ANABELLA
“Deus, me proteja nessa missão e que essa armadilha dê certo, porque minha irmã merece ser feliz” rezei, já saindo do prédio.
Como combinado, andei duas quadras e peguei um táxi. Ao chegar no Green Lake Park, olhei ao redor, demorando-me um pouco em frente ao parque antes de adentrá-lo. Estava nervosa, mas se isso ocorresse tudo bem, eu ficaria quites com a Ana, que sempre fez de tudo para me proteger.
À passos lentos, andei até o lago, ao centro do parque, sempre me sentindo observada. Todavia, eu não sabia se era o maluco ou os colegas do meu namorado, mas a sensação estava ali, e bem forte. Sentei em um dos bancos próximos ao lago e fiquei mexendo no celular, sempre olhando para os lados como se esperasse por alguém, então senti uma pessoa sentar-se bem colada a mim e me virei para olhar.
— Não grite e nem faça nada que chame a atenção de ninguém, Ana... ou você vai se arrepender.
“Era ele, o paciente maluco da minha irmã”
— Travis...
— Shhh... quietinha. Estou armado e se você não cooperar eu te mato e depois vou atrás daquele seu namoradinho de merda.
O cara me fez levantar e começamos a andar para uma outra entrada do parque que dava acesso a um bairro residencial, onde ele roubou um carro, me obrigando a entrar nele, ameaçando-me que se não me comportasse ele iria matar mais pessoas além de mim e Jack.
— O que vai fazer comigo?
— Se você ficar quietinha e não tentar fugir, eu não farei nada, meu amor.
Ele passou a mão na minha coxa e subindo para o interior, parando no meio das minhas pernas, me deixando muito desconfortável com aquilo.
— Não vejo a hora de ficarmos sozinhos para você ser todinha minha, mas primeiro, é claro, eu vou me casar com você. O que é isso? – o maluco perguntou, já puxando com força o meu colar onde jazia o pingente com rastreador, fazendo o meu pescoço arder.
— Nada. É apenas um colar que eu comprei e custou muito caro, então me devolva ele agora – ordenei com uma voz que transmitia raiva, mas por dentro eu estava com muito medo dele descobrir que aquilo era um rastreador, principalmente quando o doido me olhou desconfiado.
“Não!” gritei desesperada mentalmente, quando o vi arremessar o colar pela janela do carro, antes do sinal abrir e ele colocar o carro em movimento.
“Agora é apenas eu e ele neste carro, sem ninguém para eu poder contar com ajuda”
Respirei fundo e tentei manter a calma à medida que os minutos se passavam e o louco conduzia o carro por entre as ruas. Então, notei que o mesmo tomava a direção que dava acesso a ponte que ligava Seattle a uma ilha que, posteriormente, se ligava a outra cidade chamada Bellevue.
Entretanto, quando saímos do túnel e chegamos na cabeceira da ponte, a mesma se tornou deserta depois que os últimos carros passaram por nós, então de repente, o maluco começou a rir sozinho, segundos antes de eu consegui escutar o som abafado do que parecia ser um helicóptero.
— Sabia que aquele colar tinha algo. Você não gosta de nada que tenha coração, lembra? – ele disse parando o carro e me olhando meio de lado, com um olhar sombrio e psicopata.
— Você está cercado, Edgar Travis! Se renda agora e liberte a Anastasia! – a voz de Jack ecoou sobre nossas cabeças e logo avistamos o helicóptero sobrevoando adiante, quase rente ao solo.
— Que lindo, o policialzinho de merda quer que eu te liberte. Você é minha e se não podermos ficar juntos, você não será de mais ninguém.
— Travis, o que vai fazer? – perguntei assustada quando ele acelerou o carro, passando por baixo do helicóptero, que teve que subir, e indo em direção ao final da ponte, mas a mesma estava bloqueada com uma frota de carros da polícia e se ele não parasse, nós e vários policiais iríamos morrer.
Avancei contra o doido, entrando numa luta parcialmente corporal com ele, fazendo com que o carro andasse em zigue-zague na pista, até que Travis me deu um soco, empurrando-me para longe dele, o que me fez bater forte contra a porta e a mesma se abriu. Bolei pelo asfalto, sentindo minha pele arder enquanto escutava um som estridente. A última coisa que registrei mentalmente, antes de desmaiar, foi a voz de Jack bem longe.
“Deus, me proteja nessa missão e que essa armadilha dê certo, porque minha irmã merece ser feliz” rezei, já saindo do prédio.
À passos lentos, andei até o lago, ao centro do parque, sempre me sentindo observada. Todavia, eu não sabia se era o maluco ou os colegas do meu namorado, mas a sensação estava ali, e bem forte. Sentei em um dos bancos próximos ao lago e fiquei mexendo no celular, sempre olhando para os lados como se esperasse por alguém, então senti uma pessoa sentar-se bem colada a mim e me virei para olhar.
— Não grite e nem faça nada que chame a atenção de ninguém, Ana... ou você vai se arrepender.
“Era ele, o paciente maluco da minha irmã”
— Travis...
— Shhh... quietinha. Estou armado e se você não cooperar eu te mato e depois vou atrás daquele seu namoradinho de merda.
O cara me fez levantar e começamos a andar para uma outra entrada do parque que dava acesso a um bairro residencial, onde ele roubou um carro, me obrigando a entrar nele, ameaçando-me que se não me comportasse ele iria matar mais pessoas além de mim e Jack.
— O que vai fazer comigo?
— Se você ficar quietinha e não tentar fugir, eu não farei nada, meu amor.
Ele passou a mão na minha coxa e subindo para o interior, parando no meio das minhas pernas, me deixando muito desconfortável com aquilo.
— Não vejo a hora de ficarmos sozinhos para você ser todinha minha, mas primeiro, é claro, eu vou me casar com você. O que é isso? – o maluco perguntou, já puxando com força o meu colar onde jazia o pingente com rastreador, fazendo o meu pescoço arder.
— Nada. É apenas um colar que eu comprei e custou muito caro, então me devolva ele agora – ordenei com uma voz que transmitia raiva, mas por dentro eu estava com muito medo dele descobrir que aquilo era um rastreador, principalmente quando o doido me olhou desconfiado.
“Não!” gritei desesperada mentalmente, quando o vi arremessar o colar pela janela do carro, antes do sinal abrir e ele colocar o carro em movimento.
“Agora é apenas eu e ele neste carro, sem ninguém para eu poder contar com ajuda”
Respirei fundo e tentei manter a calma à medida que os minutos se passavam e o louco conduzia o carro por entre as ruas. Então, notei que o mesmo tomava a direção que dava acesso a ponte que ligava Seattle a uma ilha que, posteriormente, se ligava a outra cidade chamada Bellevue.
Entretanto, quando saímos do túnel e chegamos na cabeceira da ponte, a mesma se tornou deserta depois que os últimos carros passaram por nós, então de repente, o maluco começou a rir sozinho, segundos antes de eu consegui escutar o som abafado do que parecia ser um helicóptero.
— Sabia que aquele colar tinha algo. Você não gosta de nada que tenha coração, lembra? – ele disse parando o carro e me olhando meio de lado, com um olhar sombrio e psicopata.
— Você está cercado, Edgar Travis! Se renda agora e liberte a Anastasia! – a voz de Jack ecoou sobre nossas cabeças e logo avistamos o helicóptero sobrevoando adiante, quase rente ao solo.
— Que lindo, o policialzinho de merda quer que eu te liberte. Você é minha e se não podermos ficar juntos, você não será de mais ninguém.
— Travis, o que vai fazer? – perguntei assustada quando ele acelerou o carro, passando por baixo do helicóptero, que teve que subir, e indo em direção ao final da ponte, mas a mesma estava bloqueada com uma frota de carros da polícia e se ele não parasse, nós e vários policiais iríamos morrer.
Avancei contra o doido, entrando numa luta parcialmente corporal com ele, fazendo com que o carro andasse em zigue-zague na pista, até que Travis me deu um soco, empurrando-me para longe dele, o que me fez bater forte contra a porta e a mesma se abriu. Bolei pelo asfalto, sentindo minha pele arder enquanto escutava um som estridente. A última coisa que registrei mentalmente, antes de desmaiar, foi a voz de Jack bem longe.

Nenhum comentário:
Postar um comentário