JAMIE
Assim que Dak, Millie e Coqui adentraram o táxi, indo embora para o hotel, eu retornei ao petshop e conversei com as atendentes, que me reconheceram e me pediram fotos.
Depois perguntei quais cachorrinhos minha esposa e minha filha haviam gostado e uma delas me indicou dois Lulu da Pomerânia.
Uma era uma fêmea de pelagem normal da raça, que segundo a moça tinha sido a cachorrinha que mais a Coqui havia brincado, já o outro era um macho com o pelo tosado estilo ursinho de pelúcia, que era o que a Dakota estava segurando quando eu a vi pela vitrine.
Então informei a moça que eu iria levar os dois e que era para a mesma providenciar tudo que eles precisariam como vacinas, alimentação, camas, brinquedos, acessórios e roupinhas, já que um deles tinha a pelagem baixa e poderia vir a ter frio por onde viajássemos.
Enquanto as atendentes preparavam tudo, eu liguei para o hotel e solicitei um dos táxis que eles possuíam à disposição dos hóspedes, já informando onde eu me encontrava. Minutos depois, após pagar tudo e de colocar todas as coisas no carro, seguimos o The Savoy.
★ ★ ★ ★ ★
— Me espere aqui, por favor – pedi ao entregador de malas que conduzia o carrinho com as coisas dos cachorros e ele assentiu.
Peguei então a caixa transportadora onde a cachorrinha da minha filha se encontrava e bati na porta, ao qual segundos depois foi aberta por Mirela.
— Mas, o que é isso? – ela inquiriu, me encarando, já espirrando.
— Presente para a minha princesa. Posso entrar? – perguntei, adentrando segundos depois quando Mi me deu passagem.
— Papai! Você comprou o cachorrinho para mim?! – Coqui exclamou, vindo até mim toda sorridente enquanto eu tirava a cachorrinha de dentro da caixa.
— Sim, princesa. Ela é uma princesinha também – informei, sorrindo.
— Jay, a gente pode conversar um minuto? – Mirela indagou, chamando-me até o corredor – Você deveria ter me consultado sobre dar um cachorro para a Coqui.
— O que tem de mal em um cachorro, Mi?
— Eu sou alérgica, Jamie. Isso que tem de mal – ela murmurou e começou a espirrar de novo.
— Então não posso ficar com ela?
Olhei para o lado e vi Coqui com a cachorrinha nos braços.
— Pode, filha. Só deixa ela longe da mamãe, ok?
Coqui assentiu e entrou de novo no quarto, dando um alívio para Mirela.
— Desculpa. Eu não sabia sobre a sua alergia.
— Tudo bem, Jay. Eu me viro com antialérgicos. Se a Coqui está feliz com o cachorro, é o que importa.
Assenti e deixei então as coisas da cachorrinha, já seguindo para o meu quarto, acompanhado pelo entregador de malas puxando o carrinho com o resto das coisas. Abri uma fresta da porta, enfiando a cabeça e vendo a Dak sentada na cama com o notebook no colo.
— Minha rainha, feche os olhos – pedi, a encarando.
— Jamie? O que houve? – ela indagou, se levantando da cama.
— Não venha, amor. Só feche os olhos, por favor. É uma surpresa. Não olhe – pedi novamente e Dakota parou de se aproximar.
— Está bem.
Entrei e mandei o rapaz deixar as coisas em um canto do quarto, então quando ele saiu, eu tirei o cachorro da caixa transportadora e me aproximei da Dak, parando na frente dela, empunhando o animalzinho em nosso meio, fazendo o mesmo lamber o nariz dela, que se assustou, afastando-se um pouco.
— Que isso? Tá me lambendo ago... – ela parou de falar, me encarando surpresa.
— Dá “Oi” para sua mamãe, filho – falei, sorrindo.
— Jay, eu... eu... – Dakota gaguejou, pegando o cachorrinho das minhas mãos e o aninhando nos seus braços.
— Eu vi como você tava toda boba com ele no colo quando cheguei na loja, então quando a Coqui me pediu um cachorro, eu achei que você também fosse gostar dessa surpresa.
— Eu amei. Amei muito – ela disse, emocionada.
— Tem que dar um nome a ele, amor. Aqui estão os documentos dele, comprovando o pedigree e tudo mais.
Dak se aproximou e me deu um super beijo, fazendo-me sorrir.
— Obrigada, querido – ela me agradeceu à medida que fazia carinho no cachorrinho, então fui ajeitar o canto dele no nosso quarto.
Logo ouvi um “Oi, neném” e sorri enquanto montava o cercadinho, colocando o tapete para xixi, a caminha dele e os potinhos de ração e água.
— Acho que ele tem cara de Buddy.
— Buddy? – indaguei, me levantando e pegando o celular do bolso do casaco para filmá-la, pois eu não iria perder esse momento por nada nesse mundo.
— Sim. Nosso neném vai se chamar Buddy, né sua coisa fofa?
Dakota abraçava o cachorro, que se encontrava tão feliz quanto ela.
— Alguém tá toda boba com o novo filho – falei para a câmera do celular, já virando a mesma de volta para a Dak que sorriu, me encarando à medida que eu me aproximava dela na cama.
— Somos oficialmente um família com cinco membros – ela disse, sorrindo e pegando na patinha do Buddy, dando um tchauzinho para a câmera.
— Os sites de fofocas vão bombar com essa sua declaração – informei assim que parei de filmar, postando nos stories.
— Estou tão feliz que eu não quero me importar com os site de fofocas agora.
— Nunca teve um cachorro? – indaguei, tirando o gel lubrificante e um pacote de camisinhas dos bolsos internos do meu casaco e os colocando sobre a mesinha de cabeceira.
— Não. Meu pai não deixava. Cachorro para ele era uma distração. Eu precisava me focar nos meus estudos. Nas aulas de piano, balé, esgrima, equitação e idiomas.
— Bom... Vamos ter dois cachorros como você queria, amor. Esse e mais outro quando voltarmos para casa. E não podemos esquecer de fazer o nosso menino para fechar os três filhos que você disse que também queria.
Ela sorriu então me inclinei sobre a cama, beijando seus lábios, informando em seguida que iria tomar um banho, antes de me afastar e ir para o banheiro.

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