CHRISTIAN
— Vai... Mais forte... Mete na sua cadelinha, vai...
— Se você continuar falando... Eu vou me desconcentrar e...
Me calei de repente já sentindo explodir dentro dela, à medida que eu segurava firme seu quadril.
“Porra! Já gozei!”
— Viu só o que você fez? – indaguei com raiva, deitando-me ao seu lado, ofegante – Quanto tempo deu aí?
— 58 segundos – Leila disse olhando para o pequeno cronômetro em sua mão.
— Merda!
— Tudo bem, amor – ela disse vindo se aconchegar, mas me levantei, fugindo do seu contato.
— Tudo bem porra nenhuma! Mais que raiva!
— Quem deveria estar com raiva era eu e não você, Chris. Eu que nem cheguei no meio das finais – Leila falou se enfiando debaixo dos lençóis, fazendo-me notar o aborrecimento em sua voz.
— Desculpe, amor. Vou pegar o vibrador para a gente brincar.
— Quero mais nada não. Perdi até a vontade de gozar. Vamos dormir porque o nosso voo para Belo Horizonte sai é cedo amanhã. Boa noite, Christian.
— Boa noite, querida.
“Que merda! Assim a gente vai acabar nossa vida de casal antes mesmo de começar” pensei com raiva, indo rumo ao banheiro.
Para os meus amigos, eu tinha uma vida perfeita. O trabalho dos sonhos, pois amo História e mais ainda lecionar para os adolescentes. Morava em uma casa simples, porém bonita e bem localizada em Niterói, conquistada com muito esforço e aulas extras noturnas em faculdades particulares de ensino à distância na região. E possuía uma noiva linda e batalhadora, assim como eu.
Até poderia concordar com eles sobre a minha vida perfeita, se não fosse um pequeno detalhe em mim. Ejaculação precoce.
Nunca consegui ter uma namorada por mais de uma semana. Esse era o tempo que eu enrolava a moça até não conseguir mais aguentar o tesão e comer ela, mas sempre acabava o namoro depois da primeira noite, isso quando a mulher não saía puta da vida depois dos dez minutos, incluindo com as preliminares.
Foi um choque, e um alívio, quando conheci a Leila. Ela era linda, gostosa e tinha saído dos Estados Unidos, igual a mim. Porém, o mais importante é que a mesma me compreendia, às vezes ou quase sempre, mas eu não a culpava por ficar com raiva de ter um noivo que não consegui nem lhe proporcionar um orgasmo através da penetração.
No passado, bem no início do nosso namoro, até cheguei a pensar que ela poderia me trair, mas Leila nunca demonstrou ou deu motivos para isso. Entretanto, vendo a frustração dela nessa noite, acredito que em breve ela vai se cansar de mim e irá romper o nosso noivado.
“Christian, você vai acabar morrendo sozinho. Nenhuma mulher quer um homem que goza logo nos primeiros 58 segundos do primeiro tempo” pensei desanimado, entrando no box.
ANASTASIA
— Mais flores – resmunguei olhando para o buquê que se encontrava na mesa da minha secretária.
— O sexto do dia.
— Esse é de quem? – perguntei, mas acabei pegando o cartãozinho antes de Catherine – É do Sr. Collier. Agradecendo-me por ter salvo o casamento dele.
— Ao invés de flores, ele bem que poderia ter mandado chocolate, né? Uma cesta recheada de chocolates.
— Menos, sua chocólatra tarada – brinquei e minha secretária riu – Já estou indo, pois vou ter que viajar quase de madrugada para o Brasil, a fim de chegar em São Paulo com antecedência para poder pegar o voo final até Belo Horizonte.
— Caraca! Isso dá o quê? Doze horas de viagem?
— Onze horas e meia no máximo. Ver se não demora aqui, Cathy. Ou quem vai precisar logo logo de Terapia de Casal, será você e o seu marido.
— Eu só vou fazer mais uma ligação de reagendamento, porque só depois das sete e meia é que o Sr. Reeve vai estar em sua residência.
— Tudo bem.
Nos despedimos e finalmente eu saí da S.E.X, minha clínica onde atendo todos os casos referentes as minhas especializações.
Sou médica ginecologista especializada em Sexologia, Terapia Sexual, Terapia de Casal, Hipnose Sexual e Educação Sexual. Sou bem conhecida entre os médicos da minha área, psicólogos e educadores, em geral, pelas palestras, atendimentos e estudos que sempre estou fazendo no ramo da Sexologia.
Saber tudo, ou quase tudo, sobre sexo tem seus prós e contras. É bom, pois você não tem tabu sobre o assunto, se autoconhece sexualmente e sabe exatamente o que quer entre quatro paredes. Só que o lado ruim disso é que você cobra demais dos seus parceiros, o que te impede de viver um relacionamento duradouro. E essa era minha sina, infelizmente.
— Vai... Mais forte... Mete na sua cadelinha, vai...
— Se você continuar falando... Eu vou me desconcentrar e...
Me calei de repente já sentindo explodir dentro dela, à medida que eu segurava firme seu quadril.
“Porra! Já gozei!”
— Viu só o que você fez? – indaguei com raiva, deitando-me ao seu lado, ofegante – Quanto tempo deu aí?
— 58 segundos – Leila disse olhando para o pequeno cronômetro em sua mão.
— Merda!
— Tudo bem, amor – ela disse vindo se aconchegar, mas me levantei, fugindo do seu contato.
— Tudo bem porra nenhuma! Mais que raiva!
— Quem deveria estar com raiva era eu e não você, Chris. Eu que nem cheguei no meio das finais – Leila falou se enfiando debaixo dos lençóis, fazendo-me notar o aborrecimento em sua voz.
— Desculpe, amor. Vou pegar o vibrador para a gente brincar.
— Quero mais nada não. Perdi até a vontade de gozar. Vamos dormir porque o nosso voo para Belo Horizonte sai é cedo amanhã. Boa noite, Christian.
— Boa noite, querida.
“Que merda! Assim a gente vai acabar nossa vida de casal antes mesmo de começar” pensei com raiva, indo rumo ao banheiro.
Para os meus amigos, eu tinha uma vida perfeita. O trabalho dos sonhos, pois amo História e mais ainda lecionar para os adolescentes. Morava em uma casa simples, porém bonita e bem localizada em Niterói, conquistada com muito esforço e aulas extras noturnas em faculdades particulares de ensino à distância na região. E possuía uma noiva linda e batalhadora, assim como eu.
Até poderia concordar com eles sobre a minha vida perfeita, se não fosse um pequeno detalhe em mim. Ejaculação precoce.
Nunca consegui ter uma namorada por mais de uma semana. Esse era o tempo que eu enrolava a moça até não conseguir mais aguentar o tesão e comer ela, mas sempre acabava o namoro depois da primeira noite, isso quando a mulher não saía puta da vida depois dos dez minutos, incluindo com as preliminares.
Foi um choque, e um alívio, quando conheci a Leila. Ela era linda, gostosa e tinha saído dos Estados Unidos, igual a mim. Porém, o mais importante é que a mesma me compreendia, às vezes ou quase sempre, mas eu não a culpava por ficar com raiva de ter um noivo que não consegui nem lhe proporcionar um orgasmo através da penetração.
No passado, bem no início do nosso namoro, até cheguei a pensar que ela poderia me trair, mas Leila nunca demonstrou ou deu motivos para isso. Entretanto, vendo a frustração dela nessa noite, acredito que em breve ela vai se cansar de mim e irá romper o nosso noivado.
“Christian, você vai acabar morrendo sozinho. Nenhuma mulher quer um homem que goza logo nos primeiros 58 segundos do primeiro tempo” pensei desanimado, entrando no box.
ANASTASIA
— Mais flores – resmunguei olhando para o buquê que se encontrava na mesa da minha secretária.
— O sexto do dia.
— Esse é de quem? – perguntei, mas acabei pegando o cartãozinho antes de Catherine – É do Sr. Collier. Agradecendo-me por ter salvo o casamento dele.
— Ao invés de flores, ele bem que poderia ter mandado chocolate, né? Uma cesta recheada de chocolates.
— Menos, sua chocólatra tarada – brinquei e minha secretária riu – Já estou indo, pois vou ter que viajar quase de madrugada para o Brasil, a fim de chegar em São Paulo com antecedência para poder pegar o voo final até Belo Horizonte.
— Caraca! Isso dá o quê? Doze horas de viagem?
— Onze horas e meia no máximo. Ver se não demora aqui, Cathy. Ou quem vai precisar logo logo de Terapia de Casal, será você e o seu marido.
— Eu só vou fazer mais uma ligação de reagendamento, porque só depois das sete e meia é que o Sr. Reeve vai estar em sua residência.
— Tudo bem.
Nos despedimos e finalmente eu saí da S.E.X, minha clínica onde atendo todos os casos referentes as minhas especializações.
Sou médica ginecologista especializada em Sexologia, Terapia Sexual, Terapia de Casal, Hipnose Sexual e Educação Sexual. Sou bem conhecida entre os médicos da minha área, psicólogos e educadores, em geral, pelas palestras, atendimentos e estudos que sempre estou fazendo no ramo da Sexologia.
Saber tudo, ou quase tudo, sobre sexo tem seus prós e contras. É bom, pois você não tem tabu sobre o assunto, se autoconhece sexualmente e sabe exatamente o que quer entre quatro paredes. Só que o lado ruim disso é que você cobra demais dos seus parceiros, o que te impede de viver um relacionamento duradouro. E essa era minha sina, infelizmente.

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