sexta-feira, 27 de março de 2020

Maliciosamente Sedutores - Capítulo 41


ROSE

Assim que abri os olhos tratei logo de me libertar. Como as algemas não estavam tão apertadas eu só precisei deslocar o polegar da mão esquerda para facilitar a passagem da algema e assim poder me ver livre.

Assim que coloquei o dedo de volta no lugar e enfaixei a mão com um pedaço de lençol me levantei, mas senti uma leve tontura devido a quantidade de sangue que a Anastasia havia perdido.

Procurei por alguma coisa que me servisse inicialmente como arma e acabei encontrando uma chibata onde seu cabo era feito de plástico, a muito custo consegui quebrá-la ao meio fazendo com que ambas as partes ficassem com uma ponta bem afiada.

— Ótimo. Isso vai me servir – sussurrei e voltei para o pé da cama escondendo as estacas atrás de mim.

Comecei a gritar por socorro então o burro do segurança abriu a porta e se aproximou me dando um tapa no rosto enquanto me mandava calar a boca, mas aproveitei um momento de distração do idiota e enfiei uma das estacas em sua perna esquerda fazendo com que ele se desequilibrasse e caísse.

— Sua vadia!

Sorri e me levantei o mais depressa que pude e consegui pegar a arma que estava em sua cintura enquanto ele se contorcia de dor. Empunhei a arma e disparei seguidamente na cabeça dele.

— Idiota – falei sorrindo enquanto encarava o corpo do homem.

Peguei a chave e tirei o lado da algema que ainda estava presa ao meu pulso depois tratei logo de vasculhar o morto e para minha surpresa encontrei um telefone, mas eu só o usaria quando estivesse em segurança então peguei o outro cartucho de bala do defunto e fui rumo à porta do quarto.

Olhei para os lados verificando se tinha mais um guarda de prontidão, mas o corredor ainda continuava vazio então segui em frente, sempre alerta e com a arma em punho. À medida que eu ia andando pela mansão observei que não havia ninguém.

— Que tipo de sequestradores deixa o refém sendo vigiado por apenas um segurança? – indaguei incrédula – Só podem ser amadores.

De repente, escutei vozes ao longe e entrei na primeira porta que encontrei aberta, a mesma era de um quarto. Procurei algo para vestir, mas não achei nada de útil para mim então peguei um vestido curto branco e o coloquei. Verifiquei a quantidade de bala no cartucho da arma e troquei pelo novo em seguida fui até a janela do aposento.

“Mais que droga” praguejei mentalmente quando olhei para baixo.

Estava no segundo andar e a única coisa que poderia amaciar minha queda lá embaixo era uma maldita roseira. Entre encarar alguns seguranças com uma arma quase sem balas e pular em cima de uma roseira, eu preferia a segunda opção então verifiquei se havia algum guarda por perto e pulei.

Os espinhos cravaram parcialmente em minha pele enquanto apertava os lábios para não emitir nenhum som. Sai meio cambaleante e me dirigi a passos rápidos para o bosque a alguns metros de distância.

Olhei para trás e tive que me esconder atrás de um arbusto, pois dois seguranças apareceram perto de onde eu tinha aterrissado, segundos depois outros dois surgiram na janela do quarto.

Fiquei ali por alguns minutos até os guardas se afastarem então com extrema cautela adentrei ainda mais o bosque. Quando encontrei um muro, o que indicou que ali era o limite da propriedade, olhei para cima e notei que um dos galhos de uma das árvores transpassava o muro então peguei o celular e liguei para alguém que com certeza iria me ajudar.

— Alô?

— Oi Evon, sou eu, a Rose.

— A Anastasia já deixou você voltar de novo?

— Ela foi meio que obrigada a fazer isso já que sequestraram ela e os filhos dela, mas eu estou ligando é para você tentar rastrear a localização desse número que estou usando e assim que consegui é para você vim me buscar.

— Ok. Já estou triangulando o sinal do celular e... – passou-se alguns segundos até que ele retornou a falar – Quase... Pronto. Já descobri sua localização. Você está em uma propriedade em Lake Stevens. Chego aí em menos de uma hora.

Desliguei então tratei de subir na árvore e fiquei ali no alto em meu esconderijo improvisado tirando as drogas dos espinhos da minha pele enquanto esperava por Evon.


★ ★ ★ ★ ★


— Você demorou – falei já entrando na Ferrari dele.

— Trânsito na rodovia – informou Evon e eu rolei os olhos, notei que ele me encarava meio que segurando uma risada.

— Vai morrer se abrir o bico para falar da minha roupa.

— Ok. Vou te levar para o meu apartamento e vou cuidar dos seus ferimentos antes de você ir atrás de qualquer pessoa. Você vai se vingar de quem sequestrou a Anastasia, não vai?

— Com certeza – falei enquanto guardava a arma no porta-luvas.

— Eu sabia – ele exclamou animado e eu rolei os olhos novamente.

— Se sabia disso então porque se deu ao trabalho de me perguntar? Você gastou sua saliva e meu tempo.

— Nossa, você está mais chata do que o normal – resmungou Evon então o encarei mortalmente.

— Se não quiser entrar na minha lista de pessoas que vão morrer é melhor parar com as gracinhas – ameacei então ele concordou com um aceno de cabeça enquanto voltava sua atenção para a estrada.


★ ★ ★ ★ ★


UM DIA DEPOIS

Assim que eu e Evon adentramos a biblioteca avistei o idiota dormindo debruçado sobre a escrivaninha então só por maldade fechei a porta com força fazendo com que o idiota acordasse assustado por causa do barulho.

— Ana! – ele exclamou abrindo um sorriso e se aproximou, mas em resposta eu dei um soco e coloquei toda minha força naquele soco que consegui fazer com que o idiota caísse no chão então empunhei a arma que estava escondida às minhas costas e apontei na direção dele.

— Sei que você deve ter investigado sobre a vida da Anastasia então com certeza deve ter descoberto o atual endereço ou o contato de Isabela Morrison, certo? Pois eu quero.

— Eu não sei do que você está falando – ele disse se levantando.

— Fique paradinho onde está ou eu meto uma bala bem no meio da sua testa. E olhe que estou louca para fazer isso então não me provoque.

— O que aconteceu? Cadê o Thobias e o Theodore?

— Me passa o celular – mandei ignorando as perguntas dele.

O idiota não me deu então fui até ele e peguei o aparelho. Liguei para minha mãe enquanto Evon contava para o idiota o pouco que ele sabia sobre o sequestro. Assim que minha mãe atendeu eu pedi a ela para investigar onde os Morrison estavam morando atualmente.

— Elena vai ajudar? – Evon me perguntou quando eu voltei para perto deles.

— Sim, mas eu preciso ir até Nova York atrás de alguém que é capaz de encontrar uma agulha no palheiro em poucos segundos.

— Nós podemos ir no meu avião – o idiota falou.

— Nós uma vírgula. Você não acha que já desgraçou a vida da Anastasia o suficiente? – indaguei indo para cima dele, mas Evon se intrometeu no meio e me segurou.

— Rose! Deixa de ser rancorosa. A Anastasia já o perdoou por tudo o que ele fez com ela...

— Ela que é uma sonsa pode ter perdoado este imbecil, mas eu não! Nunca vou te perdoar Christian Grey!

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