domingo, 29 de março de 2020

Meu Ogro - Capítulo 09


CHRISTIAN

DOIS MESES DEPOIS

Acordei na hora de sempre, às quatro da manhã, já percebendo que eu estava abraçado à Ana, que dormia tranquilamente.

Durante o inverno, não tinha quase nada para se fazer, então devido ao tempo livre, passávamos mais tempo na cama, ora fazendo sexo, ora conversando sobre diversas coisas.

O inverno se encontrava quase acabando e nas próximas semanas eu juntamente com Jack e os demais lenhadores da região, voltaríamos a trabalhar e eu teria que deixar a Anastasia sozinha na cabana por algumas horas.

Eu nunca me perdoaria se algo de ruim acontecesse com ela, então estava a treinando para que a mesma conseguisse se virar sozinha, em caso de emergência durante a minha ausência.

Ana já sabia atirar, não tão bem quanto eu, mas o suficiente para se proteger. Ela também já sabia alguns truques para afastar os ursos, caso a mesma saísse da cabana quando eu não estivesse por aqui.

E já sabia como andar, bem atenta, pelas redondezas. Hoje, eu iria levá-la para caçar, a fim de ver a Anastasia me mostrando tudo que ela aprendeu nesses dois últimos meses sobre como sobreviver na floresta.

Beijei o ombro dela à medida que eu acariciava, com as pontas dos meus dedos, o pé da sua barriga. Ana teve um pequeno mal estar na semana retrasada e até chegamos a cogitar uma possível gravidez.

Todavia, na semana passada, ela sangrou por uns dois dias, então a mesma disse que poderia ter sido a menstruação dela que tinha vindo.

Eu só sabia que havia deixado na mão de Deus agora. Deus esse que voltei a acreditar, pois quando Olivia e meu filho morreram, eu tinha parado de pensar e de acreditar Nele.

— Vamos acordar, minha gravetinho... – sussurrei no ouvido dela, já beijando seu pescoço enquanto alisava a lateral do seu corpo nu, por sob o cobertor de pele de coelho, parando em sua coxa.

Minha irmã Leila havia seguido a tradição da nossa família e acabou adotando os apelidos “mãe” e “pai” para se tratar de forma carinhosa com o meu cunhado Jack.

Já Anastasia achava aquilo estranho demais e mandou eu nunca chamá-la de “mãe”, então continuei a chamá-la de “minha graveto”, mesmo ela estando bem gostosa agora, com um corpão que me fazia ficar louco a todo momento.

Ouvi Ana resmungar e se remexer, colando ainda mais seu corpo ao meu, roçando sua bunda contra meu pau, que logo se animou, ficando duro. Subi então minha mão, acariciando os seios dela, que gemeu baixinho, já abrindo os olhos e se virando um pouco, encarando-me por sobre o ombro.

— Bom dia, meu ogro – Anastasia murmurou, sorrindo, se ajeitando melhor na cama e ficando de barriga para cima.

— Bom dia, minha gravetinho – falei, a beijando.

Ela logo levou uma das suas mãos para o meu pau e ficou me masturbando à medida que eu brincava com os biquinhos dos seus seios, fazendo Ana gemer contra minha boca.

Desci então minha mão para a boceta dela, que se encontrava peludinha, mas com os pelos bem ralos, pois Anastasia sempre aparava eles e mandava eu fazer o mesmo com os meus. Nunca entendi o porquê, pois eu a chuparia do mesmo jeito.

Tirei o cobertor sobre nós e voltei a alisar a bocetinha dela, esfregando meus dedos em seu clítoris, fazendo Ana mexer o quadril e apertar o meu pau com seus dedos.
— Eu não aguento mais. Enfia essa tora em mim, meu ogro gostoso – ela suplicou, já voltando a ficar de ladinho, empinando e roçando sua bunda contra mim.

Coloquei o meu pau na entrada dela e a abracei, enfiando-me todo de uma vez dentro daquela boceta quente, ouvindo Anastasia soltar um gemido forte e alto. Comecei então a comê-la e Ana gemia baixinho.
Minutos depois, ela já gemia como uma fêmea no cio, pedindo por mais então aumentei a velocidade, sentindo Anastasia gozar logo em seguida, apertando meu pau com sua bocetinha e gemendo sem parar, me deixando louco ao ponto de me fazer gozar logo também, dentro dela.
— Temos que levantar – sussurrei, beijando seu ombro e nuca, escutando ela murmurar um “Uhum” meio manhoso e ofegante.


★ ★ ★ ★ ★


Após nos lavarmos, nos vestirmos e comermos algo, estendi o mapa sobre a mesa da cozinha e comecei a ver as nossas rotas. Ana terminou de pôr os guizos nos cachorros, pois o som deles afastariam qualquer urso que já tenha saído de seu período de hibernação, e veio para o meu lado.

— A gente vai por essa trilha aqui, seguindo para o oeste – comentei, apontando o local no mapa com o dedo – Nessa área aqui, nessa época de final de inverno, tem muito alces, porque eles estão entrando novamente no período de acasalamento e será mais fácil avistarmos alguns deles.

— Ok, querido – Anastasia assentiu, atenta a tudo o que eu dizia.

Arrumamos a mochila que iríamos trazer com carne e a de mantimentos, pegamos as espingardas e uma pistola que eu tinha dado para a Ana. Fechamos a cabana, protegendo-a de invasores indesejáveis e saímos a pé com Thunder e Bullet, ora correndo, ora andando à frente de nós.





ANASTASIA

Comigo à frente com o mapa, ao qual eu o olhava de vez em quando para me orientar, andamos por um bom tempo na trilha em meio a floresta, que se encontrava ainda com neve, mais não muito, pois a primavera já se aproximava.

Após termos decidido que eu não voltaria mais para Fort River e sim ficaria com Christian, o mesmo havia me ensinado a como caçar, me dando inúmeras lições e dicas, passando até algumas tradições que o pai e o avó dele tinham lhe ensinado, no passado.

De repente, eu notei algo e parei, erguendo um pouco o braço, fazendo com que Chris se aproximasse de mim.

— O que foi?

— Estou vendo pegadas de alces machos ali – informei, apontando para sulcos profundos na terra perto de nós, dentro da trilha.

— E como sabe que são machos? – ele inquiriu, me testando, então me aproximei de uma pegada e agachei, para eu ter realmente certeza de que eram de machos mesmo.

— Eles são mais pesados que as fêmeas, então as pegadas deles são mais fundas na terra.

Christian deu um sorriso e assentiu com a cabeça, afirmando a minha informação.

— Elas são recentes?

— Tem um dia, eu acho. Ainda estão bem úmidas. Vamos seguir os rastros – murmurei, me levantando.

— Ok.

Continuamos a andar e Chris de vez em quando assobiava, chamando pelos cachorros que, às vezes, sumiam de nossas vistas.

— Ana – escutei Christian me chamar baixo, minutos depois, então me virei para ele, o encarando.

— O que foi?

O mesmo apenas apontou para um ponto perto dele. Me aproximei sem entender e, em meio à galhos de árvores, eu vi algumas pegadas de urso. Trocamos um olhar e eu assenti com a cabeça, indicando que tomaria mais cuidado e ficaria mais atenta, porque não era só nós que estávamos atrás dos alces.

Seguimos por mais alguns minutos, até que paramos no limite de um descampado, próximo à um rio.

— Vamos ficar por aqui e tentar atrair a atenção de algum deles, ok?

— Tudo bem, minha gravetinho – Chris disse, sorrindo, fazendo-me sorrir também.

Nos sentamos em um tronco caído de uma árvore antiga e chamamos Thunder e Bullet para perto de nós, para que eles não espantasse algum alce que se aproximasse, com o barulho dos guizos em suas coleiras.

Christian ficou de vez em quando esfregava, nos galhos próximos, o osso de uma omoplata da pata da frente de um antigo alce, que o mesmo havia matado no passado. O som meio oco era similar a de um outro alce macho, esfregando a galhada nos galhos, marcando o território.

Se existisse um macho naquela área, iríamos ter uma resposta, pois segundo Chris, os alces são bem territoriais, principalmente em época de acasalamento, como agora. Logo escutamos o som de outro alce fazendo a mesma coisa, mostrando quem era o dono ali.

Christian apenas me observou à medida que eu carregava a espingarda e me posicionava, preparando-me para atirar, caso o alce aparecesse no descampado, o que não demorou muito para acontecer.

O animal apareceu furioso, batendo os cascos no chão, bufando à procura do possível rival. Já que o mesmo estava de frente para mim, esperei pacientemente que o alce se movesse e me mostrasse a lateral dele. O tiro foi certeiro. Uma morte limpa, como Chris dizia.

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