viu? Deveriam namorar – falei e ambos soltaram um “Que?” e depois um “Nunca. Jamais!”.
Logo chegamos na escola, onde Mia foi para a classe dela e eu, Elena e José nos dirigimos para a nossa.
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Na hora do intervalo, não faltou implicâncias de outras meninas comigo. Elas sempre faziam isso, pelo simples fato do meu pai ser o governador do México e morar na capital, em uma mansão luxuosa, enquanto que eu, minha irmã e minha avó moravam em uma casinha pequena e muito simples, num bairro pobre da cidade.
José e Elena sempre tentavam me proteger, mas às vezes era impossível.
— Vamos no La Morenitta? – José perguntou assim que as aulas acabaram, por volta de uma da tarde.
— Eu topo – Elena disse, animada.
— Tanto faz – murmurei, desanimada.
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Por volta das quatro, Mia e eu voltamos para casa. Então, fiz as tarefas de casa e da escola, ajudando também minha irmã com o dever dela. Depois fiz o jantar e me sentei na sala com Mia para ajudarmos nossa avó com as roupas.
Nossa função era fazer os bordados das blusas, saias, shorts e vestidos que minha vó costurava, à medida que a mesma nos contava histórias sobre nossos ancestrais astecas. Eu odiava aquilo, mas tinha que fazer.
Depois de umas horas, fui dormir, desejando que em minha próxima reencarnação eu pudesse nascer em Nova York, numa família com pais amorosos e uma condição melhor que a minha.
CHRISTIAN
NOVA YORK
Acordei com o barulho do despertador, então fui me arrumar para o colégio, colocando meu uniforme (calça caqui, blusa social branca, gravata xadrez azul escuro e cinza, blazer azul escuro com o emblema da escola, meias cinzas e sapatos pretos), descendo em seguida para tomar o meu café da manhã.
Eu morava com meus pais e meus dois irmãos mais novos, além dos empregados, em uma mansão no bairro nobre de Nova York e estudava em uma escola particular perto do Central Park. Eu não tinha o que reclamar, minhas notas eram excelentes ao ponto de eu ser aceito em qualquer universidade.
Minha vida era um tanto quanto agitada. Eu acordava, me arrumava, tomava café com a minha família, ia para o colégio, depois ficava um tempo com meus amigos numa cafeteria perto do meu trabalho. Eu trabalhava por experiência profissional e não por necessidade como a maioria das pessoas.
Quando dava três da tarde, eu ia para o restaurante onde eu ficava das três e meia até às sete e meia da noite. Assim que chegava em casa, jantava com a minha família, fazia suas tarefas escolares, desenhava e ia dormir.
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— Então, Christian... – Jack murmurou enquanto olhava o celular — ...Quando você vai sair com a gente para uma noite de boliche, hein cara?
— Não sei, Jack. Comecei a trabalhar esse ano então minhas férias vão demorar para chegar – informei, mas a verdade era que eu não gostava muito de sair.
— Qual é Christian? Eu sei que sexta é seu dia de folga. Porque você não sai com a gente para se divertir um pouco? – inquiriu Travis.
De repente, meu telefone tocou, alertando-me de uma nova mensagem. Era Leila, minha gerente.
— Ih... Ficou com aquele sorriso besta na cara. Deve ser mensagem da gerente gostosona, até aposto – comentou Jack, rindo juntamente com Travis.
— Cala a boca, idiota. Ela só está me avisando que não posso me atrasar, porque o dono do restaurante vai estar lá hoje. Acho melhor eu ir mais cedo – anunciei, me levantando da mesa e deixando algumas notas referente a minha parte do lanche que comemos.
Em poucos minutos, cheguei no trabalho, troquei de roupa, colocando meu uniforme de garçom e comecei a ajudar o pessoal.
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Depois do trabalho, Leila me ofereceu uma carona, o que fez com que os outros garçons me olhasse feio. Eu poderia até recusar, mas me encontrava cansado demais para isso. Fomos o trajeto todo em um silêncio constrangedor, porque eu tinha uma quedinha por ela, além de ser meio tímido e não saber como iniciar uma conversa com a minha crush.
Assim que chegamos, Leila me desejou uma “Boa noite” e esperou que eu entrasse em casa para depois ir embora, o que resultou em piadinhas na hora do jantar, por parte dos meus irmãos pirralhos que tinham visto tudo pela janela.
Como sempre, depois do jantar, fui direto para o meu quarto, fiz os deveres da escola, desenhei mais alguns modelos de prédios e paisagens e me deitei em minha cama, desejando que minha vida tomasse o rumo que eu tanto queria.

sempre diferente amo demais suas historias mia irmã de ana josé sempre amigo de mais elena gostei babaca o pai dela , agora cristian não tem como não gostar so ele ter um crush por leila eca
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