ANASTASIA
Como eu não tinha dinheiro e não tinha carro, já que Jack havia nos trazido na caminhonete dele, eu tive que ir andando até a mansão dos meus pais, que ficava numa colina nos limites de Fort River.
As pessoas na rua me olhavam assustados e até com um pouco de medo à medida que eu seguia pela calçada da rua principal, abraçada a mim mesma por causa do frio e para que elas não vissem muito minha roupa suja de sangue.
Assim que cheguei ao portão da propriedade, tive que chamar o Sawyer para vir me reconhecer e autorizar a minha entrada. À medida que nos encaminhávamos rumo à mansão, ele advertiu-me de que eu não deveria estar ali.
Perguntei o porquê de não me quererem mais em minha própria casa, então Sawyer me contou que minha prima Dakota se encontrava ali e que a mesma estava se passando por mim, devido ela está fugindo de alguns membros da máfia que a queriam morta.
Sabendo daquele detalhe, não me espantei ao ver minha prima descendo as escadas, com um cara estranhamente familiar, quando adentramos o hall da mansão, e nem liguei também para o sermão que minha mãe me deu por eu ter retornado à cidade.
Apenas informei sobre o ocorrido com o Chris e que precisava trocar de roupa e tirar um dinheiro da minha conta para nos manter enquanto ele se recuperava, pois Christian com certeza não iria conseguir voltar ao trabalho dele de lenhador em menos de duas semanas.
Após eu falar do ataque do Chris, minha mãe se acalmou um pouco com relação ao perigo de eu estar ali e me mandou subir para tomar uma ducha a fim de que eu descesse para comer algo com ela e com minha prima.
Depois que tomei um banho no meu antigo quarto, que agora era da Dakota, procurei alguma peça de roupa que pudesse servir em mim, já que eu havia engordado um pouco. Enquanto estava em minha procura, Elena apareceu no quarto e me abraçou, feliz por eu estar ali novamente.
Eu sentia tanta falta dela, mas quando a mesma se ofereceu para me ajudar no que fosse preciso, recusei, dizendo que eu mesma cuidaria das coisas na cabana e que cuidaria do Christian também, fazendo Elena se emocionar e segurar meu rosto em suas mãos.
— Meu lindo girassol radiante, você cresceu e desabrochou. Estou tão orgulhosa de você, minha querida.
— Obrigada, Ná – murmurei, emocionada também.
Ela então me ajudou em minha procura por uma roupa e à medida que eu me vestia, Elena quis saber como estava indo minha vida com meu marido, se o mesmo me tratava bem e etc. Contei à ela tudo que havia aprendido com o Chris e como me encontrava muito feliz com ele.
— ...e a gente está tentando ter filhos. Na verdade, estamos deixando na mão de Deus mesmo, há dois meses – informei, terminando de me arrumar – Graças a Deus, essa roupa serviu. Meio apertada, mas serviu.
Elena sorriu e disse que estava mais linda ainda assim mais gordinha.
— Mas voltando ao assunto sobre engravidar, meu girassol. Sua menstruação vem descendo direitinho desde o mês passado? – minha ex-babá inquiriu, sentada no divã-armário do closet, e eu assenti.
— Sabe, Ná... Eu até achei que estivesse grávida, porque há algumas semanas passei mal. Tive uns enjoos pela manhã, mas aí minha menstruação desceu. Pouca, mas desceu então...
A vi sorrir, antes que pedisse para que eu me aproximasse dela e me ajoelhasse à sua frente. Mesmo estranhando, eu o fiz, então Elena tocou com as mãos abaixo do meu queixo, fazendo-me erguer um pouco ele.
De repente, ela pressionou de leve os dedos indicadores e médios. Depois Elena segurou meu pulso, também pressionando por alguns segundo e sorriu novamente, me encarando.
— Você está grávida, meu girassol radiante – ela anunciou, me fazendo ficar surpresa.
— Como você sabe, Ná?
— Minha mãe e minha avó foram parteiras na cidadezinha onde morávamos e elas acabaram me ensinando tudo sobre esse mundo das parteiras. De como a identificar até como ajudar a mãe a ter o bebê em casa. Inclusive, eu que descobri que sua mãe estava grávida de você e fiz o parto dela.
— Será mesmo? – indaguei, sorrindo e tocando minha barriga.
— Você pode confirmar com esses testes de farmácia ou com um ultrassom, mas eu nunca falhei sobre isso, meu girassol.
— Ai, Ná – falei, toda sorridente e boba – Eu acredito em você, mas acho que vou fazer um teste de farmácia para poder mostrar ao Christian.
Ela sorriu.
— Faça um ultrassom, minha querida. Mostre logo ao seu marido uma fotinha do bebê de vocês, ou bebês.
— Bebês? – inquiri, franzindo o cenho.
— Sim. Sua mãe é gêmea, e como ela não teve gêmeos, há uma possibilidade muito grande de que você tenha. Se não for nessa gravidez, mas irá acontecer algum dia, porque você tem o gene gemelar em seu sangue.
Fiquei um pouco apreensiva com relação a ter gêmeos, ou mais de dois bebês, porque morávamos a quilômetros de distância da cidade e, com certeza, em caso de alguma emergência durante a gravidez, não conseguiríamos chegar a tempo no hospital.
— Você vai fazer o meu parto também, não vai, Ná? – perguntei, deitando minha cabeça o colo dela, que logo começou a fazer carinho em meu cabelo – Quando tiver perto de ter o bebê, eu vou pedir para o Chris vir te buscar para você está lá quando chegar a hora, porque tenho medo de algo dar errado.
— Não precisa ter medo, meu girassol. Isso é uma coisa natural de toda mulher. Quando chegar a hora, vai acontecer naturalmente, porque tanto você quanto o seu corpo já nasceram preparados para esse momento. E será uma honra fazer o seu parto, minha querida – ela disse, me fazendo sorrir.
Minha mãe e minha prima ficaram felizes com a notícia de que eu estava grávida e minha mãe logo ligou para o meu pai contando a novidade. Só sei que em alguns minutos ele chegou em casa e me abraçou, feliz também, mas não antes de brigar comigo por ter aparecido na cidade.
Falei sobre o ocorrido com o Christian e que, provavelmente, eu ficaria algumas semanas no hospital com ele, até que o mesmo recebesse alta para voltarmos para a cabana. Meu pai falou que não era para eu me preocupar com a conta do hospital, que ele cuidaria disso.
O mesmo também insistiu que eu aceitasse a picape que ele iria comprar novamente, além de que me deu a quantia exata de dinheiro, que eu iria tirar no banco, apenas para que eu evitasse de ir lá e me expor.
Meu pai acabou me convencendo de que enquanto eu estivesse na cidade que eu ficaria com um ou dois seguranças para me proteger.
Depois de lancharmos e conversarmos mais um pouco. Minha mãe pediu para que o motorista me levasse de volta para o hospital, acompanhada por um segurança pessoal.
Como eu não tinha dinheiro e não tinha carro, já que Jack havia nos trazido na caminhonete dele, eu tive que ir andando até a mansão dos meus pais, que ficava numa colina nos limites de Fort River.
As pessoas na rua me olhavam assustados e até com um pouco de medo à medida que eu seguia pela calçada da rua principal, abraçada a mim mesma por causa do frio e para que elas não vissem muito minha roupa suja de sangue.
Assim que cheguei ao portão da propriedade, tive que chamar o Sawyer para vir me reconhecer e autorizar a minha entrada. À medida que nos encaminhávamos rumo à mansão, ele advertiu-me de que eu não deveria estar ali.
Perguntei o porquê de não me quererem mais em minha própria casa, então Sawyer me contou que minha prima Dakota se encontrava ali e que a mesma estava se passando por mim, devido ela está fugindo de alguns membros da máfia que a queriam morta.
Sabendo daquele detalhe, não me espantei ao ver minha prima descendo as escadas, com um cara estranhamente familiar, quando adentramos o hall da mansão, e nem liguei também para o sermão que minha mãe me deu por eu ter retornado à cidade.
Apenas informei sobre o ocorrido com o Chris e que precisava trocar de roupa e tirar um dinheiro da minha conta para nos manter enquanto ele se recuperava, pois Christian com certeza não iria conseguir voltar ao trabalho dele de lenhador em menos de duas semanas.
Após eu falar do ataque do Chris, minha mãe se acalmou um pouco com relação ao perigo de eu estar ali e me mandou subir para tomar uma ducha a fim de que eu descesse para comer algo com ela e com minha prima.
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Depois que tomei um banho no meu antigo quarto, que agora era da Dakota, procurei alguma peça de roupa que pudesse servir em mim, já que eu havia engordado um pouco. Enquanto estava em minha procura, Elena apareceu no quarto e me abraçou, feliz por eu estar ali novamente.
Eu sentia tanta falta dela, mas quando a mesma se ofereceu para me ajudar no que fosse preciso, recusei, dizendo que eu mesma cuidaria das coisas na cabana e que cuidaria do Christian também, fazendo Elena se emocionar e segurar meu rosto em suas mãos.
— Meu lindo girassol radiante, você cresceu e desabrochou. Estou tão orgulhosa de você, minha querida.
— Obrigada, Ná – murmurei, emocionada também.
Ela então me ajudou em minha procura por uma roupa e à medida que eu me vestia, Elena quis saber como estava indo minha vida com meu marido, se o mesmo me tratava bem e etc. Contei à ela tudo que havia aprendido com o Chris e como me encontrava muito feliz com ele.
— ...e a gente está tentando ter filhos. Na verdade, estamos deixando na mão de Deus mesmo, há dois meses – informei, terminando de me arrumar – Graças a Deus, essa roupa serviu. Meio apertada, mas serviu.
— Mas voltando ao assunto sobre engravidar, meu girassol. Sua menstruação vem descendo direitinho desde o mês passado? – minha ex-babá inquiriu, sentada no divã-armário do closet, e eu assenti.
A vi sorrir, antes que pedisse para que eu me aproximasse dela e me ajoelhasse à sua frente. Mesmo estranhando, eu o fiz, então Elena tocou com as mãos abaixo do meu queixo, fazendo-me erguer um pouco ele.
De repente, ela pressionou de leve os dedos indicadores e médios. Depois Elena segurou meu pulso, também pressionando por alguns segundo e sorriu novamente, me encarando.
— Você está grávida, meu girassol radiante – ela anunciou, me fazendo ficar surpresa.
— Como você sabe, Ná?
— Minha mãe e minha avó foram parteiras na cidadezinha onde morávamos e elas acabaram me ensinando tudo sobre esse mundo das parteiras. De como a identificar até como ajudar a mãe a ter o bebê em casa. Inclusive, eu que descobri que sua mãe estava grávida de você e fiz o parto dela.
— Será mesmo? – indaguei, sorrindo e tocando minha barriga.
— Você pode confirmar com esses testes de farmácia ou com um ultrassom, mas eu nunca falhei sobre isso, meu girassol.
— Ai, Ná – falei, toda sorridente e boba – Eu acredito em você, mas acho que vou fazer um teste de farmácia para poder mostrar ao Christian.
Ela sorriu.
— Faça um ultrassom, minha querida. Mostre logo ao seu marido uma fotinha do bebê de vocês, ou bebês.
— Bebês? – inquiri, franzindo o cenho.
— Sim. Sua mãe é gêmea, e como ela não teve gêmeos, há uma possibilidade muito grande de que você tenha. Se não for nessa gravidez, mas irá acontecer algum dia, porque você tem o gene gemelar em seu sangue.
Fiquei um pouco apreensiva com relação a ter gêmeos, ou mais de dois bebês, porque morávamos a quilômetros de distância da cidade e, com certeza, em caso de alguma emergência durante a gravidez, não conseguiríamos chegar a tempo no hospital.
— Você vai fazer o meu parto também, não vai, Ná? – perguntei, deitando minha cabeça o colo dela, que logo começou a fazer carinho em meu cabelo – Quando tiver perto de ter o bebê, eu vou pedir para o Chris vir te buscar para você está lá quando chegar a hora, porque tenho medo de algo dar errado.
— Não precisa ter medo, meu girassol. Isso é uma coisa natural de toda mulher. Quando chegar a hora, vai acontecer naturalmente, porque tanto você quanto o seu corpo já nasceram preparados para esse momento. E será uma honra fazer o seu parto, minha querida – ela disse, me fazendo sorrir.
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Minha mãe e minha prima ficaram felizes com a notícia de que eu estava grávida e minha mãe logo ligou para o meu pai contando a novidade. Só sei que em alguns minutos ele chegou em casa e me abraçou, feliz também, mas não antes de brigar comigo por ter aparecido na cidade.
Falei sobre o ocorrido com o Christian e que, provavelmente, eu ficaria algumas semanas no hospital com ele, até que o mesmo recebesse alta para voltarmos para a cabana. Meu pai falou que não era para eu me preocupar com a conta do hospital, que ele cuidaria disso.
O mesmo também insistiu que eu aceitasse a picape que ele iria comprar novamente, além de que me deu a quantia exata de dinheiro, que eu iria tirar no banco, apenas para que eu evitasse de ir lá e me expor.
Meu pai acabou me convencendo de que enquanto eu estivesse na cidade que eu ficaria com um ou dois seguranças para me proteger.
Depois de lancharmos e conversarmos mais um pouco. Minha mãe pediu para que o motorista me levasse de volta para o hospital, acompanhada por um segurança pessoal.

que legal eles casam a filha aceitam a prima não falam nada pra ela e ainda brigam com cris não vai aceitar as coisas vai ficar brabo
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