ANASTASIA
Era por volta das cinco da tarde quando fechei o livro ao qual estava lendo e decidi começar a me arrumar para a festa. Levantei de uma das poltronas de veludo branco existentes em minha suíte, joguei o livro sobre a cama e me dirigi para o banheiro.
Não estava muito animada para ir aquela festa, mas infelizmente eu tinha um trabalho a fazer. Ethan precisava de mim e eu não poderia decepcioná-lo.
Após o banho, escovei meu cabelo deixando-o ondulado e conduzi-me até o closet onde fiquei a escolher algo sexy, mas decente para o jantar desta noite então optei por colocar um dos meus Dior.
Tirei uma calcinha vermelha de renda de uma das gavetas e a vesti depois calcei um par de Louboutin preto, por fim foi a vez do vestido. O lindo Dior tomara-que-caia de renda preta e tule com cristais swarovski em toda a sua extensão, caía com uma luva sobre meu corpo destacando a palidez natural de minha pele.
Retornando para o quarto, andei até a penteadeira e me sentei em frente ao espelho para maquiar-me. Não quis nada muito glamouroso, apenas delineador preto para destacar meus olhos azuis e um batom cor de boca.
Quando ia colocar um par de brincos lembrei-me do pedido de Ethan de que hoje eu não fosse com nenhuma joia então devolvi os brincos para a caixinha e a fechei. Optei por deixar o cabelo solto, caindo como uma cascata dourada sobre meus ombros.
O louro não combinava muito bem com minha pele clara e minhas irmãs já haviam me pedido, quase implorado, para que eu pintasse e voltasse a cor natural das minhas madeixas, o castanho escuro. Por mais que eu achasse a cor loira um pouco sem graça, não estava a fim de mudar o visual, não agora.
Às seis e meia em ponto dei uma última olhada no espelho de corpo inteiro do closet apenas para conferir novamente o caimento do vestido então peguei uma bolsa de mão prateada e sai do quarto.
— Vai sair, filha? – ouvi meu pai perguntar assim que passei pelo hall.
Girei nos meus saltos quinze e conduzi-me até onde ele estava. Encontravam-se na sala de estar meu futuro irmão Maycon, meu pai Raymond, minha futura madrasta Carla, Elena e sua filha Suzanna e minhas meias-irmãs Andrea e Kate.
Todos estavam reunidos para celebrar o noivado entre Maycon e Suzanna. A comemoração não seria nada extraordinário ou grandioso, apenas um jantar em família.
— Boa noite a todos – os cumprimentei e olhei para o meu pai – Irei sair com um amigo então não precisam me esperar para o jantar.
— Por que você não convida esse seu amigo para vim jantar um dia aqui em casa assim como papai fez com a Carla? – Kate indagou enquanto enrolava com o dedo uma mecha de seu cabelo loiro, totalmente natural.
— Por que ele não é meu namorado, Kate. Somos apenas amigos.
— A gente finge que acredita, irmãzinha – disse Andrea em um tom de voz levemente sarcástico enquanto terminava de prender seus cabelos preto em um coque.
Quando pensei em revidar minha irmã, recebi um olhar discreto de repreensão por parte de Elena então me aproximei de Maycon e o abracei, em seguida foi a vez de Suzanna.
Os felicitei pelo noivado depois me despedi dos outros e tratei logo de sair da sala. Jack Hyde – o motorista de Ethan – já estava me esperando parado ao lado do elegante Volvo V40 Preto. Amava tanto aquele carro que havia comprado um para mim, na cor azul.
— Boa noite, Srta. Kartell – ele disse com um discreto sorriso enquanto abria a porta do carro.
Kartell era o sobrenome de minha falecida mãe e eu o usava quando tinha que fazer este tipo de trabalho. Motivo? Era porque não queria que o influente e respeitado sobrenome Steele fosse envolvido no que eu fazia.
— Obrigada e boa noite para você também, Jack.
Saímos da mansão Steele no litoral de West Vancouver, Canadá, e após alguns minutos já estávamos na Interestadual 99 seguindo em direção ao aeroporto.
Olhei para o retrovisor e vi o olhar de Jack concentrado na estrada. O conhecia já fazia alguns anos, mas nunca tínhamos fortalecido nenhum tipo de amizade entre nós até ano passado quando conheci sua família.
Nos tornamos amigos, mas ele sempre mantinha uma certa distância de mim em respeito ao seu patrão. Durante seus dias de folga, Jack me pedia a chave da minha casa de praia e ia para lá, juntamente com a mulher e a filha.
— Como estão Louise e Lucy? – perguntei para tentar ocupar o vazio de dentro do carro então Jack me olhou pelo retrovisor e notei que sua expressão era cansada e muito triste.
— A senhorita não soube o que aconteceu com elas?
— Não. O que houve? – indaguei curiosa.
— Elas sofreram um acidente.
— Meu Deus! Quando e como foi isso?
— Aconteceu no mês passado, Srta. Kartell. Louise havia combinado com sua prima Leila de irem visitar seus familiares no Brasil e devido eu estar trabalhando, Lucy teve que ir junto com a minha esposa. Elas estavam vindo do Brasil quando o avião particular do Sr. Grey caiu no estado do Texas. Minha esposa e a Sra. Grey não resistiram à queda e faleceram, já minha filha está em coma induzido e o estado clínico dela é estável. O Sr. Kavanagh me deu algumas semanas de licença para que eu possa cuidar melhor de Lucy.
— Sabe me informar se o Sr. Grey também se encontrava dentro do avião? – perguntei tentando parecer indiferente.
— Ele estava na Austrália quando recebeu a notícia do acidente. Não nos falamos muito durante o velório das nossas esposas.
— E como ele estava? Digo, emocionalmente?
— Inconsolável. Dizem que o Sr. Grey se trancou no apartamento dele, não sai para lugar nenhum e só vive bêbado.
— Obrigada pela informação, Jack. Minhas sinceras condolências para você e estarei rezando pela recuperação de sua filha.
— Obrigado, Srta. Kartell.
Recostei-me ao banco pensando no que acabara de ouvir.
“Então era por isso que Kate queria tanto que eu lesse aquele jornal onde falava sobre Christian, com certeza estava divulgando a morte de sua esposa Leila Grey”
Peguei meu celular dentro da bolsa de mão e comecei a mexer nele tentando ocupar minha mente para não pensar mais em Christian.
Era por volta das cinco da tarde quando fechei o livro ao qual estava lendo e decidi começar a me arrumar para a festa. Levantei de uma das poltronas de veludo branco existentes em minha suíte, joguei o livro sobre a cama e me dirigi para o banheiro.
Não estava muito animada para ir aquela festa, mas infelizmente eu tinha um trabalho a fazer. Ethan precisava de mim e eu não poderia decepcioná-lo.
Após o banho, escovei meu cabelo deixando-o ondulado e conduzi-me até o closet onde fiquei a escolher algo sexy, mas decente para o jantar desta noite então optei por colocar um dos meus Dior.
Tirei uma calcinha vermelha de renda de uma das gavetas e a vesti depois calcei um par de Louboutin preto, por fim foi a vez do vestido. O lindo Dior tomara-que-caia de renda preta e tule com cristais swarovski em toda a sua extensão, caía com uma luva sobre meu corpo destacando a palidez natural de minha pele.
Retornando para o quarto, andei até a penteadeira e me sentei em frente ao espelho para maquiar-me. Não quis nada muito glamouroso, apenas delineador preto para destacar meus olhos azuis e um batom cor de boca.
Quando ia colocar um par de brincos lembrei-me do pedido de Ethan de que hoje eu não fosse com nenhuma joia então devolvi os brincos para a caixinha e a fechei. Optei por deixar o cabelo solto, caindo como uma cascata dourada sobre meus ombros.
O louro não combinava muito bem com minha pele clara e minhas irmãs já haviam me pedido, quase implorado, para que eu pintasse e voltasse a cor natural das minhas madeixas, o castanho escuro. Por mais que eu achasse a cor loira um pouco sem graça, não estava a fim de mudar o visual, não agora.
Às seis e meia em ponto dei uma última olhada no espelho de corpo inteiro do closet apenas para conferir novamente o caimento do vestido então peguei uma bolsa de mão prateada e sai do quarto.
— Vai sair, filha? – ouvi meu pai perguntar assim que passei pelo hall.
Girei nos meus saltos quinze e conduzi-me até onde ele estava. Encontravam-se na sala de estar meu futuro irmão Maycon, meu pai Raymond, minha futura madrasta Carla, Elena e sua filha Suzanna e minhas meias-irmãs Andrea e Kate.
Todos estavam reunidos para celebrar o noivado entre Maycon e Suzanna. A comemoração não seria nada extraordinário ou grandioso, apenas um jantar em família.
— Boa noite a todos – os cumprimentei e olhei para o meu pai – Irei sair com um amigo então não precisam me esperar para o jantar.
— Por que você não convida esse seu amigo para vim jantar um dia aqui em casa assim como papai fez com a Carla? – Kate indagou enquanto enrolava com o dedo uma mecha de seu cabelo loiro, totalmente natural.
— Por que ele não é meu namorado, Kate. Somos apenas amigos.
— A gente finge que acredita, irmãzinha – disse Andrea em um tom de voz levemente sarcástico enquanto terminava de prender seus cabelos preto em um coque.
Quando pensei em revidar minha irmã, recebi um olhar discreto de repreensão por parte de Elena então me aproximei de Maycon e o abracei, em seguida foi a vez de Suzanna.
Os felicitei pelo noivado depois me despedi dos outros e tratei logo de sair da sala. Jack Hyde – o motorista de Ethan – já estava me esperando parado ao lado do elegante Volvo V40 Preto. Amava tanto aquele carro que havia comprado um para mim, na cor azul.
— Boa noite, Srta. Kartell – ele disse com um discreto sorriso enquanto abria a porta do carro.
Kartell era o sobrenome de minha falecida mãe e eu o usava quando tinha que fazer este tipo de trabalho. Motivo? Era porque não queria que o influente e respeitado sobrenome Steele fosse envolvido no que eu fazia.
— Obrigada e boa noite para você também, Jack.
Saímos da mansão Steele no litoral de West Vancouver, Canadá, e após alguns minutos já estávamos na Interestadual 99 seguindo em direção ao aeroporto.
Olhei para o retrovisor e vi o olhar de Jack concentrado na estrada. O conhecia já fazia alguns anos, mas nunca tínhamos fortalecido nenhum tipo de amizade entre nós até ano passado quando conheci sua família.
Nos tornamos amigos, mas ele sempre mantinha uma certa distância de mim em respeito ao seu patrão. Durante seus dias de folga, Jack me pedia a chave da minha casa de praia e ia para lá, juntamente com a mulher e a filha.
— Como estão Louise e Lucy? – perguntei para tentar ocupar o vazio de dentro do carro então Jack me olhou pelo retrovisor e notei que sua expressão era cansada e muito triste.
— A senhorita não soube o que aconteceu com elas?
— Não. O que houve? – indaguei curiosa.
— Elas sofreram um acidente.
— Meu Deus! Quando e como foi isso?
— Aconteceu no mês passado, Srta. Kartell. Louise havia combinado com sua prima Leila de irem visitar seus familiares no Brasil e devido eu estar trabalhando, Lucy teve que ir junto com a minha esposa. Elas estavam vindo do Brasil quando o avião particular do Sr. Grey caiu no estado do Texas. Minha esposa e a Sra. Grey não resistiram à queda e faleceram, já minha filha está em coma induzido e o estado clínico dela é estável. O Sr. Kavanagh me deu algumas semanas de licença para que eu possa cuidar melhor de Lucy.
— Sabe me informar se o Sr. Grey também se encontrava dentro do avião? – perguntei tentando parecer indiferente.
— Ele estava na Austrália quando recebeu a notícia do acidente. Não nos falamos muito durante o velório das nossas esposas.
— E como ele estava? Digo, emocionalmente?
— Inconsolável. Dizem que o Sr. Grey se trancou no apartamento dele, não sai para lugar nenhum e só vive bêbado.
— Obrigada pela informação, Jack. Minhas sinceras condolências para você e estarei rezando pela recuperação de sua filha.
— Obrigado, Srta. Kartell.
Recostei-me ao banco pensando no que acabara de ouvir.
“Então era por isso que Kate queria tanto que eu lesse aquele jornal onde falava sobre Christian, com certeza estava divulgando a morte de sua esposa Leila Grey”
Peguei meu celular dentro da bolsa de mão e comecei a mexer nele tentando ocupar minha mente para não pensar mais em Christian.

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