ROSE
Assim que desembarcamos no aeroporto de Londres vi Elena nos esperando. Ela andou rapidamente e me abraçou forte, retribui seu abraço materno notando que ela chorava sutilmente.
— Christian me contou o que houve com a Ana – ela disse se desvencilhando de mim então lancei um olhar mortal em direção do idiota, mas logo voltei o olhar para minha mãe e sorri.
— Estou bem. A Anastasia perdeu muito sangue por causa do aborto, mas o Evon conseguiu umas bolsas de sangue e me deu.
— Tem certeza que está tudo bem? Você foi ao hospital?
— Claro que não.
— E por que não? – ela brigou comigo.
— Por que não estava a fim.
— Vou pedir para o Walfred te examinar.
— Eu já disse que está tudo bem.
— Não está nada bem, minha filha. Tenta imaginar o estado do corpo de alguém por dentro que é violentada, espancada, sofre um aborto, perde muito sangue e não se alimenta direito. Você vai ser examinada por um médico sim – disse minha mãe em seu tom de autoridade e só me restou assentir.
— Isso já é exagero – exclamei emburrada enquanto Walfred, que era médico, aferia minha pressão.
— Está mesmo sem sentir nenhuma dor abdominal?
— Isso mesmo – respondi seca e olhei para minha mãe – Por que a senhora não chamou uma médica, eu até abria minhas pernas se ela quisesse – comentei sorrindo, mas a única que riu no quarto fui eu.
Walfred chamou Elena para conversar em particular então me vi sozinha com o idiota. Ele tentou falar algo, mas eu não deixei e o expulsei do quarto. Me dirigi para o banheiro, tomei mais dois comprimidos de energético e entrei no box para tomar um banho.
Quando retornei ao quarto encontrei minha mãe sentada na beirada na cama então ela me pediu para ir a um hospital assim que eu terminasse de recuperar os gêmeos, pois a Anastasia precisava se tratar de algo, mas ela não entrou em detalhes e eu também não quis saber.
— Mãe, quero que a senhora organize uma mega festa e convide os Morrison – pedi.
— Por quê?
— Pois preciso invadir a mansão deles e não faça mais perguntas por que não vou responder.
— Tudo bem, filha. Para quando você quer essa festa?
— Para ontem. Quanto mais rápido a senhora organizar a festa, mais rápido eu posso executar meu plano.
Estávamos sobre uma colina a uns 800 metros de distância da mansão, a mesma era localizada em meio à floresta o que facilitaria nosso ataque.
— Porque não invadimos agora? – ouvi o idiota perguntar atrás de mim e eu rolei os olhos.
— Porque eu gosto de atacar só no escuro – respondi sem desviar meu olhar da mansão. Segundos depois me virei aproximando-se de Evon que estava escorado em uma árvore e entreguei-lhe o binóculo – Horas?
— São cinco da tarde.
— Logo vai anoitecer então vou fazer um reconhecimento na área. Já volto.
— Vou com você – disse o idiota.
— Não vai nada. Você só vai me atrasar e me atrapalhar – falei passando por ele, mas parei a alguns metros quando escutei Evon me chamar então ele se aproximou de mim.
— Deixa ele ir com você – Evon me pediu.
— Está bem – falei emburrada e me virei para o idiota – Não converse comigo, ande rápido e se torcer o pé vai ficar caído no mesmo lugar porque eu não vou te ajudar então olhe por onde pisa. Entendeu ou quer que eu desenhe no chão para você?
— Não precisa. Eu entendi o recado.
— Ótimo.
Meia hora depois que andávamos, parei de repente e estiquei o braço impedindo o idiota de prosseguir também. Havia alguns guardas numa distância bem segura, mas preferi fugir então começamos a correr até que visualizei um lugar onde podíamos nos esconder antes que os guardas nos vissem.
Empurrei o idiota do Grey para o pequeno espaço embaixo de uma rocha e me deitei por cima dele. Ele tentou falar, mas eu tratei logo de tapar sua boca com uma das mãos e fiz um sinal de silêncio com a outra.
Segundos depois algumas folhas caíram a alguns centímetros de onde nossas cabeças se encontravam indicando que alguém estava sobre a rocha, provavelmente seriam os seguranças.
— Por aqui está tudo limpo – escutamos um deles dizer – Talvez tenha sido apenas um animal que você viu. Estamos retornando as nossas posições. Câmbio, desligo.
Esperei mais alguns minutos até ter certeza de que eles tinham ido embora então sai de cima do idiota e logo notei que o mesmo estava excitado.
— Homens são todos iguais – resmunguei rolando os olhos em tédio.
— Você queria que eu ficasse como? Eu sou feito de carne e osso. É claro que eu vou ficar excitado se minha mulher se esfrega em mim.
— Para o seu governo eu não estava se esfregando em você e outra, eu não sou sua mulher.
— Mas o corpo é dela.
Minha raiva aumentou tanto que puxei a arma da cintura e apontei para ele que por alguns segundos se assustou, mas que depois sua expressão ficou séria e misteriosa.
— Atira – ele falou calmamente se aproximando tanto ao ponto que a ponta da minha arma encostou no peito dele – Atira e acaba com esse ódio que tem por mim.
Minha vontade era enorme, mas algo dentro de mim não me permitia apertar a droga do gatilho, talvez fosse a Anastasia ou a Annie, pois ambas gostavam dele. Me xinguei mentalmente então abaixei a arma.
— Não vale a pena gastar minhas balas com você. Já vai anoitecer, é melhor voltarmos – falei e passei por ele, mas o senti pegar no meu braço me fazendo parar.
— Por que não atirou em mim?
O encarei de lado então fiquei de frente para ele.
— Porque se eu te matar, a Anastasia não vai conseguir superar essa perda, pois ela está ligada a você o tanto quanto está ligada a mim.
— Olha, Rose, eu amo muito a Ana e queria que eu e você convivêssemos em harmonia, pelo o bem dela – ele propôs e pelo modo que ele falou eu acreditei em sua sinceridade.
— Elena tem razão. Só alguém que realmente ama é capaz de aceitar uma esposa com uma doença incurável, conviver com três personalidades dentro de uma pessoa só e ser capaz de arriscar a própria vida para salvar os filhos. Agora percebo que o Christian que eu odeio já não existe mais em você. Estou levantando uma bandeira branca entre nós – comentei e ele sorriu então dei um rápido sorriso e me virei começando a andar de volta para onde os outros estavam.
Quando nos aproximamos deles faltava apenas alguns minutos para o sol se pôr por completo.
— O que aconteceu com vocês? – Zoe perguntou, devia ser pelo estado das nossas roupas.
— Quase fomos pegos pelos guardas, mas eles não conseguiram nos ver – informei e fiz um sinal para que eles se aproximassem formando um pequeno círculo – Consegui visualizar uma passagem por onde podemos entrar, mas precisaremos de uma pequena distração para atrair a maioria dos guardas para longe do local.
— Deixa comigo – Zoe disse.
— Então assim que a Zoe conseguir limpar o nosso caminho, nós entraremos pela passagem e você, Evon, ficará responsável em desativar todos os alarmes depois disso será uma questão de segundos até eles perceberem que estão sendo atacados. A nossa prioridade é encontrar os bebês e retirá-los daquele lugar em segurança. Sabe atirar? – perguntei ao Christian que negou então pedi para Troy o silenciador de sua arma e coloquei na minha entregando em seguida para Christian enquanto dava lições rápidas de como atirar.
Ele descarregou quase a metade de um cartucho de balas em uma árvore para praticar sua pontaria que a meu ver não era nada mal, depois tirei e devolvi o silenciador para Troy. Evon entregou uma arma para Christian que logo a guardou na cintura. Com tudo pronto e com o céu já escuro, começamos a executar o plano. Colocamos nossos óculos de visão noturna então Zoe saiu indo para um lado e nós para o outro.
Nos aproximamos o mais perto que conseguimos da passagem e ficamos escondidos atrás de uma moita esperando o momento certo. Minutos depois vimos os guardas correrem deixando o lugar desprotegido então aproveitamos e nos aproximamos da porta onde Evon facilmente conseguiu desativar o sistema de monitorização da mansão e Mirella habilidosamente destrancou a porta para entrarmos.
Seguimos adentrando o local atirando em qualquer um que víssemos, mas mal entramos no corredor principal do segundo andar e nos deparamos com a última pessoa que eu queria ver naquele momento.
Assim que desembarcamos no aeroporto de Londres vi Elena nos esperando. Ela andou rapidamente e me abraçou forte, retribui seu abraço materno notando que ela chorava sutilmente.
— Christian me contou o que houve com a Ana – ela disse se desvencilhando de mim então lancei um olhar mortal em direção do idiota, mas logo voltei o olhar para minha mãe e sorri.
— Estou bem. A Anastasia perdeu muito sangue por causa do aborto, mas o Evon conseguiu umas bolsas de sangue e me deu.
— Tem certeza que está tudo bem? Você foi ao hospital?
— Claro que não.
— E por que não? – ela brigou comigo.
— Por que não estava a fim.
— Vou pedir para o Walfred te examinar.
— Eu já disse que está tudo bem.
— Não está nada bem, minha filha. Tenta imaginar o estado do corpo de alguém por dentro que é violentada, espancada, sofre um aborto, perde muito sangue e não se alimenta direito. Você vai ser examinada por um médico sim – disse minha mãe em seu tom de autoridade e só me restou assentir.
★ ★ ★ ★ ★
— Isso já é exagero – exclamei emburrada enquanto Walfred, que era médico, aferia minha pressão.
— Está mesmo sem sentir nenhuma dor abdominal?
— Isso mesmo – respondi seca e olhei para minha mãe – Por que a senhora não chamou uma médica, eu até abria minhas pernas se ela quisesse – comentei sorrindo, mas a única que riu no quarto fui eu.
Walfred chamou Elena para conversar em particular então me vi sozinha com o idiota. Ele tentou falar algo, mas eu não deixei e o expulsei do quarto. Me dirigi para o banheiro, tomei mais dois comprimidos de energético e entrei no box para tomar um banho.
Quando retornei ao quarto encontrei minha mãe sentada na beirada na cama então ela me pediu para ir a um hospital assim que eu terminasse de recuperar os gêmeos, pois a Anastasia precisava se tratar de algo, mas ela não entrou em detalhes e eu também não quis saber.
— Mãe, quero que a senhora organize uma mega festa e convide os Morrison – pedi.
— Por quê?
— Pois preciso invadir a mansão deles e não faça mais perguntas por que não vou responder.
— Tudo bem, filha. Para quando você quer essa festa?
— Para ontem. Quanto mais rápido a senhora organizar a festa, mais rápido eu posso executar meu plano.
★ ★ ★ ★ ★
DOIS DIAS DEPOIS
Estávamos sobre uma colina a uns 800 metros de distância da mansão, a mesma era localizada em meio à floresta o que facilitaria nosso ataque.
— Porque não invadimos agora? – ouvi o idiota perguntar atrás de mim e eu rolei os olhos.
— Porque eu gosto de atacar só no escuro – respondi sem desviar meu olhar da mansão. Segundos depois me virei aproximando-se de Evon que estava escorado em uma árvore e entreguei-lhe o binóculo – Horas?
— São cinco da tarde.
— Logo vai anoitecer então vou fazer um reconhecimento na área. Já volto.
— Vou com você – disse o idiota.
— Não vai nada. Você só vai me atrasar e me atrapalhar – falei passando por ele, mas parei a alguns metros quando escutei Evon me chamar então ele se aproximou de mim.
— Deixa ele ir com você – Evon me pediu.
— Está bem – falei emburrada e me virei para o idiota – Não converse comigo, ande rápido e se torcer o pé vai ficar caído no mesmo lugar porque eu não vou te ajudar então olhe por onde pisa. Entendeu ou quer que eu desenhe no chão para você?
— Não precisa. Eu entendi o recado.
— Ótimo.
★ ★ ★ ★ ★
Meia hora depois que andávamos, parei de repente e estiquei o braço impedindo o idiota de prosseguir também. Havia alguns guardas numa distância bem segura, mas preferi fugir então começamos a correr até que visualizei um lugar onde podíamos nos esconder antes que os guardas nos vissem.
Empurrei o idiota do Grey para o pequeno espaço embaixo de uma rocha e me deitei por cima dele. Ele tentou falar, mas eu tratei logo de tapar sua boca com uma das mãos e fiz um sinal de silêncio com a outra.
Segundos depois algumas folhas caíram a alguns centímetros de onde nossas cabeças se encontravam indicando que alguém estava sobre a rocha, provavelmente seriam os seguranças.
— Por aqui está tudo limpo – escutamos um deles dizer – Talvez tenha sido apenas um animal que você viu. Estamos retornando as nossas posições. Câmbio, desligo.
Esperei mais alguns minutos até ter certeza de que eles tinham ido embora então sai de cima do idiota e logo notei que o mesmo estava excitado.
— Homens são todos iguais – resmunguei rolando os olhos em tédio.
— Você queria que eu ficasse como? Eu sou feito de carne e osso. É claro que eu vou ficar excitado se minha mulher se esfrega em mim.
— Para o seu governo eu não estava se esfregando em você e outra, eu não sou sua mulher.
— Mas o corpo é dela.
Minha raiva aumentou tanto que puxei a arma da cintura e apontei para ele que por alguns segundos se assustou, mas que depois sua expressão ficou séria e misteriosa.
— Atira – ele falou calmamente se aproximando tanto ao ponto que a ponta da minha arma encostou no peito dele – Atira e acaba com esse ódio que tem por mim.
Minha vontade era enorme, mas algo dentro de mim não me permitia apertar a droga do gatilho, talvez fosse a Anastasia ou a Annie, pois ambas gostavam dele. Me xinguei mentalmente então abaixei a arma.
— Não vale a pena gastar minhas balas com você. Já vai anoitecer, é melhor voltarmos – falei e passei por ele, mas o senti pegar no meu braço me fazendo parar.
— Por que não atirou em mim?
O encarei de lado então fiquei de frente para ele.
— Porque se eu te matar, a Anastasia não vai conseguir superar essa perda, pois ela está ligada a você o tanto quanto está ligada a mim.
— Olha, Rose, eu amo muito a Ana e queria que eu e você convivêssemos em harmonia, pelo o bem dela – ele propôs e pelo modo que ele falou eu acreditei em sua sinceridade.
— Elena tem razão. Só alguém que realmente ama é capaz de aceitar uma esposa com uma doença incurável, conviver com três personalidades dentro de uma pessoa só e ser capaz de arriscar a própria vida para salvar os filhos. Agora percebo que o Christian que eu odeio já não existe mais em você. Estou levantando uma bandeira branca entre nós – comentei e ele sorriu então dei um rápido sorriso e me virei começando a andar de volta para onde os outros estavam.
Quando nos aproximamos deles faltava apenas alguns minutos para o sol se pôr por completo.
— O que aconteceu com vocês? – Zoe perguntou, devia ser pelo estado das nossas roupas.
— Quase fomos pegos pelos guardas, mas eles não conseguiram nos ver – informei e fiz um sinal para que eles se aproximassem formando um pequeno círculo – Consegui visualizar uma passagem por onde podemos entrar, mas precisaremos de uma pequena distração para atrair a maioria dos guardas para longe do local.
— Deixa comigo – Zoe disse.
— Então assim que a Zoe conseguir limpar o nosso caminho, nós entraremos pela passagem e você, Evon, ficará responsável em desativar todos os alarmes depois disso será uma questão de segundos até eles perceberem que estão sendo atacados. A nossa prioridade é encontrar os bebês e retirá-los daquele lugar em segurança. Sabe atirar? – perguntei ao Christian que negou então pedi para Troy o silenciador de sua arma e coloquei na minha entregando em seguida para Christian enquanto dava lições rápidas de como atirar.
Ele descarregou quase a metade de um cartucho de balas em uma árvore para praticar sua pontaria que a meu ver não era nada mal, depois tirei e devolvi o silenciador para Troy. Evon entregou uma arma para Christian que logo a guardou na cintura. Com tudo pronto e com o céu já escuro, começamos a executar o plano. Colocamos nossos óculos de visão noturna então Zoe saiu indo para um lado e nós para o outro.
Nos aproximamos o mais perto que conseguimos da passagem e ficamos escondidos atrás de uma moita esperando o momento certo. Minutos depois vimos os guardas correrem deixando o lugar desprotegido então aproveitamos e nos aproximamos da porta onde Evon facilmente conseguiu desativar o sistema de monitorização da mansão e Mirella habilidosamente destrancou a porta para entrarmos.
Seguimos adentrando o local atirando em qualquer um que víssemos, mas mal entramos no corredor principal do segundo andar e nos deparamos com a última pessoa que eu queria ver naquele momento.

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